Category: Viagens


O Sudoeste da França, começando por Toulouse

fevereiro 1st, 2010 — 4:27pm

Toulouse fica no sudoeste da França. É sede da Airbus e portão de entrada para visitar os Pireneus. Está também à meia distância entre o Mediterrâneo e o Oceano Atlântico. Por seu tamanho, atrativos e localização, Toulouse é uma base excelente para quem planeja conhecer diferentes regiões do sudoeste da França. De lá, chega-se em aproximadamente 2 horas à Bordeaux, do lado atlântico, à Narbonne, do lado mediterrâneo, ou em diferentes cidades nas cordilheiras dos Pireneus ao sul ou do vale do Lot ao Norte. Sem contar que a cidade rosa de Toulouse, em si, é charmosa, diversa e com muita história para contar.

Mapa do Sudoeste da FrançaAlgumas das regiões de destaque no sudoeste da França. Toulouse está marcada com a letra M, ao centro.

Com traços de presença humana desde o século VIII a.C., a cidade viveu intensamente o período romano, e passou por diferentes reinados até o século XI d.C., pela influência Católica na idade média, pela monarquia francesa, até chegar à república. Após a revolução francesa, entretanto, a cidade perdeu sua força de influência na região, sendo “rebaixada” a capital do departamento de Haute-Garrone. Só no século XX ela começou a recuperar seu prestígio e riqueza, primeiro se tornando a capital da região de Midi-Pyrénées (da qual o departamento de Haute-Garrone é hoje uma das subdivisões) e, mais tarde, vencendo a disputa com Bordeaux para receber a sede da Airbus.

Após os massivos investimentos da indústria aeroespacial, a cidade enriqueceu. E suas universidades cresceram junto, fazendo de Toulouse uma das cidades mais jovens da França. A tradução da riqueza e juventude se vê no centro histórico impecavelmente bem conservado, na variedade de entretenimento disponível, e em sua infra-estrutura, um exemplo para outras cidades na França. Exemplos como o sistema de bicicletas públicas Vélo Toulouse são de dar inveja (mas podemos adotar a bicicleta no Brasil também). São 242 estações e milhares de bicicletas espalhadas pela cidade disponíveis para utilização gratuita por 30 min. É tempo mais do que suficiente para ir de uma estação a praticamente qualquer outra na cidade, utilizando bicicletas muito bem equipadas.

Um dos pontos para aluguel de bicicletaO Capitole

À esquerda, um dos pontos para retirada de bicicletas. Basta colocar seu cartão de crédito e escolher o número da magrela desejada. À direita, a fachada frontal do Capitole.

Passear por Toulouse de bicicleta é ótimo. Vale a pena conhecer a cidade assim se estiver com pouco tempo. Em apenas um dia dá para visitar os principais pontos e ainda curtir a noite em agitados bares. A primeira parada na cidade deve ser na praça do Capitole. O Capitole é a sede do governo municipal desde o século XVI e destaca na fachada o rosado característico de toda cidade. O prédio hoje ainda abriga uma Cia. de Ópera e a Orquestra Sinfônica de Toulouse.

De lá, qualquer ruela escolhida será um agradável passeio pela história da cidade. No caminho, placas descrevem o significado e contam a história de casas, fontes, estátuas e igrejas. Recomendo o trajeto do Capitole até a bela Basílica de St. Sernin. Em épocas mais quentes também vale o passeio pelas margens do rio Garonne. No inverno, opte por um dos bons museus da cidade. Eu gostei muito do museu da Fundação Bemberg, na mansão de Assézat. Já vale pela visita à mansão em si, mas ainda fui surpreendido pelo acervo renascentista em exibição.

