Fechando as portas

abril 13th, 2013 — 3:47am

Depois de quase um ano sem atualizar o blog, acho que passou da hora de encerrar as atividades aqui. A partir do dia 1 de julho este blog deixará de existir.

Obrigado aos que por aqui passaram ao longo dos anos. Nos vemos por aí.

1 comment » | Meta

Onde está o aquecimento global?

maio 12th, 2012 — 8:05pm

Primeiro foi um amigo meu que me falou de uma entrevista do Professor da USP, Ricardo Augusto Felício, no Jô Soares. Depois eu vi no Facebook um link para a entrevista com o climatologista Luiz Carlos Molion no programa Roda Viva. Por último, vi no Twitter um outro link para um artigo do Alexandre Garcia reduzindo o aquecimento global a um pum.

Vendo estas referências, parece até que o aquecimento global sumiu ou, melhor, nunca existiu. Essas pessoas afirmam tão categoricamente que o aquecimento atual não passa de um processo natural da terra que muitos começam a acreditar nisso. Mas é difícil brigar com fatos. Repare nos links acima (se tiver paciência de vê-los) como quase não há referências para as afirmações que os negadores do aquecimento global fazem. Reparem também que os entrevistadores não questionam a fundo os seus entrevistados. É tudo muito conveniente.

Não estou aqui suspeitando da índole de ninguém. Mas acho que há muita desinformação que precisa ser esclarecida. Um pouco de pesquisa e questionamentos ajudam a desmentir quase tudo o que foi dito por essas pessoas. E dá para fazer isso ponto por ponto.

Não há aumento de temperaturas na terra desde 1998
Essa é uma das primeiras afirmativas que o Luiz Carlos Molion faz logo começo de sua entrevista. Segundo ele o aquecimento global terminou nesse ano. Mas não é o que diz a NASA. Segundo ela, 2010 foi o ano mais quente de todos os tempos, num empate técnico com 2005. Dos 8 anos mais quentes de todos os tempos, 7 ocorreram nos anos 2000. Apenas 1998 que não. Mas se você não acredita na NASA, existem vários outros estudos que mostram o aumento das temperaturas depois de 1998.

O gráfico acima mostra a variação de temperatura ano a ano desde 1973 e uma linha (em vermelho) de tendência. A figura faz parte de um estudo independente da Universidade Berkeley que também desmistifica a suposta má qualidade e os problemas de medição das estações meteriológicas de todo o mundo. Além deste estudo, o site Skeptical Science mostra (link em português) diversos outros juntamente com inúmeras outros gráficos demonstrando o aumento das temperaturas desde 1998.

O sol é o principal responsável pelo aquecimento no nosso planeta

Todos as três pessoas que citei no começo deste post fazem esta afirmação. Sim, em parte o sol é um dos principais responsáveis pelas temperaturas que experimentamos na Terra. Mas não é ele o responsável pelos aumentos que ocorreram nos últimos 30 anos. Pelo contrário, fosse pelo sol, a Terra deveria ter esfriado um pouco. Novamente mostro um gráfico:

Ele mostra, em vermelho, as mudanças de temperatura ano a ano e, em azul, a irradiação solar total no mesmo ano. Repare que até o final da década de 1970, a similaridade entre as duas curvas é muito grande. Depois, a irradiação solar começa a cair enquanto a variação de temperatura aumenta. O sol e o clima estão, na verdade, caminhando em direção opostasEste link lista quase 20 estudos científicos que mostram que o sol não é o responsável pelo atual aquecimento da Terra.

O CO2 é inocente

Alexandre Garcia ironiza o tema dizendo que agora o “culpado” pelo efeito estufa é o gás metano. Ricardo Augusto vai além e diz que o efeito estufa não existe. Segundo ele essa “é uma física impossível” e que se trata da “maior falácia científica que existe”. Até agora não sei muito o que dizer. Afinal o Ricardo é um climatologista e deve entender do assunto. Mas eu não consigo entender como é que ele pode negar algo que é estudado e confirmado estudo após estudo desde 1824 por Joseph Fourier (um matemático e físico excepcional, por sinal) sem dar nenhuma explicação mais detalhada.

Pesquisando no Google, Ricardo parece negar o efeito estufo em referência aos estudos de John O’Sullivan, que defende o modelo termal alternativo de Postma. Eu não sei detalhes nem nunca ouvi falar deste modelo. Mas este link rebate-o e aponta erros nele de maneira bastante consistente, até onde consegui entender. Neste outro site, JoNova explica como o efeito estufa não invalida a Lei dos Gases (outra afirmação suspeita que o Ricardo Augusto faz na entrevista com o Jô). Neste site, aliás, o tal Joseph Postma responde, e JoNova rebate de volta. A página dela estourou o limite de comentários e eu recomendo que você veja algumas das discussões por lá. Veja também este link para uma discussão semelhante em outro site.

Como funciona o Efeito Estufa. 1. Radiação solar passa pela atmosfera; 2. Terra aquece e emite radiação infravermelha; 3. Radiação infravermelha é absorvida pelos gases do efeito estufa e re-irradiada para todos os lados.

