Tag: Índia Brasil 2007


Bela Praga

janeiro 20th, 2008 — 12:12pm

Atenção: Este texto continua a narrar a viagem que fiz em Dezembro, saindo da Índia em direção ao Brasil e de volta à Índia. Já estou de volta à Bangalore mas continuo a narrar a viagem preservando sua cronologia.

***

Chegar à Praga de trem não é a melhor das opções. A estação é sombria e parece ter se esquecido que a República Tcheca não está mais trancada atrás da Cortina de Ferro imposta pela União Soviética durante a Guerra Fria.

É uma Europa diferente a Oriental. Ao cruzar a fronteira da Alemanha, a única semelhança que persistia era a natural, serpenteando as margens do rio Elba. Foi como entrar num túnel do tempo rumo ao passado. No começo as diferenças eram sutis: Notava-se nas roupas, no olhar cansado e no jeito curvado de andar da maioria das pessoas. Aos poucos casas e prédios também iam revelando as marcas de um passado tenebroso: De parte do império Austro-Húngaro se tornou Tchecoslováquia após a Primeira Guerra e logo em seguida foi forçada ao regime comunista. Só em 1992 Eslovacos e Tchecos se separaram após várias tensões entre ambos. A história completa passa pela Segunda Guerra, envolve vários conflitos armados e a dizimação de uma das regiões mais industrializadas e ricas da Alemanha oriental.

Mas há algo no ar que torna Praga, em particular, especial. Os mercados de Natal ao ar livre, característica marcante que presenciei em todas as cidades alemãs por onde havia passado, ajudavam mas não era só isto. A cidade preserva mais de 1000 anos de história e exibe orgulhosa todos os principais estilos arquitetônicos que marcaram a Europa desde então.

Vista de Praga
Vista de Praga

Um passeio pelo Castelo de Praga é maior comprovação do que estou falando. Lá de cima, a vista é magnífica e mostra que a beleza desta capital é também natural, cortada por canais e pelo rio Vltava. E o castelo em si é um dos maiores e mais antigos do mundo; tem suas origens no século IX com a construção da igreja de Nossa Senhora.

Lá dentro, além dos palácios, das casas onde moravam os principais comerciantes e soldados do exército, e de outras igrejas, destaca-se a Catedral de São Vitus. Em estilo Gótico, a catedral foi construída em 1344 sob as ordens do Rei da Bohemia, Charles IV. Linda, linda, linda! Tirei inúmeras fotos de diversos aspectos da catedral: as gárgulas do lado de fora, os inúmeros e gigantescos vitrais (alguns com mais de 100m2), das obras de arte em ouro e prata, e do enorme salão sem pilares, um dos maiores que já vi.

Vista da frente da Catedral de São Vitus
Vista da frente da Catedral de São Vitus

Saí de lá embriagado, sem me tocar que passei o dia e praticamente não havia visto o resto da cidade. Nem ao Museu Nacional, na praça do Santo Wenceslau (considerada o centro Cultural da cidade) eu fui. Na noite anterior, um city tour e um passeio de barco pelo rio foi uma bela introdução mas muito insuficiente. Fui obrigado a deixar a cidade ainda com água na boca, com uma imensa vontade de voltar.

Museu Nacional
Museu Nacional

Felizmente, a estação de trem de Praga não é representativa da cidade. Nem sei o que faz ali, deslocada de todo o resto. Ao sair do castelo fui forçado a encará-la mais uma vez. O trem rumo a Varsóvia, capital da Polônia, me aguardava. Já era quase meia-noite quando embarquei. A neve ainda não havia dado nem sinal mas o frio era quase abaixo de zero. Na escuridão, adormeci rapidamente, sequer tive tempo de me preparar para o que me aguardava em terras polonesas…

3 comments » | República Tcheca

Alemanha Revisitada

dezembro 14th, 2007 — 5:20am

Chegar à Europa após 4 meses na Índia provoca uma sensação estranha de alívio e conforto. Acredito que chega a ser perigoso porque elimina um estado de alerta constante que eu mantinha no país asiático e que evitava uma embriagues emocional.

De Frankfurt, fui de trem para Munique onde reencontrei novamente um grande amigo. Foi literalmente o segundo reencontro em 4 meses já que antes disto não nos víamos desde 2003. Agora em Dezembro, esperava pelo menos algum sinal de neve no caminho. Não vejo neve também desde 2003 e estava ansioso pela oportunidade. Infelizmente, ela não veio. Durante toda minha estada na Alemanha, as temperaturas giraram em torno dos 5 graus positivos; bem quente para esta época do ano.