No próximo post falo dos arredores da cidade e de algumas dicas para conhecer o restante da região. Enquanto isto, veja mais fotos de Toulouse no Álbum de Fotos:

Toulouse
Capitole
Capitole
Capitole
View of the Garonne River - Source: http://www.isae.fr/
View of the Garonne River – Source: http://www.isae.fr/
View of the Garonne River – Source: http://www.isae.fr/
Tram in the new line of Toulouse - Source: http://www.trams-in-france.net/
Tram in the new line of Toulouse – Source: http://www.trams-in-france.net/
Tram in the new line of Toulouse – Source: http://www.trams-in-france.net/
 


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Links da Índia

outubro 24th, 2009 — 9:42am

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Rio 2016, uma reflexão sobre os jogos olímpicos no Brasil

outubro 3rd, 2009 — 7:04am

Eu fui contra a candidatura do Rio às Olimpíadas de 2016, fiz questão de falar no Twitter antes do anúncio do resultado. Os argumentos, ou melhor, a retórica é velha: falta de infraestrutura, violência e corrupção, para ficarmos no básico. Mas não foi por apresentar uma proposta capaz de resolver bem estes problemas que o Brasil ganhou. Tampouco porque os investimentos deixarão um legado para o povo.

Pode ser que isto ocorra, e quero acreditar que sim, mas o Brasil ganhou porque quer uma olimpíada por paixão ao esporte. Não é pela questão turística como pensam os europeus, nem pela arrogância de ganhar medalhas como americanos, chineses e russos. Ganhar medalhas é bom e melhorar a tão carente infraestrutura do Rio também. Mas fosse por isto, as Olimpíadas deveriam ser então numa ditatura comunista ou num país muito mais carente, talvez na África subsaariana.

Lula se emociona
(fonte: cidadeverde.com)

Também não é por ter uma melhor proposta que se ganha o direito de sediar uma olimpíada, senhor José Maria Odriozola. “Mesmo com 80% da estrutura prontos para receber uma Olimpíada.” Por estes parâmetros, continuo contra a candidatura carioca. Acho que o dinheiro gasto num evento deste porte pode ser muito melhor aplicado de outras formas. Por outro lado, também acho que não se deve menosprezar nosso país, como fez Daniel Piza, do Estadão, e atribuir a vitória ao ineditismo de uma olimpíada na América do Sul e às belezas naturais da cidade.

Mas o próprio Daniel, no mesmo artigo, dá uma pista do motivo da vitória. Fala do carisma de Lula. Demorei a perceber isto mas este foi um carisma que, para mim, representou uma emoção muito forte de paixão pelo esporte. Paixão que foi sentida pelo COI e que transbordou em choros, sorrisos e samba entre os brasileiros lá presentes após o anúncio da cidade vencedora. Paixão vista no belo filme de Fernando Meirelles. Paixão daqueles que acreditam e lutam para que através do esporte também mudemos para melhor nosso país.

O site oficial das Olimpíadas destaca três valores olímpicos: excelência, respeito e amizade [en]. A proposta brasileira ganhou de goleada em dois deles. Falta agora apenas construirmos a excelência. É um trabalho de todos nós. Se manifesta no voto destas eleições e das próximas, na cobrança de ações de nossos governantes, e na fiscalização dos trabalhos. A Organização Transparência Brasil é uma das que partem na frente neste sentido.

Festa da comitiva brasileira
(fonte: cidadeverde.com)

E com estes valores em mente, temos tudo para realizar um grande evento. Com o perdão do trocadilho, o Brasil vive mesmo um momento de ouro. Resta agora sabermos aproveitá-lo.

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Eu voltei! (Ou quase…)

maio 18th, 2009 — 10:06am

Olá pessoal!

Sei que estou há quase 1 ano sumido aqui do blog e, ainda que eu não esteja pronto para voltar, pelo menos venho lhes dar uma satisfação e dizer o que vem por aí – mas repito, ainda que não saiba quando “aí” se traduzirá.

