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1jul/07Off

Destino: Índia

Abriu a porta num instante. Fechou-a em seguida. O que viu, de relance, o assustou e provocou o reflexo impulsivo de dar este passo para trás. Respirou fundo e desta vez começou a abrir a porta com calma, aos poucos, para que fosse se acostumando. Quando finalmente terminou de abri-la e adentrou o novo ambiente, estava de passagem comprada para um curso de mestrado na Índia. É, isto mesmo que você leu, Índia.

Esta história começa aqui e ainda não possui final. Rumo a mais um desconhecido, não sei o que me espera – se é que me espera. No final de Julho embarco para Bangalore, sul da Índia, mas antes faço uma rápida parada na Europa. Torço para conseguir encontrar bons e velhos amigos que lá deixei em 2003.

Para quem acha que a Índia é apenas mais um país subdesenvolvido com milhões de miseráveis é melhor admitir humildemente que não sabe nada sobre ele e pesquisar um pouco o assunto antes de julgá-lo.

Resumindo em poucos parágrafos o pouco que sei até aqui, e deixando de lado aspectos culturais e políticos (espero falar disto em outros textos), a Índia cresceu “módicos” 9% ano passado, atrás apenas da China. Espera-se que em 2035, de acordo com o banco Goldman Sachs, o país se torne a 3ª maior economia do mundo, atrás apenas dos EUA e da China.

Este crescimento começou a ser notado na década de 90 quando houve uma abertura econômica e investimentos para atender às necessidades da população: moradia, alimentação e educação principalmente; os mesmos 3 itens que estão um pouco esquecidos no Brasil.

O resultado é que gradativamente a Índia foi se fortalecendo em setores mais especializados da economia, principalmente na área de serviços. Nem preciso dizer, portanto, que com a era digital, a Índia se tornou uma potência na indústria de software, certo?

Bem, vou dizer assim mesmo. Vou falar mais especificamente da cidade para onde estou indo: Bangalore. A cidade é a capital do estado de Karnataka no centro sul da Índia e possui uma população de 6,5 milhões de habitantes; é a 5ª maior cidade. Ela também é considerada o maior centro econômico da Índia, com a maior renda per capita do país, a terceira que mais recebe investimentos estrangeiros e a que possui o maior crescimento de mercado.

No setor de TI (Tecnologia da Informação), Bangalore representa 38% dos US$ 22 bilhões exportados em 2005. A cidade é sede da Infosys e da Wipro, segunda e terceira maiores empresas de software da Índia respectivamente, e ainda possui escritórios de empresas como 3M, Motorola, HP e Siemens – tudo isto a poucos quarteirões de onde estudarei.

E é por isto que para lá vou! Ok, não é só por isto mas sem dúvida este foi um dos motivos. O outro mais óbvio é a minha fascinação por explorar novos destinos e tudo o que eles oferecem.

A porta que abri no começo deste texto foi para um ambiente imenso, do qual ainda não pude ver o outro lado – nem quero ainda. Certa vez um grande amigo me disse: “... ao estar em terras estrangeiras, abra bastante os olhos, o nariz, os ouvidos. Mantenha, tanto quanto possível, a boca fechada. Assim aprenderá mais.” São sábias palavras que tento carregar comigo desde 2002.

PS1: Bangalore fica aqui: http://maps.google.com/maps?f=q&hl=en&geocode=&q=bangalore,+india&ie=UTF8&z=11&om=1

PS2: Não quer esperar pelos meus próximos textos para saber mais sobre a Índia e Bangalore? Digite então os dois nomes no Google. Você vai encontrar mais do que o suficiente para saciar sua curiosidade.

PS3: Busquei informações para este texto de diversas fontes. A maioria das estatísticas, no entanto, foram extraídas da Wikipedia. As informações daqui, portanto, não são 100% confiáveis.

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