Lá e de Volta Conteúdo desconexo e aleatório…

23dez/072

Até 2008…

Finalmente cheguei à Vitória, Espírito Santo, meu lar doce lar. Aqui, o clima natalino é talvez a diferença mais aparente à primeira vista. Na Índia há poucos sinais do Natal: A data não é comemorada e os dias desta época acabam passando como qualquer outro.

Na Europa, por outro lado, os mercadinhos de natal montados nos centros históricos de todas as cidades por onde passei aumentavam ainda mais a beleza dos lugares. Incrivelmente bem decoradas, as tendas proporcionavam um espetáculo gastronômico e artístico ao oferecerem comidas típicas e artesanato original.

Tanto no Velho Mundo como aqui no Brasil o que o povo faz mesmo é ir às compras. O significado da data parece ter perdido um tanto do sentido. Ou, por outro lado, para alguns, parece que é a única data em que sentimentos como solidariedade e amor fazem parte do vocabulário.

Diante de tanta hipocrisia, americanos já até pararam de celebrar o Natal. Dizem eles, uns aos outros, “Boas Festas” com medo de ofender grupos de outras religiões. Assim, numa sacada mais realista, o professor Richard Dawkins sugere a celebração do aniversário de Isaac Newton, como opção.

Para mim, a importância não só do dia 25 mas de todo o fim de ano é a oportunidade que o período oferece para revermos nossas atitudes nos meses anteriores. Dentre erros e acertos, um balanço é fundamental para que o ano seguinte seja realizado, claro, com mais acertos e menos erros. Estando em casa, o sabor do período é ainda mais especial próximo de amigos e familiares.

De minha parte, portanto, este blog está fechado para balanço. As minhas peripécias pela Europa, aqui no Brasil, e no Oriente Médio continuarão a ser contadas aqui depois do dia 15 de Janeiro.

Agradeço a todos pelas visitas e pelos comentários. Sinto-me muito privilegiado com a presença de tanta gente e tenho certeza que este é o mesmo sentimento do meu irmão, co-autor do blog.

Seja Natal, Chanucá judaico, Newton, Festa, qualquer outra celebração, ou nenhuma, que sentimentos positivos fiquem no seu coração não só em dezembro mas no ano todo. É de graça e você certamente ganhará muito mais que presentes no final do próximo ano.

15dez/070

Pensamento Lateral

"Você não cava um buraco em outro lugar cavando mais fundo o mesmo buraco."

 Lindo isso, não?

Beijos, abraços e saudade!

15dez/076

Sábado a noite é dia de…

Todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite, certo? Rock, balada, night, reggae, hygge, como quiserem chamar. Mas aposto que ninguém jamais imaginaria que eu estaria escrevendo esse post pra vocês sábado, 15 de dezembro às 20:15 da noite sentado numa sala de grupo da universidade e sem previsão de ir embora... A cada dia que passa a frase do tal do Nascimento fica mais inteligente: "É amigo, mas quem disse que a vida é fácil?" Acho que vou repetí-la em todos os posts sobre esse projeto. =)

Comida de lanchonete - porque é a única coisa aberta e perto simultaneamente - temperatura lá fora perto de 0 grau, uma névoa que não se enxerga nada 100 metros a frente, uns 10 arquivos abertos no computador e criatividade como tema pra escrever. Sem falar na barba sem fazer há dias, cabelo se cortar a meses acho que ninguém aqui vai me reconhecer na rua o dia que eu cortar) e a pilha de roupa pra lavar em casa. Esse é o meu mundo desde 2a feira e pelo jeito continuará assim até 4a feira.

Mas tem o lado bom. Neste projeto estou descobrindo uma série de novas oportunidades a explorar e apredendo bastante. Assim que tiver tempo para explorá-las vai faltar tempo para o resto eu acho. Mas se são boas idéias ou não... bem, como diria o texto de criatividade que li há pouco: toda idéia é boa, as loucas são melhores ainda.

Vou nessa que tenho que continuar o projeto senão só saio daqui quando... quer dizer, senão não saio daqui nunca!

