Lá e de Volta Conteúdo desconexo e aleatório…

27set/07Off

Cricket pra mim é grilo em Inglês

Agora que a Índia é campeã mundial de... de... Peraí, como é mesmo o nome? Ah, sim! Cricket! Pois bem, depois que a Índia foi campeã mundial de cricket ao derrotar o (EUA? Canadá? Cuba, talvez? Dinamarca? China?) Paquistão (!!!) na final, acho que o assunto merece maior destaque uma vez que foi sinônimo de gritarias estridentes durante longas duas semanas.

Para não entediá-los muito com especificidades do esporte, vamos a uma breve explicação das regras, segundo meu pífio entendimento: a disposição dos jogadores se assemelha a de um jogo de taco. Um jogador (o rebatedor) guarda um pino com um taco enquanto o oponente tenta acerta-lo com uma bola tipo de baseball. Se o rebatedor acertar a bola e ninguém pegá-la antes de cair no chão, o mesmo pode correr para lá e pra cá entre os pinos (são dois), marcando um ponto de cada vez. Se o arremessador acertar o pino, ponto para o time dele.

O jogo continua assim eternamente (as partidas oficiais duram mais de 3 horas mas antigamente o jogo podia durar dias) e sinceramente não fiz questão de entender mais detalhes. Os times gastam mais tempo parados esperando o rebatedor acertar a bola do que qualquer outra coisa.

Agora imagina você sendo convidado(a) para assistir a uma partida disto. Mais de três horas sentado(a) num estádio, vendo apenas um sujeito tentando arremessar a bola para o oponente rebater enquanto todo o resto do time fica parado coçando o, ãh, cabelo.

Adicione também o fato dos times serem Índia e Paquistão e de que toda vez que a bola chega perto de ser rebatida, a gritaria é geral! Finalmente, só para o sofrimento ser completo que nem naquele banco da propaganda, faça questão de se imaginar ouvindo a narração do jogo num radinho a pilhas! Pronto, seu programa para o próximo final de semana está garantido.

O que sinceramente não consigo entender é como que mais de 1 bilhão de pessoas aqui na Índia conseguem gostar exclusivamente de cricket. Este simples fato é capaz de torná-lo um dos esportes mais populares do mundo em números absolutos, mas francamente! Com tanto esporte para herdar da Terra da Rainha, eles foram escolher logo este?!

PS1: A propósito, eu sei um motivo para esta dominância do cricket na Índia mas a explicação sócio-político-filosófica não cabe neste texto tão debochado.

PS2: Terça-feira, um dia depois de a Índia vencer o campeonato, um dos jornais aqui estampava na capa: “Índia no topo do mundo!

PS3: Durante a final, a vibração era intensa no campus. Depois que o jogo acabou, no entanto, o silêncio passou a reinar absoluto. Como não estava assistindo, cheguei a pensar que o time tinha perdido a partida. Como assim eles não comemoram o campeonato? Vai entender...

26set/07Off

1 mês

Pela data hoje completa 1 mês que estou fora do Brasil. Não canso de repetir que estou com saudade de tudo e de todos mas as coisas por aqui agora estão melhorando bastante. E começa a disfarçar um pouco essa saudade toda...

Devagarinho começo a fazer amigos e a me enturmar por aqui. O pessoal aqui do Luna (nome da república que eu moro) é muito gente boa na grande maioria. Uns mais festeiros outros menos e outros nem um pouco (como a garota Turca que só vi 2 vezes na vida e ela está sempre com a cara de quem quer te matar). Mas já estão falando que tá virando uma família – sei não a gente está se dando bem demais! Hehehhehe!

Já mostrei foto da maior parte deles e ainda não tiramos uma foto em que aparece todo mundo. E também ainda não tenho foto com o pessoal da universidade e meu grupo de trabalho. Então fico devendo um post só de fotos e vídeos pra vocês, beleza?

Mas como ia dizendo, as coisas aqui estão melhorando bastante. Tive certeza disso no último domingo quando fizemos um café da manhã (a 1 da tarde) comunitário e quase todo o Luna apareceu – claro que a Turca não! Mas foi bem divertido. Até os espanhóis que costumam ficar só entre eles resolveram dar as caras. Detalhe que era café da manhã de pijama mesmo, daí tinha um povo meio sem noção. Vocês vão ver nos vídeos...

