Links da Índia
- Aqui no blog houve uma boa de troca de comentários no post "Quem não conhece a Índia só vê seus extremos"
- A jornalista Cora Rónai está morando em Nova Délhi e já escreveu dois belos relatos da cidade. Um da parte nova e outro da antiga. Recomendo também os posts sobre Delhi aqui no blog.
- Um cidadão de origem Indiana dividiu o prêmio Nobel de química deste ano. Agora já são 13 indianos ou pessoas de origem Indiana a ganhar o prêmio em toda sua história. No Brasil, ninguém ainda ganhou.
- No dia 16 de Outubro, os motoristas de rickshaw de Bangalore entraram em greve contra a pressão do governo para que usem cores mais adequadas ao meio-ambiente e taximetros digitais. O resultado? Uma redução de quase 29% nos níveis de dióxido sulfúrico, 58.8% de óxidos de nitrogênio, 33,3% de óxido de carbono, e 18.1% nos níveis de partículas suspensas.
- Para quem quer saber mais sobre as condições de trabalho na Índia, dois Nova Iorquinos morando em Delhi escreveram um divertido post sobre o assunto. O filme Outsourced ("Despachado para a Índia" na horrível tradução para o português) também vale a diversão no mesmo tema.
Fotos do Tata Nano
Vi ontem um Tata Nano pela primeira vez aqui na Índia. Não, eles ainda não estão circulando pelas ruas, mas aos poucos começam a ser exibidos nas concessionárias e em alguns shoppings como parte de promoções. Este que vi estava numa loja de departamentos do shopping mais luxuoso de Bangalore, o Forum Mall.
O bichinho estava lá, em uma tonalidade meio sem graça de branco, cercado de Indianos curiosos. Olhando assim, de perto, ele não é tão bonito. E parece frágil demais. É um carro bonitinho no melhor estilo feio arrumadinho.




Perguntei a alguns dos Indianos o que eles achavam do carro e eles também não estavam muito convencidos do seu potencial. "Parece de brinquedo", respondia um. "Eu acho que este carro não dura dois dias nas ruas caóticas daqui", confirmava o outro.
Ainda assim, com preço tão convidativo, é possível que o carro se torne um sucesso. Como os primeiros só devem chegar às ruas em julho, é esperar para ver se a Índia terá uma invasão Nano ou não.
Na Índia, tudo é (supostamente) melhor

Sujeito tentando vender os melhores colares Indianos, num mercado em Mysore
- Senhor, que tal comprar este excelente frasco de fragrância de tâmaras? É o melhor da Índia.
(Perplexo com a ridícula oferta, respondo com meu silêncio. Na Índia, mesmo que esteja interessado em comprar algo, dissimule. Mostre-se desinteressado. Blasé, até.)
- Senhor, que tal comprar este excelente frasco de fragrância de tâmaras? É o melhor da Índia.
(O sujeito solícito repete a oferta fingindo achar que não a ouvi da primeira vez.)
- Senhor? Custa só 1000 rúpias o frasco. Esta é a melhor oferta que você irá encontrar.
(Qualquer oferta inicial será absurda e, claro, a melhor. Continuo ignorando o sujeito, até aqui sequer olhei para ele na esperança que me deixe em paz.)
- Senhor, apenas dê uma olhada. Sinta o aroma. Estas fragrâncias são as mesmas usadas pelas grandes marcas francesas... L'Oreal, Dior, Armani, Ralph Lauren... Senhor?
(Ralph Lauren não é uma marca americana? O discurso, claro, é decorado. E ô sujeitinho chato. E este é só um dos inconvenientes dos mercados Indianos.)
- Senhor, está bem, especialmente para você, faço um preço especial. 600 rúpias!
(Sem que eu dissesse uma única palavra, o indivíduo decide me dar 40% de desconto! Claro, este é o melhor perfume, todo mundo quer pagar menos por ele...)
- Senhor, pessoas do mundo todo compram comigo.
- Não, obrigado. (Decido apelar, começando a falar curto e a andar rápido.)
- Senhor, apenas sinta o aroma, sem compromisso.
- Não.
- 500 rúpias então.
- Não.
- Senhor, eu tenho outras fragrâncias também.
- Não.
- E o seu amigo, não estaria interessado?
- Não.
