Category: Alemanha


Stetten A.K.M.

outubro 16th, 2008 — 3:15pm

Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt. Esse é o nome oficial da cidade natal do Christian, um dos meus amigos alemães do meu primeiro semestre. E diria que com ele foi com quem eu mais aprendi. O Christian é mochileiro nato e não planeja nada além de 3 dias – claro que com algumas exceções. Enfim, é um cara que não procura se preocupar com o que virá até que venha. Algo que sempre admirei e finalmente comecei a aprender.

Foi essa figura que encontrei na estação central de Stuttgart às 7 da manhã do sábado 19 de julho. Uma rápida parada na casa dele para juntar umas coisas e seguirmos para Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt, onde acontecia uma festa trienal. A previsão era voltarmos no domingo de manhã para que ele me apresentasse Stuttgart.

No caminho uma parada num castelo medieval – Burg Hohenzollern -, de quando está região da Alemanha ainda se chamava Prússia. Minha sede pela idade média acho que não tem fim. Além da vista da região que é bem bacana lá de cima.

Seguimos então para Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt onde existe um criador de cangurus – não me pergutem porquê. Sei que posso dizer que já vi cangurus ao vivo, a cores e saltitantes. Parada em casa para um café e seguimos para o restaurante do tio do Christian que é simplesmente sensacional. Se algum dia vocês forem a Stetten lembrem do restaurante do tio do Christian: Gasthaus zur Traube.

Enfim a festa. Ou pelo menos eu achava. É uma festa medieval, ou seja: comida típica da região e da época, bandas com instrumentos e músicas tradicionais da época, todos da cidade e da região próxima vestidos como se vestiam na época. Ou pelo menos todos menos eu e o Christian. Mas como sempre tem alguém melhor preparado que a gente…

Em nossa última parada na casa de um amigo do Christian a mãe do cidadão decide que é um ultraje nós não nos vestirmos e volta de dentro da casa com artigos, panos, e um saco de batatas – vejam nas fotos e vocês vão entender meu apelido de Kartoffelsack. E assim, vestidos de forma muita engraçada e depois de algumas cervejas, seguimos finalmente para a festa.

Diversão garantida desde que você esteja com alguém que conheça as pessoas de Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt. E por lá tive meus 15 minutos de fama. Era engraçado ver as pessoas surpresas ao verem eu e o Christian falando inglês e ele me apresentado como brasileiro. Conversei até com o prefeito, e o presidente nacional do conselho de medicina da Alemanha (ou algo assim) que é originalmente de Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt – que como todo bom alemão estavam bem embriagados. Enfim, transformei o festival deles em internacional. Nos divertimos tanto que ficamos no domingo por lá também, quando dançamos em cima das mesas, fizemos batuque e tudo o mais que tínhamos direito.

Na segunda-feira de manhã me despedi do Christian de volta na estação de trem. Fim de semana inesquecível, divertidíssimo e diferente de tudo que eu havia feito até então. Parti renovado para mais museus, arquitetura e arte. Mas dessa vez era Paris. Ah, Paris! Até lá!

***
Yo all!

I’ll now tell you about the amazing weekend at Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt, hometown of Christian, the Prince Charming of Luna. After a night in the train I arrived at Stuttgart Saturday, 19th of july at 7 a.m. From there we made a quick stop at his place, a longer one at the castle of Hohenzollern and then to his hometown.

The thing is I can not tell you about his town. I believe this weekend was a very special one for it held the international medieval festival of Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt – the international part was mainly because of me. And it was very funny to be famous in the city with 3.000 people just because I was the only foreign there. The look on people’s face when Christian introduced me as Brazilian was very funny.

And the party was also very funny. Christian told me that everyone would be dressed up but not that we would too. One of his friend’s mother brought us some stuff and we ended up in medieval costumes just like everybody else – in the pictures you will understand my nickname Kartoffelsack.

I even met the mayor and the president of the German physicians’ council (or something like that) that were pretty drunk, as good Germans as they are. Check out the pictures for the German way of educating kids! It explains a bit of what I mean.

Anyway, it was an amazing weekend different from everything I had done so far. I left Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt renewed for more museums, art and archtecture. But this time was Paris’ time. Ah, Paris! See you next time!

