Archive for agosto 2008


De volta à Índia… Outra vez.

agosto 27th, 2008 — 10:09am

Estou de volta à Bangalore. Cheguei na segunda-feira muito bem recebido pelo trânsito insuportável da hora do rush. Acho que esta cidade e a Índia de maneira geral devem ter uma das piores infraestruturas de transporte do mundo. No total, levei 4 horas do novo aeroporto ao Instituto, ambos separados por meros 66 km de rodovia– Isto mesmo, 16,5 Km/h de média de velocidade!

De bicicleta eu chegaria mais rápido.

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A propósito, o novo aeroporto pelo menos agora é uma porta de entrada decente para a cidade. 3 meses após sua inauguração não tive nenhum problema no desembarque. O serviço foi eficiente e a equipe bem prestativa.

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No vôo para cá, assisti a um filme inusitadamente atraente sobre a Índia, mais especificamente sobre aquela Índia um pouco misteriosa, sendo descoberta por um estrangeiro: Seu título em inglês é Outsourced, ainda sem tradução para o português. A história é de um gerente americano que, ameaçado a perder o emprego, foi obrigado a ir à Índia treinar seu substituto no departamento de suporte aos clientes (os famosos Call Centers).

Todos nós sabemos alguma coisa sobre outros países mas frequentemente isto resume-se a estereótipos construídos pela mídia (dois exemplos apenas para ilustrar, aqui e aqui). Percebo isto mais claramente ao ser indagado no Brasil sobre minha experiência vivida na Índia. As perguntas, em geral, resumem-se às pequenas curiosidades sobre vacas, pobreza, e as aparentes aberrações praticadas pelos indianos. Poucos se importam (sem que isto seja necessariamente bom ou ruim) em tentar entender a congruência do país.

Não que o filme faça isto com maestria mas pelo menos vai além dos clichês e dos estereótipos.  Faz isto só um pouco, é verdade, e no final das contas não deixa de se resumir a um romance de novela, mas pelo menos não é ultrajante. Ao contrário, recomendo o filme justamente por proporcionar um pouco mais de explicação sobre a Índia de maneira bem divertida e ao mesmo tempo respeitosa.

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Enquanto estive no Brasil, este blog completava um ano de vida. O primeiro post foi do meu irmão no dia 2 de julho do ano passado. O meu primeiro veio no dia seguinte.

Para mim, tem sido uma boa experiência relatar as minhas viagens. Além de contribuir para os meus conhecimentos sobre os destinos que visito, o blog tem funcionado como um bom canal de comunicação tanto com velhos conhecidos quanto com novos amigos.

Por isto, o mínimo que posso fazer é agradecer a todos pelas visitas e pelos comentários ao longo de todo este tempo! E que venham novos destinos e novas histórias para serem compartilhadas aqui.

4 comments » | Índia

Da Polônia à Itália

agosto 27th, 2008 — 9:45am

Salve, salve galera! Eu denovo, como prometido, acelerando o relato da minha viagem de julho. Dessa vez são as 22 horas dentro de trem que levei entre Wroclaw na Polônia e Milão na Itália.

Saí de Wroclaw com a certeza de que ia dar tudo certo. Troquei de trem em Katowice ainda na Polônia, de onde eu tinha comprado um bilhete para uma cabine noturna, onde tem cama pra você deitar numa boa. Afinal de contas, 22 horas sentado num é pra qualquer um. E isso eu falo de cadeira. Infelizmente.

Quando entrei no bendito do trem o condutor me informa que o meu bilhete era para o dia seguinte, que a data estava errada e que eu tinha que descer. E claro que eu fiquei doido com o cidadão que me vendeu o bilhete pois ele imprimiu errado a data e realmente eu não tinha a bendita da cama. O único jeito foi ir pro vagão normal mesmo. Aqui dei alguma sorte e precisei usar de alguma malandragem para o mínimo de conforto. Que me perdoem os passageiros que tentaram, mas eu me apossei de 3 cadeiras em uma das cabines do trem e dormi – e fingi que dormi – durante toda a viagem até Viena. A porta da cabine abria e eu nem me mexia. Nem o condutor resolveu me perturbar pra ver minha passagem…

