Aniversário de Gandhi e um esclarecimento sobre a independência da Índia
Na próxima quinta-feira, dia 2 de Outubro, Mahatma Gandhi estaria completando 139 anos. Aproveitando a data, quero esclarecer um momento delicado da história Indiana e que contou com a participação direta deste ser humano iluminado. Trata-se do período de transição do governo, durante a independência do país, nas décadas de 30 e 40.
Ao contrário do que li em um dos blogs em português mais antigos sobre a Índia, Gandhi não foi o “o culpado pela divisão da Índia em Hindustão e Paquistão.” Tão pouco foi ele “quem aceitou dividir o território Indiano e assim acabou por causar uma guerra civil entre hindus e muçulmanos onde centenas morreram.” Ao contrário, é graças ao trabalho de Gandhi e daqueles que acreditavam em seu ideal que o país não se fragmentou por completo, fazendo com que países surgissem onde antes já existiam principados relativamente autônomos mas que se sujeitavam ao domínio inglês.
Gandhi era a favor da união de toda Índia, e era abertamente a favor do entendimento entre hindus e mulçumanos. Em uma de suas frases mais citadas, ele afirmava que “liberdade é para toda Índia e não para o congresso”, clamando para que diferenças fossem postas de lado na formação do congresso. Em toda sua vida, Gandhi foi defensor voraz da paz através dos princípios da não-violência e da não-cooperação. Era com eles que Gandhi lutava para que todos os povos da Índia vivessem em harmonia, cooperando uns com os outros para uma Índia forte e unida.
Por que então tantos conflitos surgiram, resultando na divisão do país e conseqüente formação do Paquistão? São três causas que se inter-relacionam: Primeiro, as lideranças do congresso subestimaram a importância de Muhammad Ali Jinnah, líder da Liga Mulçumana (um partido Indiano) e primeiro Governador-General do Paquistão, e dos mulçumanos no país, relevando para o segundo plano seus interesses. Isto obviamente reforçou a impressão de que o país seria governado para os hindus apenas. Segundo, Jinnah também tem uma grande parcela de culpa ao liderar o movimento separatista a qualquer preço, independente das perdas humanas. Jinnah tinha uma ambição pessoal que se sobrepunha a qualquer outro interesse. Por último, como não podia deixar de ser, os Ingleses também contribuíram muito para a separação e, pior, fizeram questão disto. Para os Ingleses as animosidades entre hindus e mulçumanos era bem vinda já que enfraquecia o movimento de independência e a soberania da região.
Gandhi, uma das figuras mais emblemáticas no governo, infelizmente também tem sua parcela de culpa. Embora não tenha sido O culpado e tão pouco tenha agido intencionalmente em prol da separação, suas ações para que todos os povos da Índia vivessem em harmonia subestimaram os interesses mulçumanos e, paradoxalmente, geraram divergências. É que Gandhi trouxe à tona sentimentos de ódio e vingança que antes eram suprimidos pelo convívio de gerações. Ele sonhava que a paz seria absoluta se estes mesmos sentimentos se extinguissem: Ao trazê-los à tona, ele esperava que o outro lado os compreendesse e os respeitasse por completo. A realidade se mostrou muito mais bruta.
Gandhi foi assassinado no dia 30 de Janeiro de 1948 por um Indiano hindu. Pior, o assassino, Nathuram Godse, era um Brahmin, classe de educadores e sacerdotes do hinduísmo. Sentenciado à morte, seu discurso foi assustador: “As atitudes de Gandhi em favor dos mulçumanos eram constantes e consistentes, culminando em seu último jejum pró-mulçumano, o que me incitou a concluir que Gandhi deveria deixar de existir imediatamente.” Tal motivação existe até hoje e é principalmente por estas pessoas que Gandhi é odiado. São os mesmos hindus fundamentalistas que massacram ou apóiam massacres não só a mulçumanos mas também a demais minorias religiosas que tentam viver em paz neste país tão intricado e diverso.
O legado de Gandhi é referência até hoje no mundo todo. Capa de muitas revistas, objeto de estudos, livros e filmes, referência certa em muitos discursos políticos, nome de rua em muitas cidades (as famosas M.G. Road aqui na Índia em referência as suas iniciais), homenagem em estátuas, nas cédulas Indianas, e em museus e memoriais, e notável ausência dentre os vencedores do Nobel da Paz, Gandhi merece mesmo ser celebrado e lembrado! Não é por acaso, portanto, que um dos três únicos feriados nacionais da Índia é em homenagem a ele.