(Binhuda, já que é novela, considere esta última frase como ‘cenas do próximo capítulo’)

Depois do café rolou uma pelada no grande Luna Arena – nosso quintal. 3 horas de pelada sendo em 3 minutos eu já estava cansado. O resultado? Dor em tudo quanto é lugar na 2ª feira. Hehehehe! Mas foi muito divertido. Saudade de jogar bola e por aqui teve gente que teva a cara de pau de dizer que eu jogo bem! Hahahahha! Engraçado demais! No Brasil eu sou horroroso e aqui jogo bem... Deve ser por isso que tanto jogador brucutu ficou por aqui um tempão ganhando dinheiro a rodo!

Outro fato que ajudou bastante essa semana é que joguei Handebol ontem depois de uns 3 anos sem jogar. Que saudade e como faz bem! Estou com os dedos da mão em carne-viva mas valeu a pena demais! 5ª feira tem mais!

Sobre a universidade, está muito legal também. Meu grupo de trabalho é muito bom e temos discussões muito interessantes. Falo o nome pra vocês mas fico devendo as fotos também:

Floor – holandês, mais alto que eu, sempre entusiasmado estagiava na Deloitte (empresa de consultoria internacional gigantesca) antes de vir pra cá. Fica apenas este semestre aqui;
Søren (sim, dinamarqueses tem uns caracteres bem diferentes, explico pra vocês num outro post) – Dinamarquês, trabalha num café, numa associação estudantil e com uma firma de consultoria. Mora em Aalborg e está fazendo o mestrado inteiro;
Sofie (namorada, não fica brava, ela tem namorado!) – Dinamarquesa de Aalborg também, joga basquete pela divisão de elite da dinamarca (é a série A brasileira) e trabalha como modelo de vez em quando. Também está fazendo o mestrado completo.

Estamos iniciando as discussões do projeto do semestre e estamos com boas perspectivas. Vamos ver se vai continuar funcionando bem.

No mais, sem mais. Até a próxima!

Beijos e abraços!

22set/07Off

Mentes brilhantes no 8º ano de vida do IIIT-B

Uma semana depois do “freak show” de calouros, participei de uma festa pra lá de especial. Todo ano o diretor do IIIT-B, Sowmyanarayanan Sadagopan (olha que nome bunitinho!), faz questão de celebrar o aniversário do instituto.

Além da festa, composta por apresentações formais de danças e músicas, figuras importantes no cenário nacional indiano (e frequentemente também com expressão internacional) são convidadas a falar um pouco de suas experiências e trabalhos. É um momento especial para os estudantes; uma excelente carga de estímulo depois dos primeiros dois meses de muito estudo.

Diretor do IIIT-B no 8o. Foundation Day
O diretor do IIIT-B na abertura do evento (e uma cabeça gigante na frente!). Sentados, da esquerda para direita, estão Hari Dass (quase escondido pela cabeça), Nooraine Fazal, Kiran Mazumdar-Shaw, e Sivaramakrishnan S Iyer.

Segue um compacto de cada um dos convidados.

Professor Hari Dass
O sujeito tem cara de cientista maluco e não é para menos: Professor sênior no Instituto de Ciências Matemáticas, em Chennai (MATSCIENCE), ele é simplesmente o idealizador do computador mais poderoso da Índia, na lista dos Top 500 do mundo.

Antes, foi membro do Niels Bohr Institute (parte da Universidade de Copenhague) e da Universidade da Califórnia. Lá nos EUA, chegou a ser preso depois de participar ativamente de protestos contra a guerra do Golfo.

Laura Parkin
Ela é uma empresária americana típica, se me perguntarem. Daquelas que riem da própria piada boba mas com discursos capazes de conquistar grandes audiências.

Laura se formou em Harvard e se mudou para Índia sozinha com um filho pequeno onde acabou se tornando Diretora Executiva da Fundação Wadhwani e líder da Rede Nacional de Empreendedorismo (NEN), uma das lideranças no estímulo à educação empreendedora no país.

Sivaramakrishnan S Iyer
Agora eu já sei quem culpar por parte do caos nesta cidade. Sivaramakrishnan (para mantermos a parcimônia, vou chamá-lo carinhosamente de Siva) é o responsável pela completa reformulação do Aeroporto Internacional de Bangalore. Quando estiver pronto (previsão para abril de 2008), ele será o aeroporto mais moderno da Índia.

