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“Causos” pelo mundo (2)

outubro 16th, 2008 — 10:30am

Em Dubai, dois meses atrás, esperando organização por toda cidade, tive uma desagradável surpresa logo ao desembarcar. Os policiais de trânsito resolveram “organizar” o acesso aos taxis, criando uma fila interminável de espera. Resultado: fiquei uma hora e meia esperando, em plena madrugada, num calor de 37 graus, até chegar a minha vez.

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Horas antes, no mesmo aeroporto, sabia que precisaria pagar pouco mais de US$ 100 pelo visto de trânsito no país. Em espécie, tinha comigo exatos US$ 100. Fui então a um caixa rápido sacar o restante do valor. Nada! O maldito não funcionava mesmo sendo do mesmo banco que minha conta corrente. Atravessei então praticamente todo aeroporto até chegar ao saguão de conexões. Tentei todos os caixas e nada…

Já me imaginava passando dois dias no próprio aeroporto, tal qual Tom Hanks no filme O Terminal, quando decidi apelar: Abordei o primeiro sujeito que aparentasse ser amigável o suficiente para simpatizar com minha história. Batata! Consegui o dinheiro restante de primeira, apesar do constrangimento.

Depois, pedi ao taxista que parasse num caixa rápido no caminho para o hotel. Consegui sacar dinheiro na primeira tentativa. Maldita Lei de Murphy.

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Antes, já havia sido pedinte em situação similar. Meu cartão se recusou a funcionar no antigo e agora aposentado aeroporto de Bangalore. Naquela vez, entretanto, foi mais fácil: Como passei uma boa parte da viagem conversando com um britânico que veio sentado ao meu lado, consegui com ele o dinheiro necessário para o táxi.

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Mas não foram estas as duas únicas vezes que fiquei sem dinheiro no exterior por problemas no cartão. Em Toronto, no Canadá, em 2006, meu cartão também parou de funcionar. Lá, entretanto, fui socorrido por meu primo que, coincidentemente, estava na cidade a trabalho.

Horas mais tarde, rimos um bocado do fato num bom restaurante no centro. Ele, claro, pagou a conta. Aliás, relembrando o fato, acho que ainda devo este dinheiro a ele. Pode deixar que um dia te pago, primo! Quem sabe na próxima vez que nos encontrarmos em algum canto do mundo?

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De volta à Índia… Outra vez.

agosto 27th, 2008 — 10:09am

Estou de volta à Bangalore. Cheguei na segunda-feira muito bem recebido pelo trânsito insuportável da hora do rush. Acho que esta cidade e a Índia de maneira geral devem ter uma das piores infraestruturas de transporte do mundo. No total, levei 4 horas do novo aeroporto ao Instituto, ambos separados por meros 66 km de rodovia– Isto mesmo, 16,5 Km/h de média de velocidade!

De bicicleta eu chegaria mais rápido.

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A propósito, o novo aeroporto pelo menos agora é uma porta de entrada decente para a cidade. 3 meses após sua inauguração não tive nenhum problema no desembarque. O serviço foi eficiente e a equipe bem prestativa.

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No vôo para cá, assisti a um filme inusitadamente atraente sobre a Índia, mais especificamente sobre aquela Índia um pouco misteriosa, sendo descoberta por um estrangeiro: Seu título em inglês é Outsourced, ainda sem tradução para o português. A história é de um gerente americano que, ameaçado a perder o emprego, foi obrigado a ir à Índia treinar seu substituto no departamento de suporte aos clientes (os famosos Call Centers).

Todos nós sabemos alguma coisa sobre outros países mas frequentemente isto resume-se a estereótipos construídos pela mídia (dois exemplos apenas para ilustrar, aqui e aqui). Percebo isto mais claramente ao ser indagado no Brasil sobre minha experiência vivida na Índia. As perguntas, em geral, resumem-se às pequenas curiosidades sobre vacas, pobreza, e as aparentes aberrações praticadas pelos indianos. Poucos se importam (sem que isto seja necessariamente bom ou ruim) em tentar entender a congruência do país.

Não que o filme faça isto com maestria mas pelo menos vai além dos clichês e dos estereótipos.  Faz isto só um pouco, é verdade, e no final das contas não deixa de se resumir a um romance de novela, mas pelo menos não é ultrajante. Ao contrário, recomendo o filme justamente por proporcionar um pouco mais de explicação sobre a Índia de maneira bem divertida e ao mesmo tempo respeitosa.

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Enquanto estive no Brasil, este blog completava um ano de vida. O primeiro post foi do meu irmão no dia 2 de julho do ano passado. O meu primeiro veio no dia seguinte.