Cheguei em Viena às 6:30 da manhã – lembrando que saí de Wroclaw às 20:30, o que somam até aqui 10 horas. Cabine de informações pra saber de onde saía o trem para Veneza, de onde eu finalmente pegaria o trem para Milão. E aqui preciso dizer que vem talvez o meu único arrependimento. Não sei porque diabos eu não tirei fotos da viagem. Todas as curvas, todas as saídas de túneis, e demais passagens do trajeto pela Áustria são simplesmente fenomenais! Uma paisagem mais linda que a outra! Os Alpes, o céu azul, as pequenas vilas com casas de madeira, tudo muito lindo. Sem dúvida preciso ir a Áustria depois dessa passagem.

Cheguei a Veneza e percebi que tinha 1 hora até o meu próximo trem. Por que não dar uma volta? Afinal de contas é Veneza! Sabe aquela idéia boa que é ruim ao mesmo tempo? Juro pra vocês que devia estar por volta de 40º na sombra naquele lugar. E minha calça jeans com minha camisa pólo preta e uma mochila de uns 12 kg nas costas não é a melhor produção pra andar em Veneza. Resultado: meia dúzia de fotos, almocei no primeiro lugar com ar condicionado que vi, comprei um sorvete (só lembrando: italiano) e voltei pra estação pra sentar e ficar quietinho esperando meu trem. Pelo que vi, a cidade parece ser realmente linda. Mas naquelas condições parecia mais o inferno!

E finalmente peguei o trem para Milão. Cheguei lá às 18:30, e precisei gastar todo o meu inglês-português-espanhol-italiano pra conseguir achar meu albergue – que era longe e uma grande decepção. Um banho rápido e finalmente pude sair pra encontrar o figura. Liguei pra ele e tudo o que eu fiz foi sorrir quando ouvi “Faaaala, doido!”.

Próximo post: Milão e a inesperada passagem por Treviso e Vittorio Vêneto.
Beijos, abraços e saudade!

PS: Esse semestre tenho alguém pra dividir o quarto novamente. O nome dele é Tomas, húngaro, 24 anos. Ainda não conversei muito com ele mas já deu pra perceber que o inglês dele não é lá essas coisas. No mínimo boas histórias vão aparecer. Mantenho-os informados!

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Hey guys!

In this post I’m just talking about my trip from Wroclaw to Milan. 22 hours by train with stops in Katowice, Wien and Venice. Perhaps I told it with too many details. Summing them up:

  • I bought a place in the night car of the train – but for the next day;
  • My regrets about not taking pictures from the Austrian part of the trip – what a beautiful place! I need to find the time to spend some time at the Alps;
  • My stop-and-go in 40 degrees Venice with a 12 kg backpack in my back – which made me feel like I was in hell, not in Venice;
  • And of course all my talent in mixing English, Portuguese, Spanish (not on purpose) and Italian to find out where my hostel was.

All that just to meet my good friend from Brazil, Rafael. Next post I’ll talk about him, Milan and my unexpected stop in Treviso and Vittorio Veneto.

See you soon!
Cheers!

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Últimos dias na Polônia

agosto 24th, 2008 — 6:08pm

Salve povo!

Pois bem, depois da Cracóvia, fui para Wroclaw (a pronúncia é algo como Vrótsuav), ainda na Polônia. Aqui decididamente minha parada foi motivada exclusivamente pela vontade de rever uma grande amiga, a Malgorzata Lesniowska, ou Gosia 68 para o pessoal do primeiro semestre aqui do Luna. Simplesmente não sabia nada da cidade, ninguém fora da Polônia sequer ouviu falar, e todo mundo só entende o que eu fui fazer lá quando digo que fui visitar uma grande amiga.

Pois bem, a parada foi meio relâmpago, a primeira delas nessa viagem. Cheguei por volta de 7 da manhã da quinta-feira dia 10 de julho e saí às 20:30 do dia seguinte. Mas valeu muito a pena.