E já que o efeito estufa continua aí e, aliás, sem ele a temperatura média na Terra seria de -18ºC, os gases que mais contribuem com ele são justamente o CO2 e, vejam vocês, o gás metano. A comparação feita em medições de satélite que ocorreram em 1970 e 1996 mostram justamente isso. O gráfico abaixo mostra uma queda significativa de radiação nas faixas em que os gases como CO2 e CH4 (metano) a absorvem, indicando um aumento do efeito estufa.

O artigo continua também com outros argumentos, mas é bem técnico.

O homem contribui muito pouco para as emissões de CO2

Luiz Carlos Molion diz em sua entrevista que o aquecimento global não é produzido pelo homem. Segundo ele, não é o CO2 produzido pelo homem através de combustíveis fósseis que controla o clima. Luiz Carlos cita um artigo da revista Nature de Novembro de 2010 para justificar que em eras glaciais passadas as temperaturas eram mais altas que hoje e a concentração de CO2 era 30% menor.

Eu não sei se eu achei o estudo ao qual ele se referiu. Mas um estudo publicado na revista Nature em 2010 se assemelha bastante. Mas é provável que não seja o mesmo pois ele diz o contrário do que o Luiz afirmou. Segundo o estudo, “períodos interglaciais (…) parecem ser caracterizados por massas continentais de gelo maiores, menor nível do mar, temperaturas mais baixas e concentracões atmosféricas de CO2 menores, em relacão a períodos interglaciais mais recentes.” O estudo indica que há uma relacão entre a concentracão de gases do efeito estufa e as temperaturas nesses períodos: “Este aquecimento surge a partir do aumento da insolação durante o período (…) em conjunto com um aumento da concentração dos gases do efeito estufa na atmosfera.” Este outro texto explica que, de fato, o aumento de CO2 ao longo de milhares de anos foi, na verdade, a causa e o efeito do aumento da temperatura nesses períodos.

E o fato da concentração do CO2 aumentar na atmosfera é importante. Porque, de fato, o CO2 emitido pelo homem é uma fração muito pequena de todo CO2 emitido na terra. Só que esta é a parte que justamente não é absorvida de volta e fica na atmosfera aumentando sua concentração. 40% do CO2 emitido pelo homem não é absorvido.

Da esquerda para direita, quantidade de CO2 em gigatoneladas emitida e absorvida pela 1) queima de combustíveis fósseis, 2) vegetação; 3) oceanos.

 

O nível do mar não está subindo

Ricardo Augusto diz que o nível do mar não está subindo, que o processo natural que ocorre é o de agradação (recuo em relação ao continente, aumentando praias e orlas) e degradação (avanço do mar). Sim, este processo existe mas não quer dizer que o nível do mar continue o mesmo. Um fenômeno não exclui o outro.


Aumento médio do nível dos oceanos de 1870 até 2008

O nível dos oceanos está subindo. Isto é determinado através de vários métodos que levam em consideração, fenômenos naturais, variações da maré, dentre outros aspectos. E não é só que o nível esteja subindo, a taxa de aumento também está aumentando.

Fechando a conta

Há várias outros mitos que são divulgados sem evidência por algumas pessoas, inclusive os três do começo deste texto. Na maioria dos casos, isso ocorre por desconhecimento ou má interpretação de vários níveis sobre como o aquecimento global está ocorrendo. É claro que essa grande massa de estudos que demonstram o aquecimento global e suas consequências, e todas as pessoas que os defendem podem, no futuro, estar erradas. E se, nesse futuro, novos fatos forem descobertos que contradigam teorias atuais, temos sim que revisá-las. Mas atualmente todos os fatos apontam para o aquecimento global. Numa frase que é atribuída ao economista John Keynes, ele diz que “quando os fatos mudam, eu mudo de idéia. O que você faz, senhor?”

Se você não acredita em fatos, lamento, mas você sofre do efeito do “tiro pela culatra factual”. Pelo menos segundo alguns cientistas da Universidade de Michigan. Segundo eles, pessoas com fortes crenças quando confrontadas por fatos que as questionam, tendem a defender e se apegar ainda mais a elas. Pior ainda, elas chegam até a distorcer estes mesmos fatos para adequá-los a suas crenças.

O perigo deste comportamento começa quando as crenças pessoais tem impacto na sociedade. Alexandre Garcia, por exemplo no artigo citado no começo deste texto, acha que o novo Código Florestal não precisa ser vetado. Para ele, isso seria uma tentativa vã de preservar a natureza. Não é o que dizem os fatos, Alexandre. E acho muito difícil brigar com fatos.

5 comments » | Educação, Política, Sociedades

Correio Braziliense – Uma história da História do Brasil

maio 4th, 2012 — 1:33pm

O Brasileiro em Coimbra não foi o único a protestar a favor da independência do Brasil durante o processo. O Correio Braziliense também surgiu com esse objetivo. Fundado em 1808, o jornal era remetido cladestinamente ao Brasil defendendo idéias como uma monarquia constitucional e o fim da escravidão. O jornal circulou até 1822, quando deixou de fazer sentido após a indenpendência de fato.

