Category: Casual


A Máquina Definitiva (ou mais inútil, dependendo do ponto de vista)

janeiro 4th, 2012 — 2:20pm

Dei de presente a um amigo um protótipo da “Máquina Definitiva”. A máquina surgiu de uma idéia de Marvin Minsky quando este trabalhou com Claude Shannon:

 “Eu trabalhei com Shannon na Bell Labs no verão de 1952. Eu sugeri a máquina, Shannon gostou da idéia, e fez com que a empresa construísse um bocado delas; e deu de presente para vários executivos. Eu pedi que uma patente fosse registrada mas eles disseram não, e eu não fui mais atrás disso.”

O funcionamento da máquina foi muito bem descrito poucos anos depois por Arthur C. Clarke no seu livro “Voice Across the Sea: Telstar and the Laying of the Trans-Atlantic Cable” (tradução minha):

 “Nada poderia ser mais simples. É apenas uma pequena caixa de madeira, no tamanho e na forma de uma caixa de charuto, com um único interruptor numa das faces. Quando você aciona o interruptor, há um zumbido proposital. A tampa sobe lentamente, e debaixo dela emerge uma mão. A mão desce, desliga a chave e recua na caixa. A tampa se fecha, o zumbido cessa e a paz reina mais uma vez. O efeito psicológico, se você não sabe o que esperar, é devastador. Há algo indizivelmente sinistro numa máquina que não faz nada – absolutamente nada – exceto desligar-se.”

Um anúncio antigo da máquina (fonte)

Após vários anos no esquecimento, a máquina começou a se tornar popular recentemente quando Michael criou o site LeaveMeAloneBox em 2008, e publicou nele a história da máquina e um vídeo com a sua versão construída. Dias depois o site (e o vídeo) foi destacado no portal boingboing e logo várias versões da máquina surgiram. No final de 2009 Brett Coulthard foi mais além e publicou instruções detalhadas de como construir sua própria Máquina Definitiva.

O projeto ganhou popularidade devido a simplicidade de construção. Logo Brett passou a receber colaborações para tornar o projeto ainda mais simples e a sua versão acabou se tornando “A Mais Simples Máquina Inútil”. Demorou dois anos mas Brett colocou duas versões de sua máquina à venda no final do ano passado. Em ambas você compra os componentes para montar, você mesmo, a máquina. E foi uma dessas que dei ao meu amigo.

Ele gostou do presente. E publicou um vídeo onde exibe em “fast-motion” todo o processo de montagem, e a máquina funcionando no final. O resultado ficou bacana, confira:

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London baby! Ou, Lá e de Volta

fevereiro 24th, 2011 — 5:25pm

Este blog está para completar 4 anos no ar. 4 anos. É o blog mais longo que já mative em atividade. É graças, em parte, a ajuda do meu irmão que colaborou aqui nos dois primeiros anos. Mas boa parte também se deve à diversidade de assuntos. O blog começou como um diário de viagens mas logo perdeu o foco.

Compromete a audiência? Muito provavelmente. Mas, fosse este o motivo do blog existir, já estaria extinto. Escrevo aqui porque gosto. Gosto de escrever; embora me falte habilidade para tal (não importa). Gosto de tecnologia. Nada melhor, pois, que um blog onde possa brincar de escrever e de experimentar novidades da Internet.

Pois bem, embora comentários sejam sempre bem vindos, e alguns textos aqui tiveram boas discussões, infelizmente me faltam outras práticas que atrairiam mais público. A mais notável delas é, talvez, a ausência de periodicidade nas publicações. O texto ali no canto superior direito diz que um novo assunto é posto toda quarta-feira mas esqueceu de avisar isto às últimas 12 ou 13 quartas.

Gosto de escrever e de brincar com novidades tecnológicas mas tenho feito muito disto já no meu doutorado. Ele vai bem, obrigado, mas o tempo que sobra eu tento usar para outros fins. Agora pratico Tai Chi e jogo Guitar Hero no Xbox. Também continuo viajando. A última viagem foi à Londres, denovo, onde revi amigos que não via desde 2003 na Finlândia.