Aliás, o caos do aeroporto e em toda a infra-estrutura de Bangalore foi assunto da BusinessWeek de março deste ano. Mr. Siva é citado lá como responsável por esta obra monumental.

Esta é uma das primeiras tentativas de parceria público-privada na Índia e, segundo alguns, só está sendo bem sucedida por conta da maturidade do Siva em driblar a tenebrosa burocracia daqui.

Nooraine Fazal
Outra empreendedora que escolheu a Índia como lar doce lar. Ela é pós-graduada pela Universidade de Boston e antes de retornar à Índia trabalhou na IBM e na Reuters.

Aqui, fundou a Inventure Academy onde é atualmente CEO. O local é uma escola de negócios com foco no estímulo à inovação.

Dra. Kiran Mazumdar-Shawkiran_mazumdar-shaw_mag.jpg

A mais aclamada entre todos os presentes. Pelo visto a mulher é muito famosa. E não estou brincando! Ela é considerada Senhora Biotecnologia da Índia, mulher mais rica da Índia, empreendedora do país, ganhadora de vários prêmios, e fundadora da Biocon – uma organização de grande sucesso aqui.

E a lista continua... Ela foi também matéria do New York Times onde a consideraram “Mãe Indiana da invenção” e a revista The Economist a corou “Rainha da Biotecnologia Indiana”.

Apesar disto tudo e da enorme carga de trabalho, praticamente todo ano ela comparece ao IIIT-B como uma das grandes apoiadoras. Não é à toa, portanto, que esta mulher é venerada; Principalmente em se tratando de um país onde o preconceito contra as mulheres ainda é bastante evidente.


Este lugar cada dia me impressiona mais. Eu estou simplesmente mergulhado num universo inteiro de atividades plenas na área de tecnologia. Eventos como este, ao que parece, já são rotina e simplesmente reforçam o status desta cidade como Vale do Silício Indiano.

PS1: Para completar, sexta-feira tive uma aula via vídeo conferência com um analista sênior da Sun Microsystems, um dos responsáveis pelo projeto SailFin.

PS2: A Índia disputa hoje a semi-final da Copa do Mundo de Cricket. Isto mesmo, C-R-I-C-K-E-T! Eu nunca tinha ouvido falar neste esporte que mais parece uma mistura de taco com baseball e adoraria continuar sem saber (Para mim, cricket é grilo em inglês).

O esporte é horrível! Tédio maior só assistir a uma partida disto no estádio. E o pior é que o povo aqui só gosta dele. Um dia ainda vou entender como é que mais de 1 bilhão (1 BILHÃO) de pessoas conseguem gostar de apenas um esporte (e logo um que praticamente todo o resto do mundo não está nem aí)...

19set/07Off

Interessado(a) em Música?

Acabei de escrever um post em inglês a respeito das músicas que escuto com frequência ultimamente e que fazem parte da minha experiência ao redor do mundo. Recomendo a leitura para os interessados em diversidade musical.

18set/07Off

Blokhus

Ei povo!

 Há um tempão estou devendo para vocês as fotos e o vídeo que fiz da praia que fomos há umas 2 semanas.  Num tem nada demais, senão pelo fato de ser uma cidadezinha turística bem pequena, toda bem cuidada, voltada para turistas dinamarqueses. Digo que é para dinamarqueses pois nada é em Inglês. Mas fora isso, é como toda cidade turística.

Fomos em 2 carros e 10 pessoas. Fica há uns 30 minutos ao norte de Aalborg (descobri que se pronuncia 'Olborrrg') e fomos sem conversar muito pois ainda estávamos nos conhecendo. No carro estávamos eu, Christian (alemão, dirigindo, dono do carro), Krystyna (polonesa loira), Sílvia (Brasileira, no meio, no banco de trás) e a Maggie (polonesa morena, o nome dela é complexo demais para eu me atrever a escrever inteiro aqui), vocês vão ver no vídeo a cara de todos eles.

Pois bem, no caminho, tentava imaginar como seria. Lembrei de praias de pedra, em vez de areia, pensei em águas transparentes, diferentes, infraestrutura super bem preparada, e tudo o mais que vocês puderem imaginar. Mas nunca o que eu realmente vi: uma praia completamente vazia, areia meio cinza, carros trafegando pela orla (a areia é dura, num atola não), cachorro, nenhum quiosque e um VENTO que num dá pra explicar! Muito forte e MUITO FRIO! Fui pra praia crente que ia ter sol, esperando talvez rir dos biquinis e sungas de praia daqui... Tsc, tsc, tsc... Santa ilusão...

