“Causos” pelo mundo
Mais ou menos aos 11 anos fui assaltado pela primeira vez. Gananciosos, os dois ladrões estavam ávidos por levar tudo o que eu tinha de valioso: meu chinelo.
11 anos depois, em 2003, e na Rússia fui assaltado novamente. Passeava por um parque quando fui abordado por empurrões de dois truculentos vendedores de bugigangas. Os dois também levaram tudo o que eu tinha de valor: alguns trocados e um folheto da agência de viagens contendo precauções para turistas evitarem assaltos no país.
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Em maio do ano passado eu estava perdido no Centro de Montreal e precisei pedir ajuda. Ciente de que a cidade tinha origem francesa, decidi arriscar uma abordagem na língua daquele país:
- Com licença senhor, você fala Inglês?
A resposta foi curta e grossa: - Muito melhor do que o seu francês!
Não precisei perguntar duas vezes...
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Em abril deste ano decidi alugar um carro para desbravar terras uruguaias sozinho. Lá pela altura do povoado de Treinta y Tres (terra onde, diz a lenda, trinta e três valorosos combatentes uruguaios foram derrotados pelo covarde exército brasileiro enquanto dormiam) precisei abastecer.
No posto, li a palavra "gasoil" numa bomba e imediatamente, do alto de minha presunção, associei à gasolina. Acabei enchendo o tanque de um Fiat Uno com óleo diesel.
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Ontem de madrugada eu dormia feliz. Sonhava com a culinária capixaba quando fui acordado por um grito de terror aqui no alojamento. O sujeito gritou tão alto que deve ter acordado o bairro inteiro.
Já estava acostumado a gritarias e maluquices do gênero entre os indianos e a princípio ignorei o evento. Minutos depois fui acordado novamente com gargalhadas coletivas: O sujeito escandaloso teve um pesadelo com cobras e acordou assustado acreditando que elas estavam no seu quarto.
Falou, pelotense!
Ah tá bom, bonitão!!! E eu por algum acaso sou de pelotas ou tenho namorado por lá que nem você pra passar 2 meses por lá? Num ca fui 'praquelas' bandas não! Por aqui isso já é a temperatura mais baixa da minha vida! E o pior é que eu sei que vai piorar.
Aliás, não sei como vc aguentou na Finlândia só com o meu casaco. Eu vou precisar de mais certamente! Faz frio DEMAIS por aqui!
(Pra quem não entendeu, leia os posts anteriores dessa seção)
Legoland
Salve salve pessoal!!!
Minha nossa! Acho que tem 2 semanas que não apareço por aqui. Dias corridos e deve continuar assim essa semana ainda. Mas vou tentar aparecer mais. Desculpa aê!
Bom, falei aqui em alguma rapidinha que estive na Legoland e finalmente o post está aqui! Foi dia 14, há 2 semanas mas as fotos refrescam a memória pra eu poder contar tudo pra vocês.
A Legoland é o parque de diversões da Lego que fica em Billund, há 2 horas de carro ao sul de Aalborg.– sim! O Lego é dinamarquês! Mas o parque existe em outros lugares também como vocês podem conferir aqui.
Mas então, fomos em 3 carros mas confesso que só conhecia o povo aqui do Luna. O 3º carro era de uma outra república e eum pessoal mais na deles. Estão sempre por aqui mas não são muito de papo... De qualquer forma a viagem de ida foi um porre! Não sei quem foi o espero que dividiu os lugares no carro mas ficou assim:
Carro I – Fabian como motorista, 3 meninas e o Richard que é o menos de todos dos homens daqui, e
Carro II – Christian no volante e eu, Asbjörn, KaHim e Jorg todos mais ou menos do meu tamanho. Precisa dizer que faltou espaço no carro? E ainda por cima às 8:40 da manhã de domingo. Bão!
Chegamos lá às 11 horas e todos muito empolgados especialmente o Fabian como vocês podem conferir no vídeo. E olha que já era a 3ª vez que ele ia!
O parque é muito bacana, tem várias miniaturas de monumentos e locais famosos feitas com os bloquinhos de Lego. Algumas com mais de 3,5 MILHÕES de blocos! Não sei quem fez mas certamente um artista MUITO paciente. Confiram nas fotos!
Sobre o parque mesmo é mais pra criança mas é claro que voltei a ser criança um pouquinho, né? Tem um briquedo lá, o mais divertido, que é um braço mecânico que você pode programar os movimentos! Dêem uma olhada! O mais programa foi bem mais radical do que isso com uns giros muito loucos de cabeça pra baixo! Heheh! Mas muito show!