Para mim, tem sido uma boa experiência relatar as minhas viagens. Além de contribuir para os meus conhecimentos sobre os destinos que visito, o blog tem funcionado como um bom canal de comunicação tanto com velhos conhecidos quanto com novos amigos.

Por isto, o mínimo que posso fazer é agradecer a todos pelas visitas e pelos comentários ao longo de todo este tempo! E que venham novos destinos e novas histórias para serem compartilhadas aqui.

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Rapidinhas direto de Vitória, ES e um problema no Cinemark

junho 1st, 2008 — 8:08pm

Conforme divulgado, já estou de volta ao Brasil desde a semana passada. Adiantei meu vôo em dois dias para fugir da inauguração do novo aeroporto de Bangalore. Novidades governamentais na Índia são sinônimo de muita confusão e problemas.

Em Vitória, já revi meus familiares e alguns amigos. Ainda não deu tempo de “chegar” por completo. Uma boa notícia foi a excelente temperatura média do inverno daqui da capital, quase o oposto do verão indiano insuportavelmente quente e seco.

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Quarta-feira passada estive na Aracruz Celulose com um grupo de alunos do mestrado e da graduação em Ciências Econômicas da UFES. A visita foi extremamente elucidativa na abordagem dos processos inovativos que ocorrem na empresa. Conto mais detalhes depois.

Agradeço ao Prof. Arlindo Villaschi pelo convite.

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Escrevo este post após chegar de uma sessão inusitada de cinema. Ou melhor, uma pseudo-sessão. Tentei pela segunda vez assistir ao novo Indiana Jones sem sucesso. Na primeira cheguei atrasado, mas desta vez, no Cinemark (faço questão de destacar o nome), estou isento de qualquer responsabilidade pelo fracasso.

A projeção do filme começou atrasada, cheia de falhas e distorções, e sem as legendas, gerando gritarias de protestos nos primeiros 10 minutos. Depois, quando acertaram os problemas, a gerência se recusou a recomeçar o filme, provocando uma debandada geral da sessão.

Após muita reclamação, conseguimos o reembolso dos ingressos, da pipoca e do refrigerante, o mínimo aceitável pois não considera o estacionamento, a gasolina gasta, o tempo despendido, e a frustração e o aborrecimento de não conseguir ver o filme.

Era visível também o despreparo de toda a equipe em lidar com a situação. Não havia nenhum tipo de controle para o reembolso e a funcionária responsável não sabia como lidar com os clientes mais exaltados. Inacreditável também a demora em acertar o filme e a recusa em começá-lo novamente.

Já tive problemas antes no Cinemark com o excesso de iluminação durante a sessão, com falhas no som, com filas demoradas para compra de ingresso e pipoca, e com atrasos no início da projeção. Obviamente, pelo menos em Vitória, a empresa ainda precisa melhorar muito.

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O BIAL daqui é outro…

maio 19th, 2008 — 1:54pm

…mas está me dando muito mais dor de cabeça que ser forçado a assistir à versão brasileira no BBB. Em Bangalore, BIAL (Bangalore International Airport Ltd.) é a sigla do consórcio responsável pelo novo aeroporto da cidade. A construção, ao contrário do que todos e principalmente o governo Indiano esperavam, ficou pronta no prazo previsto, 31 de março de 2008. O resultado é que a cidade passou a ter um novo aeroporto moderníssimo mas sem meios de chegar até ele. Simplesmente não havia infra-estrutura rodoviária ou ferroviária e sua abertura teve que ser adiada.

Agora, o que eu não esperava é que a danada da inauguração fosse transferida exatamente para o dia do meu embarque ao Brasil, próxima sexta-feira, 23 de maio. Justamente no dia em que tudo é novidade e ninguém possui a mínima experiência em lidar com os eventuais problemas que certamente estarão presentes no primeiro dia. Maldita Lei de Murphy!!!

Como se não bastasse, o novo aeroporto fica no lado oposto da cidade. Para todos no centro, já fica bem distante, pouco mais de 40 km. Para mim, está a 66 (mais um 6 aí e já viu, né?). A distância parece relativamente pequena mas lembrem-se que o tráfego indiano não é exatamente o mesmo do brasileiro (talvez a única exceção seja São Paulo). Não à toa, a duração prevista da “viagem” no trajeto é de praticamente 3 horas.

A novela não acaba aí. A população (com apoio de poderosos empresários) está pressionando o governo a manter o aeroporto atual aberto. O consórcio do novo aeroporto não aceita e alega que estava previsto nos termos do contrato a desativação do atual. E o governo, com eleições se aproximando, fica em cima do muro. Declarou que, por hora, o aeroporto atual fica fechado.

Acho que sexta-feira vou chegar com umas 10 horas de antecedência para o embarque…

PS: Mais detalhes (em inglês) aqui e aqui.

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