Category: Dinamarca


Viajando pelo interior da Dinamarca

outubro 12th, 2011 — 2:44pm

Eduardo Maia, do jornal O Globo, viajou a convite do Visit Denmark pelo interior da Dinamarca:

Num reino muito distante, crianças passeiam como gigantes por uma cidade em miniatura, onde palácios e até animais são feitos de blocos coloridos; “homens do passado” encenam guerras e danças observados por “homens do futuro”, e uma ilha ainda festeja, em placas e praças, o nome de seu filho mais ilustre, um menino desengonçado, filho de um humilde sapateiro, que venceu a pobreza e a feiúra para conquistar a simpatia do rei e se tornar o mais famoso entre seus compatriotas. No interior da Dinamarca, de onde Hans Christian Andersen tirou a inspiração para tantas histórias infantis, como “A pequena sereia” e “O patinho feio”, cenários dignos de contos de fadas convidam o turista a deixar um pouco de lado a cosmopolita Copenhague. E virar criança na Legoland. E voltar ao passado em Odense, onde nasceu Andersen, e Ribe, a mais antiga cidade dinamarquesa.

Texto completo no site do jornal.

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Um ano fora do Brasil

maio 2nd, 2011 — 12:09pm

Uma nota curta para registro: No último dia 14 de Abril completei um ano sem retornar ao Brasil. Ontem, dia 1 de Maio, completei um ano morando em Aalborg, Dinamarca. É o período mais longo que já fiquei fora do Brasil. Antes havia sido na Finlândia em 2002, quando morei em Oulu por 9 meses.

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Parando no tempo em Læsø – Uma ilha no norte da Dinamarca

abril 27th, 2011 — 2:44pm

A Dinamarca tem cerca 5,5 milhões de habitantes. A maior parte deles concentra-se no sul do país. Só a região metropolitana da capital, no sudeste, tem quase 2 milhões. Por isto, via de regra, quanto mais ao norte você viaja, menos gente encontrará.

Moro no norte, em Aalborg. Com pouco mais de 100 mil habitantes, esta é a maior cidade da região. Para chegar a Læsø, a melhor opção de caminho é voar até aqui primeiro. De Aalborg, um trem me levou na última sexta-feira até Frederikshavn, uma cidade ainda mais ao norte e ainda menor; 23 mil habitantes. Frederikshavn é uma cidade portuária com pouco a oferecer além de conexões marítimas para Oslo e Gotenburgo, respectivamente a capital da Noruega e a segunda maior cidade da Suécia. “Havn” significa “porto” em dinamarquês e Frederik VI foi um rei da Dinamarca. Suecos e noruegueses visitam a cidade para se embebedar no barco e comprar cerveja barata na Dinamarca (sim, ela é cara aqui, mas mais barata que nestes outros dois países). É deste porto de nórdicos bêbados e dinamarqueses ainda acordando que sai o primeiro ferry boat para Læsø, as 7:50 da manhã.


A viagem dura 1:30 hora. No trajeto, só há o mar do norte por todos os lados e alguns pássaros provavelmente fazendo a mesma viagem. Só quando o ferry boat estava quase dentro do pequeno porto da ilha é que pude avistá-la em meio à espessa neblina. As poucas casas bem alinhadas no vilarejo de Vesterø Havn não chamam atenção. Mas nada na ilha chama. É tudo muito discreto, como se não se importassem com a presença dos poucos visitantes. Não precisam se importar. Quem visita a ilha não está a procura de grande atrativos ou chamarizes. Quando pisei na ilha, o tempo parou e nem me dei conta.

De bicicleta, rumei sul por uma pequena rua asfaltada margeando, de um lado, a praia e, do outro, pequenas plantações entrecortadas por bosques. Vez ou outra uma casa dava suas caras. Sempre de madeira e em cores vibrantes, muitas estavam a venda. Outras tantas vazias. Foi raro cruzar com pessoas. Minha companhia mais freqüente eram os pássaros. No sul da ilha, um casal de patos e suas crias me apresentaram a uma das praias da região: Um braço de mar protegido por um banco de areia deixava a água cristalina. A ilha como um todo tem 2 mil habitantes. Ali, cerca de 15 km distante da vila mais próxima, eu era um só.