Pois bem, tiramos umas fotos na praia e umas mais tarde pela cidade e resolvemos dirigir pela praia só pra ver o que o povo tanto ia pro lado de lá. A praia não muda nunca! É sempre a mesma coisa. A parte divertida foi quando o Christian deu cavalo de pau (hehehehe! - não se preocupem que não tinha ninguém por perto, viu?). Precisa falar dos berros das meninas, não né? Mas foi durante esse trajeto que eu filmei um pouco a praia e o povo dentro do carro.

Acho que é isso, pessoal. No mais, tá tudo indo bem, muita coisa pra ler, trabalhos e provas chegando em 1 mês...

Seguem as fotos! Beijos e abraços!

16set/07Off

4 meses…

Imagino que vocês estejam pensando que eu fiquei louco: "4 meses?! Mas o menino não está lá nem há 30 dias!!!" Mas eu explico...

É que hoje estão fazendo 4 meses desde que ganhei uma grande amiga, uma mulher maravilhosa que não importa a distância está sempre comigo, e dividindo comigo a sua história e me ajudando a construir a minha, né, Namorada?

Só para agradecer e dizer que eu te amo, muito, viu? E que por maior que seja a distância, estaremos juntos, SEMPRE!

Beijos, Namorada!

Categorias: Brasil 7 Comentários
16set/07Off

Hinduísmo: O aniversário de Ganesha

De volta à programação normal, acho que vou ousar falar sobre o hinduísmo. Meu primeiro contato com esta religião foi em um livro um tanto quanto plano e simplista - infantil até - chamado A Viagem de Théo. O livro, nos mesmos moldes de O Mundo de Sofia, possui deficiências na construção da história e do personagem principal mas pelo menos provê o leitor com informações básicas de várias religiões mundo afora.

Sobre o hinduísmo, o livro expõe uma visão linear, como se existisse apenas uma única manifestação da religião. Por enquanto, vou também seguir esta linha para não nos complicarmos e chegarmos logo ao objetivo deste texto: O aniversário do deus Ganesha.

Com milhões de deuses e deusas, o hinduísmo tem sua origem no Brahmanismo, uma religião com práticas baseadas em rituais de sacrifício que surgiu pra lá de 1.500 AC! A religião ainda praticada por uma minoria, tem então mais de 3.500 anos! De maneira geral, no caso do hinduísmo, o seu foco está em três conceitos fundamentais: Respeito pela ordem cósmica; obediência ao destino de cada um; e o serviço à pureza, estabelecido pelos deuses quando do nascimento do indivíduo, de acordo com sua casta de origem.

Neste caldeirão borbulhante, Ganesha é um dos deuses (ou divindades). Ele é filho de Shiva (a divindade suprema ou o deus da destruição e rejuvenescimento) e Parvati (uma deusa que simboliza fertilidade, felicidade no casamento, devoção ao esposo(a), asceticismo, e poder). Seu aniversário é celebrado na Índia em alguma data entre os meses de agosto e setembro. A data específica varia porque é baseada no calendário lunar. Neste ano, a celebração ocorreu ontem, dia 15 de setembro.

A principal característica de Ganesha é sua cabeça de elefante (certamente ela não foi herdada dos pais). No mercado que visitei, o bicho é todo colorido, geralmente com tons amarelados. Ele é reverenciado como lorde dos começos e dos obstáculos. É também patrono das artes e ciências e deus do intelecto e da sabedoria. Agora entendo porque no meu quarto há uma gravura dele (Foto da extrema direita, no final do post).

O passeio pelo mercado, aliás, foi bem interessante. A organização das barracas e alguns produtos são os únicos elementos que se aproximam dos mercados de rua brasileiros. A grande maioria dos produtos (de figuras de deuses a alimentos de formatos, cores e cheiros que nunca vi ou senti), as pessoas (de turbantes ou sem, pintadas ou sujas, sérias ou sorridentes – embora faltassem dentes em algumas, vestidas em roupas de cores vibrantes, descalças no asfalto), e os arredores (repletos de templos, estátuas de divindades e luzes coloridas em homenagem ao Ganesha) tornavam tudo pitoresco.