A cidade mesmo é bem bonita. Ouvi dizer que é a “Veneza polonesa”, devido a cidade ter sido construída originalmente em diversas ilhas no rio Odra. Não tive a oportunidade de ver Veneza para dizer se faz jus ou não, mas achei Wroclaw uma cidade bonita, com muito verde.

Como toda a Polônia, a cidade foi bastante destruída durante a Segunda Guerra Mundial. A maior parte dos prédio históricos – como a catedral e o museu nacional que vocês podem ver nas fotos – é recuperada, o que não diminui em nada a imponência deles. Não visitei o museu mas a Catedral é belíssima. Do alto de uma de suas torres é possível ter uma visão incrível da cidade.

Destaque aqui foi para a Rotunda, que abriga uma obra artística que impressiona. É um quadro que representa A Batalha de Ratowice, pela independência polonesa no fim do século XVIII. Na verdade não é um quadro. O prédio inteiro, que é circular, abriga a obra que é uma panorâmica de 360º da batalha. O mais interessante é que a composição da sala que abriga a pintura é como uma extensão da cena, dando um aspecto tri-dimensional, como se parte da obra fosse real. Devido todo o cuidado com a posição dos galhos, rifles, areia e iluminação, muitas vezes é díficil dizer onde termina a pintura e onde começa a montagem. Infelizmente não era permitido tirar fotos lá dentro para eu mostrar pra vocês. Mas achei alguma coisa no Wikipedia se tiverem interesse (infelizmente não existe versão em português).

Aqui em Wraclow foi a primeira vez que eu parei um pouco pra descansar também. Dormi sem me preocupar com hora, sentamos de bobeira em um dos parques da cidade, ficamos batendo papo e tomando gelada na praça do mercado da cidade – que aliás é bem bonita apesar dos inúmeros pombos irritantes. Enfim, foi uma parada mais tranquila, pra relaxar e bater papo.

Aliás, o que mais ficou marcado mesmo foi o tanto que eu ri com essa figura ímpar que é a Gosia. Passamos o tempo todo conversando, lembrando dos momentos aqui no Luna e o quanto a amizade do nosso grupo ficou forte em tão pouco tempo. Falamos de nos reencontrar, ligamos para o Richard, o francês que eu visitei em Paris, e claro, jogamos um monte de conversa fora. Foi bem divertido mas foi muito rápido. Quando percebemos já estava na hora de partir e tive que correr pra não perder o trem.

Meu próximo destino era Milão onde eu iria finalmente rever meu grande amigo aí do Brasil Rafael (o famoso Gira, doido!!) e a namorada dele a Renata. Conto essa aventura pra vocês no próximo post. Valeu!

Beijos, abraços e saudade!

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Hey there guys!

After Krakow that I told you about in my last post I went to Wroclaw, still in Poland. I know very few people outside Poland heard about it, but I went there for only one very good reason: Gosia 68! We had so much fun together during those two crazy days that it is all I can remember about that place.

Alright, not all. The city is quite beautiful, a lot of green areas but also because it was built originally on islands of the Odra River. I heard people calling Wroclaw the “Polish Venice” because of that. I haven’t seen Venice yet but it resembles a bit what I have seen in pictures and TV.

One of the things I liked the most was the Rotunda building with the painting about the Battle of Ratowice that took place in the late XVIII century for the independence of Poland. It is quite impressive not only because of its size but also because of the setup of the place that sometimes you can’t really tell where the painting ends and where starts the objects the use to complement it.

It was great to be there, so special to be with Gosia 68 again but also too fast! Two days went by without seeing it and in the end I had to run to catch the train. Otherwise I would never make to Milan in time to see my friend from Brazil. After all, there were 22 hours to get there. But I’ll tell you all about that next time.

Cheers!

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Segunda parada: Cracóvia

agosto 20th, 2008 — 11:22am

Salve, salve pessoas! Estou de volta com a miha segunda parada da minha viagem de Verão. Vou agilizar or posts porque senão eu volto pro Brasil antes de terminar de contar essa viagem!

Pois bem. A Cracóvia, ainda na Polônia, não será apresentada aqui no blog pela primeira vez. Meu irmão passou um dia por lá e vocês podem conferir a impressão dele aqui . Que é um pouco diferente da minha.