De Munique fomos juntos para Regensburg, cidade onde o centro medieval é tombado pela UNESCO. O local é bacana e o centro histórico realmente charmoso. O mais interessante é o toque do império romano deixado na cidade por conta do forte construído no ano 179 DC, durante o reinado de Marcus Aurelius. Daquela época, apenas algumas ruínas permanecem mas praticamente todo o centro se mantém preservado pois não foi tão bombardeado como outras cidades alemãs durante a segunda guerra. A Catedral de Regensburg, fundada em 1275, é também particularmente bela.

Vista parcial de Regensburg com a catedral ao fundo
Vista parcial de Regensburg com a catedral ao fundo. Fonte: Wikipédia

O ponto alto da visita à cidade foi reencontrar um casal amigo. Infelizmente apenas a esposa esteve presente mas mesmo assim o reencontro foi memorável. Não nos víamos desde 2002 e a sensação de nostalgia foi realmente grande. Fizemos questão de parar várias vezes em cafés espalhados pela cidade para colocar o assunto em dia.

De Regesburg, me despedi dos amigos e parti para Chemnitz, ainda na Alemanha, próximo a Berlin, para reencontrar outro. Do ponto de vista turístico, não há muitas atrações por lá, apenas um cabeção de Karl Marx. Para mim, apenas um aspecto da cidade chamou atenção: Sendo uma cidade que pertenceu à Alemanha Oriental até 1990, boa parte dos prédios e casas ainda mantém a simplicidade imposta naquela época. Os prédios, em geral, são basicamente uns grandes blocos de concreto com janelas. Agora mais moderna, a cidade é uma miscelânea de estilos que parecem não se encaixar muito bem.

O cabeção de Karl Marx no Centro de Chemnitz
O cabeção de Karl Marx no Centro de Chemnitz. Fonte: Wikipédia

Dormi uma noite em Chemnitz na casa deste meu amigo, um aconchegante chalé no subúrbio da cidade, construído por seus avós uns 100 anos atrás. A decoração da casa é encantadora e os enfeites de natal, típicos daquela região da Alemanha, acrescentavam um toque especial de um autêntico doce lar.

No dia seguinte, bem cedo mas após um belo café da manhã, partimos para Praga, na República Tcheca. Ainda na Alemanha, o céu azul e as belas margens do rio Elbe presenteavam nossa jornada de trem.

Vilarejo às margens do rio Elbe

Vilarejo às margens do rio Elbe, ainda na Alemanha

10 comments » | Alemanha

Nova Delhi: Literalmente nova

dezembro 9th, 2007 — 4:03am

Mantenho mentalmente uma lista das minhas cidades preferidas. Minha terra natal, Vitória (Espírito Santo), Montreal, Washington DC, e Helsinki (capital finlandesa) são alguns exemplos. Ao visitar Delhi, passei a considerar seriamente a inclusão da capital indiana neste rol – claro que aqui não estou contando ainda com o calor insuportável que me dizem fazer no verão por lá.

Depois da péssima experiência na minha chegada em Mumbai e Bangalore em Julho, esperava algo ainda pior em Delhi devido ao maior tamanho da cidade e ao fato dela ser a capital do país. Acabei queimando a língua durante todos os meus 4 dias na cidade.

A Delhi atual, pelo que entendi, é a 7ª reconstrução de uma cidade que tem pelo menos 5000 anos. No museu nacional, há objetos e até esqueletos da Harappan, uma civilização que cresceu nos arredores de Delhi e data de 3000 AC.

O mais interessante da experiência em Delhi, apesar dos vários monumentos históricos, museus, praças, parques e templos religiosos, foi dormir na casa de um amigo indiano e conhecer a cidade com ele. Na casa, banheiro sem papel higiênico e banho só com balde. A comida caseira era excelente e, felizmente, não vegetariana. Os indianos, de maneira geral, parecem viver com simplicidade e são muito receptivos. Mesmo protestando, não pude pagar por nada enquanto fui a visita da casa e fui tratado como rei.

Em termos de transporte público, Delhi dá um show. O metrô é um brinco de novo e impressiona até seus cidadãos ainda um tanto desacostumados com a novidade. A exigência do governo para que táxis, rickshaws e ônibus trocassem a gasolina pelo gás também acabou com outro grave problema: a poluição. Passear por Delhi, portanto, é agradável. Há vários parques, praticamente todas as ruas são limpas e arborizadas, e não há muito trânsito.

