Paris merece 2
Pois é pessoal, minha passagem por Paris foi fantástica. Tanto que precisei primeiro contar pra vocês o que é aquele lugar pra agora poder falar um pouco mais do que eu fiz por lá.
Primeiramente devo dizer que além de Paris ser Paris, existe por lá uma pessoa simplesmente incrível que é o Richard. Vocês já ouviram falar dele na minha viagem que fiz a Barcelona no início deste ano. Ele é francês, de mãe polonesa e pai congolês. Eu o conheci aqui mesmo no Luna onde ele ficou também durante um ano. Encontrei-o na 2ª feira, 21 de julho, a noite depois de descansar um pouco no albergue da viagem de Stetten até Paris.
Sempre ouvia falar da namorada dele e foi um prazer finalmente poder conhecê-la. A Laurie é um anjo! Simpática, amigável, descendente de espanhóis (é, eu sei, viva a União Européia!) e além de tudo uma cozinheira de mão cheia! Por 2 dias jantei na casa deles, outras vezes jantamos juntos em algum restaurante.
No primeiro dia fomos ao bendito restaurante japonês que adicionou um toque parisiense em alguns pratos. Fantástico! E o chef, um japonês que não consegui parar de rir, cozinhava em uma chapa rodeada por bancos onde sentamos para sermos torturados por perfumes inusitados enquanto ele preparava os pratos.
Museus fui ao Louvre, ao D’Orsay e Pompidou e ainda assim ouvi gente me dizendo que eu perdi coisas incríveis por lá. Vi obras de grandes artistas como Rafael, Da Vinci, Picasso, Pissarro, Rodin, Basquiat, Van Gogh, Monet, dentre outros. Confesso que o Louvre é grande até demais. Foi difícil achar uma mera pilha pra comprar lá dentro. O D’Orsay é simplesmente fenomenal. E o Pompidou... O Pompidou é um museu de arte moderna e contemporânea e foi o que eu mais estranhei. Por mais que existam coisas geniais, um acervo de fotografias, pinturas, composições, estruturas, esculturas e filmes, algumas dessas coisas são extremament bizarras e em alguns casos dificil até considerar arte. Pelo simples fato de você não querer párar.
Dificil dizer alguma coisa dos Parisienses. Conheci apenas dois dos amigos do Richard que foram bem gente boas. Mas os que conheci aqui em Aalborg, bem... Melhor não falar nada.
Não preciso dizer que sai de Paris feliz por finalmente estar em Paris, por rever um grande amigo, e por ter vivido tanta coisa boa por lá. Parti em direção a Amsterdã, que seria minha última parada, na 6ª feira a tarde.
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You guys!
Here I am to finally tell you about my week in Paris with Richou and Laurie. Actually I had to post twice about Paris. The first one was with no pictures and mainly saying great things about the city. How great, beautiful, and tasty it is. I actually suggested that the word “Paris” should be used as an adjective for great things.
This time I’m just saying a bit about what I did and my impressions of everything I saw there. How happy I was to finally be able to see Paris and especially to visit the museums and find out that I actually like art.
And of course I wrote about how wonderful was to see Richard again and to finally meet Laurie. Thanks again guys, for everything! The guides, the tours, the dinners, the great wine, the laughs, everything was great! I’m really looking forward to meet you again at Asbjorn’s birthday in December. I wish you all the best!
From Paris I went finally to Amsterdam to meet the great Mr. Floor Van der Wind. This was supposed to be the last stop but…
Ah, Paris!
Paris é Paris. É impossível definir a cidade de uma forma diferente. Depois de finalmente visitar Paris você vai perceber que o nome da cidade é na verdade um adjetivo. Adjetivo para o que é belo, envolvente, charmoso, encantador, sedutor e saboroso.
Você vai entender porque sinônimo de belo ao caminhar por parques verdes, bem cuidados, decorados com esculturas, árvores, juventude, esportes e alegria. Ao caminhar ao longo do Sena e se admirar com a arquitetura riquíssima e preservada impecavelmente, e integrada com o moderno, com o ousado. E esses contrastes vão te envolvendo a cada esquina em que você vira e percebe mais um charme, mais um encanto, mais um mimo que a cidade te oferece.

Sentar nos jardins sob a Torre Eifell para tomar um sorvete, papear, observar as crianças correndo, casais de mãos dadas, cães correndo alegres, amigos tomando sol, tomando vinho ou cerveja, sob um sol agradável de verão, céu azul, e levantar-se preguiçosamente para um almoço regado a um bom vinho.
Paris não é só Paris pelas ruas e monumentos. Paris é também Paris por seus museus. Sair de Paris sem visitar seus museus é covardia. Medo de perceber que realmente admira aquela baboseira toda de “arte” que a gente escuta tanto falar no Brasil. Medo de perceber que gosta dessa coisa careta, enfadonha que é arte. Passar horas dentro de um museu, olhando por minutos em alguns casos para o mesmo quadro e se interessar no que o artista sentia no momento pois de alguma forma a obra também mexe com você. Medo de finalmente entender que, como ouvi bem depois, arte precisa ser considerada, mais do que bela.
