Lá e de Volta Sobre tecnologia e sociedade

29out/081

Paris merece 2

Pois é pessoal, minha passagem por Paris foi fantástica. Tanto que precisei primeiro contar pra vocês o que é aquele lugar pra agora poder falar um pouco mais do que eu fiz por lá.

Primeiramente devo dizer que além de Paris ser Paris, existe por lá uma pessoa simplesmente incrível que é o Richard. Vocês já ouviram falar dele na minha viagem que fiz a Barcelona no início deste ano. Ele é francês, de mãe polonesa e pai congolês. Eu o conheci aqui mesmo no Luna onde ele ficou também durante um ano. Encontrei-o na 2ª feira, 21 de julho, a noite depois de descansar um pouco no albergue da viagem de Stetten até Paris.

Sempre ouvia falar da namorada dele e foi um prazer finalmente poder conhecê-la. A Laurie é um anjo! Simpática, amigável, descendente de espanhóis (é, eu sei, viva a União Européia!) e além de tudo uma cozinheira de mão cheia! Por 2 dias jantei na casa deles, outras vezes jantamos juntos em algum restaurante.

No primeiro dia fomos ao bendito restaurante japonês que adicionou um toque parisiense em alguns pratos. Fantástico! E o chef, um japonês que não consegui parar de rir, cozinhava em uma chapa rodeada por bancos onde sentamos para sermos torturados por perfumes inusitados enquanto ele preparava os pratos.

Museus fui ao Louvre, ao D’Orsay e Pompidou e ainda assim ouvi gente me dizendo que eu perdi coisas incríveis por lá. Vi obras de grandes artistas como Rafael, Da Vinci, Picasso, Pissarro, Rodin, Basquiat, Van Gogh, Monet, dentre outros. Confesso que o Louvre é grande até demais. Foi difícil achar uma mera pilha pra comprar lá dentro. O D’Orsay é simplesmente fenomenal. E o Pompidou... O Pompidou é um museu de arte moderna e contemporânea e foi o que eu mais estranhei. Por mais que existam coisas geniais, um acervo de fotografias, pinturas, composições, estruturas, esculturas e filmes, algumas dessas coisas são extremament bizarras e em alguns casos dificil até considerar arte. Pelo simples fato de você não querer párar.

Dificil dizer alguma coisa dos Parisienses. Conheci apenas dois dos amigos do Richard que foram bem gente boas. Mas os que conheci aqui em Aalborg, bem... Melhor não falar nada.

Não preciso dizer que sai de Paris feliz por finalmente estar em Paris, por rever um grande amigo, e por ter vivido tanta coisa boa por lá. Parti em direção a Amsterdã, que seria minha última parada, na 6ª feira a tarde.

Confiram as fotos!

***

You guys!

Here I am to finally tell you about my week in Paris with Richou and Laurie. Actually I had to post twice about Paris. The first one was with no pictures and mainly saying great things about the city. How great, beautiful, and tasty it is. I actually suggested that the word “Paris” should be used as an adjective for great things.

This time I’m just saying a bit about what I did and my impressions of everything I saw there. How happy I was to finally be able to see Paris and especially to visit the museums and find out that I actually like art.

And of course I wrote about how wonderful was to see Richard again and to finally meet Laurie. Thanks again guys, for everything! The guides, the tours, the dinners, the great wine, the laughs, everything was great! I’m really looking forward to meet you again at Asbjorn’s birthday in December. I wish you all the best!

From Paris I went finally to Amsterdam to meet the great Mr. Floor Van der Wind. This was supposed to be the last stop but…

28out/084

Ah, Paris!

Paris é Paris. É impossível definir a cidade de uma forma diferente. Depois de finalmente visitar Paris você vai perceber que o nome da cidade é na verdade um adjetivo. Adjetivo para o que é belo, envolvente, charmoso, encantador, sedutor e saboroso.

Você vai entender porque sinônimo de belo ao caminhar por parques verdes, bem cuidados, decorados com esculturas, árvores, juventude, esportes e alegria. Ao caminhar ao longo do Sena e se admirar com a arquitetura riquíssima e preservada impecavelmente, e integrada com o moderno, com o ousado. E esses contrastes vão te envolvendo a cada esquina em que você vira e percebe mais um charme, mais um encanto, mais um mimo que a cidade te oferece.

Torre Eiffel

Sentar nos jardins sob a Torre Eifell para tomar um sorvete, papear, observar as crianças correndo, casais de mãos dadas, cães correndo alegres, amigos tomando sol, tomando vinho ou cerveja, sob um sol agradável de verão, céu azul, e levantar-se preguiçosamente para um almoço regado a um bom vinho.

Paris não é só Paris pelas ruas e monumentos. Paris é também Paris por seus museus. Sair de Paris sem visitar seus museus é covardia. Medo de perceber que realmente admira aquela baboseira toda de “arte” que a gente escuta tanto falar no Brasil. Medo de perceber que gosta dessa coisa careta, enfadonha que é arte. Passar horas dentro de um museu, olhando por minutos em alguns casos para o mesmo quadro e se interessar no que o artista sentia no momento pois de alguma forma a obra também mexe com você. Medo de finalmente entender que, como ouvi bem depois, arte precisa ser considerada, mais do que bela.

Perceber que Paris corresponde à fama da sua culinária e saborear uma mistura de cozinha oriental com francesa e se surpreender com seu próprio paladar. Inusitadas misturas seduzem sua boca e te fazem querer mais da experiência fantástica que é Paris.