Por isto o blog está às traças digitais. Tive até que trocar o visual porque a última atualização que fiz estragou o visual antigo. Deve continuar assim por mais um tempo; Ainda tenho que terminar, hoje ainda, de escrever o meu plano de estudo atualizado. Mas espero que não seja algo definitivo. Afinal, o nome do blog é Lá e de Volta.

***

Dias atrás me toquei que pela primeira vez fico tanto tempo fora do Brasil. Saí no começo de abril do ano passado. Já se passaram pois mais de 10 meses. Da última vez que fiquei tanto tempo longe sem voltar foi na Finlândia, 9 meses e uns quebrados. Desta vez ainda vou ficar mais. Retorno provavelmente só no Natal.

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O Sorriso da Mona Lisa

setembro 2nd, 2010 — 8:23am

Já falei aqui no blog que acho a obra mais famosa de da Vinci extremamente sobrevalorizada. Mas outro dia algo novo me ocorreu sobre esta minha opinião. Porque do nada volto a falar deste assunto com uma novidade é algo que talvez anos de psicanálise possam desvendar. Enfim, o fato é que tenho uma teoria nova para o sorriso misterioso da Mona Lisa.

Acho que o sorriso dela é um sorriso de deboche. Veja bem, no meu último post sobre este assunto no blog, falei de um boato sobre o motivo da obra ter ficado tão famosa. Aparentemente, Leonardo da Vinci, ao terminá-la, saiu às ruas dizendo que aquele era o seu melhor trabalho. Aquilo supostamente acabou por contribuir para que outros argumentos e o boca-a-boca a tornassem uma das obras mais conhecidas e referenciadas em todo mundo. Pois bem. Mas e se Leonardo da Vinci estivesse na verdade pregando uma peça em todo mundo?

Fez lá uma pintura razoável de uma mulher qualquer (até hoje se discute quem seria a tal) e colocou nela o seu próprio sorriso. Uma mistura de deboche e desprezo por quem fica  apreciando obras de arte por sua fama ou pelo que outras pessoas dizem dela, e não pelo que ela realmente é. Neste caso, teríamos hoje no Louvre um monte de gente indo ver a pintura de uma mulher que está lá rindo de todos eles. Debochando de quem pagou caro para vê-la e está agora perdendo seu tempo.

Genial este Leonardo, não?

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Paródias – Eu só quero é ser Jedi

março 26th, 2010 — 8:23am

Eu tenho um amigo que poderia escrever sobre quase tudo o que você puder imaginar. Pense em temas tão díspares quanto computação quântica, quadrinhos, política, línguas (das mais comuns às mais raras), e telenovelas. A riqueza de conteúdo na cabeça do sujeito é tremenda. Com tanto recurso em seu poder, creio que ele seria capaz de conquistar a paz mundial ou fazer a Globo parar de exibir o BBB.

Mas apesar de todo este potencial, ultimamente ele resolveu publicar coisas assim:

Eu só quero é ser Jedi
Andar tranquilamente no deserto em Tatooine
É!

E poder me orgulhar
Que eu não sou escravo
E que meu nome é Anakin

(Fé na Força, DJ!)

Mas eu só quero é ser Jedi
Jedi
Jedi
Em Tatooine
Éééé!

(repete um bocado)

E assim (em ritmo de Banda Eva):

Sou Han Solo e você seráaaaaaa
Minha princesa Léia!
(Léia!)
O nosso amor na última astronave
(Léia!)
Além de Dagobah eu vou voar
Sozinho com você

E ele promote mais em seu feed do Google Reader.

Embora devamos apreciar o alto valor poético e estilo único do autor, é impossível não nos perguntamos a origem meta-cognitiva destas pérolas. Coisa de gênio incompreendido.

PS: Nunca pensei que um dia iria colocar o conjunto de tags abaixo juntas em um mesmo post.

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