Lá e de Volta Conteúdo desconexo e aleatório…

12jul/09Off

A inércia brasileira não vai levar o país a lugar nenhum

Se a Índia, que é um país com indicadores de pobreza bem maiores que o nosso, pode por que o Brasil não? Refiro-me ao sistema de educação superior Indiano e os seus diversos Institutos de ensino e pesquisa reconhecidos internacionalmente. Nas palavras de N. R. Narayana Murthy, fundador e mentor chefe da Infosys, a maior empresa de software Indiana, “a excelência dos institutos Indianos se equipara ou até mesmo supera alguns dos mais prestigiados centros de ensino e pesquisa do Japão, da Europa e dos EUA.”

O Sr. Murthy é também presidente do conselho administrativo do IIIT-B, Instituto onde estudo. Ele esteve hoje aqui falando aos estudantes  juntamente com o diretor, S. Sadagopan. Nas palavras de cada um, conquistas da educação superior Indiana e a posição privilegiada em que o país se encontra. Falam com o orgulho de quem dedicou a vida toda por uma causa maior que a própria vida e para uma platéia que dá valor a tais esforços e se vê motivada a trilhar caminhos similares.

E por que o Brasil não conquista tanto? Não é óbvio?! Porque não fazemos por merecer. Quase nunca fizemos. Este país foi construído sobre o estigma de que vence quem leva a melhor sobre o outro. O Brasil não consegue entender que para um ganhar, o outro não precisa perder. O foco, portanto, sempre foi no ganho pessoal fácil, tipicamente a partir dos vínculos sociais e da manutenção do poder. O resultado é que nossas instituições (no sentido amplo da palavra) nunca deram importância à educação e nossas famílias seguiram o exemplo. A história é importante para entendermos este processo [1].

“Para a maioria dos viajantes, o brasileiro do século 19 tinha o horror ao trabalho manual, exercido por escravos, e desejava, como os velhos colonos portugueses, o enriquecimento rápido e súbito.” [2]

Fomos colonizados e subjugados. O país nasceu da escória do velho continente e da exploração do novo. Os donos do pedaço, portanto, nunca precisaram ser educados para governar. Tampouco tinham interesse em educar as massas que serviam apenas para alimentar suas riquezas mesquinhas. Somado a isto, tivemos (sempre, até hoje) uma política de imigração restrita e míope.

“No principio do século vinte, Pierre Denis e Bryce assinalaram que a imigração européia renovava a vida rural e que o "Norte" (Nordeste) porque não a recebeu, possuía a mais medíocre população rural do país.”  [2]

Além disto, apesar da crença popular, sempre tratamos muito mal nossos imigrantes menos abastados. Atualmente, latino-americanos sofrem com péssimas condições de trabalho e muitos brasileiros ainda acham que eles merecem tal fardo [3]. Não mudamos praticamente nada em pouco mais de 500 anos e não é para menos: Sem influências externas ou mudanças ambientais bruscas, o ser humano tende apenas a reforçar seus velhos hábitos [1].  E com o tempo estes hábitos passam a ser a norma e viram regra do convívio social.

Regras que são convenientemente esquecidas ao copiarmos os modelos de educação e desenvolvimento dos países desenvolvidos. Assim, passamos a dar alguma educação de qualidade e melhores condições para quem já tinha tudo. E sem mudar as regras, o sistema obviamente se molda para se adequar às necessidades desta classe privilegiada. O vestibular e o preconceito velado contra as cotas raciais são dois dos exemplos atuais claros desta manifestação.

Olhar para o próprio umbigo é comum no Brasil.

Eu vejo pessoas próximas a mim, quase todas com boa condição social, falsificando carteiras de estudante para pagarem meia-entrada no cinema e em eventos culturais. Também falo do problema de restringir a profissão de informática aos profissionais da área e recebo críticas de quem quer o comodismo do emprego garantido. Jornalistas têm feito o mesmo. Todos querem o seu naco de ganho pessoal fácil em detrimento do bem coletivo.

Não conseguem enxergar que ganhariam muito mais estimulando a diversidade de idéias e o pensamento coletivo [4] [6]. Nós brasileiros, somos quase todos corporativistas que contribuem para o desenvolvimento do subdesenvolvimento [5]. Para a elite, é mais cômodo dependermos das políticas de países dominantes e nos colocarmos na condição de periferia satélite. Para o resto da população, sem educação, é suficiente a novela diária, a cesta básica na véspera das eleições, o pagode e o churrasco no domingo.

