De volta à Índia… Outra vez.
Estou de volta à Bangalore. Cheguei na segunda-feira muito bem recebido pelo trânsito insuportável da hora do rush. Acho que esta cidade e a Índia de maneira geral devem ter uma das piores infraestruturas de transporte do mundo. No total, levei 4 horas do novo aeroporto ao Instituto, ambos separados por meros 66 km de rodovia– Isto mesmo, 16,5 Km/h de média de velocidade!
De bicicleta eu chegaria mais rápido.
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A propósito, o novo aeroporto pelo menos agora é uma porta de entrada decente para a cidade. 3 meses após sua inauguração não tive nenhum problema no desembarque. O serviço foi eficiente e a equipe bem prestativa.
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No vôo para cá, assisti a um filme inusitadamente atraente sobre a Índia, mais especificamente sobre aquela Índia um pouco misteriosa, sendo descoberta por um estrangeiro: Seu título em inglês é Outsourced, ainda sem tradução para o português. A história é de um gerente americano que, ameaçado a perder o emprego, foi obrigado a ir à Índia treinar seu substituto no departamento de suporte aos clientes (os famosos Call Centers).
Todos nós sabemos alguma coisa sobre outros países mas frequentemente isto resume-se a estereótipos construídos pela mídia (dois exemplos apenas para ilustrar, aqui e aqui). Percebo isto mais claramente ao ser indagado no Brasil sobre minha experiência vivida na Índia. As perguntas, em geral, resumem-se às pequenas curiosidades sobre vacas, pobreza, e as aparentes aberrações praticadas pelos indianos. Poucos se importam (sem que isto seja necessariamente bom ou ruim) em tentar entender a congruência do país.
Não que o filme faça isto com maestria mas pelo menos vai além dos clichês e dos estereótipos. Faz isto só um pouco, é verdade, e no final das contas não deixa de se resumir a um romance de novela, mas pelo menos não é ultrajante. Ao contrário, recomendo o filme justamente por proporcionar um pouco mais de explicação sobre a Índia de maneira bem divertida e ao mesmo tempo respeitosa.
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Enquanto estive no Brasil, este blog completava um ano de vida. O primeiro post foi do meu irmão no dia 2 de julho do ano passado. O meu primeiro veio no dia seguinte.
Para mim, tem sido uma boa experiência relatar as minhas viagens. Além de contribuir para os meus conhecimentos sobre os destinos que visito, o blog tem funcionado como um bom canal de comunicação tanto com velhos conhecidos quanto com novos amigos.
Por isto, o mínimo que posso fazer é agradecer a todos pelas visitas e pelos comentários ao longo de todo este tempo! E que venham novos destinos e novas histórias para serem compartilhadas aqui.
Da Polônia à Itália
Salve, salve galera! Eu denovo, como prometido, acelerando o relato da minha viagem de julho. Dessa vez são as 22 horas dentro de trem que levei entre Wroclaw na Polônia e Milão na Itália.
Saí de Wroclaw com a certeza de que ia dar tudo certo. Troquei de trem em Katowice ainda na Polônia, de onde eu tinha comprado um bilhete para uma cabine noturna, onde tem cama pra você deitar numa boa. Afinal de contas, 22 horas sentado num é pra qualquer um. E isso eu falo de cadeira. Infelizmente.
Quando entrei no bendito do trem o condutor me informa que o meu bilhete era para o dia seguinte, que a data estava errada e que eu tinha que descer. E claro que eu fiquei doido com o cidadão que me vendeu o bilhete pois ele imprimiu errado a data e realmente eu não tinha a bendita da cama. O único jeito foi ir pro vagão normal mesmo. Aqui dei alguma sorte e precisei usar de alguma malandragem para o mínimo de conforto. Que me perdoem os passageiros que tentaram, mas eu me apossei de 3 cadeiras em uma das cabines do trem e dormi – e fingi que dormi – durante toda a viagem até Viena. A porta da cabine abria e eu nem me mexia. Nem o condutor resolveu me perturbar pra ver minha passagem...
Cheguei em Viena às 6:30 da manhã – lembrando que saí de Wroclaw às 20:30, o que somam até aqui 10 horas. Cabine de informações pra saber de onde saía o trem para Veneza, de onde eu finalmente pegaria o trem para Milão. E aqui preciso dizer que vem talvez o meu único arrependimento. Não sei porque diabos eu não tirei fotos da viagem. Todas as curvas, todas as saídas de túneis, e demais passagens do trajeto pela Áustria são simplesmente fenomenais! Uma paisagem mais linda que a outra! Os Alpes, o céu azul, as pequenas vilas com casas de madeira, tudo muito lindo. Sem dúvida preciso ir a Áustria depois dessa passagem.
Cheguei a Veneza e percebi que tinha 1 hora até o meu próximo trem. Por que não dar uma volta? Afinal de contas é Veneza! Sabe aquela idéia boa que é ruim ao mesmo tempo? Juro pra vocês que devia estar por volta de 40º na sombra naquele lugar. E minha calça jeans com minha camisa pólo preta e uma mochila de uns 12 kg nas costas não é a melhor produção pra andar em Veneza. Resultado: meia dúzia de fotos, almocei no primeiro lugar com ar condicionado que vi, comprei um sorvete (só lembrando: italiano) e voltei pra estação pra sentar e ficar quietinho esperando meu trem. Pelo que vi, a cidade parece ser realmente linda. Mas naquelas condições parecia mais o inferno!
E finalmente peguei o trem para Milão. Cheguei lá às 18:30, e precisei gastar todo o meu inglês-português-espanhol-italiano pra conseguir achar meu albergue – que era longe e uma grande decepção. Um banho rápido e finalmente pude sair pra encontrar o figura. Liguei pra ele e tudo o que eu fiz foi sorrir quando ouvi “Faaaala, doido!”.
Próximo post: Milão e a inesperada passagem por Treviso e Vittorio Vêneto.
Beijos, abraços e saudade!
PS: Esse semestre tenho alguém pra dividir o quarto novamente. O nome dele é Tomas, húngaro, 24 anos. Ainda não conversei muito com ele mas já deu pra perceber que o inglês dele não é lá essas coisas. No mínimo boas histórias vão aparecer. Mantenho-os informados!
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Hey guys!
In this post I’m just talking about my trip from Wroclaw to Milan. 22 hours by train with stops in Katowice, Wien and Venice. Perhaps I told it with too many details. Summing them up:
- I bought a place in the night car of the train – but for the next day;
- My regrets about not taking pictures from the Austrian part of the trip – what a beautiful place! I need to find the time to spend some time at the Alps;
- My stop-and-go in 40 degrees Venice with a 12 kg backpack in my back – which made me feel like I was in hell, not in Venice;
- And of course all my talent in mixing English, Portuguese, Spanish (not on purpose) and Italian to find out where my hostel was.
All that just to meet my good friend from Brazil, Rafael. Next post I’ll talk about him, Milan and my unexpected stop in Treviso and Vittorio Veneto.
See you soon!
Cheers!