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Milão e um pouco mais

setembro 2nd, 2008 — 3:42pm

Ei pessoas! Desculpem o atraso. Como falei no último post, desta vez conto para vocês minha passagem por Milão e a um pouco mais.

Saí do meu hotel e precisei pegar um metrô para chegar até o hotel onde meu caro Gira (fala, Doido!) estava hospedado. E como essa foi a única rota que usei como transporte público, minha impressão de Milão começou muito boa pois desci em uma estação quase em frente de onde eu precisava ir.

Momento mais que especial quando pude rever e dar um forte abraço em um grande amigo. Fora a cara de morto que Rafael e a namorada Renata estavam, tudo pareceu como se não estivessemos sem nos ver por 1 ano. Conversamos bastante e saímos para comer uma pizza.

Preciso fazer uma ressalva que além do Gira e da Renata estive também acompanhado dessas figuras que são a Vanessa e o Giovani. A Vanessa é amiga da Renata do Brasil de longa data. O Giovani, ou Giov como passamos a chamá-lo, é italiano, namorado da Vanessa. Eles vieram a Milão buscar Rafael e Renata que ficariam hospedados na casa deles.

Já era tarde quando acabamos a pizza. Aliás muito boa apesar das garçonetes serem orientais o que passou uma impressão de que a comida não seria tradicionalmente italiana. Saímos então para uma volta numa região de bares e boates e pude ver um pouco mais da cidade, tomamos umas geladas, fizemos ombrinho (ombrinho! hey!), e mais conversa pra matar a saudade.

Fato interessante: nunca vi alguém tirar tanta foto que nem Rafael. Foto da pizza, foto com a pizza, foto da Renata com a pizza, foto comigo e com a pizza, foto da cerveja, foto do brinde, foto com a cerveja, foto comigo e com a cerveja, foto da Renata com a cerveja, foto do brinde dele e da Renata, foto, foto, foto! Minha Nossa!!! É foto demais, Doido! (Renata, se você estiver lendo isso não me mata pelo tanto de Doido que eu já escrevi.)

Dia seguinte andamos mais pela cidade, especialmente pelo Castelo de Milão, Piazza Duomo, Piazza Da Vinci e pela rua Montenapoleone, que é rua da moda. Gucci, Armani, Valentino, Hugo Boss, Ferragamo, Victor Hugo, e o que mais você imaginar. Lamborghini foram 2, Porsches, BMW e Mercedez perderam a graça, enfim, uma exibição de luxo necessária para uma das capitais mundiais da moda.

Entretanto, minha impressão geral da cidade não é muito boa. Pixações por todos os lados (não grafiti, poluição visual mesmo), muita sujeira, muito cigarro e muita cidade! Milão é uma cidade industrial com pouca preocupação com áreas públicas. Ainda que não arranha-céus, são prédios e mais prédios por todos os lados, todos sujos de poluição, fios elétricos cruzando em todas as direções, trânsito, enfim, CAOS urbano (como diria meu irmão).

Chegamos ao fim do dia e eu tinha me programado para ir para Bologna no trem noturno. Eu só não havia me ligado de um detalhe: Milão x Bologna de trem leva 3 horas. Não existe trem noturno. E como eu não sabia disso até então, fiquei sem ter pra onde ir. Até porque eu não havia conseguido falar com meu amigo Francesco em Bologna ainda e não sabia a que horas eu poderia ir para a casa dele. Fim das contas: Giov e Vanessa me convidaram para passar a noite na casa deles em Vittório Vêneto, há 3 horas de Milão (obrigado mais uma vez, aos dois!).

E não poderia ter sido melhor solução pois no caminho paramos em Treviso. E que cidade linda. Pequena, com um centro histórico extremamente aconchegante e charmoso onde tomamos um pró-seco italiano no fim da tarde antes de continuarmos para Vittório Vêneto. Jantamos em uma pizzaria a rodízio com uns amigos do Giov e da Vanessa e chegamos à noite em Vittório.

Uma pena pois não pude ver a cidade direito, pois já cansados fomos direto para casa. Aliás, casa que é um charme a parte. Um antigo casarão medieval no centro histórico recuperado que abriga 3 ou 4 apartamentos, sendo o dele no último andar. O telhado de madeira original e parte das paredes e colunas de pedra também originais integrados aos móveis modernos dando um efeito bem legal.

Parti no dia seguinte para Bologna com uma sensação muito bacana de que valeram a pena as 22 horas dentro do trem para ver meu amigo Rafael (Gira, Doido!), botar a conversa em dia e matar um pouco da saudade. E ao mesmo tempo me fez querer rever vocês todos ainda mais, o que me ajudou bastante na decisão de passar o Natal aí com vocês.

Próximo post: Bologna, a cidade dos arcos!
Beijos, abraços e saudades!

***

Yo guys!

Sorry for the delay on this post. You all know how Aalborg goes in the beginning of the semester, right? You have to get to know people, and that is very tiring! Anyway, this time I’m telling you how my stop in Milan was.

First of all it was great to see my good friend Rafael again and his girlfriend, Renata. After 1 year apart, the 22 hours in the train from Poland seemed to be nothing after we hugged and talked for most of the 2 days we have been together. It was also great to meet their friends Vanessa and Giovani who live in Vittorio Veneto, a small city nearby Treviso.