5 comments » | Alemanha

De volta ao Brasil

março 7th, 2008 — 1:51am

Quando planejei esta viagem que fiz à Europa em Dezembro, um dos maiores problemas foi acomodar a agenda apertada às opções em conta de passagens de trem e avião. Em Helsinque, por exemplo, quando vi que a passagem de volta para Frankfurt um dia antes do previsto era cem vezes mais barata (!!!), nem pestanejei: Dormir uma noite no aeroporto seria moleza diante da economia.

E eu já conhecia bem o aeroporto de Frankfurt. Sabia que lá havia duchas disponíveis ao público, Internet sem fio, e sofás confortáveis. Seria mesmo uma barbada e eu não seria o primeiro a realizar tal empreitada: O site Sleeping in Airports coleciona relatos de diversos viajantes avarentos que chegam a passar dias dormindo no mesmo aeroporto enquanto conhecem a sua cidade. Lá há até dicas de como usufruir melhor da experiência e um ranking dos melhores aeroportos.

Pois bem, cheguei cedo ao aeroporto de Helsinque, cedo até demais. Foi só pisar no saguão principal que recebo uma mensagem no meu celular informando que meu vôo estava atrasado em 1 hora. Vejam, entretanto, a diferença entre as empresas aéreas finlandesas e brasileiras: Além do aviso antecipado do atraso, ainda recebi um voucher de EUR 10 para realizar compras no aeroporto. E o atraso durou mesmo só 1 hora!

Cheguei a Frankfurt por volta das 23 horas e meu vôo era às 21 do dia seguinte. Seria bem mais cedo, às 11, se a Varig não tivesse feito o favor de cancelar o meu vôo original, com a promessa de transferir-me para esta opção noturna. Após pegar as malas e guardá-las num depósito monitorado, perambulei um pouco pelos enormes corredores do aeroporto, comi um sanduíche e logo me acomodei em um dos belos sofás no salão principal. De cara notei o primeiro problema: Não há tomadas no aeroporto para que pudesse usar meu laptop! Simplesmente não há. As que existem são de uso administrativo e fui severamente advertido quando tentei usar uma responsável por recarregar as baterias dos carros elétricos da manutenção.

Tentei então comprar um livro, mas de madrugada a única livraria aberta possuía apenas livros chinfrins ou em alemão. Restou-me tentar dormir. Em vão. Durante toda madrugada as luzes permanecem acesas e pessoas não param de circular. Fiquei neste estado letárgico até umas 5 da manhã quando resolvi tomar um banho. Quanta ilusão! A ducha não estava operando desde a semana anterior por conta de um problema qualquer que não me importei. Àquela altura, nada mais importava. Passei a ler o manual de instrução do aeroporto e catálogos de loja, a contar a quantidade de vôos por hora (uns 20 nas primeiras horas daquela manhã), e a me preocupar com a confirmação da transferência do meu vôo. Cheguei a ligar para o Brasil, onde minha sempre eficiente mãe tentou um contato com o escritório brasileiro da Varig, já que na Alemanha ninguém atendia. Infelizmente no Brasil, tal qual a retórica de Lula, ninguém sabia de nada.

O balcão finalmente abriu por volta das 13 horas. Quando chegou minha vez, me senti como na música interpretada por Jimmy Cliff (“I can see clearly now the rain is gone”): A atendente não só se desculpou pelo atraso como também me encaminhou para um excelente hotel com almoço incluso. Eu tinha todo um discurso preparado e nem precisei usar o parágrafo introdutório do mesmo; Será que estamos finalmente melhorando nossos serviços e nos equiparando aos finlandeses?

Depois de comer, tomar um banho excepcional e dormir, não tinha mais como nada dar errado. No dia 18 de dezembro de 2007 cheguei de volta ao Brasil para 30 dias de férias.

***

Um detalhe curioso: Depois de tantas idas e vindas via aeroporto de Frankfurt, esta foi a primeira vez que de fato saí de seus saguões. Não vi muito pois o trajeto até o hotel foi curto. Da janela do quarto onde me hospedei, arranha-céus e muitas árvores decoravam a bela vista.