Perceber que Paris corresponde à fama da sua culinária e saborear uma mistura de cozinha oriental com francesa e se surpreender com seu próprio paladar. Inusitadas misturas seduzem sua boca e te fazem querer mais da experiência fantástica que é Paris.
Depois de visitar Paris você vai entender porque pais colocam o nome das filhas de Paris, porque a cidade é tão, famosa, tão requisitada, tão... tão...
...tão Paris!
Lá ao Brasil e de Volta à Índia 2007-08 (2)
Após 45 dias, cheguei à Índia para encontrar os mesmos problemas de sempre. Caos no trânsito, falta de educação no comportamento dos indianos no dia-a-dia, poluição, pobreza. Tudo isto se manifesta o tempo todo e de diversas formas no imenso contraste que é a Índia. E não é preciso nem sair do aeroporto para acordar para a realidade do país.
Já escrevi especificamente sobre o trânsito daqui no passado. Recentemente, a realidade indiana também foi tema de um texto de um amigo (brasileiro) que conheci aqui em Bangalore. Ele resume os problemas indianos em categorias: sujeira, má qualidade dos serviços prestados, abuso dos motoristas de riquixás, exploração econômica dos estrangeiros, trânsito insuportável, festas sem graça (e que acabam antes da meia-noite), e a falta de respeito com a mulher. Eu ainda incluiria neste bolo a corrupção que permeia todos os níveis da sociedade indiana, a língua inglesa quase indecifrável de muitos indianos, e a pobreza explícita que denuncia a precariedade dos serviços públicos básicos e o descaso tanto das autoridades quanto de parte da população.
No trajeto de volta ao Instituto (o IIIT-B), tentei adiar tanto quanto possível esta realidade revendo mentalmente todos os incríveis destinos que visitei na viagem que terminara. Foi um passeio inesquecível, em vários atos. Começou na Índia, passou pela Europa e pelo Brasil, terminou na Índia. Lá e de Volta, literalmente.
1. Agra (Taj Mahal)
Por mais que falem do clichê que é visitar este mausoléu, considero a visita à Índia incompleta sem conhecer esta que, para mim, é uma das construções humanas mais bonitas ainda de pé.
2. Delhi
Delhi é uma capital com muita história para contar. Rota de muitos povos entre diferentes regiões por milhares de anos, a cidade se tornou um caldeirão de diferentes culturas e religiões. Visita também imperdível a quem visitar a Índia.
3. Munique, Regensburgo, e Chemnitz
Revisitei a Alemanha em dezembro, após ter passado por lá antes de chegar à Índia pela primeira vez. Adorei o país e todas as cidades que visitei. Foi muito bom também ter reencontrado velhos amigos que não via desde 2003.
4. Praga
Apesar da péssima impressão causada pela estação de trem, Praga – capital da República Tcheca – me surpreendeu positivamente. A cidade preserva mais de 1000 anos de história e exibe orgulhosa todos os principais estilos arquitetônicos que marcaram a Europa desde então.
5. Varsóvia
A capital polonesa foi a que teve menos valor turístico para mim. A cidade mais destruída pelos alemães na Segunda Guerra tem pouco a oferecer. Nem por isto, entretanto, foi menos importante: Com um amigo, revisitei a história de uma das maiores atrocidades da humanidade. Sob este ponto de vista, Varsóvia tem muito a mostrar; as cicatrizes ainda não se fecharam.
6. Cracóvia
Em clima bem mais leve, me diverti bastante com as lendas que recheiam a cultura desta cidade, no sul da Polônia. Até dragões fazem parte do mito popular.
7. Helsinque
A Finlândia (e obviamente sua capital) tem valor especial para mim. Foi minha primeira morada no exterior e onde ganhei amigos para toda a vida. E queria muito visitá-los. O reencontro foi memorável e não podia ter sido melhor.
8. Tallinn
A capital da Estônia é o ponto alto deste país que começa a se destacar na Europa, após décadas sob domínio russo. Fiquei encantado com local e seus atrativos, tanto da velha Tallinn medieval quanto da nova e moderna capital.
9. Vitória
Minha terra natal! Local onde estão as pessoas que mais amo neste mundo! Precisa falar mais?
10. Londres
Com apenas um dia disponível na cidade, tive que me contentar apenas com as principais atrações. Foi uma boa primeira impressão da cidade mas certamente não o suficiente.
De Londres, após uma escala no Bahrein (Oriente Médio), voei direto para Bangalore. O dia amanhecia quando finalmente consegui me desvencilhar do controle alfandegário e da fila para conseguir um táxi. Bangalore não é uma cidade bonita mas não era mesmo por isto que estava ali. Apesar dos seus problemas, a cidade e o país têm também muitas qualidades. Talvez “incrível”, como quer descrever o governo (http://www.incredibleindia.org/), seja mesmo o melhor adjetivo para resumir ambos, qualquer que seja a conotação empregada.
Voltemos agora à programação normal, diretamente da Índia...