Na exposicão que visitei na Biblioteca Joanina em Coimbra, Portugal, um exemplar do jornal era destacado por tratar de nossa capital, Brasília. Eu não tinha idéia (ou pelo menos não lembrava) que a proposta de mudança da capital para o interior era tão antiga. O primeiro a propô-la foi o Marquês de Pombal, em 1761. Depois, a primeira evidência mais forte da proposta veio justamente do jornalista fundador do Correio Braziliense, Hipólito da Costa.

A edição de marco de 1813 trazia o seguinte texto :

« O Rio-de-Janeiro, naõ possue nenhua das qualidades, que se requerem, na cidade que se destina a ser a capital do Imperio do Brazil ; e se os cortezães que para ali fôram de Lisboa, tivessem assaz patriotismo, e agradecimento pelo paiz, que os acolheo, nos tempos de seus trabalhos, fariam um genereso sacrificio das commodidades, e tal qual luxo, que podiam gozar no Rio de Janeiro, e se iriam estabelecer em um paiz do interior, central, e immediato ás cabeceiras dos grandes rios ; edificariam ali uma nova cidade, commecariam por abrir estradas que se dirigissem a todos os portos de mar, e removerîam os obstaculos naturaes que tem os differentes rios navegaveis, e lancariam assim os fundamentos ao mais extenso, ligado, bem defendido, e poderoso imperio, que he possivel que exista na superficie do Globo, no estado actual das nacoens que o povôam. »

Para Hipólito, a permanência dos governantes no Rio era por pura conveniência da infraestrutura que lá já existia. Preguiça mesmo. Até mesmo os obstáculos à construcão de uma cidade no interior eram minimizadas por ele como “meros subterfúgios”. O Brasil, segundo ele, deveria se espelhar no exemplo de expansão dos EUA, e estimular a vinda de estrangeiros para ocupar o interior.

É, caro Hipólito, demorou quase 150 anos, mas finalmente a capital que você propôs foi construída em 1960.

PS1: Não confundir o atual jornal Correio Braziliense fundado junto com Brasília em 1960 com o primeiro, de 1808. O nome do atual foi inspirado no primeiro mas não há nenhuma outra relação entre os dois.

PS2: Todas as edições do primeiro Correio Braziliense podem ser lidas gratuitamente no portal Brasiliana da USP

Comment » | Portugal, Sociedades

O Brasileiro em Coimbra, Portugal – Uma história da História do Brasil

abril 19th, 2012 — 12:49pm

Estive em Lisboa, Sintra e Coimbra com meu irmão no começo de março. Adorei conhecer Portugal pela primeira vez. Acho que, para nós Brasileiros, o país tem um sabor próprio dada a história que compartilhamos. Na visita à fantástica Biblioteca Joanina na Universidade de Coimbra, uma exposicão chamou mais a minha atenção  neste sentido.

A mesma exibia exemplares antigos de livros tratando de assuntos ligados ao Brasil. Estavam expostos lá, por exemplo, o primeiro livro publicado no Brasil (em 1747) e o primeiro dicionário Português-Tupi. Haviam obras raríssimas também. O livro “Uma das mais belas obras ilustradas sobre o Brasil”, encomendado pelo Conde de Nassau e publicado em 1647, não produz nenhum resultado no Google. Aparentemente não há nada sobre a obra na Internet, uma que retrata o Brasil da época em diversas ilustrações.

Outra obra rara é o primeiro e único número do periódico “O Brasileiro em Coimbra” publicado em 1823 pelo Brasileiro Cândido Ladislau Japiassú de Figueiredo e Mello (Isso é que é nome, o resto é conversa). Em um ano onde Portugal ainda não reconhecia a independência do Brasil, Cândido publicava, em Portugal, textos defendendo-a fortemente. Também não achei o texto completo da edição em nenhum canto da Internet mas num blog um tanto obscuro, um post continha apenas a imagem da parte superior da primeira página. Segue a transcrição:

“O Brasileiro em Coimbra, Anno 1823, Quinta-feira 3 de Abril
Ora pois, meus Compatriotas, disponho-me (quem diria!) a escrever para o Publico! Teremos tambem o Nosso papel, para di-(o texto é cortado aqui) nam so do Brasil; mas até de Portugal.-Cumpre-Nos por tanto, nam so diser ao Brasil o que se passa em Portugal ; porém ainda diser a Portugal o que se passa no Brasil. – O Portuguez sabendo com exactidam as forças, e os progressos do Governo Brasilico, nam quererá arriscar os seus soldados, (o texto é cortado aqui)”

 

Uma pena o restante não estar disponível. Segundo esta fonte (em inglês), a publicação causou alvoroço em Coimbra e problemas para os brasileiros que lá residiam. Cópias do texto foram confiscadas, a sua publicação foi suspensa, e seu editor foi detido. O texto original que explica esse episódio é de autoria de Bernardo de Serpa Saraiva Machado com o título “Representação documentada, que a real presença de Sua Magestade fez subir em 30 de Junho de 1823″. Infelizmente também não consegui achar nenhum link para o texto completo. O Brasileiro em Coimbra, pelo visto, continua detido nos arquivos portugueses.

Clique aqui para ler a segunda parte.

