Primeira parada: Varsóvia

Salve salve galera! A partir de hoje começo a recontar a minha viagem de julho. Já disse pra vocês o quanto ela significou pra mim no meu último post e por isso vou focar nos acontecimentos lugares e pessoas.

Saí daqui no dia 4 de julho, com a cidade coberta de bandeirinhas da Dinamarca e dos Estados Unidos uma vez que era a comemoração da independência Americana (sim, eles comemoram devido ao grande número de dinamarqueses que emigraram durante a 2ª Guerra). Não que eu me importe muito com isso, citei mais como curiosidade.

Peguei o trem às 5 da manhã e pra resumir a conversa, cheguei em Varsóvia por volta das 22 horas. A Europa parece pequena mas tem lá suas distâncias. E de trem (especialmente Polônes) elas ficam um pouco maiores. Pois bem, cheguei em Varsóvia onde Krystyna (ou Krysia como a chamamos) e Michal, o namorado dela, já me esperavam na estação. E pra explicar essa minha parada em Varsóvia, tenho que explicar pra vocês quem são Krysia e Michal.

Ela é minha amiga desde o 1º semestre aqui em Aalborg. Uma figura fantástica, encantadora, dona de humor ímpar, e sem dúvida uma pessoa com quem tenho uma “conexão especial” como ela mesma batizou nossa amizade. Michal eu conheci mesmo este ano, durante o carnaval aqui em Aalborg. É um cara extremamente tranquilo, que escuta a toda essa história e fica numa boa. Acredito que os dois fizeram dessa minha estada em Varsóvia mais do que a cidade realmente é. Não que a cidade não seja bacana. Mas reecontrar esses dois, e em especial a Krysia com quem passei todo o tempo por lá, foi tão bom que minha impressão da cidade é completamente distorcida pela minha alegria de revê-los.

Varsóvia, e a Polônia em geral como vocês vão perceber, sofreu bastante durante toda a história. A cidade foi recontruída quase que completamente após a 2ª Guerra, em especial a cidade antiga, onde se encontra o castelo e toda a arquitetura tradicional do século 13 em diante. As ruas estreitas, lojas e restaurantes, museus tudo de muito bom gosto fazem do centro histórico um local vivo, vibrante e lucrativo – e precisei vir a Europa pra enteder a visão de centro histórico que minha mãe tem para Vitória.

A universidade possui parte do seu campus aqui e os prédios são belíssimos. Aqui minha guia (Krysia) me contou que logo no início da ocupação Soviética (após a 2ª Guerra), oficiais comunistas passaram a visitar reuniões de professores, políticos e líderes em geral nas quais estes eram “convidados” a seguirem os oficiais que os levavam para fora da cidade e então assassinados. O objetivo era eliminar a inteligência e liderança do país para evitar qualquer forma de revolta civil.

Visitamos também o museu da Revolta de Varsóvia (ou insurreição ou levantamento – tem os 3 nomes na Wikipedia). Só elogios para o museu. Logo na entrada o som de um coração pulsando dita o clima de tensão que foram os meses da revolta. Foi durante a 2ª Guerra, ocupação alemã, uma tentativa desesperada dos poloneses de libertar a cidade. Ainda que poloneses lutassem até mesmo na África apoiando os Aliados, pouquíssima ajuda foi enviada a Varsóvia. A resistência chegou a desenvolver e fabricar armas para lutar mas no final nada foi possível e as tropas de Hitler devastaram a cidade.

Apesar do caos que é a história recente da cidade, hoje é possível ver o desenvolvimento do país claramente em Varsóvia, especialmente devido a entrada recente na União Européia. A cidade é um grande canteiro de obras, com planos ainda maiores de reurbanização, criando grandes espaços públicos. Interessante notar que, não só na Polônia mas por toda minha viagem, percebi que os primeiros investimentos são na recuperação da memória, preservação da arquitetura e monumentos. Mas enfim, a cidade demonstra ter superado as dificuldades e a atmosfera em geral é bastante agradável – claro que graças a Krysia e Michal.

