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Taj Mahal em 50 fotos

fevereiro 26th, 2009 — 2:45am

Depois da primeira visita ao Taj, acabei falando pouco deste mausoléu. Naquela ocasião porém, além de ficar impressionado com o Taj em si, todo o resto também me chamava atenção – era minha primeira viagem ao norte da Índia. O texto então acabou ficando confuso, sem foco, e apesar do título, pouco teve a ver com o Taj. Para piorar, as únicas duas fotos que coloquei não estavam a altura da beleza do monumento.

Por isto, o que segue são 50 fotos somente do Taj Mahal, seus jardins e arredores. Trata-se de uma compilação de fotos minhas tiradas na primeira e nas outras duas visitas que fiz ao local. Não vou entrar em detalhes sobre o monumento pois informação é o que não falta sobre ele na Internet. Além disto, como uma imagem vale mais que mil palavras, coloco aqui logo cinquenta para valeram mais que cinquenta mil delas.

A galeria completa está disponível no álbum de fotos e também no final deste post. Destaco a seguir as minhas cinco fotos favoritas:

A foto clássica num dia de céu azul!!
A foto clássica num dia de céu azul!!

Esta foto todo turista tira. Ao entrar no jardim principal, você dá logo de cara com a suntuosidade do Taj. É impossível não parar para contemplá-lo e tirar inúmeras fotos.

Na última vez que estive lá agora em fevereiro, o Taj estava em manutenção. Nesta foto, a visão distante de um operário trabalhando na cúpula dá uma idéia do tamanho do monumento.

A placa no meio diz: “Por favor, mantenha distância da mureta
A placa no meio diz: “Por favor, mantenha distância da mureta

Uma de minhas favoritas pois mostra como os indianos, em geral, não tem nenhuma noção de educação. Leis, regras de convívio social, placas, bom senso… Tudo é ignorado por este povo que só parece respeitar aqueles que fazem parte dos seus respectivos círculos sociais.

Taj refletido no rio
Taj refletido no rio

Do outro lado do rio Yamuna, agora praticamente todo assoreado, ainda é possível registrar belas fotos como esta, capturando o reflexo do Taj na água.

Este aí não gostou e ameaçou sacar a espingarda
Este aí não gostou e ameaçou sacar a espingarda

Este policial fazia parte de um grupo fazendo a escolta de um fotógrafo (este aí na foto de perninhas abertas). Depois que comecei a tirar fotos deles, este aí fez cara de mal e ameaçou sacar sua arma. Tá bom, tá bom, eu paro Sr. Policial!

Veja a galeria completa:
Shashin Error: unable to retrieve album photos.

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Minha primeira vez no Taj Mahal

dezembro 3rd, 2007 — 12:34am

Eu ia falar primeiro de Delhi para manter a ordem cronológica. Mas depois de visitar o Taj Mahal ontem, em Agra, uma cidade a 200km de Delhi, não consigo pensar em outra coisa. Dizem que a melhor forma de ir a Agra a partir de Delhi é via um trem expresso. A viagem, neste caso, dura apenas 2 horas mas somos obrigados a sair às 6 da manhã e retornar às 8 da noite. Além disto, em cima da hora, não conseguimos comprar o bilhete para este trem. Teríamos que pegar um bem mais lento. Optamos, portanto, por alugar um carro. O preço é um pouco maior e a viagem mais longa, mesmo assim acho que valeu a pena. Além das vacas, vi camelos, porcos, cavalos, cabras, elefantes, ovelhas, e macacos pelas ruas… Um verdadeiro zoológico a céu aberto. Numa parada para um café, também vi um encantador de cobras e duas najas e estes merecem um parêntese.

Encantador de cobras e duas Najas
Encantador de cobra e duas Najas

A importância dos encantadores de cobra é econômica e social. A profissão exerce uma função de inclusão, focada no saber-fazer dos marginalizados da sociedade indiana. Não podemos nos esquecer, entretanto, que a função ambiental que estas cobras exercem também são de fundamental importância nesta relação. Exarcebar a profissão dos encantadores significa contribuir para a extinção de diversas espécies que garantem
ecossistemas locais. Não à toa, a profissão é rigorosamente controlada em alguns estados ou até mesmo proibida.

Para finalizar, a título de curiosidade, a sonoridade no trabalho destes profissionais é apenas um artifício para atrair o público. As cobras não possuem sistema auditivo e se movimentam graças ao articulado movimento da flauta e à ritmada batida dos pés do encantador, imperceptível pelo público.

Chegando a Agra, não há como negar a péssima impressão que a cidade nos oferece: A cidade é muito feia e suja. A visita só vale a pena mesmo por conta do Taj Mahal: Você vê em fotos e filmes, lê e ouve falar a respeito mas nada se compara a presenciá-lo. Esta é sem dúvida a construção humana mais bela que já vi até agora por todos os lugares por onde passei no mundo. Uma jóia preciosíssima que não dá para descrever aqui em poucas palavras…

Taj Mahal e detalhes nas paredes em mármore branco
Taj Mahal e detalhes nas paredes em mármore branco

Ainda em Agra, acabei descobrindo um ateliê de um indiano cujo tataravô (ele já é da 7ª geração, na verdade) trabalhou na construção do Taj. Um detalhe da construção é que pedras semi-preciosas foram entalhadas no mármore de maneira tão intricada que parecem na verdade uma pintura. No ateliê, vi como é feito o trabalho, praticamente da mesma forma desde o Taj, 350 anos atrás.

Eu e o Taj
Eu e o Taj

No retorno a Delhi, ainda deu tempo para parar em Mathura, cidade que abriga o local onde Lorde Krishna nasceu, Krishnajanmabhoomi. Um templo foi construído no local. Curioso que boa parte dos grandes monumentos visitados na Índia foram construídos por muçulmanos. Os templos hindus, por outro lado, são muito feinhos, coitados. Nem dá graça. Tudo bem que tem explicação: o hinduísmo se baseia numa vida vivida com simplicidade, sem apego a bens materiais. Gandhi é talvez o melhor exemplo disto. Os templos, portanto, são um reflexo desta concepção e acabam tendo pouco valor para o turista estrangeiro…

Em Delhi, aliás, fui ao memorial de Gandhi. É muito triste ver o lado mais cruel da humanidade. O memorial de Gandhi, o Museu da Inconfidência, e o Museu do Holocausto para citar alguns exemplos, fazem questão de nos lembrar das atrocidades do homem (em maior ou menor grau) e que não param de acontecer. Será que este povo um dia aprende?

Hoje vou me mudar para casa de um indiano por uma noite aqui em Delhi. Mesmo que não seja a melhor das experiências, acho que vai ser bacana ver como vive um indiano de classe média aqui.

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