Comment » | Portugal, Sociedades

Desvendando o Grupo dos Ciclistas Assassinos

março 20th, 2012 — 9:32am

O Brasil é o único país que conheco onde ciclistas tentam atropelar carros. Esses verdadeiros guerreiros desafiam todas as leis para lutar contra os carros e seus motoristas, estes últimos, os cidadãos de bem. Cidadãos de bem para os quais as ruas brasileiras foram feitas. Tudo ia muito bem para eles neste sentido enquanto viviam felizes engarrafados no trânsito que era só deles. Mas aos poucos um grupo secreto começou a se formar. Aos poucos, as tais bicicletas, antes parte apenas do imaginário coletivo, começaram a dividir o mesmo espaço.

No começo elas fingiam querer apenas o convívio pacífico. Ciclistas afirmavam estarem satisfeitos em ficarem espremidos entre carros, e em não terem segurança e respeito. Para os carros e seus motoristas, então, a presença dessa minoria não importava. Afinal, tudo continuava a melhorar: Mais carros nas ruas, mais poluição e mais trânsito eram os sinais óbvios. Mas aos poucos, começava-se a ouvir aqui e ali que ciclistas estavam morrendo.

E quanto mais se ouvia, mais ficava evidente o plano deste grupo. O trânsito brasileiro para eles é uma guerra e o inimigo são os carros. Neste tempo todo, os ciclistas estavam, na verdade, fazendo sua parte bravamente: morrendo tentando atropelar carros. É uma missão difícil que requer bastante coragem mas que até agora vem sendo muito bem executada.

Eu nunca vi tanta dedicação em guerra. Os ciclistas parecem treinar todos os dias, em várias cidades do país. Como ninjas, escolhem seus alvos com cuidado e atacam quando menos se espera. É tudo tão impressionante que eu não sei como exércitos do mundo todo ainda não entrataram em contato com os líderes responsáveis por preparar estes bravos guerreiros.

4- cerca de 6 vezes dentro de 1 ano, estava consciente que frequentemente ciclistas atravessam a faixa dupla da auto estrada.
@Thor631
Thor Batista Oficial

Vejam o exemplo de Wanderson Pereira dos Santos, morto em combate nesta segunda-feira. Wanderson conseguiu com sucesso atingir sua vítima, Thor Batista, filho do empresário Eike Batista, homem mais rico do Brasil. Para conseguir tal façanha, Wanderson treinou com vários outros colegas. Thor, bom observador, já percebia esta movimentação no local do ataque como você pode ver em uma de suas mensagens no Twitter. Ele disse que presenciou 6 tentativas de ataques no último ano.

Thor, então, ficou mais esperto. À noite, passou a usar todos os seus faróis para ter certeza de poder observar tudo. Farol alto, farol de neblina e até o farol de milha foram utilizados. Tudo para evitar um possível ataque àquela hora da noite. Mas Wanderson foi melhor. De súbito, camuflado para que as luzes não o iluminassem, Wanderson partiu para cima com todas as suas forças. Foram anos de treinamento, sempre naquele trecho da rodovia, tudo pensado para aquele momento.

3- Perto do local do acidente, nao tem iluminacao, por isso utilizava o Farol alto, farol de milha e farol de neblina. Trafeguei por ali
@Thor631
Thor Batista Oficial

O veículo é feito de Fibra de carbono, material muito resistente, a 80 Km/h ele seria dilacerado da mesma maneira. o angulo prejudicou.
@Thor631
Thor Batista Oficial

Infelizmente Wanderson foi ousado demais. O seu alvo era feito de material muito resistente. Thor, experiente motorista, com mais de 50 pontos na carteira, sabia disso. Ele afirmou que mesmo que o carro estivesse em baixa velocidade, Wanderson não teria chance de sobreviver. Mas Thor talvez não esperasse que seu carro fosse ficar tão danificado. Wanderson não conseguiu que o airbag do veículo fosse ativado mas pelo menos destruiu o pára-brisa e arranhou parte da lataria do carro que vai de 0 a 100 km/h em menos de 4 segundos.

O tamanho dos danos fez com que a morte de Wanderson fosse digna de ficar para a história do Grupo de Ciclistas Assassinos. Uma que agora declara abertamente a guerra. O grupo já tem até seguidores internacionais. O último foi um belga que morreu utilizando a mesma tática de Wanderson. Em Campos dos Goytacazes, também no estado do Rio, o ciclista tentou atropelar um carro em um cruzamento. A vítima disse que estava a 50km/h mas mesmo assim não conseguiu fugir do ataque do ciclista.

É uma pena que ela tenha sido atingida. Ataques como este assustam os motoristas atingidos e também os demais, já cientes de que podem ser as próximas vítimas. Mas motoristas, não se preocupem! Vocês estão amparados pelo governo e pela mídia que dá a vocês todo o apoio possível. Além do mais, nesta guerra, só um lado morre.