Beijo nas crianças, fiquem com Deus!

Beijos, abraços e saudade!

PS: Lelê, que felicidade! Parabéns, denovo!

PS2: Pai, assim que tiver tempo tenho que te mandar as fotos de como os vikings construíam os barcos deles. Tirei há mais de mês mas nem passei pro computador ainda. Lembrei demais de você no museu que visitei.

14dez/078

Alemanha Revisitada

Chegar à Europa após 4 meses na Índia provoca uma sensação estranha de alívio e conforto. Acredito que chega a ser perigoso porque elimina um estado de alerta constante que eu mantinha no país asiático e que evitava uma embriagues emocional.

De Frankfurt, fui de trem para Munique onde reencontrei novamente um grande amigo. Foi literalmente o segundo reencontro em 4 meses já que antes disto não nos víamos desde 2003. Agora em Dezembro, esperava pelo menos algum sinal de neve no caminho. Não vejo neve também desde 2003 e estava ansioso pela oportunidade. Infelizmente, ela não veio. Durante toda minha estada na Alemanha, as temperaturas giraram em torno dos 5 graus positivos; bem quente para esta época do ano.

De Munique fomos juntos para Regensburg, cidade onde o centro medieval é tombado pela UNESCO. O local é bacana e o centro histórico realmente charmoso. O mais interessante é o toque do império romano deixado na cidade por conta do forte construído no ano 179 DC, durante o reinado de Marcus Aurelius. Daquela época, apenas algumas ruínas permanecem mas praticamente todo o centro se mantém preservado pois não foi tão bombardeado como outras cidades alemãs durante a segunda guerra. A Catedral de Regensburg, fundada em 1275, é também particularmente bela.

Vista parcial de Regensburg com a catedral ao fundo
Vista parcial de Regensburg com a catedral ao fundo. Fonte: Wikipédia

O ponto alto da visita à cidade foi reencontrar um casal amigo. Infelizmente apenas a esposa esteve presente mas mesmo assim o reencontro foi memorável. Não nos víamos desde 2002 e a sensação de nostalgia foi realmente grande. Fizemos questão de parar várias vezes em cafés espalhados pela cidade para colocar o assunto em dia.

De Regesburg, me despedi dos amigos e parti para Chemnitz, ainda na Alemanha, próximo a Berlin, para reencontrar outro. Do ponto de vista turístico, não há muitas atrações por lá, apenas um cabeção de Karl Marx. Para mim, apenas um aspecto da cidade chamou atenção: Sendo uma cidade que pertenceu à Alemanha Oriental até 1990, boa parte dos prédios e casas ainda mantém a simplicidade imposta naquela época. Os prédios, em geral, são basicamente uns grandes blocos de concreto com janelas. Agora mais moderna, a cidade é uma miscelânea de estilos que parecem não se encaixar muito bem.

O cabeção de Karl Marx no Centro de Chemnitz
O cabeção de Karl Marx no Centro de Chemnitz. Fonte: Wikipédia

Dormi uma noite em Chemnitz na casa deste meu amigo, um aconchegante chalé no subúrbio da cidade, construído por seus avós uns 100 anos atrás. A decoração da casa é encantadora e os enfeites de natal, típicos daquela região da Alemanha, acrescentavam um toque especial de um autêntico doce lar.

No dia seguinte, bem cedo mas após um belo café da manhã, partimos para Praga, na República Tcheca. Ainda na Alemanha, o céu azul e as belas margens do rio Elbe presenteavam nossa jornada de trem.

Vilarejo às margens do rio Elbe

Vilarejo às margens do rio Elbe, ainda na Alemanha

9dez/073

Nova Delhi: Literalmente nova

Mantenho mentalmente uma lista das minhas cidades preferidas. Minha terra natal, Vitória (Espírito Santo), Montreal, Washington DC, e Helsinki (capital finlandesa) são alguns exemplos. Ao visitar Delhi, passei a considerar seriamente a inclusão da capital indiana neste rol - claro que aqui não estou contando ainda com o calor insuportável que me dizem fazer no verão por lá.

