Últimos dias na Polônia
Salve povo!
Pois bem, depois da Cracóvia, fui para Wroclaw (a pronúncia é algo como Vrótsuav), ainda na Polônia. Aqui decididamente minha parada foi motivada exclusivamente pela vontade de rever uma grande amiga, a Malgorzata Lesniowska, ou Gosia 68 para o pessoal do primeiro semestre aqui do Luna. Simplesmente não sabia nada da cidade, ninguém fora da Polônia sequer ouviu falar, e todo mundo só entende o que eu fui fazer lá quando digo que fui visitar uma grande amiga.
Pois bem, a parada foi meio relâmpago, a primeira delas nessa viagem. Cheguei por volta de 7 da manhã da quinta-feira dia 10 de julho e saí às 20:30 do dia seguinte. Mas valeu muito a pena.
A cidade mesmo é bem bonita. Ouvi dizer que é a “Veneza polonesa”, devido a cidade ter sido construída originalmente em diversas ilhas no rio Odra. Não tive a oportunidade de ver Veneza para dizer se faz jus ou não, mas achei Wroclaw uma cidade bonita, com muito verde.
Como toda a Polônia, a cidade foi bastante destruída durante a Segunda Guerra Mundial. A maior parte dos prédio históricos – como a catedral e o museu nacional que vocês podem ver nas fotos – é recuperada, o que não diminui em nada a imponência deles. Não visitei o museu mas a Catedral é belíssima. Do alto de uma de suas torres é possível ter uma visão incrível da cidade.
Destaque aqui foi para a Rotunda, que abriga uma obra artística que impressiona. É um quadro que representa A Batalha de Ratowice, pela independência polonesa no fim do século XVIII. Na verdade não é um quadro. O prédio inteiro, que é circular, abriga a obra que é uma panorâmica de 360º da batalha. O mais interessante é que a composição da sala que abriga a pintura é como uma extensão da cena, dando um aspecto tri-dimensional, como se parte da obra fosse real. Devido todo o cuidado com a posição dos galhos, rifles, areia e iluminação, muitas vezes é díficil dizer onde termina a pintura e onde começa a montagem. Infelizmente não era permitido tirar fotos lá dentro para eu mostrar pra vocês. Mas achei alguma coisa no Wikipedia se tiverem interesse (infelizmente não existe versão em português).
Aqui em Wraclow foi a primeira vez que eu parei um pouco pra descansar também. Dormi sem me preocupar com hora, sentamos de bobeira em um dos parques da cidade, ficamos batendo papo e tomando gelada na praça do mercado da cidade – que aliás é bem bonita apesar dos inúmeros pombos irritantes. Enfim, foi uma parada mais tranquila, pra relaxar e bater papo.
Aliás, o que mais ficou marcado mesmo foi o tanto que eu ri com essa figura ímpar que é a Gosia. Passamos o tempo todo conversando, lembrando dos momentos aqui no Luna e o quanto a amizade do nosso grupo ficou forte em tão pouco tempo. Falamos de nos reencontrar, ligamos para o Richard, o francês que eu visitei em Paris, e claro, jogamos um monte de conversa fora. Foi bem divertido mas foi muito rápido. Quando percebemos já estava na hora de partir e tive que correr pra não perder o trem.
Meu próximo destino era Milão onde eu iria finalmente rever meu grande amigo aí do Brasil Rafael (o famoso Gira, doido!!) e a namorada dele a Renata. Conto essa aventura pra vocês no próximo post. Valeu!
Beijos, abraços e saudade!
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Hey there guys!
After Krakow that I told you about in my last post I went to Wroclaw, still in Poland. I know very few people outside Poland heard about it, but I went there for only one very good reason: Gosia 68! We had so much fun together during those two crazy days that it is all I can remember about that place.
Alright, not all. The city is quite beautiful, a lot of green areas but also because it was built originally on islands of the Odra River. I heard people calling Wroclaw the “Polish Venice” because of that. I haven’t seen Venice yet but it resembles a bit what I have seen in pictures and TV.
One of the things I liked the most was the Rotunda building with the painting about the Battle of Ratowice that took place in the late XVIII century for the independence of Poland. It is quite impressive not only because of its size but also because of the setup of the place that sometimes you can’t really tell where the painting ends and where starts the objects the use to complement it.
It was great to be there, so special to be with Gosia 68 again but also too fast! Two days went by without seeing it and in the end I had to run to catch the train. Otherwise I would never make to Milan in time to see my friend from Brazil. After all, there were 22 hours to get there. But I’ll tell you all about that next time.
Cheers!