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Da Polônia à Itália

agosto 27th, 2008 — 9:45am

Salve, salve galera! Eu denovo, como prometido, acelerando o relato da minha viagem de julho. Dessa vez são as 22 horas dentro de trem que levei entre Wroclaw na Polônia e Milão na Itália.

Saí de Wroclaw com a certeza de que ia dar tudo certo. Troquei de trem em Katowice ainda na Polônia, de onde eu tinha comprado um bilhete para uma cabine noturna, onde tem cama pra você deitar numa boa. Afinal de contas, 22 horas sentado num é pra qualquer um. E isso eu falo de cadeira. Infelizmente.

Quando entrei no bendito do trem o condutor me informa que o meu bilhete era para o dia seguinte, que a data estava errada e que eu tinha que descer. E claro que eu fiquei doido com o cidadão que me vendeu o bilhete pois ele imprimiu errado a data e realmente eu não tinha a bendita da cama. O único jeito foi ir pro vagão normal mesmo. Aqui dei alguma sorte e precisei usar de alguma malandragem para o mínimo de conforto. Que me perdoem os passageiros que tentaram, mas eu me apossei de 3 cadeiras em uma das cabines do trem e dormi – e fingi que dormi – durante toda a viagem até Viena. A porta da cabine abria e eu nem me mexia. Nem o condutor resolveu me perturbar pra ver minha passagem…

Cheguei em Viena às 6:30 da manhã – lembrando que saí de Wroclaw às 20:30, o que somam até aqui 10 horas. Cabine de informações pra saber de onde saía o trem para Veneza, de onde eu finalmente pegaria o trem para Milão. E aqui preciso dizer que vem talvez o meu único arrependimento. Não sei porque diabos eu não tirei fotos da viagem. Todas as curvas, todas as saídas de túneis, e demais passagens do trajeto pela Áustria são simplesmente fenomenais! Uma paisagem mais linda que a outra! Os Alpes, o céu azul, as pequenas vilas com casas de madeira, tudo muito lindo. Sem dúvida preciso ir a Áustria depois dessa passagem.

Cheguei a Veneza e percebi que tinha 1 hora até o meu próximo trem. Por que não dar uma volta? Afinal de contas é Veneza! Sabe aquela idéia boa que é ruim ao mesmo tempo? Juro pra vocês que devia estar por volta de 40º na sombra naquele lugar. E minha calça jeans com minha camisa pólo preta e uma mochila de uns 12 kg nas costas não é a melhor produção pra andar em Veneza. Resultado: meia dúzia de fotos, almocei no primeiro lugar com ar condicionado que vi, comprei um sorvete (só lembrando: italiano) e voltei pra estação pra sentar e ficar quietinho esperando meu trem. Pelo que vi, a cidade parece ser realmente linda. Mas naquelas condições parecia mais o inferno!

E finalmente peguei o trem para Milão. Cheguei lá às 18:30, e precisei gastar todo o meu inglês-português-espanhol-italiano pra conseguir achar meu albergue – que era longe e uma grande decepção. Um banho rápido e finalmente pude sair pra encontrar o figura. Liguei pra ele e tudo o que eu fiz foi sorrir quando ouvi “Faaaala, doido!”.

Próximo post: Milão e a inesperada passagem por Treviso e Vittorio Vêneto.
Beijos, abraços e saudade!

PS: Esse semestre tenho alguém pra dividir o quarto novamente. O nome dele é Tomas, húngaro, 24 anos. Ainda não conversei muito com ele mas já deu pra perceber que o inglês dele não é lá essas coisas. No mínimo boas histórias vão aparecer. Mantenho-os informados!

***
Hey guys!

In this post I’m just talking about my trip from Wroclaw to Milan. 22 hours by train with stops in Katowice, Wien and Venice. Perhaps I told it with too many details. Summing them up:

  • I bought a place in the night car of the train – but for the next day;
  • My regrets about not taking pictures from the Austrian part of the trip – what a beautiful place! I need to find the time to spend some time at the Alps;
  • My stop-and-go in 40 degrees Venice with a 12 kg backpack in my back – which made me feel like I was in hell, not in Venice;
  • And of course all my talent in mixing English, Portuguese, Spanish (not on purpose) and Italian to find out where my hostel was.

All that just to meet my good friend from Brazil, Rafael. Next post I’ll talk about him, Milan and my unexpected stop in Treviso and Vittorio Veneto.

See you soon!
Cheers!

1 comment » | Viagens

Últimos dias na Polônia

agosto 24th, 2008 — 6:08pm

Salve povo!