Fato é que, desde a minha ultima postagem sobre Paris, minhas viagens tem sido muito mais internas. E não digo dentro da Dinamarca, pois estou no Brasil desde o natal de 2008, mas me conhecendo melhor. Soma-se a isso o fim do meu 3º semestre, o início da minha tese de mestrado, e algumas aulas de inglês. Atividades que tomaram e estão tomando bastante tempo. Por fim, estou escrevendo um blog em inglês (Innovation Tool) para tentar agregar discussões sobre a minha tese. Ainda bem no início no entanto.

Ainda na Europa, depois de Paris, tive a oportunidade de visitar Amsterdã, Ultrecht (uma cidadezinha holandesa onde mora um grande amigo), Copenhaguem (onde finalmente fui depois de 1 ano morando na Dinamarca), Praga, e uma rápida passagem por Hamburgo. Locais incríveis sem dúvida, que pretendo ainda contar para vocês. Depois de minha chegada ao Brasil estive no Rio de Janeiro depois de 5 anos para reencontrar pessoas que gosto tanto – e que me cobraram bastante essa volta aqui.

Devagar eu vou aparecendo.

Beijos e abraços!

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Este blog está hibernando

abril 27th, 2009 — 1:53pm

Pelos próximos dois meses, atualizações por aqui serão muito remotas, talvez uma ou outra apenas e alguma exceção urgente. Tenho um mestrado a terminar e muita coisa por fazer ainda até chegar lá.

Voltamos às atividades normais no final de junho.

Obrigado pela compreensão,
Ricardo

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Fotos do Tata Nano

abril 16th, 2009 — 12:42pm

Vi ontem um Tata Nano pela primeira vez aqui na Índia. Não, eles ainda não estão circulando pelas ruas, mas aos poucos começam a ser exibidos nas concessionárias e em alguns shoppings como parte de promoções. Este que vi estava numa loja de departamentos do shopping mais luxuoso de Bangalore, o Forum Mall.

O bichinho estava lá, em uma tonalidade meio sem graça de branco, cercado de Indianos curiosos. Olhando assim, de perto, ele não é tão bonito. E parece frágil demais. É um carro bonitinho no melhor estilo feio arrumadinho.

Tata Nano de FrenteInterior do Tata NanoDetalhes da traseiraA minúscula roda

Perguntei a alguns dos Indianos o que eles achavam do carro e eles também não estavam muito convencidos do seu potencial. “Parece de brinquedo”, respondia um. “Eu acho que este carro não dura dois dias nas ruas caóticas daqui”, confirmava o outro.

Ainda assim, com preço tão convidativo, é possível que o carro se torne um sucesso. Como os primeiros só devem chegar às ruas em julho, é esperar para ver se a Índia terá uma invasão Nano ou não.

Confira mais fotos do carrinho no álbum de fotos.

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A Decadência de Dubai (talvez tenha sempre existido)

abril 15th, 2009 — 1:25am

Estive em Dubai ano passado e relatei aqui o esplendor que a cidade tenta mostrar ao mundo. A cidade é um verdadeiro playground de arquitetos e engenheiros. Naquela ocasião, apenas fiz um pequeno comentário sobre o péssimo tratamento dado aos funcionários das obras e incluí links para matérias com mais detalhes.

Recentemente, entretanto, uma matéria do The Independent foi muito mais além, e relata em detalhes a situação atual do emirado. Segundo o autor, Dubai está muito mais degradada e enfraquecida econômica e politicamente do que sua aparência nos saguões dos shoppings e aeroportos faz parecer.

Sheikh Mohammed transformou Dubai em uma Créditopolis, uma cidade inteira construída em dívidas. Dubai deve 107% de todo o seu PIB. A bolha já teria explodido se o emirado vizinho de Abu Dhabi, rico em óleo, não tivesse sacado seu cheque para ajudar. Mohammed diz que isto irá restringir a liberdade ainda mais. “Agora que Abu Dhabi dá as cartas – e eles são muito mais conservadores e restritivos que Dubai. Liberdade aqui irá diminuir todo dia.” De fato, novas leis de mídia já foram rascunhadas proibindo que a imprensa reporte qualquer assunto que possa “prejudicar” Dubai ou “sua economia”. Será que é por isto que os jornais estão distribuindo suplementos purpurinados falando dos “indicadores econômicos encorajadores”?