Belos parques
Um dos parques da cidade, próximo ao “Old Fort”

Na Delhi antiga, onde ainda há construções com mais de 400 anos abrigando residências e comércio, comi com segurança quitutes típicos da junk food do norte da Índia. Também passeamos pelos becos mais estreitos onde vendedores se espremem e empilham produtos até onde uma grande vara de metal alcança.

Junk food indiana
Junk food indiana

Becos aliás revelam por toda Delhi esconderijos surpreendentes. Por vezes, em pleno bairro luxuoso das embaixadas, encontramos verdadeiras favelas apertadas num cantinho que descobrimos apenas porque o taxista errou o caminho. Em ruas comerciais, becos revelam gigantescas feiras ao ar livre, vendendo de tudo um pouco. É quase uma passagem mágica para o mundo dos preços abaixo de R$ 20,00, independente do produto vendido ali.

Uma agradável coincidência foi a realização do casamento de um casal conhecido dos pais deste meu amigo. Extremamente luxuoso, o casamento seguiu à risca as práticas de um casamento hindu do norte da Índia. Primeiro o noivo chega a cavalo, acompanhado de uma banda e de seus parentes e amigos que dançam num estilo próprio da cerimônia. Ao chegar à tenda onde o casamento é realizado, os parentes (do sexo masculino) do noivo e da noiva realizam várias pujas para celebrar o laço entre as famílias.

Em seguida, o noivo é desmontado do cavalo sem tocar o chão e é carregado pelos amigos até um trono que fica numa parte central da tenda. A tenda é montada especificamente para o casamento e não tem vínculo com nenhuma igreja ou templo – pode ser montada em qualquer lugar.

Mais pujas são realizados e neste ínterim os convidados jantam. Só mais ou menos 1 hora depois que o noivo entra é que a noiva aparece. As mesma veste uma bela sári, própria do casamento e se senta ao lado do noivo. Neste momento, meu amigo não quis mais esperar e tivemos que ir embora. Ele me explicou depois que o que se segue é uma cerimônia repetida 7 vezes para selar 7 diferentes votos (fidelidade, cumplicidade, amor, etc.) do casamento. Tudo isto pode demorar mais de 8 horas e só os pais e parentes mais próximos permanecem até o final.

Noiva vestida de sári vermelha
Noiva vestida de sári vermelha

No aeroporto, como em todos pelos quais passei aqui até agora, um bocado de caos e obras de ampliação por todos os lados. A preocupação com a segurança (por conta de ameaças terroristas do Paquistão) também chama a atenção e chega quase aos níveis de paranóia dos americanos.

Pelo menos desta vez, embarquei sem atrasos para Mumbai de onde peguei meu vôo para Frankfurt. Índia agora só em 2008.

5 comments » | Índia

Minha primeira vez no Taj Mahal

dezembro 3rd, 2007 — 12:34am

Eu ia falar primeiro de Delhi para manter a ordem cronológica. Mas depois de visitar o Taj Mahal ontem, em Agra, uma cidade a 200km de Delhi, não consigo pensar em outra coisa. Dizem que a melhor forma de ir a Agra a partir de Delhi é via um trem expresso. A viagem, neste caso, dura apenas 2 horas mas somos obrigados a sair às 6 da manhã e retornar às 8 da noite. Além disto, em cima da hora, não conseguimos comprar o bilhete para este trem. Teríamos que pegar um bem mais lento. Optamos, portanto, por alugar um carro. O preço é um pouco maior e a viagem mais longa, mesmo assim acho que valeu a pena. Além das vacas, vi camelos, porcos, cavalos, cabras, elefantes, ovelhas, e macacos pelas ruas… Um verdadeiro zoológico a céu aberto. Numa parada para um café, também vi um encantador de cobras e duas najas e estes merecem um parêntese.

Encantador de cobras e duas Najas
Encantador de cobra e duas Najas

A importância dos encantadores de cobra é econômica e social. A profissão exerce uma função de inclusão, focada no saber-fazer dos marginalizados da sociedade indiana. Não podemos nos esquecer, entretanto, que a função ambiental que estas cobras exercem também são de fundamental importância nesta relação. Exarcebar a profissão dos encantadores significa contribuir para a extinção de diversas espécies que garantem
ecossistemas locais. Não à toa, a profissão é rigorosamente controlada em alguns estados ou até mesmo proibida.