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Em função das festividades religiosas, as pessoas procuravam no mercado principalmente flores e folhas de bananeira para ornamentar uma espécie de santuário onde a figura central de Ganesha é colocada. As estátuas em particular eram encontradas principalmente em barro, madeira, e cerâmica e em tamanhos que variam de poucos centímetros até mais ou menos 1 metro. O preço? Variava entre Rs. 50 e Rs. 1.500 (algo entre R$ 2,50 e R$ 75,00).

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Até na própria quinta-feira, dois dias antes da data oficial, presenciei a prática do ritual em um templo próximo ao mercado (embora na ocasião eu ainda não sabia do que se tratava). O mesmo se repetiu aqui no Instituto ontem, onde foi praticado por alguns estudantes.

Como não faço a mínima idéia da língua que eles estavam falando, pude entender pouco do que acontecia. Algumas perguntas que fiz depois aumentaram meu entendimento mas mesmo assim todo o processo ainda está um pouco embaçado em minha cabeça.

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Tudo se inicia com a preparação do santuário: em torno da imagem do Ganesha são colocadas frutas, folhas e flores como oferenda e decoração. Também são colocados livros, símbolos de conhecimento e sabedoria.

Em seguida, alguns ingredientes que não consegui distinguir são colocados num prato onde um foco é aceso. Paralelamente, uma espécie de candelabro também é aceso.

Cânticos dão o tom da cerimônia. O prato flamejante então percorre o local onde as pessoas parecem se abençoar dele: Percorrem a mão pelo fogo e fazem um movimento no sentido de direcionar sua energia para eles próprios.

Segundo me informaram, isto simboliza o contato com os quatro elementos que regem este mundo, obviamente, fogo, terra, ar, e água. Pelo que entendi, isto também representa parte da energia de Ganesha sendo “transferida” para cada um.

No final, todos se sentam e acompanham cânticos finais. Veja o vídeo:

Não é necessariamente coincidência que 15 de setembro foi escolhida a data de comemoração da fundação do IIIT-B. Como geralmente ela coincide com a época das celebrações ao Ganesha, a fundação acaba ganhando um significado simbólico maior.

A festa aconteceu no mesmo dia e em nada remete ao bizarro show de calouros da semana passada... Conto mais detalhes semana que vem!

Até lá.

13set/07Off

Também peço licença; Desta vez para um protesto

Sobre o caso Renan especificamente nem sei o que dizer. Depois do resultado, do pedido de acato do resultado pelo nosso presidente, da pancadaria, das mentiras e do descanso do absolvido na casa de Roseana Sarney, só me resta repetir o que eu e tantos outros já disseram.

O texto a seguir é um grito de protesto escrito em fevereiro deste ano. Acho que foi motivado pelo caos aéreo, fantasma que acredito ainda rondar os ares brasileiros, mas se aplica perfeitamente à bola da vez. Espero que o mesmo faça alguma diferença e provoque gritos de protesto em mais pessoas...


Sempre me surpreendo com as infinitas possibilidades de um documento em branco a espera de dedos vibrantes no teclado do computador. Igualmente surpreendente é a criatividade explícita dos mais hábeis diante de tal oportunidade. Com um universo inteiro de palavras, peca quem nem sequer arrisca um rascunho.

Pífias não são as escusas linhas dos principiantes. Estes merecem todos os méritos pela ousadia de criar, de explorar o inusitado, de dar nó nas sinapses e aprender com tudo isto. Pífios são os covardes que não se arriscam e que acham que tudo sabem. Irrita-me a sábia ignorância daqueles mais incautos, pegos em vã sabedoria, do alto de um palanque frágil, profanando aos ventos que c’est la vie, things never change, e desista.

Há uma frustração no ar que, parece-me, contagia a todos e descarta a oportunidade de gritar de volta em protesto. Quem ousa fazer isto nos dias de hoje? É tudo muito educado, modesto, justo. E, enquanto os justos cruzam os braços em filas de delegacias não-sei-do-quê, os injustos criam mais delegacias para aumentar a espera. C’est la vie.

Qual é o conceito de justiça afinal? Justiça para quem? Se ninguém faz valer aquilo que de melhor pode ter e merece, quem o fará? Neste caso, Politics won’t change a damn thing. Acredite, o grito de protesto só chega aos ouvidos daqueles que querem ou precisam escutar. E aí? Vai fazer o político precisar te escutar ou não vai?