Depois da péssima experiência na minha chegada em Mumbai e Bangalore em Julho, esperava algo ainda pior em Delhi devido ao maior tamanho da cidade e ao fato dela ser a capital do país. Acabei queimando a língua durante todos os meus 4 dias na cidade.

A Delhi atual, pelo que entendi, é a 7ª reconstrução de uma cidade que tem pelo menos 5000 anos. No museu nacional, há objetos e até esqueletos da Harappan, uma civilização que cresceu nos arredores de Delhi e data de 3000 AC.

O mais interessante da experiência em Delhi, apesar dos vários monumentos históricos, museus, praças, parques e templos religiosos, foi dormir na casa de um amigo indiano e conhecer a cidade com ele. Na casa, banheiro sem papel higiênico e banho só com balde. A comida caseira era excelente e, felizmente, não vegetariana. Os indianos, de maneira geral, parecem viver com simplicidade e são muito receptivos. Mesmo protestando, não pude pagar por nada enquanto fui a visita da casa e fui tratado como rei.

Em termos de transporte público, Delhi dá um show. O metrô é um brinco de novo e impressiona até seus cidadãos ainda um tanto desacostumados com a novidade. A exigência do governo para que táxis, rickshaws e ônibus trocassem a gasolina pelo gás também acabou com outro grave problema: a poluição. Passear por Delhi, portanto, é agradável. Há vários parques, praticamente todas as ruas são limpas e arborizadas, e não há muito trânsito.

Belos parques
Um dos parques da cidade, próximo ao "Old Fort"

Na Delhi antiga, onde ainda há construções com mais de 400 anos abrigando residências e comércio, comi com segurança quitutes típicos da junk food do norte da Índia. Também passeamos pelos becos mais estreitos onde vendedores se espremem e empilham produtos até onde uma grande vara de metal alcança.

Junk food indiana
Junk food indiana

Becos aliás revelam por toda Delhi esconderijos surpreendentes. Por vezes, em pleno bairro luxuoso das embaixadas, encontramos verdadeiras favelas apertadas num cantinho que descobrimos apenas porque o taxista errou o caminho. Em ruas comerciais, becos revelam gigantescas feiras ao ar livre, vendendo de tudo um pouco. É quase uma passagem mágica para o mundo dos preços abaixo de R$ 20,00, independente do produto vendido ali.

Uma agradável coincidência foi a realização do casamento de um casal conhecido dos pais deste meu amigo. Extremamente luxuoso, o casamento seguiu à risca as práticas de um casamento hindu do norte da Índia. Primeiro o noivo chega a cavalo, acompanhado de uma banda e de seus parentes e amigos que dançam num estilo próprio da cerimônia. Ao chegar à tenda onde o casamento é realizado, os parentes (do sexo masculino) do noivo e da noiva realizam várias pujas para celebrar o laço entre as famílias.

Em seguida, o noivo é desmontado do cavalo sem tocar o chão e é carregado pelos amigos até um trono que fica numa parte central da tenda. A tenda é montada especificamente para o casamento e não tem vínculo com nenhuma igreja ou templo – pode ser montada em qualquer lugar.

Mais pujas são realizados e neste ínterim os convidados jantam. Só mais ou menos 1 hora depois que o noivo entra é que a noiva aparece. As mesma veste uma bela sári, própria do casamento e se senta ao lado do noivo. Neste momento, meu amigo não quis mais esperar e tivemos que ir embora. Ele me explicou depois que o que se segue é uma cerimônia repetida 7 vezes para selar 7 diferentes votos (fidelidade, cumplicidade, amor, etc.) do casamento. Tudo isto pode demorar mais de 8 horas e só os pais e parentes mais próximos permanecem até o final.

Noiva vestida de sári vermelha
Noiva vestida de sári vermelha

No aeroporto, como em todos pelos quais passei aqui até agora, um bocado de caos e obras de ampliação por todos os lados. A preocupação com a segurança (por conta de ameaças terroristas do Paquistão) também chama a atenção e chega quase aos níveis de paranóia dos americanos.