6 comments » | Bicicleta

A Máquina Definitiva (ou mais inútil, dependendo do ponto de vista)

janeiro 4th, 2012 — 2:20pm

Dei de presente a um amigo um protótipo da “Máquina Definitiva”. A máquina surgiu de uma idéia de Marvin Minsky quando este trabalhou com Claude Shannon:

 “Eu trabalhei com Shannon na Bell Labs no verão de 1952. Eu sugeri a máquina, Shannon gostou da idéia, e fez com que a empresa construísse um bocado delas; e deu de presente para vários executivos. Eu pedi que uma patente fosse registrada mas eles disseram não, e eu não fui mais atrás disso.”

O funcionamento da máquina foi muito bem descrito poucos anos depois por Arthur C. Clarke no seu livro “Voice Across the Sea: Telstar and the Laying of the Trans-Atlantic Cable” (tradução minha):

 “Nada poderia ser mais simples. É apenas uma pequena caixa de madeira, no tamanho e na forma de uma caixa de charuto, com um único interruptor numa das faces. Quando você aciona o interruptor, há um zumbido proposital. A tampa sobe lentamente, e debaixo dela emerge uma mão. A mão desce, desliga a chave e recua na caixa. A tampa se fecha, o zumbido cessa e a paz reina mais uma vez. O efeito psicológico, se você não sabe o que esperar, é devastador. Há algo indizivelmente sinistro numa máquina que não faz nada – absolutamente nada – exceto desligar-se.”

Um anúncio antigo da máquina (fonte)

Após vários anos no esquecimento, a máquina começou a se tornar popular recentemente quando Michael criou o site LeaveMeAloneBox em 2008, e publicou nele a história da máquina e um vídeo com a sua versão construída. Dias depois o site (e o vídeo) foi destacado no portal boingboing e logo várias versões da máquina surgiram. No final de 2009 Brett Coulthard foi mais além e publicou instruções detalhadas de como construir sua própria Máquina Definitiva.

O projeto ganhou popularidade devido a simplicidade de construção. Logo Brett passou a receber colaborações para tornar o projeto ainda mais simples e a sua versão acabou se tornando “A Mais Simples Máquina Inútil”. Demorou dois anos mas Brett colocou duas versões de sua máquina à venda no final do ano passado. Em ambas você compra os componentes para montar, você mesmo, a máquina. E foi uma dessas que dei ao meu amigo.

Ele gostou do presente. E publicou um vídeo onde exibe em “fast-motion” todo o processo de montagem, e a máquina funcionando no final. O resultado ficou bacana, confira:

1 comment » | Casual, Tecnologia da Informação

O Kindle e a Revolução da Leitura

dezembro 29th, 2011 — 8:29am

Em 2010, um artigo de co-autoria minha foi publicado no Manual de Gestão de Tecnologia. Intitulado “Organizational Impacts of Information Technology” (impactos organizacionais da tecnologia da informação), o artigo fala, dentre outras coisas, do mito do “escritório sem papel”. O mito de que no futuro não utilizaríamos mais papel no nosso dia-a-dia surgiu como previsão na década de 70 e até hoje não se concretizou. Pelo contrário, com alguma exceção nos últimos anos, de 70 para cá o que vimos foi um consumo cada vez maior de papel. A previsão do “escritório sem papel” não podia estar mais errada.

Um dos argumentos no artigo para a previsão incorreta é o de que as sensações físicas que obtemos com o papel ainda não são transportadas para o meio digital. Não há cheiro ou sensação de tato que caracteriza, por exemplo, um livro. Hoje, nossas sensações para interagir com o meio digital são reduzidas ao toque com os dedos. Segundo Bret Victor, num excelente discurso sobre o futuro das interfaces, esta é uma redução que ignora um universo de possibilidades que nossas mãos oferecem para sentir e manipular coisas. Sem falar do resto do nosso corpo. Clark, Goodwin, Samuelson e Coker foram além das possibilidades humanas de interação em um estudo publicado em 2008. Para eles, além das limitações que Victor destaca com as interfaces, os atuais dispositivos tem problemas com padrões incompatíveis entre os formatos de livros digitais, com ergonomia, e com a gestão dos direitos digitais (em inglês, DRM).

 ***

Papai Noel foi generoso este ano e me deu um Kindle de presente. Devo ter me comportado bem.

 ***

O Kindle é um leitor de livros digitais. Seu foco é nesta atividade e o dispositivo foi desenvolvido para proporcional ao leitor a experiência mais intuitiva possível entre o leitor e o livro. Nas palavras do Jeff Bezos, Diretor Executivo da Amazon, empresa que criou o Kindle, o dispositivo foi feito para desaparecer nas mãos do leitor ou “sair da frente”. Em outras palavras, o objetivo é fazer com que o leitor esqueça que está lendo algo em um dispositivo digital e embarque na experiência da leitura como faria num livro impresso.

Para mim, em vários aspectos, este objetivo foi atingido.

***

Eu acabei de ler meu primeiro livro no Kindle. “Os Homens que Não Amavam as Mulheres” é um romance criminal de mais de 520 páginas, o primeiro na trilogia escrita pelo autor sueco Stieg Larsson. Uma adaptação do livro para o cinema está em cartaz nos cinemas brasileiros. Ainda não vi o filme. Na história, o jornalista Mikael Blomkvist investiga o desaparecimento de uma jovem na década de 60, herdeira de um império industrial. No desenrolar das descobertas, vamos descobrindo junto com o jornalista os esqueletos no armário da família e o sadismo de alguns de seus membros contra mulheres de maneira geral.

