A excelente educação finlandesa; E o Brasil?
O Luiz Nassif publicou em seu blog semana passada um link para uma matéria da BBC sobre o sucesso do sistema de educação finlandês [en]. Muita gente nos comentários do blog do Nassif parece que não entendeu a matéria, atribuindo o sucesso deles (e o nosso fracasso) aos altos salários dos professores e os altos investimentos em educação.
Sala de aula na Finlândia (fonte)
Mas não é por isso que a Finlândia obtém os melhores resultados em exames internacionais de avaliação de sua educação. Para começar, a Finlândia nem tem os maiores investimentos nem os maiores salários. Este posto fica com Dinamarca, Islândia, Córeia do Sul, Estados Unidos e Israel, todos gastando mais de 7% do seu PIB com educação; A Finlândia gasta 6,4% [en]; O Brasil 4,5% [pdf - en]. Segundo, os salários em torno de EUR 3000,00 (três mil euros ou R$ 7161,00) não são tão altos assim como o valor absoluto faz parecer. A Finlândia tem um alto custo de vida e uma alta carga tributária. Além disto, os salários lá estão abaixo do valor do PIB per capita do país.
A Finlândia não está tão a frente do Brasil porque investe mais. Está porque investe melhor, o que se traduz numa pedagogia melhor. No vídeo no site da BBC, mesmo que você não entenda inglês, repare na pequena quantidade de alunos em uma sala de aula, na disposição das mesas e cadeiras, nas expressões dos alunos e professores, e nos materiais disponíveis, espalhados pela sala. Dá prazer estudar num ambiente assim.
Estudar, lá, é um conceito mais amplo. Os estudantes finlandeses são os que têm o menor número de horas em sala de aula entre os países desenvolvidos. E eles só começam a estudar a partir dos 7 anos. Mas a educação não pára quando a aula acaba. Ela continua com a comunidade, família, amigos e até mesmo com a escola em atividades extra-curriculares. Este envolvimento das pessoas faz toda a diferença.
Enquanto isto, no Brasil, temos a maior média de alunos por sala de aula, professores mal-qualificados, metodologias de ensino do século XIX, e alunos que saem da escola e vão para frente da TV, para a igreja, ou trabalhar. É como se Paulo Freire nunca tivesse existido (ou como se fosse finlandês). Quase nada do que ele defendeu desde a década de 60 é usado aqui no Brasil. A Finlândia, ao contrário, mudou os seus valores sobre o que significa educação; mudou de paradigma de ensino. É aí que está a grande diferença.
A inércia brasileira não vai levar o país a lugar nenhum
Se a Índia, que é um país com indicadores de pobreza bem maiores que o nosso, pode por que o Brasil não? Refiro-me ao sistema de educação superior Indiano e os seus diversos Institutos de ensino e pesquisa reconhecidos internacionalmente. Nas palavras de N. R. Narayana Murthy, fundador e mentor chefe da Infosys, a maior empresa de software Indiana, “a excelência dos institutos Indianos se equipara ou até mesmo supera alguns dos mais prestigiados centros de ensino e pesquisa do Japão, da Europa e dos EUA.”
O Sr. Murthy é também presidente do conselho administrativo do IIIT-B, Instituto onde estudo. Ele esteve hoje aqui falando aos estudantes juntamente com o diretor, S. Sadagopan. Nas palavras de cada um, conquistas da educação superior Indiana e a posição privilegiada em que o país se encontra. Falam com o orgulho de quem dedicou a vida toda por uma causa maior que a própria vida e para uma platéia que dá valor a tais esforços e se vê motivada a trilhar caminhos similares.