Depois de visitar Paris você vai entender porque pais colocam o nome das filhas de Paris, porque a cidade é tão, famosa, tão requisitada, tão... tão...

...tão Paris!

16out/085

Stetten A.K.M.

Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt. Esse é o nome oficial da cidade natal do Christian, um dos meus amigos alemães do meu primeiro semestre. E diria que com ele foi com quem eu mais aprendi. O Christian é mochileiro nato e não planeja nada além de 3 dias – claro que com algumas exceções. Enfim, é um cara que não procura se preocupar com o que virá até que venha. Algo que sempre admirei e finalmente comecei a aprender.

Foi essa figura que encontrei na estação central de Stuttgart às 7 da manhã do sábado 19 de julho. Uma rápida parada na casa dele para juntar umas coisas e seguirmos para Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt, onde acontecia uma festa trienal. A previsão era voltarmos no domingo de manhã para que ele me apresentasse Stuttgart.

No caminho uma parada num castelo medieval - Burg Hohenzollern -, de quando está região da Alemanha ainda se chamava Prússia. Minha sede pela idade média acho que não tem fim. Além da vista da região que é bem bacana lá de cima.

Seguimos então para Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt onde existe um criador de cangurus - não me pergutem porquê. Sei que posso dizer que já vi cangurus ao vivo, a cores e saltitantes. Parada em casa para um café e seguimos para o restaurante do tio do Christian que é simplesmente sensacional. Se algum dia vocês forem a Stetten lembrem do restaurante do tio do Christian: Gasthaus zur Traube.

Enfim a festa. Ou pelo menos eu achava. É uma festa medieval, ou seja: comida típica da região e da época, bandas com instrumentos e músicas tradicionais da época, todos da cidade e da região próxima vestidos como se vestiam na época. Ou pelo menos todos menos eu e o Christian. Mas como sempre tem alguém melhor preparado que a gente...

Em nossa última parada na casa de um amigo do Christian a mãe do cidadão decide que é um ultraje nós não nos vestirmos e volta de dentro da casa com artigos, panos, e um saco de batatas – vejam nas fotos e vocês vão entender meu apelido de Kartoffelsack. E assim, vestidos de forma muita engraçada e depois de algumas cervejas, seguimos finalmente para a festa.

Diversão garantida desde que você esteja com alguém que conheça as pessoas de Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt. E por lá tive meus 15 minutos de fama. Era engraçado ver as pessoas surpresas ao verem eu e o Christian falando inglês e ele me apresentado como brasileiro. Conversei até com o prefeito, e o presidente nacional do conselho de medicina da Alemanha (ou algo assim) que é originalmente de Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt – que como todo bom alemão estavam bem embriagados. Enfim, transformei o festival deles em internacional. Nos divertimos tanto que ficamos no domingo por lá também, quando dançamos em cima das mesas, fizemos batuque e tudo o mais que tínhamos direito.

Na segunda-feira de manhã me despedi do Christian de volta na estação de trem. Fim de semana inesquecível, divertidíssimo e diferente de tudo que eu havia feito até então. Parti renovado para mais museus, arquitetura e arte. Mas dessa vez era Paris. Ah, Paris! Até lá!

***
Yo all!

I’ll now tell you about the amazing weekend at Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt, hometown of Christian, the Prince Charming of Luna. After a night in the train I arrived at Stuttgart Saturday, 19th of july at 7 a.m. From there we made a quick stop at his place, a longer one at the castle of Hohenzollern and then to his hometown.

The thing is I can not tell you about his town. I believe this weekend was a very special one for it held the international medieval festival of Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt – the international part was mainly because of me. And it was very funny to be famous in the city with 3.000 people just because I was the only foreign there. The look on people’s face when Christian introduced me as Brazilian was very funny.

And the party was also very funny. Christian told me that everyone would be dressed up but not that we would too. One of his friend’s mother brought us some stuff and we ended up in medieval costumes just like everybody else – in the pictures you will understand my nickname Kartoffelsack.

I even met the mayor and the president of the German physicians’ council (or something like that) that were pretty drunk, as good Germans as they are. Check out the pictures for the German way of educating kids! It explains a bit of what I mean.

Anyway, it was an amazing weekend different from everything I had done so far. I left Stetten A-punkt-K-punkt-M-punkt renewed for more museums, art and archtecture. But this time was Paris’ time. Ah, Paris! See you next time!

14out/082

La Dolce Vitta Romana

Salve salve, galera!

Finalmente depois de um tempão venho atualizar o blog. Dessa vez para contar pra vocês a minha passagem por Roma e claro pelo Vaticano. Cheguei de Bologna numa 4ª feira e sem acreditar muito que estava em Roma comecei a andar em busca do meu hostel. Ainda bem que uma amiga estava lá na estação para me ajudar, a Serena.

Ela me levou até o hostel depois fomos andar um pouco pela capital Italiana. Fontana di Trevi, Piazza de Spagna com a La Barcaccia, Piazza Navona onde fica a embaixada do Brasil, o Panteão, Piazza del Popolo, e mais um pouco nesse primeiro dia de caminhadas. Lugares lindos. Mas pra mim nada se compara a vista ainda que de longe logo na chegada, ainda com mochila nas costas do grande e belo Coliseu.

Um gigante de mais de 2 mil anos de idade que encanta pela arquitetura, pela conservação e impressiona pela história. Acho que não preciso dizer que o Coliseu era usado para os famosos duelos de Gladiadores contra animais exóticos e contra outros Gladiadores. Mas estar lá e ver tudo isso de perto, poder tocar esse marco da história era o que eu precisava pra acreditar e dizer “Eu estou em Roma!”. E este foi apenas o segundo dia. Nesse mesmo dia também visitei o Palatino, colina onde ficava boa parte da nobreza romana. Aqui se encontra em restauro por exemplo a casa de César, e pode-se avistar o Circus Maximus de um ângulo privilegiado.