Aqui foi minha primeira parada sozinho. Cheguei no início da tarde, e depois de deixar a bagagem no hostel, parti para dar uma volta pela cidade. Fui direto ao centro histórico que é bem bacana. Rodeado por uma área verde, a região é o coração turístico da cidade, onde estão o mercado, museus, igrejas, e por fim o castelo de Wawel. Cheguei no castelo um pouco tarde e já estava fechado portanto pude só conferir a vista da cidade e o exterior do castelo e da igreja anexa. Dois dias depois visitei a área das armas e armaduras (já que tinha que pagar pra ir em cada seção, o orçamento só dava pra uma das seções). Pra mim que nem gosto da era medieval, escolhi a área certa.

De volta ao hostel para descansar e descobrir o que fazer a noite – afinal de contas museu e monumentos não são suficientes – conheci um casal bem gente boa. Tom, um americano e a Kasia, polonesa mas que mora nos Estados Unidos também. Daí pra frente não estive mais sozinho até meu último dia. O que ajudou bastante, afinal na Polônia nem todo mundo fala inglês. Saímos, mas era segunda-feira. Não se pode achar muita coisa numa segunda-feira.

Dia seguinte fomos a Auschwitz, nome alemão da cidade O?wi?cim onde se encontrava o maior campo de concentração dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Triste, assustador, repugnante, horror. Andar pelos corredores que abrigaram milhares de judeus, ciganos, poloneses, homossexuais e todas as outras pessoas categorizadas como animais pelos alemães sem dúvida mexe com as suas emoções e te faz repensar o futuro da humanidade. Quando algo desse tipo é possível, me assustar pensar que pode acontecer denovo, assim como dizia o Museu dos Judeus da Europa Assassinados que visitei em Berlim. Mas por isso mesmo é imperdível. É preciso ver, visitar, lembrar, e marcar esse tipo de atrocidade na memória para que jamais volte a acontecer.

No meu último dia por lá, ainda com o Tom e a Kasia, resolvemos ir visitar uma tal Mina de Sal nos arredores de Cracóvia. O nome da cidade é Wieliczka, e a tal da mina é uma das mais antigas do mundo e pelo que todos diziam muito bonita (vi até algumas fotos num livro que tinha no albergue). Já dizia o ditado, quando a esmola é demais… Mas não desconfiei de nada. O vídeo abaixo é só o começo da barca furada que é o lugar…

Na verdade o lugar é realmente bonito. O problema é que aempresa dona da mina (ainda ativa) tem um péssimo senso rídiculo. Tudo é exagerado, exacerbado, chega a ser até babaca em alguns momentos, como por exemplo a tentativa de representar a presença de um fantasma em uma das cavernas com luzes e sons. Várias estátuas sem muita relação com o lugar estão presentes e o guia vai contando umas histórias mirabolantes pra justificar as estátuas. Pra piorar a situação eles tentam te vender tudo dentro da mina, em determinado momento dizem que tem que pagar até pra tirar foto (descobri mais tarde que na entrada está avisado em letras miúdas). Eu sinceramente fingi que não tinha ninguém traduzindo pra mim o que o guia polonês falava.

O lugar na verdade nem é tão ruim. Fato é que com tanta papagaiada feita, eles conseguiram destruir a experiência de um lugar belíssimo, como vocês podem ver nas fotos.

Voltamos no final da tarde, o Tom e Kasia partiram para Varsóvia e eu fui encontrar outras pessoas que conheci no albergue. Fiquei na rua até as 4:30 da manhã já que eu não tinha lugar pra dormir nesse dia e parti para a estação de trem onde embarquei para Wroclaw, minha terceira parada, e última na Polônia. A essa altura, já estava achando muito bom viajar sozinho.

Até o fim de semana, galera!
Beijos, abraços e saudades!

PS: Me esperem no Natal que eu estou chegando! Vou ao Brasil passar Natal e Reveillon. Prepara a muqueca, o churrasco e as costelas que o abraço vai ser apertado! Lá vem eu!
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Hey guys!