Para os interessados, recomendo o artigo e as referências disponíveis na Enciclopédia Britannica, além da leitura dos livros:
Fecho este post com um poema raro, que não encontrei na íntegra em nenhum site da Internet. Seu autor é Venibhai Purohit (1918-1981), poeta de Gujarat, estado no oeste Indiano onde Gandhi nasceu. Este poema é exibido em seu memorial em Delhi e é citado como um de seus favoritos: Era declamado por ele toda manhã antes de iniciar suas atividades quase como um mantra.
Whether weary or unweary, O Man, do not rest
Do not cease your single-handed struggle.
Go on, and do not rest,
You will follow confused and tangled pathways,
And you will save only a few, sorrowful lives.
O Man, do not lose faith, do not rest.
Your own life will be exhausting and crippling,
And there will be growing dangers on the journey.
O Man, bear all these burdens, do not rest.
Leap over your troubles though they are high as mountains,
And though there are only dry and harren fields beyond.
O Man, till those fields, do not rest.
The world will be dark and you shall shed light on it,
And you shall dispel all the darkness around.
O Man, though life deserts you, do not rest.
O Man, take no rest for thyself,
O Man, give rest unto others.
Em Dubai, por um Oriente Médio sem depender (tanto) do petróleo
Cheguei à Dubai depois de intermináveis 14 horas cruzando o Atlântico e o continente Africano. Já era quase meia-noite quando fui recebido pelo calor de 37 graus e o bafo quente do deserto que circunda a região. O desembarque correu sem maiores problemas e logo cheguei ao hotel, mais um Ibis dos tantos espalhados pelo mundo.
No dia seguinte acordei bem cedo por causa do fuso trocado. Infelizmente acabei assistindo a derrota do vôlei masculino na final das Olimpíadas mas logo em seguida fui passear pela cidade. Tinha apenas aquele dia então tentava aproveitá-lo ao máximo.
Dubai é um dos sete emirados que formam os Emirados Árabes Unidos, uma monarquia estabelecida em 1971. O fato de ser um emirado significa mais ou menos ser o mesmo que uma cidade-estado: Ou seja, cada um funciona de maneira autônoma embora exista uma constituição federal mínima. O mais significante disto em termos econômicos é que cada emirado controla e detém os direitos sobre seus recursos minerais. Cada um faz quase o que dá na telha. E em Dubai ultimamente a telha tem sido bem farta.
A cidade está se transformando numa suntuosidade moderna. O local é o maior playground de engenheiros e arquitetos que já vi. A começar pelos seus atual e futuro aeroporto que juntos formarão o maior complexo mundial da aviação civil. O projeto, aliás, faz parte do Dubai World Central, a se tornar a maior região planejada do mundo, incluindo uma zona residencial, campo de golfe, shoppings, e parques tecnológicos, comerciais e de logística. O total previsto de investimentos é de US$ 33 bilhões, 5 destes só para o novo aeroporto (para comparar, o Brasil vem planejando investir R$ 3 bilhões em TODA sua infraestrutura aeroportuária).
Mais três projetos em andamento merecem destaque. Primeiro, é impossível não avistar de qualquer ponto da cidade o que já é o maior falo do mundo, superando o exibicionismo americano. O arranha-céu Burj Dubai embora ainda esteja em construção já é a mais alta estrutura construída pelo homem. Atualmente com 688m ela deixa no chinelo uma torre de TV nos Estados Unidos e seus 628m. Quando estiver pronta (previsão para setembro de 2009) é provável que ultrapasse os 700m. E com arquiteto e construtores americanos, belgas, sul coreanos e dos próprios Emirados parece que esta não vai ser uma Torre de Babel – a linguagem do lucro todos eles falam muito bem.