5 comments » | Alemanha, Brasil, Finlândia

Adeus 2007…

janeiro 8th, 2008 — 1:22pm

Ei meu povo!!!

“Eh saudade que bate no meu coração!” Já diria Jammil e uma Noites. Fim de ano foi tempo de refletir bastante sobre 2007 e perceber o quanto aprendi nesse ano. Muitas dificuldades, bons momentos e especialmente aprender a valorizar ainda mais as pequenas coisas.

Natal em Berlin na casa do Fabian, amigo meu aqui do Luna. Cheguei lá dia 21.12 e saí dia 28.12 quando fui pra Londres. Berlim é uma cidade interessante. Uma cidade grande sem dúvida mas bem diferente das cidades brasileiras assim como todas as cidades em que estive aqui na Europa. Os prédios não são tão altos e a cidade de uma forma geral não parece ser tão fechada e escura – se bem que o inverno europeu não é a tradução de dias belos e céu azul.

Sem dúvida a 2ª Guerra transformou a cidade que foi bastante destruída e o fato de a Alemanha ter sido berço do Nazismo deixou marcas profundas. Berlim faz questão de lembrar o fato pelo simples de fato de que “Aconteceu. E portanto pode acontecer denovo” (Primo Levi).

Lá visitei o Museu dos Judeus Assassinados na Europa onde eles mantém a lembrança sobre o horror do holocausto. Salas com histórias e depoimentos de pessoas assinadas nos campos de concentração impressionam e te fazem refletir bastante. Outro lugar que visitei foi o Muro de Berlim que ainda está parcialmente de pé e a cidade faz questão de mostrar onde o resto dele esteve, marcando no chão o seu trajeto. Nas fotos vocês vão ver um pouco disso.

Mas nem só de guerra e lembrança vive Berlim. A cidade restaurou todos os seus monumentos e oferece muitas opções de teatro, shows, museus e, claro, rock. Infelizmente não tive oportunidade de ir pro rock lá pq a garganta num colaborou muito com minha intenção e acho que o Fabian também não estava muito afim. Então essa parte fico devendo para a próxima visita.

Estive no Brandenburg Tor, o Portão de Brandenburgo, que era um dos 12 portões onde era controlada a entrada e a cobrança de impostos em Berlim no passado. O monumento é bonito demais e era um dos lugares na Alemanha que eu queria muito visitar desde que comecei a estudar alemão em 2003. Não me perguntei porquê, mas foi muito bom finalmente estar lá de verdade. E fui premiado com um belo dia de sol azul – e frio até dizer chega!

Dia 26 fomos a Dresden, uma cidade há 2 horas de Berlim que tem um centro histórico belíssimo. Castelos, óperas, áreas públicas construídas pelos saxões que impressionam. Aqui as fotos (e o vídeo abaixo) dizem muito mais do que minhas palavras.

No último dia fomos ao estádio Olímpico de Berlim, onde foi a final da Copa do Mundo de 2006 (cheguei atrasado para a fatídica cena do Zidane se aposentando) e na Fernseher Turm (Torre de Televisão), onde tem um restaurante no topo que roda. Confesso que se eu me concentrasse um poquinho acho que eu ficava tonto. Mas ainda bem que a companhia era boa.

Conto sobre Londres depois. No mais, projeto entregue, só preparar a para a apresentação dia 22.01. Até a próxima!

Beijos, abraços e saudade!

PS: Alguém tem o telefone de Durvalino meu Rei? Ôh saudade de Micareta!!!

7 comments » | Alemanha

Alemanha Revisitada

dezembro 14th, 2007 — 5:20am

Chegar à Europa após 4 meses na Índia provoca uma sensação estranha de alívio e conforto. Acredito que chega a ser perigoso porque elimina um estado de alerta constante que eu mantinha no país asiático e que evitava uma embriagues emocional.

De Frankfurt, fui de trem para Munique onde reencontrei novamente um grande amigo. Foi literalmente o segundo reencontro em 4 meses já que antes disto não nos víamos desde 2003. Agora em Dezembro, esperava pelo menos algum sinal de neve no caminho. Não vejo neve também desde 2003 e estava ansioso pela oportunidade. Infelizmente, ela não veio. Durante toda minha estada na Alemanha, as temperaturas giraram em torno dos 5 graus positivos; bem quente para esta época do ano.