Pois bem, depois da Cracóvia, fui para Wroclaw (a pronúncia é algo como Vrótsuav), ainda na Polônia. Aqui decididamente minha parada foi motivada exclusivamente pela vontade de rever uma grande amiga, a Malgorzata Lesniowska, ou Gosia 68 para o pessoal do primeiro semestre aqui do Luna. Simplesmente não sabia nada da cidade, ninguém fora da Polônia sequer ouviu falar, e todo mundo só entende o que eu fui fazer lá quando digo que fui visitar uma grande amiga.

Pois bem, a parada foi meio relâmpago, a primeira delas nessa viagem. Cheguei por volta de 7 da manhã da quinta-feira dia 10 de julho e saí às 20:30 do dia seguinte. Mas valeu muito a pena.

A cidade mesmo é bem bonita. Ouvi dizer que é a “Veneza polonesa”, devido a cidade ter sido construída originalmente em diversas ilhas no rio Odra. Não tive a oportunidade de ver Veneza para dizer se faz jus ou não, mas achei Wroclaw uma cidade bonita, com muito verde.

Como toda a Polônia, a cidade foi bastante destruída durante a Segunda Guerra Mundial. A maior parte dos prédio históricos – como a catedral e o museu nacional que vocês podem ver nas fotos – é recuperada, o que não diminui em nada a imponência deles. Não visitei o museu mas a Catedral é belíssima. Do alto de uma de suas torres é possível ter uma visão incrível da cidade.

Destaque aqui foi para a Rotunda, que abriga uma obra artística que impressiona. É um quadro que representa A Batalha de Ratowice, pela independência polonesa no fim do século XVIII. Na verdade não é um quadro. O prédio inteiro, que é circular, abriga a obra que é uma panorâmica de 360º da batalha. O mais interessante é que a composição da sala que abriga a pintura é como uma extensão da cena, dando um aspecto tri-dimensional, como se parte da obra fosse real. Devido todo o cuidado com a posição dos galhos, rifles, areia e iluminação, muitas vezes é díficil dizer onde termina a pintura e onde começa a montagem. Infelizmente não era permitido tirar fotos lá dentro para eu mostrar pra vocês. Mas achei alguma coisa no Wikipedia se tiverem interesse (infelizmente não existe versão em português).

Aqui em Wraclow foi a primeira vez que eu parei um pouco pra descansar também. Dormi sem me preocupar com hora, sentamos de bobeira em um dos parques da cidade, ficamos batendo papo e tomando gelada na praça do mercado da cidade – que aliás é bem bonita apesar dos inúmeros pombos irritantes. Enfim, foi uma parada mais tranquila, pra relaxar e bater papo.

Aliás, o que mais ficou marcado mesmo foi o tanto que eu ri com essa figura ímpar que é a Gosia. Passamos o tempo todo conversando, lembrando dos momentos aqui no Luna e o quanto a amizade do nosso grupo ficou forte em tão pouco tempo. Falamos de nos reencontrar, ligamos para o Richard, o francês que eu visitei em Paris, e claro, jogamos um monte de conversa fora. Foi bem divertido mas foi muito rápido. Quando percebemos já estava na hora de partir e tive que correr pra não perder o trem.

Meu próximo destino era Milão onde eu iria finalmente rever meu grande amigo aí do Brasil Rafael (o famoso Gira, doido!!) e a namorada dele a Renata. Conto essa aventura pra vocês no próximo post. Valeu!

Beijos, abraços e saudade!

***

Hey there guys!

After Krakow that I told you about in my last post I went to Wroclaw, still in Poland. I know very few people outside Poland heard about it, but I went there for only one very good reason: Gosia 68! We had so much fun together during those two crazy days that it is all I can remember about that place.

Alright, not all. The city is quite beautiful, a lot of green areas but also because it was built originally on islands of the Odra River. I heard people calling Wroclaw the “Polish Venice” because of that. I haven’t seen Venice yet but it resembles a bit what I have seen in pictures and TV.

One of the things I liked the most was the Rotunda building with the painting about the Battle of Ratowice that took place in the late XVIII century for the independence of Poland. It is quite impressive not only because of its size but also because of the setup of the place that sometimes you can’t really tell where the painting ends and where starts the objects the use to complement it.

It was great to be there, so special to be with Gosia 68 again but also too fast! Two days went by without seeing it and in the end I had to run to catch the train. Otherwise I would never make to Milan in time to see my friend from Brazil. After all, there were 22 hours to get there. But I’ll tell you all about that next time.

Cheers!

2 comments » | Polônia

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