- Você é francês, certo? Tenho certeza que sua mãe, irmã, tia, etc. vão adorar este presente...
(Esta também é clássica. Os Indianos adoram tentar adivinhar o seu país e então utilizar alguma estratégia mais específica. Alguns decoram poucas palavras no idioma, outros guardam cadernos com fotos e textos de pessoas daquele país. Eu, claro, continuo tentando sair dali o mais rápido possível.)
- Não, obrigado.
- Espanhol? Italiano? Americano? Alemão?
- Não, não, não, e não! Meu caro, eu realmente não quero comprar nada de você!
- Mas senhor, este é o melhor perfume da Índia e estou fazendo um preço especial para você. Só 300 rúpias
(Agora já tenho 70% de desconto. Se eu quisesse realmente comprar o produto, certamente de qualidade duvidosa, este seria o momento de fazer uma oferta ainda um pouco mais barata e comprá-lo. Ainda assim provavelmente estaria pagando caro. Mas como não é este o caso...)
- Não, obrigado. Eu realmente não quero nada...
E enfim ele desiste. Ou mais ou menos. O vendedor ainda fica por perto alguns minutos na esperança que eu mude de idéia de uma hora para outra, depois de tanta insistência da parte dele. Parece abutre e sua ronda em torno de um animal prestes a sucumbir. Claro que eu deveria mudar de idéia, afinal aquele era o melhor perfume, vendido pelo melhor preço!
***
Vender/ser/ter/etc. supostamente o melhor não é privilégio Indiano (embora acredito que o infortúnio na Índia seja maior). Por todo mundo, pessoas insistem neste artifício barato de marketing e tratam logo de anunciarem-se pavões. Na Internet a história também é a mesma: Impressionante como existem pessoas que escrevem os melhores textos...
Mais um pouco sobre o Tata Nano
Como fiquei bem curioso com este lançamento, procurei saber um pouco mais sobre o Nano e sua fabricante, a Tata Motors. Primeiro que o lançamento é apenas institucional. Os pedidos só poderão ser feitos a partir da segunda semana de abril e as entregas não serão imediatas. Pode ser que os carros só comecem a ser entregues mesmo em Julho [en].
Além disto, com a crise afetando toda a indústria automobilística, a Tata não se encontra exatamente em boas condições financeiras. Somado à crise, a compra de outras empresas ano passado como a Jaguar/Land Rover e a Daewoo, piora ainda mais a situação. Só da Jaguar, a montadora precisa pagar US$ 2 bilhões até Junho [en]. E como a margem de lucro do Nano é bem pequena, muitos analistas acreditam que as vendas não serão suficientes para tirar a empresa do prejuízo.
Desde o lançamento, a Tata percorreu um longo caminho. Lá se vão 15 meses de atraso por causa de problemas com a fábrica original [en], registros no governo, e crise financeira. E agora se vão mais alguns meses porque a empresa não será capaz de suprir a demanda. Este ano, devem ser produzidas apenas 50.000 unidades do modelo [en]. Pelo visto esta novela ainda não acabou.
Eu só torço para que tenha um final feliz e que num futuro bem próximo passemos a ter carros bem mais baratos e econômicos para todos.
Tata Nano, um carro por menos de R$ 5.000 e mais de 21Km/l de combustível
Finalmente, o carro da Tata Motors, o tão falado Nano, deve ser lançado hoje no mercado Indiano. O carro, além de barato, possui diversas inovações registradas em patentes, e promete revolucionar o mercado automobilístico.
Por Rs 100.000 (cem mil rúpias), o carro é seu. Na cotação de hoje, isto significa que se o carro fosse vendido no Brasil, o preço ficaria em torno de R$ 4.500. Claro, desconsiderando os impostos brasileiros o que provavelmente fariam o preço subir praticamente o dobro (mesmo assim, muito mais barato que qualquer outro carro novo). Entretanto, com a crise e o consequente aumento do preço das matérias-primas, ainda é incerto se a empresa conseguirá manter este preço [en]. Existem alguns acordos em andamento mas muito do que se fala na Internet ainda é especulação. Como a data de lançamento é hoje, não será preciso esperar muito para saber qual será o verdadeiro preço do carro.