Quem não faz nem um, nem outro, reclama por hábito e torna-se mais um a olhar sempre para baixo, geralmente para o próprio umbigo, e se encaixa perfeitamente no sistema daqueles que dizem: desista.

PS: A propósito, recomendo o texto de Alexandre Inagaki sobre o assunto e os diversos links recomendados por ele para quem quiser uma leitura de opiniões diversas.

11set/07Off

Atualizações

Ei povo! Postei algumas fotos no post da Intro-Party! Dêem uma olhada lá, beleza? E Mãe, achei mais um bilhete, são 4 agora!

Beijos a todos!

PS: Essa foi bem rapidinha, MESMO!

10set/07Off

Intro-Party

Nossa! O vídeo do ovo voador fez sucesso! Até meu irmão comentou no post dele! Me senti na obrigação de explicar logo pra vocês. E sobre o engraçadinho do meu irmão, melhor nem dar trela...

Mas então, sobre a Intro-party...

Na última sexta-feira aconteceu a atividade de integração do Departamento de Business Economics aqui da universidade. A princípio achávamos que era só uma festa onde seria servido um jantar. Não podíamos estar mais errados. Tudo começou com o ponto de encontro, em frente à estação de trem e algum atraso. Todos presentes, seguimos um dos professores até um parque que até então eu não tinha visto na cidade. Ele parece ficar escondido atrás da estação e assim que eu descobrir mais coisas a respeito dele eu conto pra vocês.

Descobrimos ali que se tratava na verdade de uma corrida onde algumas atividades precisavam ser cumpridas. Mas nós só saberíamos o que fazer quando achássemos os pontos no mapa! Ainda bem que tinham 3 dinamarqueses no nosso grupo.

A atividade começou com a divisão de alguns grupos. O nosso grupo contava com 3 dinamarqueses, um deles da minha turma, 1 francesa, 1 polonês, 1 holandês, que é o mesmo da minha turma, e este brasileiro que vos escreve. Logo veio a primeira tarefa. Pena que não tenho filme dela pra vocês. Sabe corrida do saco? Que a pessoa tem que pular dentro de um saco? Agora imagine isso com 6 pessoas! Incontáveis tombos numa lona e acabamos chegando em 2o lugar.

A 2a tarefa era em frente a Student's House e essa eu estava muito enrolado para conseguir tirar foto! Era um twister maluco onde as pessoas tinham que se tocar mais ou menos assim: mão no pé 2 vezes, dedo no nariz 5 vezes (Golico, essa pra você era mole, né?) e por aí vai. Mas não tinha mão naquilo ou aquilo na mão.

A 3a tarefa era fazer um anel de papel que pudesse passar todo o grupo, um de cada vez. O polonês do nosso grupo sabia como resolver e aí está o resultado!

Paper ring

Seguimos para a próxima tarefa. E essa que vocês querem saber: a do Ovo voador! Na verdade era só contruir um equipamento que impedisse o ovo de se quebrar depois de uma queda de 3 metros de altura. O que tínhamos pra contruir? 3 canudos, 1 barbante, um rolo de durex, 2 balões, 1 tesoura e acho que o saco plástico que eles deram. Nem sei se podia usar, mas usamos como pára-quedas e foi o que funcionou! Teve um povo que fez um treco parecido com uma asa delta! E claro, teve gente que quebrou o ovo. hehehhe! Pra quem não viu, segue o vídeo denovo!

Depois dessa a última tarefa. Essa me lembrou muito o trote da UFES! hehehhe! O grupo todo tinha que correr, virar uma garrafa de cerveja ou refrigerante, dar 10 voltas em torno de si mesmo e voltar correndo! Divertido? Teve gente que caiu! hehehe! Mas esse foi o melhor vídeo que consegui.

Depois disso seguimos para uma boate ou um restaurante, não sei bem, onde podíamos nos servir de sanduíches a vontade e onde mais tarde começou uma festa com cerveja liberada (até um certo momento) e onde o povo ficou quebrando tudo! Eu? Bom vocês me conhecem, fiquei quietinho no canto, né? Mas, assim, como meu irmão, não tem foto nenhuma pra provar o contrário! Até o próximo post!

Beijos e abraços!

PS: Tem essas fotos aqui do dia, só.