O romance é repleto de clichês previsíveis e os personagens são quase todos maniqueístas. Entretanto, a descrição rica da história da família e sua conexão com o nazismo sueco, além da curiosidade que provoca em torno do mistério, tornam o livro palatável. Em vários momentos parecia que estava lendo O Código DaVinci, de Dan Brown. Os personagens principais de ambos, por exemplo, são parecidos. Mas em poucos momentos me dei conta que estava lendo o livro no Kindle.

***

Do que gostei no Kindle:

  • Dicionário integrado e que permite a rápida localização de vocábulos durante a leitura;
  • Formato e peso apropriados e que permitem segurar o Kindle com facilidade em várias posições;
  • Possibilidade de destacar e anotar trechos do livro e navegar ou compartilhá-los no Twitter ou Facebook depois;
  • Preço dos livros é, em geral, mais baixo que o de livros impressos e ainda é possível ler uma infinidade de livros gratuitos;
  • Tela não-reflexiva que realmente se assemelha e muito a um livro impresso.

Do que não gostei:

  • Da ausência de teclado. Escrever qualquer coisa no Kindle é um martírio utilizando apenas os botões direcionais;
  • Relativa dificuldade em navegar pelo livro. O Kindle funciona muito bem com uma leitura em sequência, uma página após a outra. Mas revisitar páginas anteriores e retornar ao ponto em que estava não é sempre prático;
  • Da maneira como o Kindle exibe arquivos em pdf. É praticamente impossível ler textos em pdf formatados em duas colunas, por exemplo;
  • Da perda de identidade dos livros.

Sobre o último ponto, comento um pouco mais. Cada livro é único quando impresso. Não só porque após manuseá-lo ele terá características individuais do leitor marcadas nele mas porque os livros impressos são diferentes uns dos outros. Por exemplo, capa, tamanho, número de páginas e tipografia identificam um livro impresso de maneira que não é possível no Kindle. Nele, cada livro é igual exceto pelo conteúdo. Perde-se no processo o valor de perceber o livro. De vê-lo numa estante ao lado de outros. De mostrá-lo a amigos em sua casa e ler as orelhas. De emprestá-lo.

Sim, embora existam alguns passos no sentido de permitir o empréstimo de livros digitais, isto ainda é praticamente impossível na prática. E mesmo que fosse, o seu amigo precisaria ter um leitor de livros digital também. Com o Kindle, o livro deixa de ser uma entidade independente e passa a ser subserviente de uma máquina. Lê-lo nela, portanto, não é apenas uma transição de meios mas uma revolução na maneira como lidamos com a leitura.

 ***

Eu não acho que o Kindle irá substituir o livro impresso por completo. Acho que o processo de transição (que já dura décadas)  não será (não está sendo) linear. Não acho que o Kindle, hoje, é capaz de substituir o livro didático impresso ou revistas (principalmente as mais gráficas). Estas últimas podem ter uma transição melhor para o iPad, por exemplo. Também acho que o Kindle não irá substituir os livros impressos preferidos de um leitor. Exibir estes numa estante ainda tem um valor forte que nenhum dispositivo digital hoje é capaz de substituir.

Mas o Kindle pode sim ser um bom complemento. Uma maneira adicional (dentre tantas existentes hoje) de ler. Estou gostando muito dele e acho que, como outros já disseram, pode fazer com que eu leia mais. Acho que o Kindle é um candidato forte para substituir o livro de bolso (paperback). Aquele livro impresso mais barato e de qualidade inferior pode muito bem ser lido no Kindle sem muita perda. Eu, por exemplo, sempre comprei este tipo de livro por não me importar com seus aspectos físicos. Queria apenas uma forma barata de ler seu conteúdo. No Kindle, o barato pode até sair de graça e suponho que a qualidade da leitura será melhor.

 ***

Para quem estiver interessado, meu perfil online do Kindle pode ser acessado aqui.

3 comments » | Tecnologia da Informação

Steve Jobs, Apple, e a transformação do mundo – Parte 2

novembro 2nd, 2011 — 11:09am

Steve Jobs: “Picasso tinha um ditado – ‘bons artistas copiam, grandes artistas roubam’ – e nós nunca tivemos vergonha de roubar grandes idéias.” (Steve Jobs by Walter Isaacson 2011)

***

(Se ainda não leu, a Parte 1 está aqui)

Em 1985, recém demitido da Apple, Steve Jobs deu uma entrevista para a revista Playboy americana. No longo texto, Steve fala de muita coisa, e faz previsões sobre o futuro tecnológico. Previsões estas, hoje revistas, que estavam quase todas erradas. Quando acertou, a previsão era óbvia, e tratava de algo que já estava ocorrendo, como a Internet, por exemplo, introduzida 3 anos antes.

