Lá e de Volta Conteúdo desconexo e aleatório…

25jan/082

Olá 2008!

Salve salve, povo!

Alegria alegria. Antes de partir para mais uma viagem venho em tempo contar da última. A segunda parte da viagem que fiz no fim de 2007, quando passei o natal em Berlim e o ano novo em Londres. Conto agora sobre a fase britânica.

Saí de Berlim dia 28.12. Cheguei em Londres algumas horas depois onde, depois de um passo além do portão de desembarque, um voz chamava “Mr. Marcelo Gomes Lage, please atend to an information desk”. Não demorei muito pra achar uma mãe muito surpresa agarrada ao telefone, surpresa tentando explicar pra alguém do outro lado da linha que eu tinha aparecido. Muitos beijos e abraços depois, muita saudade acumulada, tomamos nosso rumo ao albergue que nos abrigaria por 2 noites.

Sem muitas primeiras impressões senão pelo metrô integrado ao aeroporto de Heatrow que é sem dúvida uma mão na roda. Diferentemente de São Paulo por exemplo que você tem que andar um bom pedaço – ou pagar um taxi – até a estação mais próxima.

Mais ou menos 1 hora depois chegamos a nossa estação: Picaddily Circus. O coração de Londres pulsa um absurdo. Dificilmente tivemos um dia em que passamos por ali e não estivesse completamente tomado de gente caminhando em todas as direções – e carros nas direções erradas.

Os dias seguintes foram de muita caminhada. Visitamos praticamente tudo que tem pra se ver em Londres. Não se enganem: tudo que tem pra ver que eu e você já vimos daí do Brasil. London Eye, British Museum, Natural History Museum, Science Museum, Big Ben, Palácio de Buckingham, Tower Bridge, Tate Gallery, St. Paul’s Cathedral, Covent Garden, London Tower e National Gallery (por fora) e mais umas pernadas perdidas tentando achar o prédio da prefeitura. Sei que se perguntar qualquer coisa ao longo do Rio Tâmisa é bem capaz de eu saber responder onde fica.

A lista é pequena. Sem dúvida Londres oferece muito mais. Teatros infinitos com espetáculos muito bem produzidos. Falo porque assistimos a um deles. Qual? Lembra o nome desse site e você vai ter uma resposta: O Senhor dos Anéis, claro! (Até porque era um dos pouquíssimos que era possível achar ingresso). Sem dúvida abre um leque de possibilidades incríveis sobre o que é possível de se fazer num teatro.

No dia do reveillon fomos mais vez ao Tâmisa pois a promessa era de um show pirotécnico belíssimo. Uma multidão que não acabava mais e o cachorro-quente mais caro da história. Basicamente esse foi o reveillon porque o show prometido durou 5 segundos – tempo pra estourar o primeiro foguete. O céu foi completamente tomado por uma fumaça onde os fogos todos estouraram dentro e nós não conseguimos ver nada. Camburi ganhou de muito nesse quesito. Pelo menos 2008 começou com umas boas risadas.

No fim, depois de mais ou menos 5 dias agarrado com minha mãe, parti de volta para Aalborg. Muitos beijos, mais abraços, e já muita saudade (né, mãe?). Valeu muito a pena conhecer Londres, especialmente por causa da minha guia.

Seguem as fotos! E pra quem resolver falar do meu cabelo: já cortei. Já fiz a barba também. Próximo post vocês vão ver. E será sobre Barcelona! Parto amanhã.

Beijos, abraços e saudade!

8jan/085

Adeus 2007…

Ei meu povo!!!

“Eh saudade que bate no meu coração!” Já diria Jammil e uma Noites. Fim de ano foi tempo de refletir bastante sobre 2007 e perceber o quanto aprendi nesse ano. Muitas dificuldades, bons momentos e especialmente aprender a valorizar ainda mais as pequenas coisas.

Natal em Berlin na casa do Fabian, amigo meu aqui do Luna. Cheguei lá dia 21.12 e saí dia 28.12 quando fui pra Londres. Berlim é uma cidade interessante. Uma cidade grande sem dúvida mas bem diferente das cidades brasileiras assim como todas as cidades em que estive aqui na Europa. Os prédios não são tão altos e a cidade de uma forma geral não parece ser tão fechada e escura – se bem que o inverno europeu não é a tradução de dias belos e céu azul.

Sem dúvida a 2ª Guerra transformou a cidade que foi bastante destruída e o fato de a Alemanha ter sido berço do Nazismo deixou marcas profundas. Berlim faz questão de lembrar o fato pelo simples de fato de que “Aconteceu. E portanto pode acontecer denovo” (Primo Levi).