A reportagem é grande mas muito bem feita e detalhada. Revela absurdos que vem sendo praticados por lá e o tamanho imenso do problema que Dubai se tornou atualmente.

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Álbum de Fotos de Paris

abril 3rd, 2009 — 2:40am

Acabei de criar um álbum de fotos de Paris. Os meus relatos sobre a cidade estão divididos em 3 partes: Les Mureaux, Paris, e Museu do Louvre.

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Na Índia, tudo é (supostamente) melhor

abril 1st, 2009 — 9:16am
Vendedor Indiano

Sujeito tentando vender os melhores colares Indianos, num mercado em Mysore

- Senhor, que tal comprar este excelente frasco de fragrância de tâmaras? É o melhor da Índia.

(Perplexo com a ridícula oferta, respondo com meu silêncio. Na Índia, mesmo que esteja interessado em comprar algo, dissimule. Mostre-se desinteressado. Blasé, até.)

- Senhor, que tal comprar este excelente frasco de fragrância de tâmaras? É o melhor da Índia.

(O sujeito solícito repete a oferta fingindo achar que não a ouvi da primeira vez.)

- Senhor? Custa só 1000 rúpias o frasco. Esta é a melhor oferta que você irá encontrar.

(Qualquer oferta inicial será absurda e, claro, a melhor. Continuo ignorando o sujeito, até aqui sequer olhei para ele na esperança que me deixe em paz.)

- Senhor, apenas dê uma olhada. Sinta o aroma. Estas fragrâncias são as mesmas usadas pelas grandes marcas francesas… L’Oreal, Dior, Armani, Ralph Lauren… Senhor?

(Ralph Lauren não é uma marca americana? O discurso, claro, é decorado. E ô sujeitinho chato. E este é só um dos inconvenientes dos mercados Indianos.)

- Senhor, está bem, especialmente para você, faço um preço especial. 600 rúpias!

(Sem que eu dissesse uma única palavra, o indivíduo decide me dar 40% de desconto! Claro, este é o melhor perfume, todo mundo quer pagar menos por ele…)

- Senhor, pessoas do mundo todo compram comigo.
- Não, obrigado. (Decido apelar, começando a falar curto e a andar rápido.)
- Senhor, apenas sinta o aroma, sem compromisso.
- Não.
- 500 rúpias então.
- Não.
- Senhor, eu tenho outras fragrâncias também.
- Não.
- E o seu amigo, não estaria interessado?
- Não.
- Você é francês, certo? Tenho certeza que sua mãe, irmã, tia, etc. vão adorar este presente…

(Esta também é clássica. Os Indianos adoram tentar adivinhar o seu país e então utilizar alguma estratégia mais específica. Alguns decoram poucas palavras no idioma, outros guardam cadernos com fotos e textos de pessoas daquele país. Eu, claro, continuo tentando sair dali o mais rápido possível.)

- Não, obrigado.
- Espanhol? Italiano? Americano? Alemão?
- Não, não, não, e não! Meu caro, eu realmente não quero comprar nada de você!
- Mas senhor, este é o melhor perfume da Índia e estou fazendo um preço especial para você. Só 300 rúpias

(Agora já tenho 70% de desconto. Se eu quisesse realmente comprar o produto, certamente de qualidade duvidosa, este seria o momento de fazer uma oferta ainda um pouco mais barata e comprá-lo. Ainda assim provavelmente estaria pagando caro. Mas como não é este o caso…)

- Não, obrigado. Eu realmente não quero nada…

E enfim ele desiste. Ou mais ou menos. O vendedor ainda fica por perto alguns minutos na esperança que eu mude de idéia de uma hora para outra, depois de tanta insistência da parte dele. Parece abutre e sua ronda em torno de um animal prestes a sucumbir. Claro que eu deveria mudar de idéia, afinal aquele era o melhor perfume, vendido pelo melhor preço!