Pelo menos desta vez, embarquei sem atrasos para Mumbai de onde peguei meu vôo para Frankfurt. Índia agora só em 2008.

7dez/070

Desculpas

Ei pessoal.

Peco desculpas pelo blog ter disparado 28 mensagens sobre o meu novo post. Acho que ate ele estava com saudades de mim. hehehehe! Acho que dei um jeito de ele parar.

 Ate a proxima!

7dez/077

Sexta-feira, 07 de dezembro…

Salve salve simpatia!

Como diria meu grande professor Durval: qualquer explicacão que eu der quanto ao meu sumico eu estou certo. Mas o problema continua. Então, vamos as notícias.

Correria absurda por aqui. Depois de muitos projetos finalmente cheguei ao projeto do semestre inteiro. Mas certamente nesse fica um pedaco meu. Entrevistas, livros, artigos, discussões em grupo, com supervisor e com outros professores e no meio disso tudo parar para escrever 80 páginas resumindo e articulando tudo isso. Prazo? Ah, dá tranquilo: 3 semanas (já foi uma e meia). Citando o grande sábio Capitão Nascimento: “mas quem disse que a vida é fácil?”

Por aqui o que ainda muito me impressiona é o clima. Parece mentira mas quando você vê de fato as estacões do ano mudando, coisas triviais como árvores, arbustos e água impressionam mais do que qualquer outra coisa. As folhas antes verdes se tornam amarelas, laranjas, vermelhas e então escassas. O sereno na grama e as pocas d´água amanhecem congelados e a névoa transformam toda a paisagem em um cinza estranho.

Os dias se tornam cada vez mais curtos. Quando cheguei, cerca de 3 meses atrás, escurecia por volta de 8 da noite. Hoje às 9 da manhã o sol ainda é tímido e às 4 da tarde ele já se foi. Tudo fica um pouco mais triste. E sempre  frio.

Vale muito a pena é sem dúvida o aprendizado. Não apenas o que vem pela faculdade e pelo projeto, mas também o pessoal. De alguma forma a gente aprende a ser adulto, a cuidar mais de si e principalmente que o mais importante é buscar aquilo que sonhamos. Afinal, como diria outro sábio, aquele do vídeo sobre filtro solar, “in the end, it's only with yourself”.

De vez em quando bate aquela saudade do Brasil. Mas num é só saudade, é carência de Brasil. De música, de falar português, da gíria, do clima, e principalmente das pessoas. É estranho perceber que as mesmas pessoas que me ajudaram a chegar até aqui são exatamente as mesmas pessoas que não estão aqui pra compartilhar todo esse aprendizado.

Essa é a melhor forma que achei de explicar como é a saudade que sinto. É maior do que a simples ausência e muito melhor pois motiva a fazer isso tudo valer a pena.

Prometo que vou tentar aparecer mais por aqui. Mas como disse no comeco, pode ser que até o dia 19, quando entrego o projeto, seja um pouco complicado. Mas apareco para contar os planos para o final do ano.

Mais uma vez obrigado a todos pela forca!

Beijos, abracos e saudade!

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PS: Meu computador foi dar uma volta em Copenhagem e volta logo. Devem ter algumas fotos nele para eu postar da proxima vez. To postando da universidade e aqui o computador não aceita cedilha - pelo menos não na configuracão que está.

5dez/070

Tchau tchau Delhi

Tchau tchau Delhi. Adorei a cidade. Muito mais limpa e organizada que Bangalore. Queimei a língua por achar que devido à maior população, a Capital Indiana seria ainda mais caótica. A todos que visitarem a Índia, recomendo que a primeira parada seja aqui, definitivamente um dos maiores centros culturais, religiosos e políticos do país.

Próxima parada, Frankfurt e Munique.