“O povo brasileiro não precisa de muito para ser feliz!” Quantas vezes já ouvi esta frase e me entristeci com a concordância em coro de quem não busca melhorar sua própria condição e também não quer que outros o façam. Reforçam um estado mental de inércia já instalado há séculos no Brasil.

Enquanto isto, a Índia, mesmo com todo legado de pobreza, aprende com os erros e com os sucessos, se move, e muda – para melhor. Já faz parte do seleto grupo de países com programas nucleares e espaciais avançados (a Índia mandou uma nave à lua este ano).  Possui oito vencedores do Prêmio Nobel, sem contar centenas de cientistas que receberam outros importantes prêmios internacionais em suas respectivas áreas. E envia para os EUA uma imensa quantidade de profissionais e estudantes qualificados – e que voltam para contribuir para o seu país.

Este e outros exemplos são resultados do trabalho e dedicação de um povo que estuda, estuda muito porque para eles esta é a melhor forma de contribuir para eles próprios, sua família e seu país.

A mitologia Hindu diz o seguinte neste sentido: Se você seguir Sarawasti, deusa do aprendizado e do conhecimento, Lakshmi, deusa da fortuna e da prosperidade, segui-lo-á. Apesar de algumas mudanças positivas em curso no Brasil, é triste estar na Índia e constatar que no nosso país ainda seguimos a deusa errada.

Referências
[1]    D. North, Institutions, institutional change, and economic performance, Cambridge University Press, 1990.
[2]    J.H. Rodrigues, “As Caracteristicas do Povo Brasileiro,” Journal of Inter-American Studies,  vol. 2, Oct. 1960, pp. 355-377.
[3]    L. Sakamoto, “Trabalho decente, meio ambiente e questão agrária,” Blog do Sakamoto, Jul. 2009.
[4]    A. Pentland, Honest Signals: How They Shape Our World, The MIT Press, 2008.
[5]    A. Frank, “The development of underdevelopment,” Monthly Review,  vol. 18, 1966.
[6]    A. Saxenian, The New Argonauts: Regional Advantage in a Global Economy, Harvard University Press, 2006.

11mai/09Off

Entrevistando Candidatos ao Mestrado do IIIT-B

Na semana que passou, entrevistei quase 30 candidatos ao mestrado do IIIT-B. As entrevistas fazem parte do processo de coleta de dados da minha tese. O objetivo é entender como a tecnologia da informação (TI) faz parte da educação destes candidatos e de que maneira ela contribui (ou atrapalha).

Sem entrar em detalhes do que trata minha pesquisa, foi interessante entrevistar estes jovens com idade entre 18 e 22 anos. Eles estiveram no IIIT-B para as entrevistas de admissão (de 600, apenas 150 serão selecionados) e aproveitei para abordá-los logo que saíam das mesmas. Praticamente todos tinham o olhar assustado e perdido num futuro ainda incerto que tentavam projetar. Estavam bem arrumados dentro do que permitia a concepção de cada um e foram bem receptivos quando eu pedia 10 minutos para mais algumas perguntas de minha parte.

Praticamente todos buscavam o programa de mestrado para conseguir uma melhor colocação no mercado de trabalho. Os que tinham alguma experiência profissional, ganhavam em torno de R$ 1.000/mês. E todos esperavam ganhar pelo menos o dobro depois que concluíssem o mestrado. Sobre este assunto, aliás, alguns me entrevistavam mais do que eu a eles. Queriam saber como era o programa de colocação em empresas (assunto que já foi tema aqui no blog), quais eram as empresas participantes, o percentual de alunos que entrava, e como estava o processo diante da crise.

A crise é assunto recorrente aqui também. A preocupação é que efeitos de crises passadas se repitam nesta, contribuindo para salários reduzidos por décadas. Segundo alguns estudos, alunos que entram no mercado de trabalho em tempos de crise tendem a ganhar 8% menos no primeiro ano em comparação a alunos formados em anos de fartura. Os efeitos permanecem por décadas e podem chegar a uma diferença de até US$ 100.000 em um período de 18 anos.