De turismo mesmo, há na região uma salina aberta a visitação, passeios a cavalos, uma pedra que marca o surgimento da ilha, umas casas antigas com telhados feitos de alga, e pratos a base de uma espécie de lagostim local. Mas as praias não são tão belas, o clima quase nunca é quente o suficiente e a infraestrutura não é voltada para o turismo. A ilha é quase toda pensada para os seus moradores, orgulhosos da paz imperturbável que desfrutam. E é isto que a ilha tem de melhor para oferecer.

Em um dos poucos restaurantes abertos no vilarejo de Østerby, conversei um pouco com a proprietária enquanto conhecia uma Porter local, um dos 9 tipos de cervejas produzidos ali perto e que só são vendidos na ilha. Ela me explicou que cresceu lá mas ficou entediada aos 15 anos. Só voltou 20 anos depois quando realmente entendeu o valor de morar ali. Hoje não quer sair mais. Sua vida é simples, o trabalho é pouco, e o dinheiro suficiente. Não há chaves nas suas portas. Seus filhos, ela diz, provavelmente passarão pelo mesmo ciclo. Viver numa ilha isolada é um aprendizado.

O tempo em Læsø pára, mas só lá. Do lado de fora eram quase seis tarde e eu precisa pegar o ferry boat de volta para Frederikshavn.

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Verão, sol, calor e… bicicleta! Na Dinamarca tem

julho 15th, 2010 — 3:14pm

Um dos argumentos que mais escuto no Brasil para as pessoas não usarem bicicleta é que faz muito calor e ninguém quer suar antes de chegar no trabalho, supermercado, shopping, etc. Mas eis que me deparo com o verão Dinamarquês. Faz calor também, tem dia que bate 35 graus. O sol é forte e nem sempre o tão incômodo vento gélido do norte resolve colaborar justamente nestes poucos momentos que precisamos dele. Mesmo assim, ao invés de diminuir o número de ciclistas na rua, eles aumentam! Incrível, não!?

aaÉ verão, faz calor? Então use menos roupas! (fonte)

Em outras palavras, para mim, no Brasil, quem goza de saúde plena, mora a menos de 5km do trabalho e não usa bicicleta para se deslocar é muito provavelmente acomodado. Preguiçoso mesmo! Porque não há nada mais que explique o sujeito pegar um carro para percorrer míseros 5km. É preguiça de mexer as pernas um pouco por no máximo 30 minutos. É muito mais conveniente (e ao mesmo tempo egoísta, claro) sentar a bunda no carro, ligar o ar condicionado e ignorar os problemas do mundo na sua bolha particular. Se não por isto, então há outra razão. E talvez as duas andem bem juntas neste caso. Status! O sujeito quer se exibir, aí bota o terno para ir ao trabalho e diz que se não fosse de carro, suaria muito.

aaComo assim ir para a praia de carro? A galera aqui na Dinamarca vai de bicicleta em massa. (fonte)

No Brasil, distinção de classe está justamente no suor. O pensamento desta elite preconceituosa segue a seguinte linha: Quem sua é pobre que faz trabalho braçal e não pode bancar ar condicionado. Rico trabalha menos e não pode se sujeitar as mesmas condições de transporte e que geram suor. Imagina suar no terno Armani novo! Aqui em Aalborg, ao contrário, vi ontem o chefe do departamento de Ciência da Computação da Universidade indo trabalhar de bermuda e camiseta. Foi de bicicleta, claro. Imagina uma coisa dessas no Brasil?! Quem é que admitiria um empregado indo trabalhar de bermuda e camiseta? Não pode, tá errado. Não pode ir de bicicleta também porque tem que mostrar que é bem de vida. Vejam neste exemplo uma explicação histórica (daqui):

“No século XIX, entre o meio industrial inglês, surgiu o colarinho branco como marca da estratificação social. Apenas os que ocupavam altos cargos nas empresas poderiam ostentar o colarinho alvejado, pois nos postos mais baixos o contato com a fuligem fazia qualquer peça de roupa branca enegrecer em poucos minutos. A essa mesma época, as próprias necessidades do trabalho impuseram o abandono do uso da casaca em prol de uma vestimenta que era um aperfeiçoamento das roupas dos trabalhadores rurais: o terno.