De Munique fomos juntos para Regensburg, cidade onde o centro medieval é tombado pela UNESCO. O local é bacana e o centro histórico realmente charmoso. O mais interessante é o toque do império romano deixado na cidade por conta do forte construído no ano 179 DC, durante o reinado de Marcus Aurelius. Daquela época, apenas algumas ruínas permanecem mas praticamente todo o centro se mantém preservado pois não foi tão bombardeado como outras cidades alemãs durante a segunda guerra. A Catedral de Regensburg, fundada em 1275, é também particularmente bela.

Vista parcial de Regensburg com a catedral ao fundo
Vista parcial de Regensburg com a catedral ao fundo. Fonte: Wikipédia

O ponto alto da visita à cidade foi reencontrar um casal amigo. Infelizmente apenas a esposa esteve presente mas mesmo assim o reencontro foi memorável. Não nos víamos desde 2002 e a sensação de nostalgia foi realmente grande. Fizemos questão de parar várias vezes em cafés espalhados pela cidade para colocar o assunto em dia.

De Regesburg, me despedi dos amigos e parti para Chemnitz, ainda na Alemanha, próximo a Berlin, para reencontrar outro. Do ponto de vista turístico, não há muitas atrações por lá, apenas um cabeção de Karl Marx. Para mim, apenas um aspecto da cidade chamou atenção: Sendo uma cidade que pertenceu à Alemanha Oriental até 1990, boa parte dos prédios e casas ainda mantém a simplicidade imposta naquela época. Os prédios, em geral, são basicamente uns grandes blocos de concreto com janelas. Agora mais moderna, a cidade é uma miscelânea de estilos que parecem não se encaixar muito bem.

O cabeção de Karl Marx no Centro de Chemnitz
O cabeção de Karl Marx no Centro de Chemnitz. Fonte: Wikipédia

Dormi uma noite em Chemnitz na casa deste meu amigo, um aconchegante chalé no subúrbio da cidade, construído por seus avós uns 100 anos atrás. A decoração da casa é encantadora e os enfeites de natal, típicos daquela região da Alemanha, acrescentavam um toque especial de um autêntico doce lar.

No dia seguinte, bem cedo mas após um belo café da manhã, partimos para Praga, na República Tcheca. Ainda na Alemanha, o céu azul e as belas margens do rio Elbe presenteavam nossa jornada de trem.

Vilarejo às margens do rio Elbe

Vilarejo às margens do rio Elbe, ainda na Alemanha

10 comments » | Alemanha

Uma parada rápida na Alemanha

agosto 11th, 2007 — 2:28pm

Estava devendo a mim mesmo um relato sobre a minha estada na Alemanha no final de julho. Chegar à Índia requereu um tempo considerável para acalmar os ânimos e vencer a burocracia do país, o que acabou deixando meus relatos sobre a Alemanha em segundo plano.

Em termos práticos, esta não é a primeira vez que vou a terras germânicas. Estive no monstruoso aeroporto de Frankfurt em 2002, antes de embarcar para Helsinki. Desta vez, entretanto, a Alemanha foi muito mais que um olhar pelas lojas de grife e estruturas em granito, vidro e metal, típicas de qualquer aeroporto.

Logo após o desembarque eu já estava na estação de trem. Duas das maravilhas do sistema de transporte alemão são a sua pontualidade e suas interconexões. Do próprio aeroporto embarquei num trem para Munique, na região da Bavária, e da própria estação de trem peguei um metrô para a casa do meu bom e velho amigo Florian, um alemão que conheci durante minha estada na Finlândia 4 anos antes.

A vantagem de estar numa cidade com um morador dela é que suas opções de turismo acabam indo muito além dos típicos pacotes de agências de turismo. Além das principais atrações de Munique (o estádio olímpico, o centro histórico, igrejas, museus, parques, e praças) pude conhecer a cidade sob a ótica de um de seus cidadãos.