O arranha-céu Burj Dubai em construção
Outra obra gigante (e certamente também a maior do mundo em alguma categoria) é a Palm Jumeirah, uma ilha artificial que abriga um bairro residencial de luxo. A ilha tem o formato de uma palmeira e é, na verdade, a menor de um projeto para a construção de outras duas. A Palm Jumeirah já está quase pronta e já possui residentes (inclusive corre o boato que Tom Cruise comprou casa lá). Na ponta, no final da ilha, um gigante hotel de luxo está sendo inaugurado este mês. Toda a obra foi um tanto controversa e diversos problemas ambientais foram devidamente abafados. Outro problema não só nesta mas em obras de maneira geral em Dubai é no tratamento dado aos funcionários, geralmente oriundos da Índia e de países do sudeste asiático. São notórios os casos de abusos a estes trabalhadores e vivem em condições degradantes já que não conseguem se sustentar na região onde o custo de vida é relativamente alto (se comparado ao de outras cidades ou em relação ao salário que recebem). Mas esta é uma outra história que você pode ler com mais detalhes aqui, aqui e aqui.
Finalmente, o último dos três impressionantes projetos chama-se The World e é um arquipélago com 300 ilhas que dão forma ao mapa-múndi. O preço de cada uma varia entre módicos US$ 5 e US$ 50 milhões. The World ficou famoso após Michael Schumacher ter recebido uma ilha de presente e após artistas ficarem envolvidos em especulações de compra, entre eles Angelina Jolie e Brad Pitt. Empresas também compraram algumas ilhas e pretendem transformá-las em parques temáticos, shoppings e resorts. Como se Dubai já não tivesse estabelecimentos de luxo o suficiente, The World promete ser o supra-sumo deles.
Eu e a imensidão do deserto nos arredores de Dubai
Tanto investimento não é à toa. Bom, talvez seja um pouco. Mas o fato é que os Emirados possuem reservas de petróleo e gás com os dias contados – especula-se por lá que elas se esgotarão em 2014. Sem contar que Dubai possui uma das menores parcelas destas reservas no país. Assim, este emirado se tornou um pioneiro na região a estimular a redução da dependência do petróleo. Atualmente, 30% de seu PIB está relacionado ao turismo. A região quer se tornar um hub financeiro, comercial e turístico de alto padrão, reconhecido no mundo inteiro, mais ou menos como fez Cingapura.
Além das obras megalomaníacas, já existem opções que tornam Dubai atraente, sem contar os aspectos econômicos como baixo custo de vida (se comparado com Europa e EUA) e pouquíssimos impostos. Para o turismo há shoppings de todos os tipos, estação de ski (isto mesmo, estação de ski em pleno deserto, indoor claro), safáris no deserto, passeios de barco (é possível visitar o Irã assim), parques de diversões e aquáticos, e opções de visita a museus e ao centro histórico. Para empresários, não falta centro de convenções, hotéis de alto padrão (inclusive o Burj Al Arab, o mais alto hotel do mundo, e um dos cartões postais da cidade), salas de conferências, excelentes opções de restaurantes, e boa infraestrutura de transporte (incluindo um moderno metrô previsto para 2009).
Ao fundo, um dos cartões postais da cidade, o hotel Burj Al Arab
Sem dúvida, Dubai é uma cidade rica, moderna e bem cuidada como poucas outras no mundo. O passeio é imperdível para aqueles que fazem escala lá, em direção a algum outro destino asiático numa das melhores companhias aéreas do mundo (olha aí mais um “melhor”), a Emirates. Vale a pena planejar a visita como parte de uma viagem mais longa também. Do Brasil, não recomendo a visita exclusiva à Dubai: Além do preço bem salgado da passagem, 14 horas dentro de um avião na classe econômica ainda é um bocado desconfortável.
Bologna, cidade dos arcos
Ei pessoas!
Antes de eu começar a falar sobre Bologna, queria perguntar: o que vocês querem saber de tudo que está acontencendo aqui? Que tipo de histórias vocês querem ler sobre? Vocês têm curtido os meus relatos até aqui? Por favor deixem um comentário aqui. Pois eu só escrevo nesse blog para poder compartilhar com vocês minhas experiências e tentar de alguma forma manter contato com pessoas que eu gosto tanto. Desde já agradeço a contribuição!
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Agora sim sobre Bologna... A cidade foi escolhida pela presença de um outro amigo meu que morou aqui no Luna, mas esse foi no segundo semestre. Francesco Naldi. Grande figura, um cara inteligente, bom humorado, daqueles que você consegue conversar por horas e nem ver o tempo passar. E completamente apaixonado pela cidade dele. E como ele é arquiteto / engenheiro civil (o curso dele é uma mistura dos dois em 5 anos), ele pode me explicar sobre as carcterísticas dos diversos estilos que compoem o centro histórico de Bologna.