E por que o Brasil não conquista tanto? Não é óbvio?! Porque não fazemos por merecer. Quase nunca fizemos. Este país foi construído sobre o estigma de que vence quem leva a melhor sobre o outro. O Brasil não consegue entender que para um ganhar, o outro não precisa perder. O foco, portanto, sempre foi no ganho pessoal fácil, tipicamente a partir dos vínculos sociais e da manutenção do poder. O resultado é que nossas instituições (no sentido amplo da palavra) nunca deram importância à educação e nossas famílias seguiram o exemplo. A história é importante para entendermos este processo [1].
“Para a maioria dos viajantes, o brasileiro do século 19 tinha o horror ao trabalho manual, exercido por escravos, e desejava, como os velhos colonos portugueses, o enriquecimento rápido e súbito.” [2]
Fomos colonizados e subjugados. O país nasceu da escória do velho continente e da exploração do novo. Os donos do pedaço, portanto, nunca precisaram ser educados para governar. Tampouco tinham interesse em educar as massas que serviam apenas para alimentar suas riquezas mesquinhas. Somado a isto, tivemos (sempre, até hoje) uma política de imigração restrita e míope.
“No principio do século vinte, Pierre Denis e Bryce assinalaram que a imigração européia renovava a vida rural e que o "Norte" (Nordeste) porque não a recebeu, possuía a mais medíocre população rural do país.” [2]
Além disto, apesar da crença popular, sempre tratamos muito mal nossos imigrantes menos abastados. Atualmente, latino-americanos sofrem com péssimas condições de trabalho e muitos brasileiros ainda acham que eles merecem tal fardo [3]. Não mudamos praticamente nada em pouco mais de 500 anos e não é para menos: Sem influências externas ou mudanças ambientais bruscas, o ser humano tende apenas a reforçar seus velhos hábitos [1]. E com o tempo estes hábitos passam a ser a norma e viram regra do convívio social.
Regras que são convenientemente esquecidas ao copiarmos os modelos de educação e desenvolvimento dos países desenvolvidos. Assim, passamos a dar alguma educação de qualidade e melhores condições para quem já tinha tudo. E sem mudar as regras, o sistema obviamente se molda para se adequar às necessidades desta classe privilegiada. O vestibular e o preconceito velado contra as cotas raciais são dois dos exemplos atuais claros desta manifestação.
Olhar para o próprio umbigo é comum no Brasil.
Eu vejo pessoas próximas a mim, quase todas com boa condição social, falsificando carteiras de estudante para pagarem meia-entrada no cinema e em eventos culturais. Também falo do problema de restringir a profissão de informática aos profissionais da área e recebo críticas de quem quer o comodismo do emprego garantido. Jornalistas têm feito o mesmo. Todos querem o seu naco de ganho pessoal fácil em detrimento do bem coletivo.
Não conseguem enxergar que ganhariam muito mais estimulando a diversidade de idéias e o pensamento coletivo [4] [6]. Nós brasileiros, somos quase todos corporativistas que contribuem para o desenvolvimento do subdesenvolvimento [5]. Para a elite, é mais cômodo dependermos das políticas de países dominantes e nos colocarmos na condição de periferia satélite. Para o resto da população, sem educação, é suficiente a novela diária, a cesta básica na véspera das eleições, o pagode e o churrasco no domingo.
“O povo brasileiro não precisa de muito para ser feliz!” Quantas vezes já ouvi esta frase e me entristeci com a concordância em coro de quem não busca melhorar sua própria condição e também não quer que outros o façam. Reforçam um estado mental de inércia já instalado há séculos no Brasil.
Enquanto isto, a Índia, mesmo com todo legado de pobreza, aprende com os erros e com os sucessos, se move, e muda – para melhor. Já faz parte do seleto grupo de países com programas nucleares e espaciais avançados (a Índia mandou uma nave à lua este ano). Possui oito vencedores do Prêmio Nobel, sem contar centenas de cientistas que receberam outros importantes prêmios internacionais em suas respectivas áreas. E envia para os EUA uma imensa quantidade de profissionais e estudantes qualificados – e que voltam para contribuir para o seu país.