Como se não bastasse ser barato, a Tata ainda tratou de fazer um carro bonito e eficiente. O mais eficiente da Índia. Nos testes [en], ele fez uma média de 24km por litro de combustível. E o carro ainda vai além, oferencendo como alternativa um interessantíssimo motor à ar comprimido [en]. Nele, não há combustão: Ele é apenas aquecido e então submetido aos cilindros do motor. Neste modelo, estima-se que a um custo de US$3 (apenas 3 dólares), um tanque cheio seria capaz de fornecer uma autonomia de 200 km!!
Agora é esperar para ver como o carro será utilizado. Muitos acreditam que ele passará a ser um substituto para as riquixás, outros que ele tornará o tráfego Indiano ainda mais caótico, e ainda outros que ele fará uma revolução nos meios de transportes, facilitando a locomoção de cada vez mais pessoas.
Na Índia, as eleições nacionais se aproximam
Eu ia falar das eleições nacionais que ocorrem este ano aqui na Índia, agora dia 16 de abril até 13 maio. Pedro Doria, entretanto, fez um bom trabalho em resumir a coisa toda. Segue abaixo um trecho do texto dele:
A Índia é a única democracia do mundo com um bilhão de habitantes, dentre os quais 700 milhões são eleitores. Não é, do ponto de vista prático, simples conduzir uma eleição com este vulto. Por conta, não há um dia de eleição e sim um período eleitoral – os estados votarão entre os dias 16 de abril e 13 de maio em cinco eleições. Os resultados devem ser anunciados em 16 de maio, exatamente um mês após o início da votação.
Sempre foi difícil, num país tão grande, criar partidos nacionais. Nos últimos anos, os diferentes níveis de desenvolvimento de cada estado e as diferentes tensões étnicas e religiosas que cada região enfrenta contribuíram para fragmentar ainda mais a política nacional indiana. E os estados, afinal, têm todos tamanhos de nações.
Visitando Delhi por menos de R$ 20/dia
Parada obrigatória na Índia é sem dúvida a capital do país. Principalmente se sua viagem tiver como foco a região norte e seu vôo desembarca por lá. Delhi é rica em história e cultura, e possui opções para literalmente todos os gostos. Aqui na Índia, esta é uma das poucas cidades que realmente gosto de visitar: Já estive por lá três vezes.
O problema é que Delhi pode se tornar bem cara para os turistas mais incautos ou mais afortunados. Além das táticas típicas dos indianos de tentarem cobrar dos turistas, principalmente os estrangeiros, o quádruplo do preço ou mais por qualquer produto ou serviço, Delhi é mesmo mais cara que a média do país. Na verdade, como os tipos de demanda por lá são maiores e mais diversos, a variedade de preços também aumenta. Os hotéis mais caros do mundo, por exemplo, estão lá. Só que muitas opções boas e baratas também. O segredo é saber procurar e negociar. E bem.
Em Paharganj, por exemplo, na região central de Delhi, os hotéis com quartos duplos e banheiros começam na faixa dos R$ 10,00/dia. R$ 10/dia o quarto duplo! R$ 5/dia por pessoa. Não espere muito, claro. E o café da manhã não está incluso. Por um pouco mais, na mesma região, algum conforto já é possível. No Vivek Hotel, onde costumo ficar, um quarto duplo por R$ 25,00/dia já garante mais limpeza e cuidado, chuveiro quente, ventilador de teto, TV a cabo e a certeza de silêncio. E pelo dobro da diária você consegue até ar condicionado e um padrão de acabamento similar a de bons hotéis três estrelas no Brasil.
A região ainda tem a vantagem de estar ao lado da estação de trem de Nova Delhi (perfeito para quem quiser, por exemplo, passar o dia em Agra para visitar o Taj Mahal) e de uma das estações do excelente sistema de metro da cidade. Com no máximo R$ 0,75 por trecho, você visita muitos dos principais pontos turísticos da cidade. E quase todos sem pagar nada ou muito pouco para entrar.
O museu de artesanato, por exemplo, possui entrada franca e é um encanto. Coleções de toda a Índia impressionam pela diversidade e criatividade. E ainda contam um pouco da história do país. Além disto, do lado de fora do museu, artesãos, músicos e demais artistas trabalham a todo vapor e fazem questão de exibir os seus trabalhos, feitos ali mesmo, aos visitantes. Do lado oposto ao museu, atravessando a rua e cortando um belo parque na Avenida Mathura, aproveite para visitar o Purana Qila ou velho forte. Considero-o mais interessante que o Red Fort de Delhi (ponto turístico badalado da Delhi Antiga) e mais barato. Para estrangeiros, o acesso ao forte custa R$ 5,00.