A cidade nunca foi um feudo e por isso não tem um castelo, como outras cidades européias – vide Milão, Krakow, Paris, Berlim, Londres, etc. Apesar disso a cidade possui os tradicionais pórticos que eram a entrada para a cidade. Porém a característica mais marcante de Bologna é o fato de que no centro histórico e por diversas outras ruas, as calçadas são cobertas pelos prédios e as colunas formam quilômetros e quilômetros de arcos como vocês vão ver nas fotos. Segundo o Francesco são milhares de quilômetros.
A cidade possui uma das mais antigas universidades do mundo e o campus é simplesmente belíssimo! Fiquei imaginando o quão mais interessante deve ser estudar arquitetura num lugar onde você pode de fato ver os estilos e não simplesmente ler em livros e fotos.
Enfim, dada a presença dauniversidade, a cidade possui um grande número de estudantes o que garante um clima bem descontraído apesar dos milhares de anos de história. Ruas bem “pequeninhas” abrigam cafés, restaurantes e bares muito charmosos e agradáveis. Foi uma parada bem divertida também. Uma pena que foi uma segunda e uma terça-feira durante as férias da universidade. A cidade estava vazia e não pude presenciar todo o potencial de diversão que o Francesco sempre fez questão de enaltecer.
Faltou dizer que todo o tour foi feito em uma autêntica Vespa, as famosas lambretas italianas que estão por toda parte no país da bota.
Parti na quarta-feira de manhã para Roma. Não preciso dizer o quanto eu estava motivado para ver Roma. Era um dos lugares que eu havia me prometido ver antes de voltar ao Brasil.
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Hey guys!
Bologna was a great stop. The city is quite beautiful with all the archs around the streets – like the ones you see on the picture above – the historical center in the middle of a valley and the surrounding hills are just a great view.
And of course, meeting Francesco (Casagrande!) was great especially because of his architect formation and his knowledge and passion for the city. It was great to be guided by Francesco in one of his Vespas (he has three I think).
The city also seems to be a lot of fun but I was there on a Monday and Tuesday so I couldn’t experience the full potential of one of the World’s Secret Capital (among Seattle) which is later on the week. But it was a lot of fun even though. Thanks again, Francesco!
I left on Wednesday morning to Rome, that I was really excited to see. More about that next time.
Cheers!
Milão e um pouco mais
Ei pessoas! Desculpem o atraso. Como falei no último post, desta vez conto para vocês minha passagem por Milão e a um pouco mais.
Saí do meu hotel e precisei pegar um metrô para chegar até o hotel onde meu caro Gira (fala, Doido!) estava hospedado. E como essa foi a única rota que usei como transporte público, minha impressão de Milão começou muito boa pois desci em uma estação quase em frente de onde eu precisava ir.
Momento mais que especial quando pude rever e dar um forte abraço em um grande amigo. Fora a cara de morto que Rafael e a namorada Renata estavam, tudo pareceu como se não estivessemos sem nos ver por 1 ano. Conversamos bastante e saímos para comer uma pizza.
Preciso fazer uma ressalva que além do Gira e da Renata estive também acompanhado dessas figuras que são a Vanessa e o Giovani. A Vanessa é amiga da Renata do Brasil de longa data. O Giovani, ou Giov como passamos a chamá-lo, é italiano, namorado da Vanessa. Eles vieram a Milão buscar Rafael e Renata que ficariam hospedados na casa deles.
Já era tarde quando acabamos a pizza. Aliás muito boa apesar das garçonetes serem orientais o que passou uma impressão de que a comida não seria tradicionalmente italiana. Saímos então para uma volta numa região de bares e boates e pude ver um pouco mais da cidade, tomamos umas geladas, fizemos ombrinho (ombrinho! hey!), e mais conversa pra matar a saudade.
Fato interessante: nunca vi alguém tirar tanta foto que nem Rafael. Foto da pizza, foto com a pizza, foto da Renata com a pizza, foto comigo e com a pizza, foto da cerveja, foto do brinde, foto com a cerveja, foto comigo e com a cerveja, foto da Renata com a cerveja, foto do brinde dele e da Renata, foto, foto, foto! Minha Nossa!!! É foto demais, Doido! (Renata, se você estiver lendo isso não me mata pelo tanto de Doido que eu já escrevi.)