Este e outros exemplos são resultados do trabalho e dedicação de um povo que estuda, estuda muito porque para eles esta é a melhor forma de contribuir para eles próprios, sua família e seu país.
A mitologia Hindu diz o seguinte neste sentido: Se você seguir Sarawasti, deusa do aprendizado e do conhecimento, Lakshmi, deusa da fortuna e da prosperidade, segui-lo-á. Apesar de algumas mudanças positivas em curso no Brasil, é triste estar na Índia e constatar que no nosso país ainda seguimos a deusa errada.
Referências
[1] D. North, Institutions, institutional change, and economic performance, Cambridge University Press, 1990.
[2] J.H. Rodrigues, “As Caracteristicas do Povo Brasileiro,” Journal of Inter-American Studies, vol. 2, Oct. 1960, pp. 355-377.
[3] L. Sakamoto, “Trabalho decente, meio ambiente e questão agrária,” Blog do Sakamoto, Jul. 2009.
[4] A. Pentland, Honest Signals: How They Shape Our World, The MIT Press, 2008.
[5] A. Frank, “The development of underdevelopment,” Monthly Review, vol. 18, 1966.
[6] A. Saxenian, The New Argonauts: Regional Advantage in a Global Economy, Harvard University Press, 2006.
Eu voltei! (Ou quase…)
Olá pessoal!
Sei que estou há quase 1 ano sumido aqui do blog e, ainda que eu não esteja pronto para voltar, pelo menos venho lhes dar uma satisfação e dizer o que vem por aí – mas repito, ainda que não saiba quando “aí” se traduzirá.
Fato é que, desde a minha ultima postagem sobre Paris, minhas viagens tem sido muito mais internas. E não digo dentro da Dinamarca, pois estou no Brasil desde o natal de 2008, mas me conhecendo melhor. Soma-se a isso o fim do meu 3º semestre, o início da minha tese de mestrado, e algumas aulas de inglês. Atividades que tomaram e estão tomando bastante tempo. Por fim, estou escrevendo um blog em inglês (Innovation Tool) para tentar agregar discussões sobre a minha tese. Ainda bem no início no entanto.
Ainda na Europa, depois de Paris, tive a oportunidade de visitar Amsterdã, Ultrecht (uma cidadezinha holandesa onde mora um grande amigo), Copenhaguem (onde finalmente fui depois de 1 ano morando na Dinamarca), Praga, e uma rápida passagem por Hamburgo. Locais incríveis sem dúvida, que pretendo ainda contar para vocês. Depois de minha chegada ao Brasil estive no Rio de Janeiro depois de 5 anos para reencontrar pessoas que gosto tanto – e que me cobraram bastante essa volta aqui.
Devagar eu vou aparecendo.
Beijos e abraços!
A produção de software no Brasil e o porquê da Índia ser melhor
Ano passado um russo veio à Bangalore visitar o Instituto onde estudo, vindo de Vitória, ES, cidade onde morei praticamente toda minha infância. É isto mesmo. Fiquei tão impressionado com a coincidência que 3 horas em um restaurante próximo não foram suficientes para tanto assunto. O sujeito é pesquisador na Universidade de Berkeley (Califórnia) e conheceu a esposa lá. Ela é carioca, a propósito.
Obviamente a origem da esposa foi mais do que motivo suficiente para ele iniciar um trabalho de pesquisa no Rio. Não me recordo quanto tempo ele ficou na cidade, mas o foco do estudo era no entendimento da metodologia adotada pelos cariocas no processo de desenvolvimento de software. Por que o Rio? Bem, além do fato da esposa ser de lá, outro motivo, segundo ele, é que mais cidades no mundo podem ser comparadas ao Rio, ao contrário da grandiosa São Paulo, o que possibilita um uso mais diverso do resultado. Outro aspecto que ele considera curioso no Rio é a maneira como a cidade se coloca no mercado, à sombra de sua vizinha paulista.