Steve Jobs na Playboy

Jobs errou ao falar que não haveria mais empresas de garagem relacionadas a computadores (três contra-exemplos dentre as grandes incluem Compaq, Lenovo e Dell). Errou sobre a redução do consumo de papel. Errou sobre a AT&T se manter operante (ela não se transformou por vontade própria mas foi forçada a ser desmantelada por causa do monopólio, e fracassou no mercado de computadores). Errou sobre Xerox e RadioShack estarem fora dos negócios (ano passado esta última lucrou mais de USD 4bi). Errou sobre os japoneses (e.g., Sony e Nintendo). E, meu favorito, errou sobre termos hoje melhores políticos.

Errou também ao afirmar que o IBM PC não seria o único padrão de computadores desktop, e ao prever as vendas deles e dos computadores Apple. Aliás, errou feio. Jeremy Reimer publicou no final de 2005 um trabalho de pesquisa impressionante sobre a venda de computadores pessoais entre 1975 e 2005. Segundo ele, foram várias noites viradas comparando os números de publicações antigas, até encontrar fontes que não se contradiziam. O resultado é uma planilha com os números de computadores vendidos por modelo e por ano.

A planilha de Jeremy Reimer. Clique na imagem para ampliar

A planilha mostra que a previsão de Jobs de que a Apple disputaria o mercado junto com a IBM nunca se concretizou. Primeiro, a Apple nunca teve mais do que 22% do mercado de computadores (em 2005 o número foi 2,41%). Com preços sempre mais altos, a empresa nunca conseguiu popularizar seus produtos. Segundo, a IBM também não conseguiu manter sua linha de produtos dominante diante da concorrência com os clones. Na época, a Compaq se transformava no mais forte deles. Steve Jobs errou ao supor que a briga se daria entre Apple e IBM mas teve quem acertaria prevendo o domínio do padrão IBM PC.

Ainda em 1985, Bill Gates escreveu um memorando para a Apple. No texto, ele elogiava o Macintosh por seu design mas alertava para o fato dos computadores da empresa não terem se tornado o padrão de mercado. Bill Gates deduzia corretamente que era o preço baixo dos clones do IBM PC que estavam transformando-o no padrão. Mesmo que estes computadores tivessem deficiências em relação aos produtos da Apple, estas seriam minimizadas pela quantidade de competidores dentro do mesmo padrão capazes de superá-las mais rapidamente.

Dentro deste contexto, o memorando de Bill Gates propunha uma parceria entre a Microsoft e a Apple, onde a Apple licenciaria seu sistema operacional e design de hardware para outras empresas. Segundo Jeremy Reimer, a proposta era genuína visto que a Microsoft, na época, apoiava e promovia o Macintosh. Bill Gates temia que sem computadores compatíveis, a Apple não se tornaria um segundo padrão como previa Jobs.

E Gates estava certo. Jean-Louis Gassée, então diretor executivo da Apple, rejeitou o memorando e decidiu concentrar seus esforços em criar computadores melhores. A estratégia garantiu sobrevida à empresa, mas ela nunca conseguiu chegar perto de dominar o mercado. De 22% em 1984, a fatia da Apple no mercado caiu para 15% no ano seguinte e 12% em 1986. A Apple ia aos poucos se tornando uma empresa de nicho, agradando apenas a profissionais gráficos e entusiastas. Mas seu preço mais alto e incompatibilidade com o PC manteve, até hoje, seu mercado restrito.

Houve na Apple quem tentasse por em prática a proposta de Bill Gates. John Sculley, outro executivo da empresa, viajou os Estados Unidos e conseguiu criar o interesse de licenciar os seus produtos em várias grandes empresas. Mas Gassée era irredutível. Além de achar que a superioridade dos produtos Apple prevaleceria, ele suspeitava das intenções de Bill Gates. Mas até então, a Microsoft lucrava mais com a venda do Word e do MultiPlan (predecessor do Excel) para os usuários da Apple do que com a venda do sistema operacional DOS para computadores no padrão IBM.

Esta era a interface com o usuário do Windows 1.0

O interesse de Gates em ajudar a Apple parecia genuíno. Mas a recusa de Gassée forçou a Microsoft a acelerar o desenvolvimento do Windows. Em Novembro de 1985, Gates anunciava o sofrível Windows 1.0. O produto estava atrasado pelo menos 3 anos em relação a outros no mercado mas já apresentava notáveis semelhanças em relação ao sistema operacional da Apple. As semelhanças, na verdade, estavam em quase todas as interfaces gráficas com o usuário (GUI em inglês) da época, inspiradas na original da Xerox.

É um erro afirmar que a Apple mudou o foco do mercado para as GUIs quando todos ainda pensavam em computadores com interfaces mais rudimentares. Ninguém havia feito antes porque o custo era alto e não por falta visão. A própria Apple lançou seu primeiro computador com uma GUI ao preço de US$ 10 mil e não emplacou. Enquanto isto, outros desenvolviam suas versões. A Microsoft, por exemplo, desenvolvia a sua desde 1983, desde antes do lançamento do Macintosh, e também tinha licenças da Xerox.