Na 6ª feira acordei bem cedo para poder visitar o Vaticano com calma uma vez que meu trem para Stuttgart saía no início da tarde. Cheguei à Basilica de São Pedro às 7:30 da manhã e estava quase completamente vazia. Eu não podia ter feito melhor. Estava vazia, sem filas, e pude admirar obras incríveis pela riqueza (e exagero) de mármores de todas as cores, e pela grandeza da Basilica, não há como não se sentir pequeno lá dentro.

O único problema que tive foi o museu da Basilica que estava fechado. O que acabou sendo positivo pois me levou aos Museus do Vaticano mais cedo. Cheguei lá antes de abrir e já havia uma fila que quase dobrava o quarteirão (vocês não querem imaginar onde estava a fila quando saí). Mas valeu a pena demais!

É preciso andar muito em Roma. A cada esquina existe um pedaço de história, um monumento de cair o queixo, um detalhe, um encanto. E depois de 2 dias andando em média 14 horas sem parar senão para comer, a motivação para párar era grande. Mas os Museus do Vaticano foram uma recompensa para o esforço de continuar. Por todas as salas as paredes, o teto e o chão são cobertos por obras de arte renascentista. Claro que são centenas de pessoas pelas salas e corredores ao mesmo tempo e fica dificil prestar atenção em tudo. Até porque “tudo” é impossível de se ver em um dia apenas. É preciso passar um ano lá dentro dando alguns poucos passos por dia para conseguir admirar tudo.

Vale a ressalva do modelo de “O Pensador” de Rodin em miniatura, e claro a Capela Sistina, dentre outras de Rafael e Michelangelo por exemplo.

Saí de lá recompensado, maravilhado com destino ao meu trem que viraria a noite pra me deixar em Stuttgart onde encontrei meu grande amigo Christian, que me levou para um fim de semana inesquecível em sua cidade natal, Stetten A.K.M. Até a próxima! E confiram as fotos!

PS: Os links são para os artigos em inglês da Wikipedia pois possuem mais conteúdo que as versões em Português.

***

Hey all!

Sorry the late update but here I am to tell you about Rome and the Vatican City. I guess the pictures say a lot more than I could about this great living monument that is the Italian capital city and the Vatican City. All the monuments, historical places, such as the Coliseum, Pantheon, Fontana di Trevi, Fontana de la Barcaccia, Piazza di Spagna, Piazza Navona (where the Brazilian embassy is), and so on, are all very impressive. It was not once or twice that my chin fell to the ground and I said “Geez! I’m in Rome!”

It is all stunning. Every corner you turn you are very susceptible to let yourself be surprised by the beauty and greatness of the architecture and arts of the ancient Roman Empire. And that makes you want to walk every single step of Rome, leaving you quite tired by the end of the second day!

On Friday, my third and last day there, I went to the Vatican City at 7:30 in the morning to look at the heart of the Catholic Church. The St. Peter’s Basilica is huge, beautiful, and impressive. And for that matter, makes you feel small. But I couldn’t help thinking that it is a bit too much. All that wealth exposed, almost as luxury, well… I don’t want to start a religious discussion. It’s beautiful, and leave it like this.

After that, my feet were killing me but the Vatican Museums were a great reward for my final effort. Paitings from Michelangelo and Raphael, and of course the Sistine Chapel were more than enough for me to keep going these last few moments in Rome.

In the beginning of the afternoon I left Rome still holding my chin and towards an unforgettable weekend with Christian in Stetten A.K.M. See you next time!

PS: All the links in the Portuguese text are to the Wikipedia articles in English so you can check them out!

15set/083

Bologna, cidade dos arcos

Ei pessoas!

Antes de eu começar a falar sobre Bologna, queria perguntar: o que vocês querem saber de tudo que está acontencendo aqui? Que tipo de histórias vocês querem ler sobre? Vocês têm curtido os meus relatos até aqui? Por favor deixem um comentário aqui. Pois eu só escrevo nesse blog para poder compartilhar com vocês minhas experiências e tentar de alguma forma manter contato com pessoas que eu gosto tanto. Desde já agradeço a contribuição!

***
Agora sim sobre Bologna... A cidade foi escolhida pela presença de um outro amigo meu que morou aqui no Luna, mas esse foi no segundo semestre. Francesco Naldi. Grande figura, um cara inteligente, bom humorado, daqueles que você consegue conversar por horas e nem ver o tempo passar. E completamente apaixonado pela cidade dele. E como ele é arquiteto / engenheiro civil (o curso dele é uma mistura dos dois em 5 anos), ele pode me explicar sobre as carcterísticas dos diversos estilos que compoem o centro histórico de Bologna.

A cidade nunca foi um feudo e por isso não tem um castelo, como outras cidades européias – vide Milão, Krakow, Paris, Berlim, Londres, etc. Apesar disso a cidade possui os tradicionais pórticos que eram a entrada para a cidade. Porém a característica mais marcante de Bologna é o fato de que no centro histórico e por diversas outras ruas, as calçadas são cobertas pelos prédios e as colunas formam quilômetros e quilômetros de arcos como vocês vão ver nas fotos. Segundo o Francesco são milhares de quilômetros.

