Pra não falar do tempo…
Burma (ou oficialmente Myanmar) é um país de área territorial relativamente grande (maior que a França), localizado ao leste da Índia, fazendo fronteira com este a noroeste.
Estou portanto perto deste país que está tomado por um regime militar desde 1962 e vem recebendo atenção internacional ultimamente devido a um série de protestos pacíficos de monges e cidadãos que estão sendo violentamente reprimidos pelo governo. Apesar da proximidade, entretanto, aqui pouco se sabe sobre o assunto além da cobertura internacional.
Estou acompanhando o caso através do Google News. Jornais no mundo inteiro estavam recebendo fotos e textos dos locais de massacres no país via celular e computadores em cibercafés até que o governo bloqueou toda a rede de telecomunicações (Internet e telefone) para os cidadãos.
Era para eu ter falado sobre isto ontem devido a um pedido do Movimento “Free Burma” que fiquei sabendo aqui. Entretanto, estava doente (veja abaixo) e impossibilitado de escrever qualquer coisa que fizesse algum sentido.
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Estive com a garganta inflamada, febre, congestão nasal et al. a semana toda. Ontem decidi dar um basta e fui a um hospital próximo. O local é recomendado, limpo, organizado e parece ser bem equipado. Esperei apenas 20 minutos para ser atendido mas a consulta durou só outros 5. O médico ouviu o que eu disse sentir, usou o estetoscópio por 5 segundos e iluminou a minha garganta por um instante.
Neste ínterim, concluiu que minha garganta continuava bem inflamada (apesar de ser algo localizado) e que eu deveria tomar um antibiótico ultra-matador-de-bactérias-malignas-indianas para uma simples infecção (agradeço à minha médica preferida pelas informações!). Obviamente o medicamento agora enfeita minha prateleira aqui no quarto e eu continuo me tratando a base de paracetamol, Benegrip, água e gargarejos.
Curiosidades:
- A consulta custou R$ 7,50 (E acreditem, poucos podem pagar este valor);
- Os remédios não têm bula, e são vendidos no próprio hospital;
- Para entrar no hospital, esteja preparado para ficar descalço.
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Descobri outro esporte, além do cricket, que os indianos são bons: Xadrez (Quer dizer, eu acho que xadrez é um esporte; não seria apenas um jogo?)! Um Indiano (Viswanathan Anand) é o atual campeão mundial de xadrez, conquistando o título unificado no final do mês passado.
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Acho que nunca vou me acostumar a este país e a certas bizarrices dele: Outro dia vi na televisão uma propaganda de conscientização pedindo à população para não beber sangue de cachorro!
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Falando em bizarrices, Torre de Babel está longe de estar na Dinamarca conforme meu querido irmão relatou impressionado com a quantidade de idiomas que encontrou por lá.
É bem verdade que por toda Europa é comum encontrarmos pessoas falando Inglês, Alemão, Francês, e Espanhol além da língua do país em questão e de seus vizinhos mas a lista não se alonga muito além disto.
Não que a torre esteja aqui também mas o número de diferentes línguas que podem ser ouvidas diariamente é bem superior: Hindi (principal e mais falada), Tamil, Kannada, Bengali e Telugu estão entre as mais comuns, além, claro, das ocidentais (espanhol, alemão, francês e inglês para ficarmos só nas que escuto quase todos os dias).
No total, 24 línguas são faladas por mais de 1 milhão de indianos e 114 por mais de 10 mil. O Google Indiano, aliás, ostenta em sua página inicial opções de busca em 5 diferentes línguas além do inglês. Aprecie os diferentes caracteres de cada uma delas aqui.