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16out/082

“Causos” pelo mundo (2)

Em Dubai, dois meses atrás, esperando organização por toda cidade, tive uma desagradável surpresa logo ao desembarcar. Os policiais de trânsito resolveram “organizar” o acesso aos taxis, criando uma fila interminável de espera. Resultado: fiquei uma hora e meia esperando, em plena madrugada, num calor de 37 graus, até chegar a minha vez.

***

Horas antes, no mesmo aeroporto, sabia que precisaria pagar pouco mais de US$ 100 pelo visto de trânsito no país. Em espécie, tinha comigo exatos US$ 100. Fui então a um caixa rápido sacar o restante do valor. Nada! O maldito não funcionava mesmo sendo do mesmo banco que minha conta corrente. Atravessei então praticamente todo aeroporto até chegar ao saguão de conexões. Tentei todos os caixas e nada...

Já me imaginava passando dois dias no próprio aeroporto, tal qual Tom Hanks no filme O Terminal, quando decidi apelar: Abordei o primeiro sujeito que aparentasse ser amigável o suficiente para simpatizar com minha história. Batata! Consegui o dinheiro restante de primeira, apesar do constrangimento.

Depois, pedi ao taxista que parasse num caixa rápido no caminho para o hotel. Consegui sacar dinheiro na primeira tentativa. Maldita Lei de Murphy.

***

Antes, já havia sido pedinte em situação similar. Meu cartão se recusou a funcionar no antigo e agora aposentado aeroporto de Bangalore. Naquela vez, entretanto, foi mais fácil: Como passei uma boa parte da viagem conversando com um britânico que veio sentado ao meu lado, consegui com ele o dinheiro necessário para o táxi.

***

Mas não foram estas as duas únicas vezes que fiquei sem dinheiro no exterior por problemas no cartão. Em Toronto, no Canadá, em 2006, meu cartão também parou de funcionar. Lá, entretanto, fui socorrido por meu primo que, coincidentemente, estava na cidade a trabalho.

Horas mais tarde, rimos um bocado do fato num bom restaurante no centro. Ele, claro, pagou a conta. Aliás, relembrando o fato, acho que ainda devo este dinheiro a ele. Pode deixar que um dia te pago, primo! Quem sabe na próxima vez que nos encontrarmos em algum canto do mundo?

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Comentários (2) Trackbacks (0)
  1. E laiá! Me ajuda pedinte internacional!! HAHAHAHAH! Como diria a Ana: como assim, Bial!? A pessoa fica sem dinheiro, cartão não funciona… só com você que acontence essas coisas queridão!

    Quanto aos meus ‘causos’ pelo mundo… Bem, esses um outro dia eu conto… =D

  2. É Ric, tem que ser mais privinido..andar sempre com um dindin extra para o ‘acaso’. Queria ver sua cara pra falar com o cidadão….
    Beijos


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