Claro que brinquei de lego por lá – confiram nas fotos! Tem umas com umas crinancinhas de 3 anos eu acho! Tem uma atração que é tipo uma corrida num carro de bombeiro que você tem que apagar o fogo do prédio bombeando água – em 3 homens perdemos pra 4 mulheres e sem muita explicação! Hehehe! Pelo menos num foi de muito... =P
Tem um cinema lá que joga água em você, quando neva eles jogam alguma coisa simulando e você usa aquele óculos 3D. Muito doido! Heheh! E depois tem uma área lá que é um aquário o qual você assiste um vídeo antes e quando sai é como estivesse em Atlantis. Coisa de parque de diversões, mas muito bacana o aquário.
No fim, uma visita a loja de lego. Meio que decepção. Lego hoje em dia está muito sofisticado (pelo menos as versões que tinham lá). Acho que era mais comum ver o pai saindo com Lego na mão do que as crianças! E a loja tinha muita roupa, brinquedo com a marca lego mas que não tem nada a ver com os blocos. Mas é claro que demos um jeito de aprontar alguma com os brinquedinhos.
Voltamos pra casa morrendo de cansaço e com uma redivisão dos lugares no carro. Sob minha orientação, dei um jeito de voltar no banco da frente da BMW do Fabian! Hehehhe!
No mais,
Beijos, abraços e saudades!
Confiram as fotos!
Devaneios Distantes
Estava na minha pré-adolescência quando fui apresentado à Web pela primeira vez. 12 anos atrás as páginas demoravam minutos para carregar e continham basicamente letras piscantes e difíceis de ler com imagens borradas pelos cantos. De lá pra cá, a velocidade com que a informação passou a trafegar se reduziu ao instante. A barreira das mídias físicas havia caído.
Consequentemente, passei a acreditar durante algum tempo que a aviação moderna também acabaria com a distância entre as pessoas. Afinal, já tínhamos o Concorde como indicação do que poderia estar por vir.
Ledo engano. O Concorde foi descontinuado em 2003 e a logística do transporte aéreo, claro, continua seguindo a lógica do mercado financeiro mundial. Resultado: Da Índia até o Brasil, são necessárias mais de 40 horas em trânsito, entre escalas e diferentes vôos do mais puro desconforto da classe econômica.
No campo terrestre, a evolução dos transportes também parece regredir: Aqui em Bangalore, por exemplo, é preciso reservar cerca de 1 hora para percorrer um trajeto de míseros 15 km. Um cavalo, em tempos medievais, faria o trajeto mais rápido.
Mas tergiverso. Mesmo que os aviões fossem capazes de nos transportar a qualquer parte do mundo em questão de uma ou duas horas, a um preço ínfimo, ainda assim estaríamos “condenados” a nos mudar sempre que optássemos ou necessitássemos buscar algo além do nosso atual horizonte.
Não somos onipresentes como a informação e, mais do que isto, não somos independentes do meio em que vivemos. Necessitamos de nos relacionarmos com as pessoas a nossa volta e de interagirmos com elas. Isto obviamente é essencial a qualquer processo de aprendizagem e crescimento pessoal.
Eu não vim fazer o meu mestrado na Índia apenas para assistir às aulas. Isto poderia simplesmente ser feito via videoconferência. Aliás, Bangalore não teria se tornado uma referência em Tecnologia da Informação no mundo se a presença das pessoas num único local não fosse importante. Neste caso, bastaria que cada indivíduo trabalhasse em sua própria casa.
Além do relacionamento interpessoal, o que motiva pessoas a se deslocarem entre regiões pode incluir políticas públicas, diferenças culturais, decisões de empresas, e até mesmo xenofobia.
Seja por necessidade ou desejo, no entanto, não dá para ignorar os benefícios da tecnologia. Ela permitiu que o mundo se tornasse mais conectado e transforma a maneira como nos deslocamos e comunicamos. Graças a ela estou aqui hoje e graças a ela transmito esta mensagem num instante, mesmo estando a milhares de quilômetros de distância.
Para finalizar, abro um parêntese: Se o custo da passagem aérea fosse ínfimo e a viagem demorasse poucas horas, certamente retornaria a minha terra natal nos finais de semana...
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PS1: Para os interessados em se aprofundar nas relações da informação e do capital humano com a tecnologia e a sociedade, recomendo a leitura dos livros de Manuel Castells. Na Biblioteca Nacional há 8 diferentes livros do autor traduzidos para o português que certamente elucidarão a atual era da informação para o leitor.
PS2: Ontem almocei na casa de um casal muito simpático. Ela faz doutorado aqui no IIIT-B e ele é um arquiteto e urbanista. Os assuntos percorreram o mundo, inclusive o religioso, e finalmente pude entender um pouco melhor o hinduísmo. Prometo detalhes no próximo post.