A cidade possui uma das mais antigas universidades do mundo e o campus é simplesmente belíssimo! Fiquei imaginando o quão mais interessante deve ser estudar arquitetura num lugar onde você pode de fato ver os estilos e não simplesmente ler em livros e fotos.

Enfim, dada a presença dauniversidade, a cidade possui um grande número de estudantes o que garante um clima bem descontraído apesar dos milhares de anos de história. Ruas bem “pequeninhas” abrigam cafés, restaurantes e bares muito charmosos e agradáveis. Foi uma parada bem divertida também. Uma pena que foi uma segunda e uma terça-feira durante as férias da universidade. A cidade estava vazia e não pude presenciar todo o potencial de diversão que o Francesco sempre fez questão de enaltecer.

Faltou dizer que todo o tour foi feito em uma autêntica Vespa, as famosas lambretas italianas que estão por toda parte no país da bota.

Parti na quarta-feira de manhã para Roma. Não preciso dizer o quanto eu estava motivado para ver Roma. Era um dos lugares que eu havia me prometido ver antes de voltar ao Brasil.

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Hey guys!

Bologna was a great stop. The city is quite beautiful with all the archs around the streets – like the ones you see on the picture above – the historical center in the middle of a valley and the surrounding hills are just a great view.

And of course, meeting Francesco (Casagrande!) was great especially because of his architect formation and his knowledge and passion for the city. It was great to be guided by Francesco in one of his Vespas (he has three I think).

The city also seems to be a lot of fun but I was there on a Monday and Tuesday so I couldn’t experience the full potential of one of the World’s Secret Capital (among Seattle) which is later on the week. But it was a lot of fun even though. Thanks again, Francesco!

I left on Wednesday morning to Rome, that I was really excited to see. More about that next time.

Cheers!

2set/084

Milão e um pouco mais

Ei pessoas! Desculpem o atraso. Como falei no último post, desta vez conto para vocês minha passagem por Milão e a um pouco mais.

Saí do meu hotel e precisei pegar um metrô para chegar até o hotel onde meu caro Gira (fala, Doido!) estava hospedado. E como essa foi a única rota que usei como transporte público, minha impressão de Milão começou muito boa pois desci em uma estação quase em frente de onde eu precisava ir.

Momento mais que especial quando pude rever e dar um forte abraço em um grande amigo. Fora a cara de morto que Rafael e a namorada Renata estavam, tudo pareceu como se não estivessemos sem nos ver por 1 ano. Conversamos bastante e saímos para comer uma pizza.

Preciso fazer uma ressalva que além do Gira e da Renata estive também acompanhado dessas figuras que são a Vanessa e o Giovani. A Vanessa é amiga da Renata do Brasil de longa data. O Giovani, ou Giov como passamos a chamá-lo, é italiano, namorado da Vanessa. Eles vieram a Milão buscar Rafael e Renata que ficariam hospedados na casa deles.

Já era tarde quando acabamos a pizza. Aliás muito boa apesar das garçonetes serem orientais o que passou uma impressão de que a comida não seria tradicionalmente italiana. Saímos então para uma volta numa região de bares e boates e pude ver um pouco mais da cidade, tomamos umas geladas, fizemos ombrinho (ombrinho! hey!), e mais conversa pra matar a saudade.

Fato interessante: nunca vi alguém tirar tanta foto que nem Rafael. Foto da pizza, foto com a pizza, foto da Renata com a pizza, foto comigo e com a pizza, foto da cerveja, foto do brinde, foto com a cerveja, foto comigo e com a cerveja, foto da Renata com a cerveja, foto do brinde dele e da Renata, foto, foto, foto! Minha Nossa!!! É foto demais, Doido! (Renata, se você estiver lendo isso não me mata pelo tanto de Doido que eu já escrevi.)

Dia seguinte andamos mais pela cidade, especialmente pelo Castelo de Milão, Piazza Duomo, Piazza Da Vinci e pela rua Montenapoleone, que é rua da moda. Gucci, Armani, Valentino, Hugo Boss, Ferragamo, Victor Hugo, e o que mais você imaginar. Lamborghini foram 2, Porsches, BMW e Mercedez perderam a graça, enfim, uma exibição de luxo necessária para uma das capitais mundiais da moda.

Entretanto, minha impressão geral da cidade não é muito boa. Pixações por todos os lados (não grafiti, poluição visual mesmo), muita sujeira, muito cigarro e muita cidade! Milão é uma cidade industrial com pouca preocupação com áreas públicas. Ainda que não arranha-céus, são prédios e mais prédios por todos os lados, todos sujos de poluição, fios elétricos cruzando em todas as direções, trânsito, enfim, CAOS urbano (como diria meu irmão).

Chegamos ao fim do dia e eu tinha me programado para ir para Bologna no trem noturno. Eu só não havia me ligado de um detalhe: Milão x Bologna de trem leva 3 horas. Não existe trem noturno. E como eu não sabia disso até então, fiquei sem ter pra onde ir. Até porque eu não havia conseguido falar com meu amigo Francesco em Bologna ainda e não sabia a que horas eu poderia ir para a casa dele. Fim das contas: Giov e Vanessa me convidaram para passar a noite na casa deles em Vittório Vêneto, há 3 horas de Milão (obrigado mais uma vez, aos dois!).

E não poderia ter sido melhor solução pois no caminho paramos em Treviso. E que cidade linda. Pequena, com um centro histórico extremamente aconchegante e charmoso onde tomamos um pró-seco italiano no fim da tarde antes de continuarmos para Vittório Vêneto. Jantamos em uma pizzaria a rodízio com uns amigos do Giov e da Vanessa e chegamos à noite em Vittório.