This post is about Krakow (Cracóvia, in Portuguese) and the places I’ve been while there. I explained a bit about the Old Town and the historical buildings, churches and the Wawel castle.

Also, I explain a bit how awful is Auschwitz, the biggest concentration camp of the Nazi during the Second World War; although it is necessary to go there and make sure everyone knows and remembers what kind of madness mankind is capable of.

On the last day, I went to Wieliczka, where the Salt Mine is and that couldn’t be more of a disappointment. The place is actually beautiful but the administration just ruins it with some crappy attempts of creating an atmosphere that definitively is not there.

The video is the line to get in the Salt Mine so you can see how many people are actually fooled by them. Just like I was…

Anyway, on the weekend I’ll talk about Wroclaw, my 3rd stop and the last one in Poland, where I could meet Gosia again, another great friend of mine (because good is just not enough for her).

See you then!
Cheers!

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Primeira parada: Varsóvia

agosto 9th, 2008 — 6:08pm

Salve salve galera! A partir de hoje começo a recontar a minha viagem de julho. Já disse pra vocês o quanto ela significou pra mim no meu último post e por isso vou focar nos acontecimentos lugares e pessoas.

Saí daqui no dia 4 de julho, com a cidade coberta de bandeirinhas da Dinamarca e dos Estados Unidos uma vez que era a comemoração da independência Americana (sim, eles comemoram devido ao grande número de dinamarqueses que emigraram durante a 2ª Guerra). Não que eu me importe muito com isso, citei mais como curiosidade.

Peguei o trem às 5 da manhã e pra resumir a conversa, cheguei em Varsóvia por volta das 22 horas. A Europa parece pequena mas tem lá suas distâncias. E de trem (especialmente Polônes) elas ficam um pouco maiores. Pois bem, cheguei em Varsóvia onde Krystyna (ou Krysia como a chamamos) e Michal, o namorado dela, já me esperavam na estação. E pra explicar essa minha parada em Varsóvia, tenho que explicar pra vocês quem são Krysia e Michal.

Ela é minha amiga desde o 1º semestre aqui em Aalborg. Uma figura fantástica, encantadora, dona de humor ímpar, e sem dúvida uma pessoa com quem tenho uma “conexão especial” como ela mesma batizou nossa amizade. Michal eu conheci mesmo este ano, durante o carnaval aqui em Aalborg. É um cara extremamente tranquilo, que escuta a toda essa história e fica numa boa. Acredito que os dois fizeram dessa minha estada em Varsóvia mais do que a cidade realmente é. Não que a cidade não seja bacana. Mas reecontrar esses dois, e em especial a Krysia com quem passei todo o tempo por lá, foi tão bom que minha impressão da cidade é completamente distorcida pela minha alegria de revê-los.

Varsóvia, e a Polônia em geral como vocês vão perceber, sofreu bastante durante toda a história. A cidade foi recontruída quase que completamente após a 2ª Guerra, em especial a cidade antiga, onde se encontra o castelo e toda a arquitetura tradicional do século 13 em diante. As ruas estreitas, lojas e restaurantes, museus tudo de muito bom gosto fazem do centro histórico um local vivo, vibrante e lucrativo – e precisei vir a Europa pra enteder a visão de centro histórico que minha mãe tem para Vitória.

A universidade possui parte do seu campus aqui e os prédios são belíssimos. Aqui minha guia (Krysia) me contou que logo no início da ocupação Soviética (após a 2ª Guerra), oficiais comunistas passaram a visitar reuniões de professores, políticos e líderes em geral nas quais estes eram “convidados” a seguirem os oficiais que os levavam para fora da cidade e então assassinados. O objetivo era eliminar a inteligência e liderança do país para evitar qualquer forma de revolta civil.

Visitamos também o museu da Revolta de Varsóvia (ou insurreição ou levantamento – tem os 3 nomes na Wikipedia). Só elogios para o museu. Logo na entrada o som de um coração pulsando dita o clima de tensão que foram os meses da revolta. Foi durante a 2ª Guerra, ocupação alemã, uma tentativa desesperada dos poloneses de libertar a cidade. Ainda que poloneses lutassem até mesmo na África apoiando os Aliados, pouquíssima ajuda foi enviada a Varsóvia. A resistência chegou a desenvolver e fabricar armas para lutar mas no final nada foi possível e as tropas de Hitler devastaram a cidade.