***

Vender/ser/ter/etc. supostamente o melhor não é privilégio Indiano (embora acredito que o infortúnio na Índia seja maior). Por todo mundo, pessoas insistem neste artifício barato de marketing e tratam logo de anunciarem-se pavões. Na Internet a história também é a mesma: Impressionante como existem pessoas que escrevem os melhores textos

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Uma visita rápida ao Museu do Louvre

março 31st, 2009 — 10:56am

No dia seguinte, após ter percorrido diferentes partes de Paris, e antes de partir no fim da tarde, decidi visitar o Museu do Louvre (site oficial [en]), nem que fosse por poucas horas. É possível, inclusive, deixar suas malas no museu sem pagar nada por isto, o que facilita muito a visita antes de um vôo. O Louvre acabou sendo para mim um dos mais impressionantes museus que já visitei; Comparado apenas ao Museu Hermitage em São Petesburgo, Rússia, e ao National Mall (em Português, “Passeio Nacional”) em Washington DC, um parque nacional com vários museus de acesso gratuito ao redor. Obviamente, com o pouco tempo que tive, apenas percorri os imensos corredores e salões (eles próprios verdadeiras obras de arte), parando aqui e ali entre um item interessante e outro.

Vista lateral do LouvreA pirâmide metálica da entrada do museu

Dentre os grandes destaques do museu (Mona Lisa, Vitória de Samotrácia, Vênus de Milo, etc.) o que mais me impressionou naquele dia foi a estátua grega Vênus de Milo. Não sei exatamente o quê me atraiu nela. Há um certo misticismo em torno dos braços perdidos e do autor desconhecido. E chama a atenção também o sorriso apenas esboçado e o erotismo que alguns especialistas atribuem à representação de Afrodite, a deusa grega do amor e da beleza. Poucos ali no Louvre parecem se importar com tudo isto e apenas tiram inúmeras fotos para dizer que lá estiveram, correndo para encontrar o próximo o item no guia.

Vênus de MiloEsboço de sorriso?

Fotografando a Vênus de MiloFotografando a Vênus de Milo

Sobre a Mona Lisa, acho que a obra é muito sobrevalorizada. Ouvi uma história (que não pude comprovar) dizendo que Leonardo da Vinci, ao terminá-la, saiu às ruas dizendo que aquele era o seu melhor trabalho. Aquilo, supostamente, acabou por contribuir para que outros argumentos e o boca-a-boca a tornassem uma das obras mais conhecidas e referenciadas em todo mundo. Em todo caso, nem é possível admirá-la tanto devido à enorme quantidade de pessoas e à proteção que a coloca muito distante dos olhares curiosos. Gosto muito mais da pintura Ginevra de’ Benci [en], único trabalho de da Vinci atualmente nas Américas.

Naquele enorme salão foi muito mais significante para mim a gigantesca pintura oposta à Mona Lisa: O Casamento em Caná [en], de Veronese, 1563.  A pintura mostra a cerimônia de casamento onde Jesus, segundo o Novo Testamento, realizou o milagre de transformar água em vinho. Muitas pessoas estão pintadas ali e aparecem por todos os lados bebendo e festejando; Jesus está no meio, sentado à mesa. O curioso é que dado o tamanho da pintura, as pessoas possuem quase tamanho real. A multidão no salão onde a pintura se encontra então parece ser saída do quadro, representando uma continuação em três dimensões do mesmo.

Pintura oposta à Mona Lisa no Louvre

Saí do Louvre e deixei Paris muito satisfeito e com o desejo enorme de voltar inúmeras outras vezes. Ainda na França, no dia anterior, havia visitado a bela Versalhes e, obviamente, seu palácio. Mas esta história fica para o próximo post.

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