Uma pena pois não pude ver a cidade direito, pois já cansados fomos direto para casa. Aliás, casa que é um charme a parte. Um antigo casarão medieval no centro histórico recuperado que abriga 3 ou 4 apartamentos, sendo o dele no último andar. O telhado de madeira original e parte das paredes e colunas de pedra também originais integrados aos móveis modernos dando um efeito bem legal.

Parti no dia seguinte para Bologna com uma sensação muito bacana de que valeram a pena as 22 horas dentro do trem para ver meu amigo Rafael (Gira, Doido!), botar a conversa em dia e matar um pouco da saudade. E ao mesmo tempo me fez querer rever vocês todos ainda mais, o que me ajudou bastante na decisão de passar o Natal aí com vocês.

Próximo post: Bologna, a cidade dos arcos!
Beijos, abraços e saudades!

***

Yo guys!

Sorry for the delay on this post. You all know how Aalborg goes in the beginning of the semester, right? You have to get to know people, and that is very tiring! Anyway, this time I’m telling you how my stop in Milan was.

First of all it was great to see my good friend Rafael again and his girlfriend, Renata. After 1 year apart, the 22 hours in the train from Poland seemed to be nothing after we hugged and talked for most of the 2 days we have been together. It was also great to meet their friends Vanessa and Giovani who live in Vittorio Veneto, a small city nearby Treviso.

Milan didn’t make a good impression. The city is dirty full of graffiti all over the buildings, but not the good ones what you can call art. Not only bad graffiti but thrash all over, too many electric cables going in all directions, traffic jams e not enough public areas like parks and squares.

However, the Castle and the Duomo are beautiful places, it is not enough to save the city. Another thing that was quite impressive was the Montenapoleone street with all the major fashion brands and of course expensive cars parked all over the place.

Anyway, I couldn’t go to Francesco before Monday and it was Sunday afternoon and my friends were all leaving to Vittorio Veneto so I had nowhere to go. That was when Vanessa and Giovani invited me to go to their place which saved my day. We made a quick stop at the beautiful town of Treviso where we had some Italian pro-secco at the old town by the end of the afternoon.

After that we headed to their home where I spent the night before going to Bologna on the next morning. About that, I’ll tell you next time.

Cheers!

27ago/081

Da Polônia à Itália

Salve, salve galera! Eu denovo, como prometido, acelerando o relato da minha viagem de julho. Dessa vez são as 22 horas dentro de trem que levei entre Wroclaw na Polônia e Milão na Itália.

Saí de Wroclaw com a certeza de que ia dar tudo certo. Troquei de trem em Katowice ainda na Polônia, de onde eu tinha comprado um bilhete para uma cabine noturna, onde tem cama pra você deitar numa boa. Afinal de contas, 22 horas sentado num é pra qualquer um. E isso eu falo de cadeira. Infelizmente.

Quando entrei no bendito do trem o condutor me informa que o meu bilhete era para o dia seguinte, que a data estava errada e que eu tinha que descer. E claro que eu fiquei doido com o cidadão que me vendeu o bilhete pois ele imprimiu errado a data e realmente eu não tinha a bendita da cama. O único jeito foi ir pro vagão normal mesmo. Aqui dei alguma sorte e precisei usar de alguma malandragem para o mínimo de conforto. Que me perdoem os passageiros que tentaram, mas eu me apossei de 3 cadeiras em uma das cabines do trem e dormi – e fingi que dormi – durante toda a viagem até Viena. A porta da cabine abria e eu nem me mexia. Nem o condutor resolveu me perturbar pra ver minha passagem...

Cheguei em Viena às 6:30 da manhã – lembrando que saí de Wroclaw às 20:30, o que somam até aqui 10 horas. Cabine de informações pra saber de onde saía o trem para Veneza, de onde eu finalmente pegaria o trem para Milão. E aqui preciso dizer que vem talvez o meu único arrependimento. Não sei porque diabos eu não tirei fotos da viagem. Todas as curvas, todas as saídas de túneis, e demais passagens do trajeto pela Áustria são simplesmente fenomenais! Uma paisagem mais linda que a outra! Os Alpes, o céu azul, as pequenas vilas com casas de madeira, tudo muito lindo. Sem dúvida preciso ir a Áustria depois dessa passagem.

Cheguei a Veneza e percebi que tinha 1 hora até o meu próximo trem. Por que não dar uma volta? Afinal de contas é Veneza! Sabe aquela idéia boa que é ruim ao mesmo tempo? Juro pra vocês que devia estar por volta de 40º na sombra naquele lugar. E minha calça jeans com minha camisa pólo preta e uma mochila de uns 12 kg nas costas não é a melhor produção pra andar em Veneza. Resultado: meia dúzia de fotos, almocei no primeiro lugar com ar condicionado que vi, comprei um sorvete (só lembrando: italiano) e voltei pra estação pra sentar e ficar quietinho esperando meu trem. Pelo que vi, a cidade parece ser realmente linda. Mas naquelas condições parecia mais o inferno!

E finalmente peguei o trem para Milão. Cheguei lá às 18:30, e precisei gastar todo o meu inglês-português-espanhol-italiano pra conseguir achar meu albergue – que era longe e uma grande decepção. Um banho rápido e finalmente pude sair pra encontrar o figura. Liguei pra ele e tudo o que eu fiz foi sorrir quando ouvi “Faaaala, doido!”.