O Windows 1.0 era muito ruim. E, por isso, foi um fracasso de vendas. Mas o desenvolvimento acelerado do sistema logo gerou o mais bem sucedido Windows 2.0, lançado em 1987, dois anos depois do primeiro. Em paralelo, Apple e Microsoft continuaram brigando na justiça. A Apple acusava a Microsoft de copiar sua GUI e a Microsoft se defendia com as licenças da Xerox e alegações de desenvolvimento próprio. A Apple, numa única ação, contestava 189 cópias de elementos visuais. O juiz deu ganho de causa para a Microsoft mas a primeira só sossegou quando recebeu US$ 100 milhões da Microsoft em 1997.

Em paralelo a tudo isto, Steve Jobs assumia duas empresas. A pouco conhecida NeXT foi fundada por ele em 1985 com o foco no mercado de computadores para empresas e educação superior. A outra empresa chamava-se Graphics Group quando foi comprada em 1986 por Steve e renomeada Pixar. A primeira acabou por levar Jobs de volta à Apple em 1997. A segunda revolucionou a indústria de longas-metragens animados por computador.

(continua se eu arrumar tempo e disposição para continuar escrevendo sobre o assunto, e depois que eu terminar de ler a biografia de Steve Jobs, por Walter Isaacson)

Referências:

1 comment » | Tecnologia da Informação

Pink Martini e o Spotify na Dinamarca

outubro 19th, 2011 — 2:54pm

Eu nunca falei da banda Pink Martini aqui no blog. A “pequena orquestra” fundada em Portland, EUA, em 1994 é minha banda favorita desde 2002 quando descobri “Sympathique” a música que dá título ao primeiro álbum. A música de cabaré dos anos 20 cantada em francês é uma provocação: Uma melodia alegre conta a história triste do dia-a-dia de uma prostituta.

Mas este não é o tom do álbum ou da banda em geral. É praticamente impossível classificar o Pink Martini em um único gênero musical. Variando entre jazz, pop, samba, bolero, salsa, clássico, dentro outros, cada álbum é uma surpresa música a música. Surpresa também na língua cantada. De origem escocesa, francesa e afro-americana, a vocalista China Forbes já gravou em pelos menos 6 línguas: inglês, francês, espanhol, português, árabe, e japonês.

E quando eles colocam toda essa mistura numa única música, o resultado é este:

Famosa no ano novo de países anglófonos, a música de origem escocesa ganha uma versão do Pink Martini ao ritmo de batucada e cuíca, e cantada em inglês, francês e árabe. Como não admirar? Este ano a ousadia foi ainda mais longe com o lançamento do álbum 1969. Praticamente todas as músicas são cantadas em Japonês por Saori Yuki. Recomendo muito “Mas que nada”, disponível para download no site da banda.

Outro álbum lançado este ano é um bom ponto de partida para quem quer conhecer mais. O álbum “A Retrospective” reúne os melhores momentos da banda e mais 7 inéditas. Dentre essas últimas, destaco a improvisada “The Man With The Big Sombrero”.

***
Enquanto curtia os dois novos álbuns do Pink Martini, recebo a notícia que o Spotify estava disponível na Dinamarca. O serviço surgido na Suécia em 2008 é mais um a oferecer streaming de música mas com diferenças importantes nos recursos. Enquanto a maioria oferece o serviço na web, o Spotify precisa ser instalado. Isto torna a navegação mais rápida e, mais importante, permite integrar as músicas do catálogo da empresa disponíveis online com suas próprias músicas locais.

O catálogo é vasto e permite a navegação de maneira similar ao popular Last.fm. Uma vez localizado um artista ou banda, é possível ver todos os seus álbuns, músicas mais populares e artistas relacionados. O programa se integra com o Facebook e permite que você veja as ‘playlists’ públicas de seus amigos. E tudo isto é gratuito, desde que você não se incomode com os anúncios. Caso contrário, o preço do pacote básico é R$ 16,00/mês. Nada mal para poder escutar milhões de músicas a qualquer momento, inclusive no seu celular.

Infelizmente o serviço ainda não está disponível no Brasil e não tem previsão de lançamento. Mas você pode cadastrar seu e-mail no site para ser notificado assim que o lançamento ocorrer.

1 comment » | Música

Viajando pelo interior da Dinamarca

outubro 12th, 2011 — 2:44pm

Eduardo Maia, do jornal O Globo, viajou a convite do Visit Denmark pelo interior da Dinamarca:

Num reino muito distante, crianças passeiam como gigantes por uma cidade em miniatura, onde palácios e até animais são feitos de blocos coloridos; “homens do passado” encenam guerras e danças observados por “homens do futuro”, e uma ilha ainda festeja, em placas e praças, o nome de seu filho mais ilustre, um menino desengonçado, filho de um humilde sapateiro, que venceu a pobreza e a feiúra para conquistar a simpatia do rei e se tornar o mais famoso entre seus compatriotas. No interior da Dinamarca, de onde Hans Christian Andersen tirou a inspiração para tantas histórias infantis, como “A pequena sereia” e “O patinho feio”, cenários dignos de contos de fadas convidam o turista a deixar um pouco de lado a cosmopolita Copenhague. E virar criança na Legoland. E voltar ao passado em Odense, onde nasceu Andersen, e Ribe, a mais antiga cidade dinamarquesa.

Texto completo no site do jornal.

Comment » | Dinamarca

Back to top