Entre um arroz biryani e outro, ele me apresentou a sua visão do mercado brasileiro de software – bem interessante, por sinal. Por que, por exemplo, os brasileiros produzem software para o mercado interno enquanto a Índia fatura horrores com a exportação? Certamente a língua não é o principal fator. Segundo ele, o fato do software estar em português, o que implicaria em algum custo para tradução (principalmente se o software não foi originalmente projetado para várias línguas) não é (ou não deveria ser), de longe, o principal entrave à exportação. Vencido este primeiro obstáculo, são inúmeras as etapas a serem cumpridas para que o software possa ser comercializado internacionalmente. A língua é, literalmente, o de menos...
Mas então, por que não vendemos software lá fora?
A culpa é do nosso pequeno mercado e da maneira como as empresas brasileiras atuam nele. Ele é, na verdade, ao mesmo tempo uma benção e um calo no pé. É claro que o fato de possuirmos um mercado interno estimula a produção de software local e sem ele nossas atuais empresas provavelmente não existiriam. Entretanto, graças a ele também é que estas mesmas empresas acabam se acomodando: “O meu cliente está logo ali, para que ir mais longe?”.
Outra característica peculiar de nossas empresas de software está na relação com os clientes. Primeiro que elas nascem ou já com um cliente em mente ou pensando em arrumar um cliente. Raramente uma empresa de software no Brasil surge com um plano de negócios focado em um mercado para produzir software numa economia de escala. O foco da empresa no cliente está na natureza de nossas relações. Dificilmente negamos as solicitações dos clientes o que acaba resultando em versões customizadas de um mesmo produto para cada um deles. É mais ou menos como se a relação precisasse ser informal, em tom de amizade [en]. Parece familiar? Pois é, para mim também. Este comportamento acaba fazendo com que as empresas de software do Brasil aceitem praticamente todas as solicitações dos clientes, indo ao extremo de detalhar no software particularidades exclusivas de cada um se preciso.
Além disto, o nosso principal cliente, o governo, tem características muito distintas que exigem grande esforço e investimento na relação comercial. Este mesmo governo também dita o tipo de serviço prestado pelas empresas locais. Nas décadas de 80 e começo de 90, por exemplo, quando o governo impunha severas restrições à entrada de hardware no Brasil, houve uma demanda pela produção interna dele.
Este tipo incentivo tem grandes desvantagens. Primeiro que incentivar a produção de tecnologia em detrimento do uso, acaba favorecendo apenas um setor da indústria quando vários poderiam se beneficiar se o incentivo do governo estivesse no uso da tecnologia. Segundo que, no caso particular da produção de hardware, o mercado internacional é altamente competitivo e dominado por grandes empresas principalmente estabelecidas nos EUA.
Assim, quando se iniciou no Brasil um processo de abertura comercial, muitas das empresas de hardware brasileiras tiveram que encolher consideravelmente ou simplesmente fechar as portas. Com políticas mais recentes do governo, este quadro está se revertendo um pouco. De 2000 para cá é evidente o crescimento de nossa indústria de hardware e software.
No caso do mercado externo, entretanto, são duas razões principais para nossas pífias exportações: 1) lá fora as empresas de software brasileiras não conhecem ninguém, o que dificulta qualquer aproximação mais pessoal da maneira como fazemos no Brasil; e 2) elas muitas vezes não possuem o interesse pois o mercado brasileiro é aparentemente suficiente para elas....
Normalmente uma empresa brasileira inicia alguma operação no mercado internacional apenas quando a oportunidade bate a sua porta. Ou seja, se algum comprador internacional procurar a empresa brasileira, demonstrando bastante interesse, então a ela terá a motivação necessária para tal empreitada.