Se antes as calças vinham apenas até o joelho, Lord Brummel lançou a moda das calças compridas, como aquelas usadas pelos limpadores de chaminé. Mas claro, estas calças de limpador de cahminé combinavam-se com botas polidas com champagne, com paletós negros e camisas brancas com elaborados nós de gravata. Brummel, o pai do dandismo, morre em 1840, mas deixa fincadas as raízes do uso do terno como distinção de classe, como foram as unhas compridas na antiga China: o trabalhador braçal, de baixa renda, de classe baixa, não pode usar colarinhos brancos, nem manter as unhas compridas, senão não trabalha, não come, não sobrevive.

No Brasil, a distinção se faz pelo suor. Somos a última nação ocidental pretensamente civilizada a abolir o trabalho escravo. Isso há pouco mais de 100 anos. O escravo era os pés e as mãos do seu senhor. Seus braços e pernas. São conhecidas as gravuras do período colonial em que vemos escravos carregando o senhor em sua liteira, vestido como se europeu fosse, abanando-se ou sendo abanado. Acaso estivesse esse senhor andando pelas próprias pernas, suportaria o calor em sua casaca de veludo?

[Atualmente, ]Vai embora a casaca mas em seu lugar fica o terno (…)”

Mas não adianta argumentar que pedalando devagar você sua muito pouco ou que podemos (devemos) usar roupas mais leves no dia-a-dia. Não adianta um texto longo como este e provas de que o uso de bicicletas funciona em outros lugares. Sabe o que adianta? Mexer no bolso destas pessoas. Quando usar carro passar a se tornar algo extremamente caro, aí elas passarão a procurar alternativas. E também cobrar por infraestrutura para as bicicletas. Alguém aí acha que é possível de outra forma?

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Na Dinamarca… E a Copa do Mundo

julho 7th, 2010 — 2:39pm

No dia seguinte à derrota da Dinamarca na copa, chego ao escritório para cumprimentar um colega dinamarquês:
- Poxa cara, que pena a Dinamarca ter perdido, estava torcendo para que pelo menos fosse para as oitavas…
- Perdeu? No quê?
- Na Copa, ontem, perdeu o jogo para o Japão…
- Ah, nem tava sabendo… Perdeu é? Paciência, não tínhamos um time tão bom mesmo…

***

Os dinamarqueses parecem levar uma vida pacata. Não querem enriquecer e comprar tudo como os americanos, não querem construir robôs como os japoneses, não querem morar nos EUA como os indianos e mexicanos, e não querem ganhar a copa do mundo como nós brasileiros. Não, eles parecem não se importar.

Para eles importa cumprir suas 7 horas diárias de trabalho e depois ir para casa ficar com a família. No verão, tiram férias, no inverno, bem, no inverno não sei ainda… E o tempo que sobra eles gastam pagando impostos.

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Mas nem todos os dinamarqueses estavam ignorando a copa. A praça central de Aalborg deve ter reunido umas duas ou três centenas de pessoas, quase todas torcendo para o time da casa. Alguns gritavam vez ou outra mas o clima era sereno.

A não ser no jogo contra a Holanda, o primeiro deles. Assistir aos jogos de dois países europeus aqui é como assistir a um jogo do campeonato brasileiro no Brasil. Há provocações de todos os tipos e o clima pode ser resumido numa ótima frase de um amigo meu: “A copa do mundo é uma ocasião onde podemos ser preconceituosos sem sermos mal vistos por isto.”

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Assisto aos jogos num bar no centro que projeta a imagem em um telão tipo cinema. Vou para lá de bicicleta e chego em 10 minutos. É fácil andar de bicicleta aqui. Não porque a infraestrutura seja melhor que no Brasil mas porque as pessoas respeitam os ciclistas.