Para finalizar, a título de curiosidade, a sonoridade no trabalho destes profissionais é apenas um artifício para atrair o público. As cobras não possuem sistema auditivo e se movimentam graças ao articulado movimento da flauta e à ritmada batida dos pés do encantador, imperceptível pelo público.

Chegando a Agra, não há como negar a péssima impressão que a cidade nos oferece: A cidade é muito feia e suja. A visita só vale a pena mesmo por conta do Taj Mahal: Você vê em fotos e filmes, lê e ouve falar a respeito mas nada se compara a presenciá-lo. Esta é sem dúvida a construção humana mais bela que já vi até agora por todos os lugares por onde passei no mundo. Uma jóia preciosíssima que não dá para descrever aqui em poucas palavras…

Taj Mahal e detalhes nas paredes em mármore branco
Taj Mahal e detalhes nas paredes em mármore branco

Ainda em Agra, acabei descobrindo um ateliê de um indiano cujo tataravô (ele já é da 7ª geração, na verdade) trabalhou na construção do Taj. Um detalhe da construção é que pedras semi-preciosas foram entalhadas no mármore de maneira tão intricada que parecem na verdade uma pintura. No ateliê, vi como é feito o trabalho, praticamente da mesma forma desde o Taj, 350 anos atrás.

Eu e o Taj
Eu e o Taj

No retorno a Delhi, ainda deu tempo para parar em Mathura, cidade que abriga o local onde Lorde Krishna nasceu, Krishnajanmabhoomi. Um templo foi construído no local. Curioso que boa parte dos grandes monumentos visitados na Índia foram construídos por muçulmanos. Os templos hindus, por outro lado, são muito feinhos, coitados. Nem dá graça. Tudo bem que tem explicação: o hinduísmo se baseia numa vida vivida com simplicidade, sem apego a bens materiais. Gandhi é talvez o melhor exemplo disto. Os templos, portanto, são um reflexo desta concepção e acabam tendo pouco valor para o turista estrangeiro…

Em Delhi, aliás, fui ao memorial de Gandhi. É muito triste ver o lado mais cruel da humanidade. O memorial de Gandhi, o Museu da Inconfidência, e o Museu do Holocausto para citar alguns exemplos, fazem questão de nos lembrar das atrocidades do homem (em maior ou menor grau) e que não param de acontecer. Será que este povo um dia aprende?

Hoje vou me mudar para casa de um indiano por uma noite aqui em Delhi. Mesmo que não seja a melhor das experiências, acho que vai ser bacana ver como vive um indiano de classe média aqui.

6 comments » | Índia

Tchau Bangalore

novembro 29th, 2007 — 11:59pm

Após 4 meses, hoje ficam para trás os vidros espelhados, o mármore e o granito, e os belos jardins dos prédios suntuosos das grandes empresas de Tecnologia da Informação (TI) de Bangalore. A cidade me recebeu bem mas não tive muito tempo para retribuir. Terei que esperar o ano que vem para realmente conhecê-la.

Na última semana aqui, tive algum tempo para retornar ao centro. No sábado passado, fomos eu e meu amigo Kris a uma apresentação de Qawwali, um estilo de música de devoção da religião chamada Sufismo, derivada de uma mistura do islã e do hinduísmo.

A apresentação é incrivelmente bela e uma noite clara de lua cheia deram um toque especial ao evento. O único porém é que Bangalore a noite nesta época do ano já é bastante fria. A temperatura lá, a céu aberto, devia estar beirando os 10 graus positivos.

Sobre a música em si, deixo vocês com um trecho para ser apreciado. Para tentar explicar um pouco, notem que cada música é repleta de improvisações e há troca de poesias entre os vocalistas principais (a mulher e o homem centrais) numa espécie de competição. O objetivo é compartilhar o amor e a devoção a Alá (ou Brahma, ou Deus de acordo com a religião de cada um) e alguns presentes chegam a entrar em transe.

Dias depois, nesta última quarta-feira, retornamos ao centro para fazermos algumas comprinhas. Claro que não sem antes almoçarmos num belo restaurante que contenha qualquer comida “não-indiana”. Não agüentava mais tanto molho e caldo apimentado.

