Stetten A.K.M.
Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt. Esse é o nome oficial da cidade natal do Christian, um dos meus amigos alemães do meu primeiro semestre. E diria que com ele foi com quem eu mais aprendi. O Christian é mochileiro nato e não planeja nada além de 3 dias – claro que com algumas exceções. Enfim, é um cara que não procura se preocupar com o que virá até que venha. Algo que sempre admirei e finalmente comecei a aprender.
Foi essa figura que encontrei na estação central de Stuttgart às 7 da manhã do sábado 19 de julho. Uma rápida parada na casa dele para juntar umas coisas e seguirmos para Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt, onde acontecia uma festa trienal. A previsão era voltarmos no domingo de manhã para que ele me apresentasse Stuttgart.
No caminho uma parada num castelo medieval - Burg Hohenzollern -, de quando está região da Alemanha ainda se chamava Prússia. Minha sede pela idade média acho que não tem fim. Além da vista da região que é bem bacana lá de cima.
Seguimos então para Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt onde existe um criador de cangurus - não me pergutem porquê. Sei que posso dizer que já vi cangurus ao vivo, a cores e saltitantes. Parada em casa para um café e seguimos para o restaurante do tio do Christian que é simplesmente sensacional. Se algum dia vocês forem a Stetten lembrem do restaurante do tio do Christian: Gasthaus zur Traube.
Enfim a festa. Ou pelo menos eu achava. É uma festa medieval, ou seja: comida típica da região e da época, bandas com instrumentos e músicas tradicionais da época, todos da cidade e da região próxima vestidos como se vestiam na época. Ou pelo menos todos menos eu e o Christian. Mas como sempre tem alguém melhor preparado que a gente...
Em nossa última parada na casa de um amigo do Christian a mãe do cidadão decide que é um ultraje nós não nos vestirmos e volta de dentro da casa com artigos, panos, e um saco de batatas – vejam nas fotos e vocês vão entender meu apelido de Kartoffelsack. E assim, vestidos de forma muita engraçada e depois de algumas cervejas, seguimos finalmente para a festa.
Diversão garantida desde que você esteja com alguém que conheça as pessoas de Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt. E por lá tive meus 15 minutos de fama. Era engraçado ver as pessoas surpresas ao verem eu e o Christian falando inglês e ele me apresentado como brasileiro. Conversei até com o prefeito, e o presidente nacional do conselho de medicina da Alemanha (ou algo assim) que é originalmente de Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt – que como todo bom alemão estavam bem embriagados. Enfim, transformei o festival deles em internacional. Nos divertimos tanto que ficamos no domingo por lá também, quando dançamos em cima das mesas, fizemos batuque e tudo o mais que tínhamos direito.
Na segunda-feira de manhã me despedi do Christian de volta na estação de trem. Fim de semana inesquecível, divertidíssimo e diferente de tudo que eu havia feito até então. Parti renovado para mais museus, arquitetura e arte. Mas dessa vez era Paris. Ah, Paris! Até lá!
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Yo all!
I’ll now tell you about the amazing weekend at Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt, hometown of Christian, the Prince Charming of Luna. After a night in the train I arrived at Stuttgart Saturday, 19th of july at 7 a.m. From there we made a quick stop at his place, a longer one at the castle of Hohenzollern and then to his hometown.
The thing is I can not tell you about his town. I believe this weekend was a very special one for it held the international medieval festival of Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt – the international part was mainly because of me. And it was very funny to be famous in the city with 3.000 people just because I was the only foreign there. The look on people’s face when Christian introduced me as Brazilian was very funny.
And the party was also very funny. Christian told me that everyone would be dressed up but not that we would too. One of his friend’s mother brought us some stuff and we ended up in medieval costumes just like everybody else – in the pictures you will understand my nickname Kartoffelsack.
I even met the mayor and the president of the German physicians’ council (or something like that) that were pretty drunk, as good Germans as they are. Check out the pictures for the German way of educating kids! It explains a bit of what I mean.
Anyway, it was an amazing weekend different from everything I had done so far. I left Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt renewed for more museums, art and archtecture. But this time was Paris’ time. Ah, Paris! See you next time!
Adeus 2007…
Ei meu povo!!!
“Eh saudade que bate no meu coração!” Já diria Jammil e uma Noites. Fim de ano foi tempo de refletir bastante sobre 2007 e perceber o quanto aprendi nesse ano. Muitas dificuldades, bons momentos e especialmente aprender a valorizar ainda mais as pequenas coisas.
Natal em Berlin na casa do Fabian, amigo meu aqui do Luna. Cheguei lá dia 21.12 e saí dia 28.12 quando fui pra Londres. Berlim é uma cidade interessante. Uma cidade grande sem dúvida mas bem diferente das cidades brasileiras assim como todas as cidades em que estive aqui na Europa. Os prédios não são tão altos e a cidade de uma forma geral não parece ser tão fechada e escura – se bem que o inverno europeu não é a tradução de dias belos e céu azul.
Sem dúvida a 2ª Guerra transformou a cidade que foi bastante destruída e o fato de a Alemanha ter sido berço do Nazismo deixou marcas profundas. Berlim faz questão de lembrar o fato pelo simples de fato de que “Aconteceu. E portanto pode acontecer denovo” (Primo Levi).
Lá visitei o Museu dos Judeus Assassinados na Europa onde eles mantém a lembrança sobre o horror do holocausto. Salas com histórias e depoimentos de pessoas assinadas nos campos de concentração impressionam e te fazem refletir bastante. Outro lugar que visitei foi o Muro de Berlim que ainda está parcialmente de pé e a cidade faz questão de mostrar onde o resto dele esteve, marcando no chão o seu trajeto. Nas fotos vocês vão ver um pouco disso.
Mas nem só de guerra e lembrança vive Berlim. A cidade restaurou todos os seus monumentos e oferece muitas opções de teatro, shows, museus e, claro, rock. Infelizmente não tive oportunidade de ir pro rock lá pq a garganta num colaborou muito com minha intenção e acho que o Fabian também não estava muito afim. Então essa parte fico devendo para a próxima visita.
Estive no Brandenburg Tor, o Portão de Brandenburgo, que era um dos 12 portões onde era controlada a entrada e a cobrança de impostos em Berlim no passado. O monumento é bonito demais e era um dos lugares na Alemanha que eu queria muito visitar desde que comecei a estudar alemão em 2003. Não me perguntei porquê, mas foi muito bom finalmente estar lá de verdade. E fui premiado com um belo dia de sol azul – e frio até dizer chega!
Dia 26 fomos a Dresden, uma cidade há 2 horas de Berlim que tem um centro histórico belíssimo. Castelos, óperas, áreas públicas construídas pelos saxões que impressionam. Aqui as fotos (e o vídeo abaixo) dizem muito mais do que minhas palavras.
No último dia fomos ao estádio Olímpico de Berlim, onde foi a final da Copa do Mundo de 2006 (cheguei atrasado para a fatídica cena do Zidane se aposentando) e na Fernseher Turm (Torre de Televisão), onde tem um restaurante no topo que roda. Confesso que se eu me concentrasse um poquinho acho que eu ficava tonto. Mas ainda bem que a companhia era boa.
Conto sobre Londres depois. No mais, projeto entregue, só preparar a para a apresentação dia 22.01. Até a próxima!
Beijos, abraços e saudade!
PS: Alguém tem o telefone de Durvalino meu Rei? Ôh saudade de Micareta!!!