Mas, tudo bem, a infraestrutura também é muito melhor. O país tem 12 ciclovias nacionais, tipo auto-estrada mesmo, além de centenas de ciclovias regionais e locais, com semáforos exclusivos e tudo mais.

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Mas com tanto imposto, não dava para ser diferente. O mínimo que se paga é 32% e o máximo chega a algo em torno de 56%. Até o ano passado passava dos 60% mas eles reduziram a carga. Isto sem contar o imposto embutido nos produtos que pagamos, em torno de 25%, um dos mais altos do mundo.

Em compensação, temos tudo. Cidades bem cuidadas, plano de saúde, rodovias, educação, e por aí vai. Ah, bibliotecas! Que maravilha as bibliotecas daqui. Posso pegar qualquer livro, CD, DVD, jogos para PC, Wii, PlayStation, Xbox, de graça por até 30 dias. E mais, consulto tudo online e posso pedir um item de qualquer biblioteca pública da Dinamarca. Eles entregam na biblioteca mais próxima sem cobrar nada extra pelo serviço.

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Hoje tem Alemanha e Espanha. Vou assistir com amigos alemães e espanhóis. Não vou torcer em especial para nenhum dos dois mas me divirto com o drama alheio. É a única vantagem de ter o Brasil fora da copa: assistir tranqüilo aos jogos que restam. Tal qual a maioria dos dinamarqueses desde o início da copa, mesmo quando ainda estavam jogando.

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Eu? Sumido? Imagina…

julho 3rd, 2008 — 12:43pm

Ei pessoas!

Então, será que eu consigo escrever alguma coisa aqui e fingir que nada aconteceu, que eu sempre estive por aqui… Não? Rola não? Então tá… eu explico.

Durante um bom tempo eu também não tinha explicação para minha falta de vontade em escrever por aqui. Achei que era muito sem graça escrever sobre minha rotina aqui na universidade, sobre meu projeto ou sobre qualquer coisa relacionada a universidade. Mas acho que finalmente percebi que na verdade eu estou é morrendo de saudade de todo mundo aí e que mexer nessa saudade, as vezes incomoda, dói, ainda mais sabendo que ainda não tem previsão pra acabar com ela. Mas acho que sumir só aumenta a saudade, né? Pois bem. Vou me esforçar para aparecer mais frequentemente.

***

No meu último post falei que comentaria sobre o Grundfos Challenge. Mas já passou tanto tempo que vou só resumir mesmo. O Grundfos Challenge é um desafio para estudantes representando diferentes universidades dinamarquesas em duas categorias: tecnologia e economia. Participei com duas meninas da graduação em Estratégia de Negócios aqui da Aalborg University. Foi um fiasco do ponto de vista resultado mas uma grande oportunidade de aprendizado. No final das contas ainda ganhei um I-Pod shuffle Geração 2. “Bão dimais”!

***

Terminei meu 2o semestre por aqui há uma semana e amanhã estou partindo para minha viagem de verão. Os locais foram escolhidos a dedo (critério: presença de amigos e vontade de visitar): Polônia (Varsóvia, Cracóvia e Wroclaw), Itália (Milão, Bologna e Roma), Alemanha (Stuttgart), França (Paris) e Holanda (Amsterdã). Em Milão vou ter a felicidade de reencontrar um grande amigo do Brasil, Rafael (Gira, Doido!). Não vejo a hora! (ombrinho, ombrinho, HEY!) Vou tentar escrever um pouco de cada local e postar algumas fotos.

***

No meu 3o semestre aqui vou trabalhar na implantação de uma organização para colaboração entre universidade e empresas do setor de TI (êta influência, viu? Pai, irmão, primos…) e, embora ainda incerto, trabalharei num projeto de pesquisa em colaboração com a UFF aí do Rio de Janeiro sobre uma empresa farmacêutica dinamarquesa que tem atividade no Brasil. Vamos ver se chegamos a formato coerente em agosto.

Por enquanto é isso…

Muita saudade, beijos e abraços!