Passamos o dia em lojinhas de roupas e artesanato procurando produtos no melhor estilo bom e barato. Os lojistas, claro, nos atendem com brilho nos olhos. Para eles, qualquer turista estrangeiro é uma chance de realizar uma boa venda.

Indo às compras…
Eu acho que esta é Parvati. Atrás de mim, meio escondido, está Ganesha. Estas estátuas custam pelo menos R$ 7.000,00

Já ao anoitecer retornamos cansados. Nestes últimos dois dias que se seguiram, apenas finalizamos preparativos para a verdadeira viagem que começa agora! Próxima parada, Delhi!

2 comments » | Índia

Lá ao Brasil e de Volta à Índia 2007-08 (1)

novembro 23rd, 2007 — 11:30pm

Conforme prometido, começo agora a narrar minha saga pelo mundo. O percurso promete de tudo um pouco, principalmente porque terei pouco tempo, pouco preparo, e pouco dinheiro para a empreitada. Assim, não vou me surpreender se tiver que incluir mais alguns “causos” no meu rol de trapalhadas internacionais…

No total, serão pelo menos 8 países pela Ásia e Europa, além do Brasil. Em ordem mais ou menos cronológica estão: Índia, Alemanha, República Tcheca, Polônia, Estônia, Finlândia, Brasil, Inglaterra, e Bahrein (Oriente Médio). Os trajetos serão percorridos com a menor quantidade de dinheiro possível, contando ainda com a possibilidade de dormir somente então – mais economia de tempo e dinheiro, claro.

A viagem começa aqui mesmo em Bangalore, já que faltou tempo para conhecer a cidade antes. Também vou aproveitar esta última semana na cidade para fazer algumas comprinhas, coisa pouca, algumas firulas aqui, supérfluos ali, e outras bobagens pelo caminho.

Na Sexta-feira próxima, dia 30, embarco à Nova Delhi, capital Indiana. Uma das cidades mais antigas do mundo (lendas estimam que a cidade tenha mais de 5.000 anos) merece uma atenção especial. O contraste do caos urbano com anos de história promete ser uma das principais atrações deste grande centro com mais de 13 milhões de habitantes.

A visita a uma das 7 novas maravilhas do mundo é a próxima parada. Em Agra encontra-se o Taj Mahal: O famoso mausoléu, concluído em 1654 pelo imperador Shah Jahan, foi projetado como local de descanso eterno para sua rainha preferida. Também na cidade, outra visita imperdível é à Fortaleza de Agra, construída em 1565 e posteriormente transformada em palácio.

Roteiro de Viagem
Clique no mapa para visualizar o nome das cidades que visitarei e a ordem da visita

Depois de 4 meses me matando de tanto comer pimenta aqui na Índia, finalmente embarco novamente à Alemanha. Por lá, pretendo retornar à Munique e em seguida visitar outro amigo em Chemnitz, cidade que teve forte influência da Alemanha Oriental até 1989.

Partiremos juntos eu e Sancho Pança rumo à República Tcheca e à Polônia. Visitaremos a capital destes dois países por uns dias. Como quero distância da realidade, deixo Pança para trás rumo a países pelos quais sempre fantasiei: Letônia, Lituânia, e Estônia. Os três são ex-integrantes da antiga União Soviética e recheiam o meu imaginário com contrastes culturais desde que os estudei pela primeira vez no Ensino Médio.

Helsinki é o último destino na primeira parte da viagem. A capital da Finlândia também é única em sua história e nas atrações que oferece. O próprio povo finlandês é uma atração à parte devido a seus hábitos inusitados. Apesar disto, meu principal objetivo na cidade é reencontrar amigos que lá deixei em 2003.

A primeira parte c’est fini ici. De Helsinki retorno ao Brasil para um belo descanso. Retorno à Índia somente após o natal e ano novo mas não sem antes visitar novos destinos.

No velho mundo visito Londres: Depois que fiquei sabendo que meu irmão (sujeitinho abusado) ia visitar a cidade, não podia deixar barato. Tratei de me programar para visitá-la também. Em seguida, aproveitando que meu vôo de retorno à Bangalore faz escala no Bahrein, pretendo também dar uma volta por lá.

Não sei até que ponto este roteiro será seguido à risca. Não é o que pretendo. Exceção feita às datas dos bilhetes aéreos, deixarei o restante da viagem o mais flexível possível, entregue às surpresas do acaso. Vamos ver no que dá…

Stay tuned!

5 comments » | Preparativos

Back to top