Isto explica em parte a tensão no semblante dos candidatos. A outra parte é que muitos têm em mãos não só a possibilidade de estudar no IIIT-B mas também em outros institutos ou de optar por uma oferta de emprego. Pesa muito na decisão de cada um a opinião do pai (a mãe conta pouco nesta sociedade ainda muito machista), e a possibilidade de ganhos no curto prazo. Poucos realmente se importam em fazer o que gostam e estudar por desejar. E não é necessariamente por uma visão míope deles próprios que fazem isto. É porque não há outra opção mesmo.

Tornar-se um profissional de TI reconhecido é provavelmente uma das poucas chances que estes jovens tem de melhorar de vida. E o mestrado em um instituto de prestígio é considerado o único caminho para a maioria deles.

14mai/08Off

Jim Champy no IIIT-B

O americano James A. Champy ou Jim Champy como ele próprio se apresenta esteve aqui no IIIT-B no dia 12 de fevereiro de 2008. Champy é nada menos que uma das principais cabeças que conceberam a reengenharia na gestão de empresas no começo da década de 90. Seu livro “Reengineering the Corporation: A Manifesto for Business Revolution” escrito em 1993 vendeu mais de 2,5 milhões de cópias.

Aqui, o sujeito veio basicamente divulgar seu novo livro: “Outsmart!: How to Do What Your Competitors Can't”. O burburinho nos corredores é de que ele cobra US$75.000 por uma palestra e como acredito que o IIIT-B certamente não pagou este valor, Champy teve liberdade para falar do que quisesse e como bem entendesse.

O resultado foi medíocre, devo admitir, e espero mesmo que esta palestra não represente sua melhor forma. Perguntas foram muito freqüentes e interrompiam-no o tempo todo, e o conteúdo basicamente limitou-se ao livro, típica auto-ajuda para empresários. Enfim, apesar do currículo, Champy não falou nada de muito diferente do que tantos outros gurus pelo mundo falam.

Entretanto, há sempre o que se extrair de positivo: A propaganda embutida na palestra começou com o conceito fundamental (e óbvio) de que a execução das atividades numa empresa deve fazer parte de sua estratégia. Champy defende  que estratégia (e a execução da mesma) deve ser focada nos resultados de longo prazo e deve ser considerada desta maneira, principalmente pensando na sustentabilidade da empresa.

Sustentabilidade foi inclusive uma palavra enfatizada diversas vezes. É comum as empresas se preocuparem com estratégias de curto prazo pensando num resultado imediato de um produto ou campanha de marketing, por exemplo. Só que elas se esquecem que o mercado é dinâmico e está em mudança constante e isto as torna vulneráveis. Por isto as políticas de “offshore” e “outsourcing” (que são a prática aqui na Índia no mercado de TI) foram muito criticadas por Champy na palestra. Segundo ele, este tipo de estratégia focada em baixos custos engessa a empresa num modelo de negócios que a torna incapaz de mudar com agilidade, impedindo que o cliente seja atendido com qualidade. Vide os modelos de “call center” no mundo todo.

Além disto, não há como mudar modelos de negócios sem assumir riscos e realizar investimentos. E ao contrário do que parece, Champy tem visto empresas com bastante dinheiro em caixa e simplesmente não o gastam por medo do atual cenário econômico mundial.

Sobre as características dos líderes, nenhuma novidade: Eles são inspirados e inspiradores, abertos a discussão, transparentes, e aprendem rápido. O outro lado exposto é que eles também são vulneráveis, e erram. Mais importante, no entanto, é que eles estão preparados para errar e possuem uma sensibilidade de “just-do-it” (algo como “simplesmente faça”), tal qual o slogan da Nike.

No livro, as empresas destacadas são todas desconhecidas por mim (e claro, todas americanas): Sonicbids, MinuteClinic (uma proposta de clínica para pequenos atendimentos), Smith & Wesson (uma fábrica de revólveres com uma marca tão forte que seus clientes achavam que eles também fabricavam outros tipos de armas), Shutterfly (serviços fotográficos pela Internet, já não tão inovador assim), S.A. Roberts (uma empresa que ainda faz tudo por conta própria, ou seja é integrada verticalmente e não tem nada de outsourcing, devido ao risco envolvido no negócio), Jibbitz (empresa que teve uma idéia inusitada para enfeites de calçados e a transformou em negócio), PartSearch, e SmartPak Equine.