3dez/073

Minha primeira vez no Taj Mahal

Eu ia falar primeiro de Delhi para manter a ordem cronológica. Mas depois de visitar o Taj Mahal ontem, em Agra, uma cidade a 200km de Delhi, não consigo pensar em outra coisa. Dizem que a melhor forma de ir a Agra a partir de Delhi é via um trem expresso. A viagem, neste caso, dura apenas 2 horas mas somos obrigados a sair às 6 da manhã e retornar às 8 da noite. Além disto, em cima da hora, não conseguimos comprar o bilhete para este trem. Teríamos que pegar um bem mais lento. Optamos, portanto, por alugar um carro. O preço é um pouco maior e a viagem mais longa, mesmo assim acho que valeu a pena. Além das vacas, vi camelos, porcos, cavalos, cabras, elefantes, ovelhas, e macacos pelas ruas... Um verdadeiro zoológico a céu aberto. Numa parada para um café, também vi um encantador de cobras e duas najas e estes merecem um parêntese.

Encantador de cobras e duas Najas
Encantador de cobra e duas Najas

A importância dos encantadores de cobra é econômica e social. A profissão exerce uma função de inclusão, focada no saber-fazer dos marginalizados da sociedade indiana. Não podemos nos esquecer, entretanto, que a função ambiental que estas cobras exercem também são de fundamental importância nesta relação. Exarcebar a profissão dos encantadores significa contribuir para a extinção de diversas espécies que garantem
ecossistemas locais. Não à toa, a profissão é rigorosamente controlada em alguns estados ou até mesmo proibida.

Para finalizar, a título de curiosidade, a sonoridade no trabalho destes profissionais é apenas um artifício para atrair o público. As cobras não possuem sistema auditivo e se movimentam graças ao articulado movimento da flauta e à ritmada batida dos pés do encantador, imperceptível pelo público.

Chegando a Agra, não há como negar a péssima impressão que a cidade nos oferece: A cidade é muito feia e suja. A visita só vale a pena mesmo por conta do Taj Mahal: Você vê em fotos e filmes, lê e ouve falar a respeito mas nada se compara a presenciá-lo. Esta é sem dúvida a construção humana mais bela que já vi até agora por todos os lugares por onde passei no mundo. Uma jóia preciosíssima que não dá para descrever aqui em poucas palavras...

Taj Mahal e detalhes nas paredes em mármore branco
Taj Mahal e detalhes nas paredes em mármore branco

Ainda em Agra, acabei descobrindo um ateliê de um indiano cujo tataravô (ele já é da 7ª geração, na verdade) trabalhou na construção do Taj. Um detalhe da construção é que pedras semi-preciosas foram entalhadas no mármore de maneira tão intricada que parecem na verdade uma pintura. No ateliê, vi como é feito o trabalho, praticamente da mesma forma desde o Taj, 350 anos atrás.

Eu e o Taj
Eu e o Taj

No retorno a Delhi, ainda deu tempo para parar em Mathura, cidade que abriga o local onde Lorde Krishna nasceu, Krishnajanmabhoomi. Um templo foi construído no local. Curioso que boa parte dos grandes monumentos visitados na Índia foram construídos por muçulmanos. Os templos hindus, por outro lado, são muito feinhos, coitados. Nem dá graça. Tudo bem que tem explicação: o hinduísmo se baseia numa vida vivida com simplicidade, sem apego a bens materiais. Gandhi é talvez o melhor exemplo disto. Os templos, portanto, são um reflexo desta concepção e acabam tendo pouco valor para o turista estrangeiro...

Em Delhi, aliás, fui ao memorial de Gandhi. É muito triste ver o lado mais cruel da humanidade. O memorial de Gandhi, o Museu da Inconfidência, e o Museu do Holocausto para citar alguns exemplos, fazem questão de nos lembrar das atrocidades do homem (em maior ou menor grau) e que não param de acontecer. Será que este povo um dia aprende?

Hoje vou me mudar para casa de um indiano por uma noite aqui em Delhi. Mesmo que não seja a melhor das experiências, acho que vai ser bacana ver como vive um indiano de classe média aqui.