Passamos também por um mercado de produtos típicos – comi umas coisas muito boas! Um parque belíssimo criado por um rei polonês que era ligadão em artes e não muito chegado a reinar – tanto que ele trocou umas noites com a Catarina (imperadora russa) pela Polônia inteira (história um pouco mais antiga). Mas o parque é belíssimo! E por algum motivo que ninguém soube explicar o nome é Parque Banheiros (claro que traduzido do polonês).

No penúltimo dia fizemos um churrasco na casa do Michal. Clima meio ruim de despedida mas com promessas de nos revermos ainda este ano. E no dia seguinte, 2ª feira de manhã, parti para Cracóvia. Semana que vem, galera!

Beijos, abraços e saudade!

***

Hey guys!

This is just a short version of everything that’s written up there. Just to say that I had a great time in Warsaw with Krysia and Michal and that because of these guys Warsaw was even greater than the city itself. Of course its beautiful and just the contrast between the ancient, modern and communist architecture is a museum at open sky.

Explained a bit about the Uprising Warsaw, the Soviet occupation, the Bathroom Park (still don’t know the name in Polish) and the fact that the king traded Poland for a couple of nights with the Russian emperor. But most of all, said that was great to meet Krysia and Michal again and that I’m looking forward to meet you guys again!

I arrived in Warsaw by the 4th of July and left on the next Monday, the 7th. Next week I’ll talk about Krakow.

Cheers, dudes!
Skål!

Posts Relacionados:

Category: Polônia | Tags: , , 7 comments »

7 Responses to “Primeira parada: Varsóvia”

  1. Ricardo

    Marcelim, também tive o privilégio de ter sido recebido por um grande amigo em Varsóvia. Mesmo assim, minha impressão de Varsóvia foi um pouco diferente da sua. Acho que o clima influenciou também. Estive lá no inverno.

    Acho que você já leu aqui: http://laedevolta.com.br/blog/2008/02/01/marcas-do-passado-em-varsovia/

    Abraços,
    Ricardo

  2. Marcelo

    Foi o que falei, eu gostei de Varsóvia porque vivi momentos muito bacanas com amigos de quem eu gosto muito. O clima estava sensacional e talvez realmente tenha sido o único problema. As fotos da chuva são apenas dos 20 minutos de chuva que eu vi.

    Mais do que isso, pelo que vi aqui na Dinamarca, talvez o clima realmente influencie mais do que a gente perceba. As pessoas ficam mais amigáveis, tudo fica mais agradável no verão.

    Claro que não dá pra dizer que tudo é muito feliz e alegre. As marcas são profundas e evidentes. Mas acho que eu saí feliz por estar lá, com pessoas que eu adoro e por ter aprendido tanto.

  3. Astrid

    Filho querido,
    Nao posso reclamar mais que nao tem fotos, ne? E lindas…
    Que alegria ser guiado por uma pessoa querida!!!
    Vou curtir mais um pouquinho as fotos!
    Beijos, saudades….tanta tanta…
    Mamãe

  4. Astrid

    Lindo o esquilinho !!!!
    A cidade também… e dá para sentir mesmo sua alegria!!!!

  5. Marcelo

    Ah, Dona Astrid! Agora eu quero ver você reclamar que está faltando foto… Vai vendo!! =D

    Beijos!

  6. Krysia

    Mrcelo, the name of the park it’s: Park Królewski ?azienki (so like you translated the Royal Barhrooms Park :D ) With the betraying king it was – as everything in history – a bit more complicated, but in general yes ;)

    kiss from Warsaw – miss you here:*

  7. Marcelo

    Hey Krysia! Thanks for the information! Great to see you here (since I can not go to Poland every month… =P ).

    Hope to see you soon! Kisses!


Leave a Reply



Back to top