O que estas empresas têm em comum? Segue a lista de como elas se comportam, no melhor estilo receita de bolo, dada por Champy:
•    Ambição importa;
•    Intuição reina;
•    Foco prevalece (estas empresas nunca desviaram de seus objetivos principais);
•    O cliente manda;
•    A calma habilita (permite a execução das atividades necessárias);
•    Inovação vive;
•    Cultura orienta; e
•    Todo mundo participa.

Um episódio curioso ocorreu no final. O diretor do IIIT-B, Sowmyanarayanan Sadagopan, esteve presente durante toda a palestra e fez a seguinte pergunta: “Como você se sente ao realizar que muitas empresas fracassaram e perderam muito dinheiro ao adotar suas idéias de reengenharia no passado?” Ao que ele respondeu: “Eu estou tranqüilo quanto a isto. Eu me motivo perturbando o conforto e quero ser responsável por quebra de paradigmas.” Realmente o conforto de muitas pessoas foi perturbado na época, menos o dele..

22set/07Off

Mentes brilhantes no 8º ano de vida do IIIT-B

Uma semana depois do “freak show” de calouros, participei de uma festa pra lá de especial. Todo ano o diretor do IIIT-B, Sowmyanarayanan Sadagopan (olha que nome bunitinho!), faz questão de celebrar o aniversário do instituto.

Além da festa, composta por apresentações formais de danças e músicas, figuras importantes no cenário nacional indiano (e frequentemente também com expressão internacional) são convidadas a falar um pouco de suas experiências e trabalhos. É um momento especial para os estudantes; uma excelente carga de estímulo depois dos primeiros dois meses de muito estudo.

Diretor do IIIT-B no 8o. Foundation Day
O diretor do IIIT-B na abertura do evento (e uma cabeça gigante na frente!). Sentados, da esquerda para direita, estão Hari Dass (quase escondido pela cabeça), Nooraine Fazal, Kiran Mazumdar-Shaw, e Sivaramakrishnan S Iyer.

Segue um compacto de cada um dos convidados.

Professor Hari Dass
O sujeito tem cara de cientista maluco e não é para menos: Professor sênior no Instituto de Ciências Matemáticas, em Chennai (MATSCIENCE), ele é simplesmente o idealizador do computador mais poderoso da Índia, na lista dos Top 500 do mundo.

Antes, foi membro do Niels Bohr Institute (parte da Universidade de Copenhague) e da Universidade da Califórnia. Lá nos EUA, chegou a ser preso depois de participar ativamente de protestos contra a guerra do Golfo.

Laura Parkin
Ela é uma empresária americana típica, se me perguntarem. Daquelas que riem da própria piada boba mas com discursos capazes de conquistar grandes audiências.

Laura se formou em Harvard e se mudou para Índia sozinha com um filho pequeno onde acabou se tornando Diretora Executiva da Fundação Wadhwani e líder da Rede Nacional de Empreendedorismo (NEN), uma das lideranças no estímulo à educação empreendedora no país.

Sivaramakrishnan S Iyer
Agora eu já sei quem culpar por parte do caos nesta cidade. Sivaramakrishnan (para mantermos a parcimônia, vou chamá-lo carinhosamente de Siva) é o responsável pela completa reformulação do Aeroporto Internacional de Bangalore. Quando estiver pronto (previsão para abril de 2008), ele será o aeroporto mais moderno da Índia.

Aliás, o caos do aeroporto e em toda a infra-estrutura de Bangalore foi assunto da BusinessWeek de março deste ano. Mr. Siva é citado lá como responsável por esta obra monumental.

Esta é uma das primeiras tentativas de parceria público-privada na Índia e, segundo alguns, só está sendo bem sucedida por conta da maturidade do Siva em driblar a tenebrosa burocracia daqui.

Nooraine Fazal
Outra empreendedora que escolheu a Índia como lar doce lar. Ela é pós-graduada pela Universidade de Boston e antes de retornar à Índia trabalhou na IBM e na Reuters.