Ainda sem pagar nada, em outro ponto da cidade, passeie pela Delhi Antiga e se perca nas ruelas repletas de lojas e casebres com traços remanescentes de belas fachadas de mais de 350 anos. Verdadeiros tesouros arquitetônicos estão escondidos ali. Na mesma região, visite a impressionante Jama Masjid, a maior mesquita da Índia, e dali, pegue uma riquixá até o Raj Ghat, o memorial de Gandhi que marca o local onde ele foi cremado. O local fica num calmo e bem preservado parque. Local perfeito para relaxar após as caminhadas pela Delhi Antiga. E para mais de Gandhi, pertinho dali, apenas atravessando a rua, está o seu museu, também de entrada franca. O museu é simples como de fato sempre foi Gandhi mas reconta bem através de fotos, manuscritos, poemas e objetos pessoais a história de um homem iluminado.
Isto tudo é possível fazer com calma em dois dias. Em apenas um se você estiver com energia de sobra e tempo de menos. Mas ainda não acabou. Reserve ainda um terceiro dia para visitar outros pontos de Nova Delhi. A região, praticamente toda projetada pelos ingleses, possui belas construções e parques, avenidas largas e arborizadas, e boas opções de restaurantes e para suas compras. Lá, passeie pela cerimonial Avenida Rajpath e aprecie o icônico Portão da Índia, um memorial de guerra a la Arco do Triunfo. Veja também os diversos prédios administrativos, o parlamento, e a casa da Presidente do país. Ali perto, se você for estudante (de qualquer país), aproveite para visitar o excepcional Museu Nacional pagando apenas 1 rúpia (R$ 0,05) - O preço normal para estrangeiros é R$ 15,00. O acervo é imperdível e conta muito da história deste país povoado há mais de 5000 anos. Finalmente, encerre o dia apreciando o pôr-do-sol nos Jardins de Lodhi. O local além de ser um parque extremamente agradável ainda presenteia o visitante com magníficas construções dos séculos XV e XVI praticamente intactas.
Claro que ninguém fará tudo isto sem paradas estratégicas para boas refeições. E neste quesito Delhi também oferece opções das mais baratas às mais caras. Na região de Connaught Place por exemplo, os restaurantes da rotatória central projetada pelos ingleses entre 1929 e 1933 são excepcionais mas não espere pagar menos de R$ 20,00 por uma refeição completa. No belo restaurante nos Jardins de Lodhi o preço é ainda mais salgado mas a saborosa comida e a atmosfera do lugar são imperdíveis. Não muito longe de Connaught Place, entretanto, no Bengali Market você pode comer excelentes chaats, uma massa de batata e pão frita com recheios variados dentro, por algo entre R$ 1 e R$ 3. Algumas delas chegam a ser verdadeiras refeições, claro que nada saudáveis diante de tanta fritura. Estandes de chaats também estão espalhados por toda Delhi Antiga. Lá, entretanto, não deixe de comer também saborosas frutas para todos os gostos por menos de R$ 0,10 cada. De volta à Paharganj, para verdadeiras refeições Indianas, basta escolher um dos inúmeros restaurantes da região. Só na rua principal (a Main Bazaar Road) há dezenas deles com preços que variam entre R$ 2 e R$ 6 por pessoa. Os mais charmosos costumam ficar nos andares superiores dos prédios. Ande por lá olhando para cima, você terá uma idéia do que estou falando.
Resumindo, se você estiver sozinho e quiser realmente economizar, um quarto sai a R$ 10,00/dia, o transporte custará em média uns R$ 5,00/dia (entre metrô e riquixás) e as refeições diárias custarão outros R$ 5,00/dia. O total? Meros 20 reais!! Claro que você estará apertando bem o cinto mas a economia é possível. Para um pouco mais de conforto gasta-se perto do dobro mas aproveita-se melhor a cidade. E, claro, não estou considerando as compras nas lojas de artesanato, roupas e souvenirs da região que são sempre uma verdadeira tentação. Se estes gastos entrarem no bolo, aí desista de qualquer controle diário...
- Para mais informações turísticas, visite o rico guia do Wikitravel sobre a cidade (em inglês).