Apesar do caos que é a história recente da cidade, hoje é possível ver o desenvolvimento do país claramente em Varsóvia, especialmente devido a entrada recente na União Européia. A cidade é um grande canteiro de obras, com planos ainda maiores de reurbanização, criando grandes espaços públicos. Interessante notar que, não só na Polônia mas por toda minha viagem, percebi que os primeiros investimentos são na recuperação da memória, preservação da arquitetura e monumentos. Mas enfim, a cidade demonstra ter superado as dificuldades e a atmosfera em geral é bastante agradável – claro que graças a Krysia e Michal.

Passamos também por um mercado de produtos típicos – comi umas coisas muito boas! Um parque belíssimo criado por um rei polonês que era ligadão em artes e não muito chegado a reinar – tanto que ele trocou umas noites com a Catarina (imperadora russa) pela Polônia inteira (história um pouco mais antiga). Mas o parque é belíssimo! E por algum motivo que ninguém soube explicar o nome é Parque Banheiros (claro que traduzido do polonês).

No penúltimo dia fizemos um churrasco na casa do Michal. Clima meio ruim de despedida mas com promessas de nos revermos ainda este ano. E no dia seguinte, 2ª feira de manhã, parti para Cracóvia. Semana que vem, galera!

Beijos, abraços e saudade!

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Hey guys!

This is just a short version of everything that’s written up there. Just to say that I had a great time in Warsaw with Krysia and Michal and that because of these guys Warsaw was even greater than the city itself. Of course its beautiful and just the contrast between the ancient, modern and communist architecture is a museum at open sky.

Explained a bit about the Uprising Warsaw, the Soviet occupation, the Bathroom Park (still don’t know the name in Polish) and the fact that the king traded Poland for a couple of nights with the Russian emperor. But most of all, said that was great to meet Krysia and Michal again and that I’m looking forward to meet you guys again!

I arrived in Warsaw by the 4th of July and left on the next Monday, the 7th. Next week I’ll talk about Krakow.

Cheers, dudes!
Skål!

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De volta!

agosto 1st, 2008 — 8:52am

Ei pessoal! Finalmente estou de volta a Aalborg depois dessa viagem que fiz no verão. Passei por 5 países diferentes, 11 cidades, e incontáveis horas de trem para ver isso tudo. Mais de 1000 fotos na máquina, 3 livros lidos, e muitas lições.

Passar um mês viajando sozinho pela Europa me mostrou o quanto é possível fazer quando a gente se dedica. Posso dizer que mudei o mundo nesse último mês. O meu mundo.

Volto pra Aalborg mais consciente das minhas fraquezas, consciente de que limites e barreiras não são nada além de desafios, basta mudar a forma de encara-los. Sempre acreditei nisso mas agora pude viver essa diferença e me sinto renovado, preparado para encarar o que vier.

Foram tantos momentos, pessoas e lugares inesquecíveis que vai ser dificil traduzir tudo isso pra vocês. Sem dúvida alguma foi uma das grandes experiências das minha vida, um salto para o desconhecido onde aprendi mais do que em qualquer outra oportunidade.

Toda semana vou tentar contar um poquinho pra vocês de cada lugar que passei. Por enquanto fica só essa visão geral e algumas fotos – senão tem uma certa mãe minha que vai xiar até dizer chega, né?

No mais…
Beijos, abraços e saudade!

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Hey there guys! I’ll try to add some quick comments in English about this trip. Maybe not translate the entire text but at least say something if any of the Lunatics or other international friends decide to show up around here.

So, this post is more about how this trip was important to me, I feel different, better prepared to face whatever is it that the future will bring. There is one picture from each place I’ve been to. In order: Warszawa, Krakow, Wroclaw, Milano, Bologna, Rome, Stetten, Paris, Amsterdam and Utrecht.

Cheers!

7 comments » | Viagens

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