Saí do Brasil no dia 15 de Janeiro de 2008 rumo a Bangalore, onde estou no momento. Antes, porém, fiquei dois dias em Londres para conhecê-la…
Chovia muito lá fora. O avião sacudia com a turbulência e parecia cansado após 11 horas de vôo. Eu pelo menos estava. E ainda tinha pela frente as imensas filas do Aeroporto de Heathrow, o controle de imigração, a espera pela bagagem, e a viagem de metrô até o albergue onde me hospedaria.
Assim que o avião tocou o solo eu já estava com a cabeça no dia seguinte quando partiria para conhecer a cidade. A torcida era por um dia ensolarado que não veio. Assim mesmo, entre ventos e uma garoa fina, caminhei como costumo. Perambulo pelas cidades para observar seu povo tanto quanto possível. Impressionante como há Indianos por lá.
No Hyde Park, primeira parada, parecia eu ser um dos únicos dispostos a estar ali. O parque fica triste no inverno e pouco tem a oferecer. Somente as pombas se arriscavam por lá na esperança de obter algum agrado de turistas desavisados. De lá, segui via o Arco de Wellington para o parque seguinte em direção ao Palácio de Buckingham.
Na rotatória em frente ao palácio, uma estátua da rainha e portões dourados (devem ser banhados a ouro mesmo) reforçavam a opulência com a qual se exibe a família real. Um desperdício cujo benefício solene é contribuir para a miséria dos países que um dia foram honrados com a condição de colônia inglesa.
Segui em frente. Perto dali está o Big Ben e sua orgulhosa precisão britânica: 11 horas em ponto anunciava às badaladas. Segui em frente. Rumei norte em direção à Praça Trafalgar mas fui surpreendido por uma troca de guardas no caminho: eram 11 e meia e os cavalos (inclusive os animais) precisavam descansar após horas ali parados queimando fosfato com a morte da bezerra.
Não me surpreendi tanto com a National Gallery, num dos cantos da bela Praça Trafalgar. Uma coleção típica propunha-se referência mundial. Vale a visita, claro, mas esperava um algo mais que só fui encontrar três estações de metrô depois, no Museu Britânico. Ali mantinham-se preservados todos os objetos roubados de outros povos ao longo de centenas de anos. Tesouros raros que os britânicos, hipócritas, dizem ter obtido através de meios legais da época: Acho que deve haver mais do Egito em Londres do que no próprio Egito, por exemplo.
No fim do dia ainda sobrou tempo para reencontrar um amigo que conheci no Canadá. Mora agora no Sul de Londres e odeia o caos do trânsito, e a imensa quantidade de pessoas na rua. Eu não odiei nada disto e devia ter falado para ele como são estas coisas na Índia. Comemos tapas num restaurante espanhol enquanto bebíamos sangria e riamos de histórias do passado e desventuras nossas e de outros amigos em comum.
Chovia muito lá fora. Um outro avião chegou até a cair na cabeceira de um das pistas de Heathrow mas ninguém se feriu. No albergue eu me preparava para uma viagem ainda mais longa que a primeira. Era hora de voltar à Bangalore.
PS: Meu irmão esteve em Londres duas semanas antes, na virada do ano, e também narrou sua viagem por lá.
PS2: Para os interessados, fiquei num albergue muito bom, chamado Ace Hotel. Seu único porém é a localização um pouco distante das atrações que citei neste post. Nada que uma viagem de metrô não resolva.
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Tags: Big-Ben, Heathrow, Londres, Museu-Britânico, National-Gallery, Praça-Trafalgar






Março 19th, 2008 at 11:58
Ric querido,
Cheguei a pensar que tinha sido Marcelo postando pois ele está retornando hoje para Aalborg via Londres e ainda não deu notícias.
Quando visitei o Museu do Cairo e a cidade em si, e depois o MUseu Britanico, fiquei com a mesma impressão que vocë. E olhe que você ainda não foi a Espanha - me lembro quando estive em Toledo com Papai ele falava: olha todo o nosso ouro onde veio parar….
Beijos,
Mamae
Março 25th, 2008 at 20:18
Ric,
Toda vez me assusto quando penso que em um segundo podemos nos comunicar e participar com você da sua viagem…. não é maravilhoso?
Estou com muitas saudades…..
bjs
Dinda