Próximo post: Milão e a inesperada passagem por Treviso e Vittorio Vêneto.
Beijos, abraços e saudade!

PS: Esse semestre tenho alguém pra dividir o quarto novamente. O nome dele é Tomas, húngaro, 24 anos. Ainda não conversei muito com ele mas já deu pra perceber que o inglês dele não é lá essas coisas. No mínimo boas histórias vão aparecer. Mantenho-os informados!

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Hey guys!

In this post I’m just talking about my trip from Wroclaw to Milan. 22 hours by train with stops in Katowice, Wien and Venice. Perhaps I told it with too many details. Summing them up:

  • I bought a place in the night car of the train – but for the next day;
  • My regrets about not taking pictures from the Austrian part of the trip – what a beautiful place! I need to find the time to spend some time at the Alps;
  • My stop-and-go in 40 degrees Venice with a 12 kg backpack in my back – which made me feel like I was in hell, not in Venice;
  • And of course all my talent in mixing English, Portuguese, Spanish (not on purpose) and Italian to find out where my hostel was.

All that just to meet my good friend from Brazil, Rafael. Next post I’ll talk about him, Milan and my unexpected stop in Treviso and Vittorio Veneto.

See you soon!
Cheers!

24ago/082

Últimos dias na Polônia

Salve povo!

Pois bem, depois da Cracóvia, fui para Wroclaw (a pronúncia é algo como Vrótsuav), ainda na Polônia. Aqui decididamente minha parada foi motivada exclusivamente pela vontade de rever uma grande amiga, a Malgorzata Lesniowska, ou Gosia 68 para o pessoal do primeiro semestre aqui do Luna. Simplesmente não sabia nada da cidade, ninguém fora da Polônia sequer ouviu falar, e todo mundo só entende o que eu fui fazer lá quando digo que fui visitar uma grande amiga.

Pois bem, a parada foi meio relâmpago, a primeira delas nessa viagem. Cheguei por volta de 7 da manhã da quinta-feira dia 10 de julho e saí às 20:30 do dia seguinte. Mas valeu muito a pena.

A cidade mesmo é bem bonita. Ouvi dizer que é a “Veneza polonesa”, devido a cidade ter sido construída originalmente em diversas ilhas no rio Odra. Não tive a oportunidade de ver Veneza para dizer se faz jus ou não, mas achei Wroclaw uma cidade bonita, com muito verde.

Como toda a Polônia, a cidade foi bastante destruída durante a Segunda Guerra Mundial. A maior parte dos prédio históricos – como a catedral e o museu nacional que vocês podem ver nas fotos – é recuperada, o que não diminui em nada a imponência deles. Não visitei o museu mas a Catedral é belíssima. Do alto de uma de suas torres é possível ter uma visão incrível da cidade.

Destaque aqui foi para a Rotunda, que abriga uma obra artística que impressiona. É um quadro que representa A Batalha de Ratowice, pela independência polonesa no fim do século XVIII. Na verdade não é um quadro. O prédio inteiro, que é circular, abriga a obra que é uma panorâmica de 360º da batalha. O mais interessante é que a composição da sala que abriga a pintura é como uma extensão da cena, dando um aspecto tri-dimensional, como se parte da obra fosse real. Devido todo o cuidado com a posição dos galhos, rifles, areia e iluminação, muitas vezes é díficil dizer onde termina a pintura e onde começa a montagem. Infelizmente não era permitido tirar fotos lá dentro para eu mostrar pra vocês. Mas achei alguma coisa no Wikipedia se tiverem interesse (infelizmente não existe versão em português).

Aqui em Wraclow foi a primeira vez que eu parei um pouco pra descansar também. Dormi sem me preocupar com hora, sentamos de bobeira em um dos parques da cidade, ficamos batendo papo e tomando gelada na praça do mercado da cidade – que aliás é bem bonita apesar dos inúmeros pombos irritantes. Enfim, foi uma parada mais tranquila, pra relaxar e bater papo.

Aliás, o que mais ficou marcado mesmo foi o tanto que eu ri com essa figura ímpar que é a Gosia. Passamos o tempo todo conversando, lembrando dos momentos aqui no Luna e o quanto a amizade do nosso grupo ficou forte em tão pouco tempo. Falamos de nos reencontrar, ligamos para o Richard, o francês que eu visitei em Paris, e claro, jogamos um monte de conversa fora. Foi bem divertido mas foi muito rápido. Quando percebemos já estava na hora de partir e tive que correr pra não perder o trem.

Meu próximo destino era Milão onde eu iria finalmente rever meu grande amigo aí do Brasil Rafael (o famoso Gira, doido!!) e a namorada dele a Renata. Conto essa aventura pra vocês no próximo post. Valeu!

Beijos, abraços e saudade!

***

Hey there guys!

After Krakow that I told you about in my last post I went to Wroclaw, still in Poland. I know very few people outside Poland heard about it, but I went there for only one very good reason: Gosia 68! We had so much fun together during those two crazy days that it is all I can remember about that place.

Alright, not all. The city is quite beautiful, a lot of green areas but also because it was built originally on islands of the Odra River. I heard people calling Wroclaw the “Polish Venice” because of that. I haven’t seen Venice yet but it resembles a bit what I have seen in pictures and TV.

One of the things I liked the most was the Rotunda building with the painting about the Battle of Ratowice that took place in the late XVIII century for the independence of Poland. It is quite impressive not only because of its size but also because of the setup of the place that sometimes you can’t really tell where the painting ends and where starts the objects the use to complement it.