PS3: A casa deles fica num típico bairro de classe média indiana: A rua não é asfaltada, a água não é encanada, não há coleta de lixo, e falta luz o tempo todo. Isto acontece porque a cidade não consegue acompanhar o crescimento urbano acelerado do país. Como os moradores resolvem o problema? Bem, a energia é solar, a água é captada da chuva e o lixo, quando possível, é separado na própria casa e decomposto ou reciclado por lá mesmo.
Tá com frio?!
O sujeito aí da mensagem abaixo tá reclamando do friozinho de -1 grau, fala sério! Pô, -1 grau faz no Sul do Brasil.
Quando a temperatura aí em Aalborg estiver batendo os -20 e, além disto, quando começar a ventar e nevar muito e quando pelos menos 18 horas do dia for completa escuridão aí sim você volta aqui e reclama do frio. hahahaha
Minha nossa!
Ei pessoal! Previsão do tempo pra hoje, dia 18 de outubro: 8 graus sendo a máxima 11 e a mínima -1 grau! Negativo mesmo!
Arri égua que tá esfriando!!!
Beijos, abraços e saudade! (Especialmente dos 38 graus da Bacutia no Verão!)
Desculpa aí
Pessoal, desculpa aí pelo envio repetido de mensagens de notificação do novo post. Sinceramente não sei o que aconteceu mas adianto que estaremos trabalhando (sic) para evitar maiores transtornos. A equipe Lá e de Volta agradece a compreensão de todos...
Continuo tentando evitar falar do tempo…
Ando meio sem assunto por conta da carga pesada de estudos. Como moro no próprio instituto, minha rotina diária está sendo acordar-comer-estudar-comer-estudar-comer-estudar-dormir. Nem lembro mais da última vez que saí daqui para ir ao centro conhecer um pouco mais da cidade.
Por conta disto, vou adiantar alguns outros assuntos que estava guardando para a posteridade...
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Bangalore é uma das principais cidades indianas, como vocês já devem saber. É referência em Tecnologia da Informação e, consequentemente, acaba se tornando também um grande centro globalizado com pessoas do mundo todo, restaurantes de todos os tipos e grandes eventos – não necessariamente bons. Nesta terça, por exemplo, haverá aqui um show do Black Eyed Peas e em novembro é a vez dos brasileiros do Sepultura se apresentarem.
Obviamente não vou a nenhum dos dois. Além de não serem exatamente o meu tipo de banda, os shows começam no meio da tarde, durante a semana, e perder uma aula aqui significa uma semana dormindo bem mais tarde para recuperar o assunto perdido.
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Aliás, falando em horários, não consigo entender os horários de eventos de entretenimento nesta cidade. As boates, por exemplo, ao invés de abrirem às 23 horas, fecham neste horário. Com 6,5 milhões de habitantes, não há nada para fazer na cidade depois da meia-noite, mesmo sendo esta uma das populações mais ricas da Índia. Será que Cinderela mora aqui?
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Já estamos em meados de outubro. Dentro de um mês em meio inicio uma maratona de viagens pela Índia e, em seguida, pela Europa. Certamente irei conhecer Delhi e Agra (onde fica o Taj Mahal) e talvez ainda arranje tempo (e dinheiro) para esticar a viagem até Varanasi, cidade famosa pelos rituais realizados às margens do Rio Ganges.
De volta à Europa após 4 meses, visitarei novamente a Alemanha de onde partirei para a República Tcheca, Polônia, Estônia e Finlândia, meu destino final. Retorno então ao Brasil para um merecido descanso antes de novamente embarcar para Índia e continuar meus estudos em 2008.
Os detalhes de cada destino serão revelados aqui, claro. Na véspera da viagem mando mais informações com mapas e um pouco das atrações que pretendo visitar. Prometo então rechear este blog de fotos para compensar a atual falta delas.
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Encontrar uma passagem de retorno à Índia está sendo uma aventura à parte. Até agora, encontrei duas opções dentro do meu orçamento: Uma faz uma escala no Oriente Médio e a outra faz escala em Colombo, capital do Sri Lanka. Será que encontro o Bin Laden em um destes vôos?
Arroz!
Não, não estou falando da cidade que fui sábado passado. A cidade é Århus.
Estou falando do meu arroz que agora está quase bombando! Da última vez (há umas 4 horas atrás) só exagerei um pouquinho no sal, mas ficou soltinho soltinho, parecia até Sepé! (Ou o Golico, como preferirem).
Acho que vou até aprender alguma coisa por aqui no final das contas...
Beijos, abraços e saudade!