Dia seguinte andamos mais pela cidade, especialmente pelo Castelo de Milão, Piazza Duomo, Piazza Da Vinci e pela rua Montenapoleone, que é rua da moda. Gucci, Armani, Valentino, Hugo Boss, Ferragamo, Victor Hugo, e o que mais você imaginar. Lamborghini foram 2, Porsches, BMW e Mercedez perderam a graça, enfim, uma exibição de luxo necessária para uma das capitais mundiais da moda.
Entretanto, minha impressão geral da cidade não é muito boa. Pixações por todos os lados (não grafiti, poluição visual mesmo), muita sujeira, muito cigarro e muita cidade! Milão é uma cidade industrial com pouca preocupação com áreas públicas. Ainda que não arranha-céus, são prédios e mais prédios por todos os lados, todos sujos de poluição, fios elétricos cruzando em todas as direções, trânsito, enfim, CAOS urbano (como diria meu irmão).
Chegamos ao fim do dia e eu tinha me programado para ir para Bologna no trem noturno. Eu só não havia me ligado de um detalhe: Milão x Bologna de trem leva 3 horas. Não existe trem noturno. E como eu não sabia disso até então, fiquei sem ter pra onde ir. Até porque eu não havia conseguido falar com meu amigo Francesco em Bologna ainda e não sabia a que horas eu poderia ir para a casa dele. Fim das contas: Giov e Vanessa me convidaram para passar a noite na casa deles em Vittório Vêneto, há 3 horas de Milão (obrigado mais uma vez, aos dois!).
E não poderia ter sido melhor solução pois no caminho paramos em Treviso. E que cidade linda. Pequena, com um centro histórico extremamente aconchegante e charmoso onde tomamos um pró-seco italiano no fim da tarde antes de continuarmos para Vittório Vêneto. Jantamos em uma pizzaria a rodízio com uns amigos do Giov e da Vanessa e chegamos à noite em Vittório.
Uma pena pois não pude ver a cidade direito, pois já cansados fomos direto para casa. Aliás, casa que é um charme a parte. Um antigo casarão medieval no centro histórico recuperado que abriga 3 ou 4 apartamentos, sendo o dele no último andar. O telhado de madeira original e parte das paredes e colunas de pedra também originais integrados aos móveis modernos dando um efeito bem legal.
Parti no dia seguinte para Bologna com uma sensação muito bacana de que valeram a pena as 22 horas dentro do trem para ver meu amigo Rafael (Gira, Doido!), botar a conversa em dia e matar um pouco da saudade. E ao mesmo tempo me fez querer rever vocês todos ainda mais, o que me ajudou bastante na decisão de passar o Natal aí com vocês.
Próximo post: Bologna, a cidade dos arcos!
Beijos, abraços e saudades!
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Yo guys!
Sorry for the delay on this post. You all know how Aalborg goes in the beginning of the semester, right? You have to get to know people, and that is very tiring! Anyway, this time I’m telling you how my stop in Milan was.
First of all it was great to see my good friend Rafael again and his girlfriend, Renata. After 1 year apart, the 22 hours in the train from Poland seemed to be nothing after we hugged and talked for most of the 2 days we have been together. It was also great to meet their friends Vanessa and Giovani who live in Vittorio Veneto, a small city nearby Treviso.
Milan didn’t make a good impression. The city is dirty full of graffiti all over the buildings, but not the good ones what you can call art. Not only bad graffiti but thrash all over, too many electric cables going in all directions, traffic jams e not enough public areas like parks and squares.
However, the Castle and the Duomo are beautiful places, it is not enough to save the city. Another thing that was quite impressive was the Montenapoleone street with all the major fashion brands and of course expensive cars parked all over the place.
Anyway, I couldn’t go to Francesco before Monday and it was Sunday afternoon and my friends were all leaving to Vittorio Veneto so I had nowhere to go. That was when Vanessa and Giovani invited me to go to their place which saved my day. We made a quick stop at the beautiful town of Treviso where we had some Italian pro-secco at the old town by the end of the afternoon.
After that we headed to their home where I spent the night before going to Bologna on the next morning. About that, I’ll tell you next time.
Cheers!