It was great to be there, so special to be with Gosia 68 again but also too fast! Two days went by without seeing it and in the end I had to run to catch the train. Otherwise I would never make to Milan in time to see my friend from Brazil. After all, there were 22 hours to get there. But I’ll tell you all about that next time.

Cheers!

20ago/083

Segunda parada: Cracóvia

Salve, salve pessoas! Estou de volta com a miha segunda parada da minha viagem de Verão. Vou agilizar or posts porque senão eu volto pro Brasil antes de terminar de contar essa viagem!

Pois bem. A Cracóvia, ainda na Polônia, não será apresentada aqui no blog pela primeira vez. Meu irmão passou um dia por lá e vocês podem conferir a impressão dele aqui . Que é um pouco diferente da minha.

Aqui foi minha primeira parada sozinho. Cheguei no início da tarde, e depois de deixar a bagagem no hostel, parti para dar uma volta pela cidade. Fui direto ao centro histórico que é bem bacana. Rodeado por uma área verde, a região é o coração turístico da cidade, onde estão o mercado, museus, igrejas, e por fim o castelo de Wawel. Cheguei no castelo um pouco tarde e já estava fechado portanto pude só conferir a vista da cidade e o exterior do castelo e da igreja anexa. Dois dias depois visitei a área das armas e armaduras (já que tinha que pagar pra ir em cada seção, o orçamento só dava pra uma das seções). Pra mim que nem gosto da era medieval, escolhi a área certa.

De volta ao hostel para descansar e descobrir o que fazer a noite – afinal de contas museu e monumentos não são suficientes – conheci um casal bem gente boa. Tom, um americano e a Kasia, polonesa mas que mora nos Estados Unidos também. Daí pra frente não estive mais sozinho até meu último dia. O que ajudou bastante, afinal na Polônia nem todo mundo fala inglês. Saímos, mas era segunda-feira. Não se pode achar muita coisa numa segunda-feira.

Dia seguinte fomos a Auschwitz, nome alemão da cidade O?wi?cim onde se encontrava o maior campo de concentração dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Triste, assustador, repugnante, horror. Andar pelos corredores que abrigaram milhares de judeus, ciganos, poloneses, homossexuais e todas as outras pessoas categorizadas como animais pelos alemães sem dúvida mexe com as suas emoções e te faz repensar o futuro da humanidade. Quando algo desse tipo é possível, me assustar pensar que pode acontecer denovo, assim como dizia o Museu dos Judeus da Europa Assassinados que visitei em Berlim. Mas por isso mesmo é imperdível. É preciso ver, visitar, lembrar, e marcar esse tipo de atrocidade na memória para que jamais volte a acontecer.

No meu último dia por lá, ainda com o Tom e a Kasia, resolvemos ir visitar uma tal Mina de Sal nos arredores de Cracóvia. O nome da cidade é Wieliczka, e a tal da mina é uma das mais antigas do mundo e pelo que todos diziam muito bonita (vi até algumas fotos num livro que tinha no albergue). Já dizia o ditado, quando a esmola é demais... Mas não desconfiei de nada. O vídeo abaixo é só o começo da barca furada que é o lugar...

Na verdade o lugar é realmente bonito. O problema é que aempresa dona da mina (ainda ativa) tem um péssimo senso rídiculo. Tudo é exagerado, exacerbado, chega a ser até babaca em alguns momentos, como por exemplo a tentativa de representar a presença de um fantasma em uma das cavernas com luzes e sons. Várias estátuas sem muita relação com o lugar estão presentes e o guia vai contando umas histórias mirabolantes pra justificar as estátuas. Pra piorar a situação eles tentam te vender tudo dentro da mina, em determinado momento dizem que tem que pagar até pra tirar foto (descobri mais tarde que na entrada está avisado em letras miúdas). Eu sinceramente fingi que não tinha ninguém traduzindo pra mim o que o guia polonês falava.

O lugar na verdade nem é tão ruim. Fato é que com tanta papagaiada feita, eles conseguiram destruir a experiência de um lugar belíssimo, como vocês podem ver nas fotos.

Voltamos no final da tarde, o Tom e Kasia partiram para Varsóvia e eu fui encontrar outras pessoas que conheci no albergue. Fiquei na rua até as 4:30 da manhã já que eu não tinha lugar pra dormir nesse dia e parti para a estação de trem onde embarquei para Wroclaw, minha terceira parada, e última na Polônia. A essa altura, já estava achando muito bom viajar sozinho.

Até o fim de semana, galera!
Beijos, abraços e saudades!

PS: Me esperem no Natal que eu estou chegando! Vou ao Brasil passar Natal e Reveillon. Prepara a muqueca, o churrasco e as costelas que o abraço vai ser apertado! Lá vem eu!
***
Hey guys!

This post is about Krakow (Cracóvia, in Portuguese) and the places I’ve been while there. I explained a bit about the Old Town and the historical buildings, churches and the Wawel castle.

Also, I explain a bit how awful is Auschwitz, the biggest concentration camp of the Nazi during the Second World War; although it is necessary to go there and make sure everyone knows and remembers what kind of madness mankind is capable of.

On the last day, I went to Wieliczka, where the Salt Mine is and that couldn’t be more of a disappointment. The place is actually beautiful but the administration just ruins it with some crappy attempts of creating an atmosphere that definitively is not there.

The video is the line to get in the Salt Mine so you can see how many people are actually fooled by them. Just like I was…

Anyway, on the weekend I’ll talk about Wroclaw, my 3rd stop and the last one in Poland, where I could meet Gosia again, another great friend of mine (because good is just not enough for her).