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Sábado a noite é dia de…

dezembro 15th, 2007 — 4:29pm

Todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite, certo? Rock, balada, night, reggae, hygge, como quiserem chamar. Mas aposto que ninguém jamais imaginaria que eu estaria escrevendo esse post pra vocês sábado, 15 de dezembro às 20:15 da noite sentado numa sala de grupo da universidade e sem previsão de ir embora… A cada dia que passa a frase do tal do Nascimento fica mais inteligente: “É amigo, mas quem disse que a vida é fácil?” Acho que vou repetí-la em todos os posts sobre esse projeto. =)

Comida de lanchonete – porque é a única coisa aberta e perto simultaneamente – temperatura lá fora perto de 0 grau, uma névoa que não se enxerga nada 100 metros a frente, uns 10 arquivos abertos no computador e criatividade como tema pra escrever. Sem falar na barba sem fazer há dias, cabelo se cortar a meses acho que ninguém aqui vai me reconhecer na rua o dia que eu cortar) e a pilha de roupa pra lavar em casa. Esse é o meu mundo desde 2a feira e pelo jeito continuará assim até 4a feira.

Mas tem o lado bom. Neste projeto estou descobrindo uma série de novas oportunidades a explorar e apredendo bastante. Assim que tiver tempo para explorá-las vai faltar tempo para o resto eu acho. Mas se são boas idéias ou não… bem, como diria o texto de criatividade que li há pouco: toda idéia é boa, as loucas são melhores ainda.

Vou nessa que tenho que continuar o projeto senão só saio daqui quando… quer dizer, senão não saio daqui nunca!

Beijo nas crianças, fiquem com Deus!

Beijos, abraços e saudade!

PS: Lelê, que felicidade! Parabéns, denovo!

PS2: Pai, assim que tiver tempo tenho que te mandar as fotos de como os vikings construíam os barcos deles. Tirei há mais de mês mas nem passei pro computador ainda. Lembrei demais de você no museu que visitei.

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Sexta-feira, 07 de dezembro…

dezembro 7th, 2007 — 1:28pm

Salve salve simpatia!

Como diria meu grande professor Durval: qualquer explicacão que eu der quanto ao meu sumico eu estou certo. Mas o problema continua. Então, vamos as notícias.

Correria absurda por aqui. Depois de muitos projetos finalmente cheguei ao projeto do semestre inteiro. Mas certamente nesse fica um pedaco meu. Entrevistas, livros, artigos, discussões em grupo, com supervisor e com outros professores e no meio disso tudo parar para escrever 80 páginas resumindo e articulando tudo isso. Prazo? Ah, dá tranquilo: 3 semanas (já foi uma e meia). Citando o grande sábio Capitão Nascimento: “mas quem disse que a vida é fácil?”

Por aqui o que ainda muito me impressiona é o clima. Parece mentira mas quando você vê de fato as estacões do ano mudando, coisas triviais como árvores, arbustos e água impressionam mais do que qualquer outra coisa. As folhas antes verdes se tornam amarelas, laranjas, vermelhas e então escassas. O sereno na grama e as pocas d´água amanhecem congelados e a névoa transformam toda a paisagem em um cinza estranho.

Os dias se tornam cada vez mais curtos. Quando cheguei, cerca de 3 meses atrás, escurecia por volta de 8 da noite. Hoje às 9 da manhã o sol ainda é tímido e às 4 da tarde ele já se foi. Tudo fica um pouco mais triste. E sempre  frio.

Vale muito a pena é sem dúvida o aprendizado. Não apenas o que vem pela faculdade e pelo projeto, mas também o pessoal. De alguma forma a gente aprende a ser adulto, a cuidar mais de si e principalmente que o mais importante é buscar aquilo que sonhamos. Afinal, como diria outro sábio, aquele do vídeo sobre filtro solar, “in the end, it’s only with yourself”.

De vez em quando bate aquela saudade do Brasil. Mas num é só saudade, é carência de Brasil. De música, de falar português, da gíria, do clima, e principalmente das pessoas. É estranho perceber que as mesmas pessoas que me ajudaram a chegar até aqui são exatamente as mesmas pessoas que não estão aqui pra compartilhar todo esse aprendizado.