Como em toda regra, entretanto, esta também possui suas exceções. O melhor exemplo talvez seja a linguagem de programação Lua. Ela foi criada na PUC do Rio em 1993 e desde o seu nascimento foi projetada em inglês, para o mercado externo. Para se ter uma idéia, nem existe manual em português. Aliás, os melhores livros dela só são encontrados fora do Brasil e sem tradução para nossa língua. Segundo o site oficial, Lua é usada em várias aplicações de grande porte (por exemplo, o Adobe Photoshop Lightroom) e é a linguagem de script dominante na criação de jogos. Menos de 10% dos mais de 1300 assinantes da lista de discussão são do Brasil.
Para fechar, o meu amigo russo acha que os brasileiros das empresas de software são megalomaníacos (ele fala um bom português e literalmente usou esta palavra). São todos cheios de grandes planos, sonham em atingir o mercado internacional, mas pouco fazem na prática para tornar os sonhos concretos. É a perfeita justificativa, segundo ele, para que nosso país continue sendo o “país de futuro”, sem planos no presente.
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O estudo do pesquisador ocorreu essencialmente no Rio de Janeiro. Embora alguma extrapolação seja possível, a generalização oculta outros padrões que se destacam principalmente em algumas regiões do Sul do Brasil, em São Paulo, e em Recife. Ainda assim, estamos muito atrás da Índia na indústria de software. Temos grandes empresas mas a maioria ainda é estrangeira (inclusive as Indianas Wipro e Satyam) e que só agora começam a se organizar para tornar o país competitivo. O resultado deste individualismo e falta de pró-atividade é um mercado menor que a metade do mercado Indiano (cerca de US$ 20 bilhões em comparação aos US$ 50 bi Indianos), com déficit na balança comercial, e ainda bastante dependente do governo para se sustentar.
Para mais informações:
- Sobre o mercado Brasileiro, acesse o site da BRASSCOM, criada em 2004 copiando o modelo Indiano;
- Sobre o mercado Indiano, acesse o site da NASSCOMM [en], criada em 1988 (!!) e hoje uma poderosa associação que defende os interesses da indústria de software Indiana;
- Sobre as diferentes características do crescimento das indústrias de software Indiana e Brasileira, leia o excelente livro From Underdogs to Tigers: The Rise and Growth of the Software Industry in Brazil, China, India, Ireland, and Israel [en].
Rapidinhas do final do semestre letivo e a visita de um grupo gaúcho
No momento, estou estudando muito. Muito mesmo. São as semanas finais do semestre então além das habituais leituras para minha pesquisa, ainda estou encarando provas, trabalhos e apresentações.
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Por conta disto, volto daqui duas semanas (ou talvez semana que vem) com a programação normal. Ainda estou devendo falar da minha presença em um casamento em Cingapura.
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Ontem esteve aqui no instituto uma missão organizada pela VALETEC e FEEVALE, respectivamente a organização responsável pelo Parque Tecnológico do Vale dos Sinos e uma universidade da região, no estado do Rio Grande do Sul.
A comitiva era composta por prefeitos, o diretor da universidade, membros da VALETEC, empresários, e jornalistas. Todos bastante interessados em compreender melhor o sucesso indiano para tentar apropriá-lo na extensão possível para a região gaúcha do Vale dos Sinos.
Participei com eles de uma discussão onde também esteve presente o Professor Balaji Parthasarathy. Em seguida visitamos juntos o impressionante campus da sede da Infosys, uma das três maiores empresas de TI indiana e entre as dez maiores do mundo no setor. Conto mais desta e de outras gigantes indianas em outro post.

Integrantes da comitiva gaúcha e eu, o segundo da esquerda para direita, no hall de entrada do IIIT-B
Para quem quiser saber mais da missão e da visita deles à Bangalore, recomendo uma reportagem que saiu na Rádio ABC 900 e dois artigos, um do portal Ziptop e outro do Baguete, um site especializado em TI.
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Dia 23 de maio do ano corrente chego ao Brasil para mais uma curta temporada. Fico por volta de três meses antes de mais uma vez retornar à Bangalore. Espero poder rever todos!