Milan didn’t make a good impression. The city is dirty full of graffiti all over the buildings, but not the good ones what you can call art. Not only bad graffiti but thrash all over, too many electric cables going in all directions, traffic jams e not enough public areas like parks and squares.

However, the Castle and the Duomo are beautiful places, it is not enough to save the city. Another thing that was quite impressive was the Montenapoleone street with all the major fashion brands and of course expensive cars parked all over the place.

Anyway, I couldn’t go to Francesco before Monday and it was Sunday afternoon and my friends were all leaving to Vittorio Veneto so I had nowhere to go. That was when Vanessa and Giovani invited me to go to their place which saved my day. We made a quick stop at the beautiful town of Treviso where we had some Italian pro-secco at the old town by the end of the afternoon.

After that we headed to their home where I spent the night before going to Bologna on the next morning. About that, I’ll tell you next time.

Cheers!

4 comments » | Itália

Da Polônia à Itália

agosto 27th, 2008 — 9:45am

Salve, salve galera! Eu denovo, como prometido, acelerando o relato da minha viagem de julho. Dessa vez são as 22 horas dentro de trem que levei entre Wroclaw na Polônia e Milão na Itália.

Saí de Wroclaw com a certeza de que ia dar tudo certo. Troquei de trem em Katowice ainda na Polônia, de onde eu tinha comprado um bilhete para uma cabine noturna, onde tem cama pra você deitar numa boa. Afinal de contas, 22 horas sentado num é pra qualquer um. E isso eu falo de cadeira. Infelizmente.

Quando entrei no bendito do trem o condutor me informa que o meu bilhete era para o dia seguinte, que a data estava errada e que eu tinha que descer. E claro que eu fiquei doido com o cidadão que me vendeu o bilhete pois ele imprimiu errado a data e realmente eu não tinha a bendita da cama. O único jeito foi ir pro vagão normal mesmo. Aqui dei alguma sorte e precisei usar de alguma malandragem para o mínimo de conforto. Que me perdoem os passageiros que tentaram, mas eu me apossei de 3 cadeiras em uma das cabines do trem e dormi – e fingi que dormi – durante toda a viagem até Viena. A porta da cabine abria e eu nem me mexia. Nem o condutor resolveu me perturbar pra ver minha passagem…

Cheguei em Viena às 6:30 da manhã – lembrando que saí de Wroclaw às 20:30, o que somam até aqui 10 horas. Cabine de informações pra saber de onde saía o trem para Veneza, de onde eu finalmente pegaria o trem para Milão. E aqui preciso dizer que vem talvez o meu único arrependimento. Não sei porque diabos eu não tirei fotos da viagem. Todas as curvas, todas as saídas de túneis, e demais passagens do trajeto pela Áustria são simplesmente fenomenais! Uma paisagem mais linda que a outra! Os Alpes, o céu azul, as pequenas vilas com casas de madeira, tudo muito lindo. Sem dúvida preciso ir a Áustria depois dessa passagem.

Cheguei a Veneza e percebi que tinha 1 hora até o meu próximo trem. Por que não dar uma volta? Afinal de contas é Veneza! Sabe aquela idéia boa que é ruim ao mesmo tempo? Juro pra vocês que devia estar por volta de 40º na sombra naquele lugar. E minha calça jeans com minha camisa pólo preta e uma mochila de uns 12 kg nas costas não é a melhor produção pra andar em Veneza. Resultado: meia dúzia de fotos, almocei no primeiro lugar com ar condicionado que vi, comprei um sorvete (só lembrando: italiano) e voltei pra estação pra sentar e ficar quietinho esperando meu trem. Pelo que vi, a cidade parece ser realmente linda. Mas naquelas condições parecia mais o inferno!

E finalmente peguei o trem para Milão. Cheguei lá às 18:30, e precisei gastar todo o meu inglês-português-espanhol-italiano pra conseguir achar meu albergue – que era longe e uma grande decepção. Um banho rápido e finalmente pude sair pra encontrar o figura. Liguei pra ele e tudo o que eu fiz foi sorrir quando ouvi “Faaaala, doido!”.

Próximo post: Milão e a inesperada passagem por Treviso e Vittorio Vêneto.
Beijos, abraços e saudade!

PS: Esse semestre tenho alguém pra dividir o quarto novamente. O nome dele é Tomas, húngaro, 24 anos. Ainda não conversei muito com ele mas já deu pra perceber que o inglês dele não é lá essas coisas. No mínimo boas histórias vão aparecer. Mantenho-os informados!

***
Hey guys!

In this post I’m just talking about my trip from Wroclaw to Milan. 22 hours by train with stops in Katowice, Wien and Venice. Perhaps I told it with too many details. Summing them up:

  • I bought a place in the night car of the train – but for the next day;
  • My regrets about not taking pictures from the Austrian part of the trip – what a beautiful place! I need to find the time to spend some time at the Alps;
  • My stop-and-go in 40 degrees Venice with a 12 kg backpack in my back – which made me feel like I was in hell, not in Venice;
  • And of course all my talent in mixing English, Portuguese, Spanish (not on purpose) and Italian to find out where my hostel was.

All that just to meet my good friend from Brazil, Rafael. Next post I’ll talk about him, Milan and my unexpected stop in Treviso and Vittorio Veneto.

See you soon!
Cheers!

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