See you then!
Cheers!

9ago/087

Primeira parada: Varsóvia

Salve salve galera! A partir de hoje começo a recontar a minha viagem de julho. Já disse pra vocês o quanto ela significou pra mim no meu último post e por isso vou focar nos acontecimentos lugares e pessoas.

Saí daqui no dia 4 de julho, com a cidade coberta de bandeirinhas da Dinamarca e dos Estados Unidos uma vez que era a comemoração da independência Americana (sim, eles comemoram devido ao grande número de dinamarqueses que emigraram durante a 2ª Guerra). Não que eu me importe muito com isso, citei mais como curiosidade.

Peguei o trem às 5 da manhã e pra resumir a conversa, cheguei em Varsóvia por volta das 22 horas. A Europa parece pequena mas tem lá suas distâncias. E de trem (especialmente Polônes) elas ficam um pouco maiores. Pois bem, cheguei em Varsóvia onde Krystyna (ou Krysia como a chamamos) e Michal, o namorado dela, já me esperavam na estação. E pra explicar essa minha parada em Varsóvia, tenho que explicar pra vocês quem são Krysia e Michal.

Ela é minha amiga desde o 1º semestre aqui em Aalborg. Uma figura fantástica, encantadora, dona de humor ímpar, e sem dúvida uma pessoa com quem tenho uma “conexão especial” como ela mesma batizou nossa amizade. Michal eu conheci mesmo este ano, durante o carnaval aqui em Aalborg. É um cara extremamente tranquilo, que escuta a toda essa história e fica numa boa. Acredito que os dois fizeram dessa minha estada em Varsóvia mais do que a cidade realmente é. Não que a cidade não seja bacana. Mas reecontrar esses dois, e em especial a Krysia com quem passei todo o tempo por lá, foi tão bom que minha impressão da cidade é completamente distorcida pela minha alegria de revê-los.

Varsóvia, e a Polônia em geral como vocês vão perceber, sofreu bastante durante toda a história. A cidade foi recontruída quase que completamente após a 2ª Guerra, em especial a cidade antiga, onde se encontra o castelo e toda a arquitetura tradicional do século 13 em diante. As ruas estreitas, lojas e restaurantes, museus tudo de muito bom gosto fazem do centro histórico um local vivo, vibrante e lucrativo – e precisei vir a Europa pra enteder a visão de centro histórico que minha mãe tem para Vitória.

A universidade possui parte do seu campus aqui e os prédios são belíssimos. Aqui minha guia (Krysia) me contou que logo no início da ocupação Soviética (após a 2ª Guerra), oficiais comunistas passaram a visitar reuniões de professores, políticos e líderes em geral nas quais estes eram “convidados” a seguirem os oficiais que os levavam para fora da cidade e então assassinados. O objetivo era eliminar a inteligência e liderança do país para evitar qualquer forma de revolta civil.

Visitamos também o museu da Revolta de Varsóvia (ou insurreição ou levantamento – tem os 3 nomes na Wikipedia). Só elogios para o museu. Logo na entrada o som de um coração pulsando dita o clima de tensão que foram os meses da revolta. Foi durante a 2ª Guerra, ocupação alemã, uma tentativa desesperada dos poloneses de libertar a cidade. Ainda que poloneses lutassem até mesmo na África apoiando os Aliados, pouquíssima ajuda foi enviada a Varsóvia. A resistência chegou a desenvolver e fabricar armas para lutar mas no final nada foi possível e as tropas de Hitler devastaram a cidade.

Apesar do caos que é a história recente da cidade, hoje é possível ver o desenvolvimento do país claramente em Varsóvia, especialmente devido a entrada recente na União Européia. A cidade é um grande canteiro de obras, com planos ainda maiores de reurbanização, criando grandes espaços públicos. Interessante notar que, não só na Polônia mas por toda minha viagem, percebi que os primeiros investimentos são na recuperação da memória, preservação da arquitetura e monumentos. Mas enfim, a cidade demonstra ter superado as dificuldades e a atmosfera em geral é bastante agradável – claro que graças a Krysia e Michal.

Passamos também por um mercado de produtos típicos – comi umas coisas muito boas! Um parque belíssimo criado por um rei polonês que era ligadão em artes e não muito chegado a reinar – tanto que ele trocou umas noites com a Catarina (imperadora russa) pela Polônia inteira (história um pouco mais antiga). Mas o parque é belíssimo! E por algum motivo que ninguém soube explicar o nome é Parque Banheiros (claro que traduzido do polonês).

No penúltimo dia fizemos um churrasco na casa do Michal. Clima meio ruim de despedida mas com promessas de nos revermos ainda este ano. E no dia seguinte, 2ª feira de manhã, parti para Cracóvia. Semana que vem, galera!

Beijos, abraços e saudade!

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Hey guys!

This is just a short version of everything that’s written up there. Just to say that I had a great time in Warsaw with Krysia and Michal and that because of these guys Warsaw was even greater than the city itself. Of course its beautiful and just the contrast between the ancient, modern and communist architecture is a museum at open sky.

Explained a bit about the Uprising Warsaw, the Soviet occupation, the Bathroom Park (still don’t know the name in Polish) and the fact that the king traded Poland for a couple of nights with the Russian emperor. But most of all, said that was great to meet Krysia and Michal again and that I’m looking forward to meet you guys again!

I arrived in Warsaw by the 4th of July and left on the next Monday, the 7th. Next week I’ll talk about Krakow.

Cheers, dudes!
Skål!