Essa é a melhor forma que achei de explicar como é a saudade que sinto. É maior do que a simples ausência e muito melhor pois motiva a fazer isso tudo valer a pena.

Prometo que vou tentar aparecer mais por aqui. Mas como disse no comeco, pode ser que até o dia 19, quando entrego o projeto, seja um pouco complicado. Mas apareco para contar os planos para o final do ano.

Mais uma vez obrigado a todos pela forca!

Beijos, abracos e saudade!

___

PS: Meu computador foi dar uma volta em Copenhagem e volta logo. Devem ter algumas fotos nele para eu postar da proxima vez. To postando da universidade e aqui o computador não aceita cedilha – pelo menos não na configuracão que está.

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Legoland

outubro 27th, 2007 — 9:53am

Salve salve pessoal!!!

Minha nossa! Acho que tem 2 semanas que não apareço por aqui. Dias corridos e deve continuar assim essa semana ainda. Mas vou tentar aparecer mais. Desculpa aê!

Bom, falei aqui em alguma rapidinha que estive na Legoland e finalmente o post está aqui! Foi dia 14, há 2 semanas mas as fotos refrescam a memória pra eu poder contar tudo pra vocês.

A Legoland é o parque de diversões da Lego que fica em Billund, há 2 horas de carro ao sul de Aalborg.– sim! O Lego é dinamarquês! Mas o parque existe em outros lugares também como vocês podem conferir aqui.

Mas então, fomos em 3 carros mas confesso que só conhecia o povo aqui do Luna. O 3º carro era de uma outra república e eum pessoal mais na deles. Estão sempre por aqui mas não são muito de papo… De qualquer forma a viagem de ida foi um porre! Não sei quem foi o espero que dividiu os lugares no carro mas ficou assim:

Carro I – Fabian como motorista, 3 meninas e o Richard que é o menos de todos dos homens daqui, e
Carro II – Christian no volante e eu, Asbjörn, KaHim e Jorg todos mais ou menos do meu tamanho. Precisa dizer que faltou espaço no carro? E ainda por cima às 8:40 da manhã de domingo. Bão!

Chegamos lá às 11 horas e todos muito empolgados especialmente o Fabian como vocês podem conferir no vídeo. E olha que já era a 3ª vez que ele ia!

O parque é muito bacana, tem várias miniaturas de monumentos e locais famosos feitas com os bloquinhos de Lego. Algumas com mais de 3,5 MILHÕES de blocos! Não sei quem fez mas certamente um artista MUITO paciente. Confiram nas fotos!

Sobre o parque mesmo é mais pra criança mas é claro que voltei a ser criança um pouquinho, né? Tem um briquedo lá, o mais divertido, que é um braço mecânico que você pode programar os movimentos! Dêem uma olhada! O mais programa foi bem mais radical do que isso com uns giros muito loucos de cabeça pra baixo! Heheh! Mas muito show!

Claro que brinquei de lego por lá – confiram nas fotos! Tem umas com umas crinancinhas de 3 anos eu acho! Tem uma atração que é tipo uma corrida num carro de bombeiro que você tem que apagar o fogo do prédio bombeando água – em 3 homens perdemos pra 4 mulheres e sem muita explicação! Hehehe! Pelo menos num foi de muito… =P

Tem um cinema lá que joga água em você, quando neva eles jogam alguma coisa simulando e você usa aquele óculos 3D. Muito doido! Heheh! E depois tem uma área lá que é um aquário o qual você assiste um vídeo antes e quando sai é como estivesse em Atlantis. Coisa de parque de diversões, mas muito bacana o aquário.

No fim, uma visita a loja de lego. Meio que decepção. Lego hoje em dia está muito sofisticado (pelo menos as versões que tinham lá). Acho que era mais comum ver o pai saindo com Lego na mão do que as crianças! E a loja tinha muita roupa, brinquedo com a marca lego mas que não tem nada a ver com os blocos. Mas é claro que demos um jeito de aprontar alguma com os brinquedinhos.