Assim, acabei indo a uma cervejaria local, comi weißwürste (salsichas brancas) acompanhadas de uma mostarda caseira e pretzels, andei de bicicleta pela cidade e fui a um bar local, cheio de alemães viciados por futebol onde assisti a Bayern vs. Stuttgart. Felizmente o Bayern ganhou então pude participar de um amistoso encontro de amigos… Não quero nem imaginar o que seria do bar se o time da casa tivesse perdido.

Eu e Florian apreciando a culinária típica da Bavária

Claro que um dia é pouquíssimo tempo para conhecer esta fantástica cidade e matar a saudade do amigo. Infelizmente minha jornada tinha que continuar rumo a Berlin na mesma madrugada. Dormi míseras 2 horas e acordei no susto para pegar o metrô e embarcar no trem rumo à capital alemã. Umas 7 horas depois cheguei à mais impressionante de todas as estações de trem pelas quais já passei.

A moderna estação central de Berlin foi inaugurada ano passado, no dia 26 de maio. De lá, se tem uma vista incrível do Reichstag, o prédio do parlamento construído em 1894. A fusão do moderno com a história da cidade foi perfeita e esta relação da estação central com o prédio do parlamento, para mim, é um exemplo disto. Aliás, o próprio parlamento ousa se exibir moderno ostentando uma cúpula toda em vidro que custou mais de EUR 300 milhões e ficou pronta em 1999.

Reichstag, o prédio do parlamento construído em 1894

Em Berlin, é impossível deixar de notar as marcas da antiga Alemanha Oriental. Os restos do muro que dividia a cidade talvez sejam a cicatriz mais forte do pós-segunda guerra. Estive no trecho do muro mais extenso ainda em pé e lá, por trás de pichações recentes praticadas por vândalos, estão obras de arte de artistas do mundo inteiro, pintadas no próprio muro, retratando os sentimentos da época de sua queda, em 1989.

Porção mais extensa do que sobrou do muro

E onde antes só havia o vazio que separava as duas Alemanhas (eram dois muros e um limbo minado entre eles para aumentar a “segurança”) hoje prédios comerciais ultra-modernos ditam o rumo da nova cidade. Eu me senti na própria Times Square, em Nova York, ao visitar o Sony Center, um tecnológico complexo de entretenimento.

Fiquei só 2 dias em Berlin mas praticamente não parei ou dormi. A cidade é tão incrível que suas atrações, por si só, recarregavam minhas baterias. O próprio hotel onde fiquei era uma atração a parte pois foi todo inspirado na arquitetura e na decoração das antigas casas da Alemanha Oriental. Incrível viver um pouco da simplicidade daquela época e perceber quão limitados recursos eles possuíam. Para quem quiser, recomendo o Ostel. O próprio site já dá uma boa noção do que se trata o lugar.

Finalmente, depois de me despedir de outro grande amigo que pôde me encontrar por um dia, ainda arrumei tempo para visitar os principais museus da cidade. E eles foram um deleite para os meus sentidos; uma experiência certamente inesquecível.

Fui a 3 museus, no total, todos parte do complexo da Ilha do Museu (Museum Island) e com belos acervos, sem contar a arquitetura dos prédios. Entretanto, o que realmente merece destaque é o Pergamon Museum  (Link para a Wikipédia em Português), nome em referência ao Altar de Pergamon, uma construção monumental do ano 200 AC, feita pelos gregos na cidade de mesmo nome (o nome atual é Bergama, na Turquia). O altar impressiona ainda mais pela quantidade de elementos originais e pela magnificência de sua restauração. A sensação é de voltarmos no tempo, literalmente.

Como se não bastasse, outra gigantesca estrutura encontra-se no mesmo museu. Trata-se do Portão Ishtar (Ishtar Gate), o oitavo portão para o interior da cidade da Babilônia, construído aproximadamente no ano 525 AC. Eu não faço idéia da altura do portão e é claro que apenas alguns fragmentos são originais. Mesmo assim, só a visão imponente desta estrutura já me impressionou.

Por fim, ainda sem dormir, tive que embarcar no meu último trem na Alemanha, desta vez de volta para Frankfurt, onde meu vôo para Bangalore me aguardava. O resto da história vocês já sabem, já foi contada aqui no blog

2 comments » | Alemanha

Back to top