Lá visitei o Museu dos Judeus Assassinados na Europa onde eles mantém a lembrança sobre o horror do holocausto. Salas com histórias e depoimentos de pessoas assinadas nos campos de concentração impressionam e te fazem refletir bastante. Outro lugar que visitei foi o Muro de Berlim que ainda está parcialmente de pé e a cidade faz questão de mostrar onde o resto dele esteve, marcando no chão o seu trajeto. Nas fotos vocês vão ver um pouco disso.

Mas nem só de guerra e lembrança vive Berlim. A cidade restaurou todos os seus monumentos e oferece muitas opções de teatro, shows, museus e, claro, rock. Infelizmente não tive oportunidade de ir pro rock lá pq a garganta num colaborou muito com minha intenção e acho que o Fabian também não estava muito afim. Então essa parte fico devendo para a próxima visita.

Estive no Brandenburg Tor, o Portão de Brandenburgo, que era um dos 12 portões onde era controlada a entrada e a cobrança de impostos em Berlim no passado. O monumento é bonito demais e era um dos lugares na Alemanha que eu queria muito visitar desde que comecei a estudar alemão em 2003. Não me perguntei porquê, mas foi muito bom finalmente estar lá de verdade. E fui premiado com um belo dia de sol azul – e frio até dizer chega!

Dia 26 fomos a Dresden, uma cidade há 2 horas de Berlim que tem um centro histórico belíssimo. Castelos, óperas, áreas públicas construídas pelos saxões que impressionam. Aqui as fotos (e o vídeo abaixo) dizem muito mais do que minhas palavras.

No último dia fomos ao estádio Olímpico de Berlim, onde foi a final da Copa do Mundo de 2006 (cheguei atrasado para a fatídica cena do Zidane se aposentando) e na Fernseher Turm (Torre de Televisão), onde tem um restaurante no topo que roda. Confesso que se eu me concentrasse um poquinho acho que eu ficava tonto. Mas ainda bem que a companhia era boa.

Conto sobre Londres depois. No mais, projeto entregue, só preparar a para a apresentação dia 22.01. Até a próxima!

Beijos, abraços e saudade!

PS: Alguém tem o telefone de Durvalino meu Rei? Ôh saudade de Micareta!!!

23dez/072

Até 2008…

Finalmente cheguei à Vitória, Espírito Santo, meu lar doce lar. Aqui, o clima natalino é talvez a diferença mais aparente à primeira vista. Na Índia há poucos sinais do Natal: A data não é comemorada e os dias desta época acabam passando como qualquer outro.

Na Europa, por outro lado, os mercadinhos de natal montados nos centros históricos de todas as cidades por onde passei aumentavam ainda mais a beleza dos lugares. Incrivelmente bem decoradas, as tendas proporcionavam um espetáculo gastronômico e artístico ao oferecerem comidas típicas e artesanato original.

Tanto no Velho Mundo como aqui no Brasil o que o povo faz mesmo é ir às compras. O significado da data parece ter perdido um tanto do sentido. Ou, por outro lado, para alguns, parece que é a única data em que sentimentos como solidariedade e amor fazem parte do vocabulário.

Diante de tanta hipocrisia, americanos já até pararam de celebrar o Natal. Dizem eles, uns aos outros, “Boas Festas” com medo de ofender grupos de outras religiões. Assim, numa sacada mais realista, o professor Richard Dawkins sugere a celebração do aniversário de Isaac Newton, como opção.

Para mim, a importância não só do dia 25 mas de todo o fim de ano é a oportunidade que o período oferece para revermos nossas atitudes nos meses anteriores. Dentre erros e acertos, um balanço é fundamental para que o ano seguinte seja realizado, claro, com mais acertos e menos erros. Estando em casa, o sabor do período é ainda mais especial próximo de amigos e familiares.

De minha parte, portanto, este blog está fechado para balanço. As minhas peripécias pela Europa, aqui no Brasil, e no Oriente Médio continuarão a ser contadas aqui depois do dia 15 de Janeiro.

Agradeço a todos pelas visitas e pelos comentários. Sinto-me muito privilegiado com a presença de tanta gente e tenho certeza que este é o mesmo sentimento do meu irmão, co-autor do blog.

Seja Natal, Chanucá judaico, Newton, Festa, qualquer outra celebração, ou nenhuma, que sentimentos positivos fiquem no seu coração não só em dezembro mas no ano todo. É de graça e você certamente ganhará muito mais que presentes no final do próximo ano.