Voltamos pra casa morrendo de cansaço e com uma redivisão dos lugares no carro. Sob minha orientação, dei um jeito de voltar no banco da frente da BMW do Fabian! Hehehhe!

No mais,

Beijos, abraços e saudades!

Confiram as fotos!

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Århus

outubro 10th, 2007 — 2:43pm

Ei pessoal! Sei que estou um pouco sumido mas é que essas duas últimas semanas foram bem corridas aqui. Acho que eram as piores do semestre. Agora cada vez mais vou ficar só por conta de trabalhos e, em 2 semanas só por conta do projeto do semestre. Moleza? É quase uma monografia!

Pois bem, meu propósito aqui hoje não é falar pra vocês sobre a universidade. Sábado passado fomos a uma cidade chamada Århus, que fica a mais ou menos 1 hora, 1h:15m (de carro) aqui de Aalborg.

Saímos daqui por volta de 10 horas. Fomos eu, o Fabian e o Floor. Esse último dormiu no banco de trás a viagem de ida inteira. Pela primeira vez pude viver o que é dirigir sem saber o caminho e chegar no lugar certo. O Fabian tem GPS no carro dele. O aparelhinho é show de bola! (Pobre é um problema sério!)

Pois bem, chegamos lá por volta de 11:30, estacionamos um carro num shopping/estação de trem e fomos direto para o centro de informações turísticas pra descobrir onde eram os lugares que nós queríamos ir. Vale dizer que o dia estava perfeito – porém frio como sempre (e está piorando). Aliás, o Floor quando acordava só falava disso. Segundo ele é o assunto preferido dos holandeses e ele poderia passar HORAS (!!!) falandos sobre o clima.

Pausa aqui pra explicar o que a gente foi fazer lá. A Sofie joga basquete pela divisão de elite aqui da Dinamarca. Como aqui tudo é muito profissional e organizado, pensei que era um jogo num ginásio grande e, por mais que não lotado, pelo menos cheio. Ela nos deu umas dicas de o que tem pra ver em Århus de mais bacana. As dicas foram: uma rua que tem um rio no meio e cafés dos dois lados, a mini-Veneza daqui; e uma estátua de um menino que fica dentro do museu mas que dá pra ver do lado de fora. Ah! E tinha uma loja exibindo um Aston Martin, o carro do 007.

A tal rua achamos fácil. Vejam aí nas fotos. Bem bacana e um clima bem legal. Aqui tivemos algumas provas da globalização: 1/ um brasileiro, um alemão e um holandês comendo comida mexicana na dinamarca; e 2/ um brasileiro tentando ensinar uma frase em polonês pra um alemão na dinamarca.

Seguimos então para achar o tal museu. O número indicado no mapa estava errado, o que significa que começaram a me culpar pelo meu excelente trabalho de navegação. Como eu disse, excelente trabalho: insisti um pouco mais e achei no quarteirão seguinte. Fica ao lado da Opera House e em frente a uma área aberta, dos dois lados da rua, compondo uma paisagem diferente dos prédios de tijolinho vermelho.

Depois disso, seguimos para o ginásio. Pequeno e vazio. O jogo também não era lá grande coisa. Mas a organização dentro da quadra era bem diferente. Coisa séria mesmo. Tinha até um cara “narrando” as jogadas no microfone. Claro que era em dinamarquês e eu não entendi nada…

Voltamos no início da noite pra Aalborg. Pude observar um pouco mais a paisagem e confesso que bateu uma saudade danada do Brasil. Por aqui é tudo muito plano. Você consegue ver o horizonte sem uma montanhazinha sequer pra atrapalhar a visão. Outra coisa marcante na paisagem é a constante presença de geradores de energia eólica (vento).

Sei que no final das contas valeu muito pelas gargalhadas com esses dois figuras! O Floor principalmente é impagável! Entusiamo constante e espírito de criança dentro de um holandês: combinação explosiva! Ehhehhe!

No mais,
beijos abraços e saudade!

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