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Londres em um dia

março 19th, 2008 — 11:31am

Saí do Brasil no dia 15 de Janeiro de 2008 rumo a Bangalore, onde estou no momento. Antes, porém, fiquei dois dias em Londres para conhecê-la…

Chovia muito lá fora. O avião sacudia com a turbulência e parecia cansado após 11 horas de vôo. Eu pelo menos estava. E ainda tinha pela frente as imensas filas do Aeroporto de Heathrow, o controle de imigração, a espera pela bagagem, e a viagem de metrô até o albergue onde me hospedaria.

Assim que o avião tocou o solo eu já estava com a cabeça no dia seguinte quando partiria para conhecer a cidade. A torcida era por um dia ensolarado que não veio. Assim mesmo, entre ventos e uma garoa fina, caminhei como costumo. Perambulo pelas cidades para observar seu povo tanto quanto possível. Impressionante como há Indianos por lá.

No Hyde Park, primeira parada, parecia eu ser um dos únicos dispostos a estar ali. O parque fica triste no inverno e pouco tem a oferecer. Somente as pombas se arriscavam por lá na esperança de obter algum agrado de turistas desavisados. De lá, segui via o Arco de Wellington para o parque seguinte em direção ao Palácio de Buckingham.

Na rotatória em frente ao palácio, uma estátua da rainha e portões dourados (devem ser banhados a ouro mesmo) reforçavam a opulência com a qual se exibe a família real. Um desperdício cujo benefício solene é contribuir para a miséria dos países que um dia foram honrados com a condição de colônia inglesa.

Segui em frente. Perto dali está o Big Ben e sua orgulhosa precisão britânica: 11 horas em ponto anunciava às badaladas. Segui em frente. Rumei norte em direção à Praça Trafalgar mas fui surpreendido por uma troca de guardas no caminho: eram 11 e meia e os cavalos (inclusive os animais) precisavam descansar após horas ali parados queimando fosfato com a morte da bezerra.

Não me surpreendi tanto com a National Gallery, num dos cantos da bela Praça Trafalgar. Uma coleção típica propunha-se referência mundial. Vale a visita, claro, mas esperava um algo mais que só fui encontrar três estações de metrô depois, no Museu Britânico. Ali mantinham-se preservados todos os objetos roubados de outros povos ao longo de centenas de anos. Tesouros raros que os britânicos, hipócritas, dizem ter obtido através de meios legais da época: Acho que deve haver mais do Egito em Londres do que no próprio Egito, por exemplo.

No fim do dia ainda sobrou tempo para reencontrar um amigo que conheci no Canadá. Mora agora no Sul de Londres e odeia o caos do trânsito, e a imensa quantidade de pessoas na rua. Eu não odiei nada disto e devia ter falado para ele como são estas coisas na Índia. Comemos tapas num restaurante espanhol enquanto bebíamos sangria e riamos de histórias do passado e desventuras nossas e de outros amigos em comum.

Chovia muito lá fora. Um outro avião chegou até a cair na cabeceira de um das pistas de Heathrow mas ninguém se feriu. No albergue eu me preparava para uma viagem ainda mais longa que a primeira. Era hora de voltar à Bangalore.

PS: Meu irmão esteve em Londres duas semanas antes, na virada do ano, e também narrou sua viagem por lá.

PS2: Para os interessados, fiquei num albergue muito bom, chamado Ace Hotel. Seu único porém é a localização um pouco distante das atrações que citei neste post. Nada que uma viagem de metrô não resolva.

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Olá 2008!

janeiro 25th, 2008 — 5:17pm

Salve salve, povo!

Alegria alegria. Antes de partir para mais uma viagem venho em tempo contar da última. A segunda parte da viagem que fiz no fim de 2007, quando passei o natal em Berlim e o ano novo em Londres. Conto agora sobre a fase britânica.

Saí de Berlim dia 28.12. Cheguei em Londres algumas horas depois onde, depois de um passo além do portão de desembarque, um voz chamava “Mr. Marcelo Gomes Lage, please atend to an information desk”. Não demorei muito pra achar uma mãe muito surpresa agarrada ao telefone, surpresa tentando explicar pra alguém do outro lado da linha que eu tinha aparecido. Muitos beijos e abraços depois, muita saudade acumulada, tomamos nosso rumo ao albergue que nos abrigaria por 2 noites.

Sem muitas primeiras impressões senão pelo metrô integrado ao aeroporto de Heatrow que é sem dúvida uma mão na roda. Diferentemente de São Paulo por exemplo que você tem que andar um bom pedaço – ou pagar um taxi – até a estação mais próxima.

Mais ou menos 1 hora depois chegamos a nossa estação: Picaddily Circus. O coração de Londres pulsa um absurdo. Dificilmente tivemos um dia em que passamos por ali e não estivesse completamente tomado de gente caminhando em todas as direções – e carros nas direções erradas.

Os dias seguintes foram de muita caminhada. Visitamos praticamente tudo que tem pra se ver em Londres. Não se enganem: tudo que tem pra ver que eu e você já vimos daí do Brasil. London Eye, British Museum, Natural History Museum, Science Museum, Big Ben, Palácio de Buckingham, Tower Bridge, Tate Gallery, St. Paul’s Cathedral, Covent Garden, London Tower e National Gallery (por fora) e mais umas pernadas perdidas tentando achar o prédio da prefeitura. Sei que se perguntar qualquer coisa ao longo do Rio Tâmisa é bem capaz de eu saber responder onde fica.

A lista é pequena. Sem dúvida Londres oferece muito mais. Teatros infinitos com espetáculos muito bem produzidos. Falo porque assistimos a um deles. Qual? Lembra o nome desse site e você vai ter uma resposta: O Senhor dos Anéis, claro! (Até porque era um dos pouquíssimos que era possível achar ingresso). Sem dúvida abre um leque de possibilidades incríveis sobre o que é possível de se fazer num teatro.

No dia do reveillon fomos mais vez ao Tâmisa pois a promessa era de um show pirotécnico belíssimo. Uma multidão que não acabava mais e o cachorro-quente mais caro da história. Basicamente esse foi o reveillon porque o show prometido durou 5 segundos – tempo pra estourar o primeiro foguete. O céu foi completamente tomado por uma fumaça onde os fogos todos estouraram dentro e nós não conseguimos ver nada. Camburi ganhou de muito nesse quesito. Pelo menos 2008 começou com umas boas risadas.

No fim, depois de mais ou menos 5 dias agarrado com minha mãe, parti de volta para Aalborg. Muitos beijos, mais abraços, e já muita saudade (né, mãe?). Valeu muito a pena conhecer Londres, especialmente por causa da minha guia.

Seguem as fotos! E pra quem resolver falar do meu cabelo: já cortei. Já fiz a barba também. Próximo post vocês vão ver. E será sobre Barcelona! Parto amanhã.

Beijos, abraços e saudade!

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