- Fotos de Delhi no Álbum de Fotos
Taj Mahal em 50 fotos
Depois da primeira visita ao Taj, acabei falando pouco deste mausoléu. Naquela ocasião porém, além de ficar impressionado com o Taj em si, todo o resto também me chamava atenção - era minha primeira viagem ao norte da Índia. O texto então acabou ficando confuso, sem foco, e apesar do título, pouco teve a ver com o Taj. Para piorar, as únicas duas fotos que coloquei não estavam a altura da beleza do monumento.
Por isto, o que segue são 50 fotos somente do Taj Mahal, seus jardins e arredores. Trata-se de uma compilação de fotos minhas tiradas na primeira e nas outras duas visitas que fiz ao local. Não vou entrar em detalhes sobre o monumento pois informação é o que não falta sobre ele na Internet. Além disto, como uma imagem vale mais que mil palavras, coloco aqui logo cinquenta para valeram mais que cinquenta mil delas.
A galeria completa está disponível no álbum de fotos e também no final deste post. Destaco a seguir as minhas cinco fotos favoritas:
Esta foto todo turista tira. Ao entrar no jardim principal, você dá logo de cara com a suntuosidade do Taj. É impossível não parar para contemplá-lo e tirar inúmeras fotos.
Na última vez que estive lá agora em fevereiro, o Taj estava em manutenção. Nesta foto, a visão distante de um operário trabalhando na cúpula dá uma idéia do tamanho do monumento.
Uma de minhas favoritas pois mostra como os indianos, em geral, não tem nenhuma noção de educação. Leis, regras de convívio social, placas, bom senso... Tudo é ignorado por este povo que só parece respeitar aqueles que fazem parte dos seus respectivos círculos sociais.
Do outro lado do rio Yamuna, agora praticamente todo assoreado, ainda é possível registrar belas fotos como esta, capturando o reflexo do Taj na água.
Este policial fazia parte de um grupo fazendo a escolta de um fotógrafo (este aí na foto de perninhas abertas). Depois que comecei a tirar fotos deles, este aí fez cara de mal e ameaçou sacar sua arma. Tá bom, tá bom, eu paro Sr. Policial!
Veja a galeria completa:
E Slumdog Millionaire levou o Oscar
Então Slumdog Millionaire ganhou 8 das 10 estatuetas do Oscar para as quais foi indicado. Nenhuma surpresa até aqui. O filme de fato é bom, possuindo principalmente boa edição e direção. Se você ainda não assistiu, recomendo que o faça. Só tenha em mente que o filme é uma ficção!
Exarcebando a pobreza, o filme faz parecer que esta é a realidade de toda a Índia. Não é o caso. Cerca de 26% da população vive abaixo da linha da pobreza. É um número muito alto, é verdade. Mas há outros 74% que contribuem para a formação de um país com bastante força econômica. Em outro exemplo mais pontual: A população de Delhi está estimada em 12 milhões. Estima-se que 2 milhões vivem em favelas. Ou seja, pouco mais de 16%. Os outros 10 milhões fazem de Delhi uma cidade rica, com muitas regiões bem cuidadas, e opções de trabalho e lazer para todos os gostos. O mesmo vale para Mumbai, longe de ser uma favela gigante que só agora começa a se modernizar como o filme faz parecer.
Um vídeo muito bem feito mostra uma outra realidade da Índia. Seu poderio em diversas indústrias chama a atenção do mundo e coloca o país em posição muito privilegiada política e economicamente. Isto sem contar as imensas variações sociais e econômicas de um estado para outro. Assim, recomendo o filme apesar de achar o final clichê e óbvio demais. Mas sugiro não fazer uso dele para formar opinião sobre o país
Finalmente: Nada de buzinas pelo menos em Mumbai…
E por apenas 10 dias. Mas já é um começo. O inferno da cacofonia no trânsito Indiano é um dos maiores problemas das grandes cidades Indianas. A poluição sonora é insuportável.
Mas em Mumbai pelo menos isto começa a mudar. A polícia de lá começou a promover ontem a campanha "No Honking Drive" (Direção Sem Buzina) e vai realizar campanhas nas principais avenidas e também nas escolas. Se necessário, os motoristas serão multados.
Falta agora só tornar esta campanha algo permanente e ampliá-la para o resto do país. Os ouvidos de todo mundo agradecem!