Aqui, fundou a Inventure Academy onde é atualmente CEO. O local é uma escola de negócios com foco no estímulo à inovação.

Dra. Kiran Mazumdar-Shawkiran_mazumdar-shaw_mag.jpg

A mais aclamada entre todos os presentes. Pelo visto a mulher é muito famosa. E não estou brincando! Ela é considerada Senhora Biotecnologia da Índia, mulher mais rica da Índia, empreendedora do país, ganhadora de vários prêmios, e fundadora da Biocon – uma organização de grande sucesso aqui.

E a lista continua... Ela foi também matéria do New York Times onde a consideraram “Mãe Indiana da invenção” e a revista The Economist a corou “Rainha da Biotecnologia Indiana”.

Apesar disto tudo e da enorme carga de trabalho, praticamente todo ano ela comparece ao IIIT-B como uma das grandes apoiadoras. Não é à toa, portanto, que esta mulher é venerada; Principalmente em se tratando de um país onde o preconceito contra as mulheres ainda é bastante evidente.


Este lugar cada dia me impressiona mais. Eu estou simplesmente mergulhado num universo inteiro de atividades plenas na área de tecnologia. Eventos como este, ao que parece, já são rotina e simplesmente reforçam o status desta cidade como Vale do Silício Indiano.

PS1: Para completar, sexta-feira tive uma aula via vídeo conferência com um analista sênior da Sun Microsystems, um dos responsáveis pelo projeto SailFin.

PS2: A Índia disputa hoje a semi-final da Copa do Mundo de Cricket. Isto mesmo, C-R-I-C-K-E-T! Eu nunca tinha ouvido falar neste esporte que mais parece uma mistura de taco com baseball e adoraria continuar sem saber (Para mim, cricket é grilo em inglês).

O esporte é horrível! Tédio maior só assistir a uma partida disto no estádio. E o pior é que o povo aqui só gosta dele. Um dia ainda vou entender como é que mais de 1 bilhão (1 BILHÃO) de pessoas conseguem gostar de apenas um esporte (e logo um que praticamente todo o resto do mundo não está nem aí)...

9set/07Off

Festa?! Sei não…

Eu já estava no quinto parágrafo do meu texto quando o Word fez o favor de fechar inesperadamente. Ao abrir, o documento recuperado estava lá mas o querido editor emburrou e travava sempre que eu tentava clicar para abri-lo. Resultado: Texto perdido.

Anyway, eu havia começado o anterior falando que o final de semana está virando sinônimo de atualização aqui: Além deste que vos escreve, o texto do meu irmão com o vídeo do ovo-biônico-voador-suicida-inquebrável foi postado ontem. Aliás, que ovo é aquele Marcelo?! E o que você anda fazendo brincando com ovos, heim?! Sei não...

Mas eu digresso. Hoje, mais do que escrever, quero mostrar fotos e vídeos de uma festa bizarra ocorrida na última sexta-feira, a “Freshers’ Day” (Dia dos frescos se me perguntarem a tradução). Foi na verdade um show de calouros entre os alunos novatos para que eles pudessem mostrar, bem, como direi, suas excepcionais habilidades fora da sala de aula.

Mas não tinha cerveja e petiscos-para-carnívoros e meia-noite as luzes se apagaram-se a si próprias (sic). Parecia até que Cinderela estava lá e ia perder a carruagem de abóbora (aliás, uma carruagem de abóbora bem que ia combinar com algumas das apresentações).

Calo-me aqui (até porque meu Word pode travar a qualquer momento novamente e, francamente, este pessoal que trabalha com software deveria ser mais competente). Vejam as fotos e vídeos e tirem suas próprias conclusões... Primeiro as fotos:

O que é isto pessoal!! Crianças também acessem este blog.
O que é isso pessoal!! Crianças também acessam este blog.

Ele vai voar! Eu sei que ele vaiiiiiiiiiiii…
Ele vai voar! Eu sei que vai. É só o sujeito ali atrás empurrá-lo com carinho... Vejam como ele sorri todo serelepe!

Mísseis? Pirâmides? Torres? Flechas? Vidros de florais? Garrafas de coca-cola? Antenas?
Mísseis? Pirâmides? Torres? Flechas? Vidros de florais? Garrafas de coca-cola? Antenas?

Agora vejam os vídeos: